quinta-feira, 30 de julho de 2015

PROPINAÇO: Denunciante "morto misteriosamente" teria sofrido ameaças de morte e até sofrido um sequestro relâmpago

Seria no mínimo uma decisão cautelosa a exumação do corpo para se verificar em uma perícia bem detalhada, a verdadeira "causa mortis" de Adriano Sousa.

Anselmo-e-Lenilda

Ancelmo Leandro da Costa, presidente da câmara de Açailândia, tio da vítima e acusado de ter repassado o cheque de Propina a Adriano para saque na boca do caixa…

A principal testemunha da investigação de acusação de propinagem na câmara municipal de Açailândia feita pelo Ministério Público de Açailândia, através da promotora da probidade administrativa Glauce Mara Malheiros (Procedimento Administrativo n° 01/2014), que morreu misteriosamente, sozinho, em sua residência, aparentemente vítima de infarto -  Antes do óbito, teria sofrido ameaças de morte e até sofreu um sequestro relâmpago.

A primeira declaração das ameaças sofridas pelo denunciante foi feita em entrevista coletiva pela prefeita de Açailândia Gleide Lima Santos (PMDB), em março deste ano. Na ocasião em que também denunciou o esquema de propina na câmara de Açailândia, Gleide Santos afirmou ter sido procurada pelo denunciante Adriano Sousa pedindo apoio para fugir para o Estado de São Paulo, em virtude das ameaças que vinha sofrendo.

vereadores Aciaria

Vereadores em visita a Aciaria Aço Verde instalada na cidade de Açailândia que teve Projeto de Lei aprovado para isenção de impostos…

Em entrevista concedida a uma TV Local, o ex-vereador, ex-presidente da câmara e ex-deputado estadual Irmão Carlos (PDT) reforçou ainda mais esta denúncia contando detalhes das ameaças sofridas por Adriano.

Segundo Irmão Carlos, as ameaças eram feitas através de cartas jogadas por debaixo da porta ou sobre o muro da residência de Adriano, e que só puderam ser combatidas através de instalação de sistema de monitoramento de câmeras de vídeos. Em outro trecho da entrevista, Irmão Carlos afirma com detalhes minunciosos que Adriano teria relatado ter sido vítima de uma espécie de sequestro relâmpago praticado por dois motoqueiros encapuzados, que teria levado Adriano a força para uma área deserta próximo ao CAIC, no Bairro Jardim de Alah e lá teria sido ameaçado de morte caso permanecesse com as denúncias contra o próprio tio Ancelmo Leandro da Costa, presidente da câmara de Açailândia e os demais vereadores acusados de propinagem. "Você é muito linguarudo, fala demais" foram as palavras usadas pelos sequestradores.

O Procedimento Administrativo foi instaurado pelo Ministério Público de Açailândia em maio de 2014 e já se passaram 14 meses da denúncia e até agora os vereadores acusados continuam a cantar de galo, levados talvez, por alguma certeza da leniência das nossas leis ou impunidade real.

Com relação a morte misteriosa da principal testemunha e o denunciante ao MP, seria de bom alvitre a exumação do corpo para se verificar em uma perícia mais bem detalhada a verdadeira "causa mortis" de Adriano Sousa.

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