sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Golpe Político: Juscelino rateia a máquina pública com vereadores e autores de denúncias que culminaram com a cassação da prefeita de Açailândia Gleide Santos.

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Um fato escandaloso e no mínimo inusitado tem marcado a história política de Açailândia nos últimos dias, confundindo a população que hoje não consegue distinguir o poder legislativo do poder executivo – Claro que os poderes são “Harmônicos”, mas também deveriam ser “Independentes”, no entanto na cidade do ferro, a coisa tomou proporções escabrosas, pois após vereadores orquestrarem e cassarem o mandato legítimo da prefeita Gleide Santos, o legislativo municipal passou, “curiosamente” a ocupar os cargos mais importantes da máquina administrativa municipal – E não foram somente os vereadores que foram agraciados com pastas importantes da máquina administrativa - Os autores das denúncias também levaram uma fatia considerável no rateio do governo.

A pasta da saúde, com o aval do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB) fiel escudeiro de Juscelino, ficou o vereador de mesmo nome e mesmo partido, o bioquímico Marco Aurélio, que é de conhecimento de toda a sociedade, proprietário de uma distribuidora de medicamentos – A distribuidora que dificilmente em sua razão social está no nome do vereador é administrada pelo hoje diretor do Hospital Municipal, mas isso é assunto para outra matéria investigativa.

A Ação Social pasta que na gestão petista tem recebido um montante expressivo de recursos ficou com a também vereadora Fátima Camelo (PSDB) e em uma ardilosa trama a também vereadora Diomar Freire assumiu a Assessoria especial do prefeito em exercício – A assessoria possui “status” e salários idênticos aos de secretários de governo.

A Secretaria de Infraestrutura e Urbanismos de Açailândia apesar de ter como titular um senhor de prenome Edivaldo, quem manda mesmo na pasta é o vereador Aluísio Silva Sousa, principal articulador da cassação da prefeita Gleide Santos – Aluísio foi o responsável em angariar os votos que restavam para cassação, haja vista que, somente 10 vereadores, dentre eles 09 que foram denunciados por Gleide de propinagem, não eram suficientes.

A educação ficou sob o comando da professora Maíza, que curiosamente é tia dos vereadores Carlinhos do Fórum e Márcio Aníbal, além de mãe do ex-candidato a deputado estadual Sérgio Vieira, inimigo declarado de Gleide e outro grande articulador da cassação do seu mandato – Sérgio Vieira chegou a assumir interinamente a Procuradoria Geral do Município sob o comando de Juscelino.

O Distrito Industrial de Pequiá “Galinha dos Ovos de Ouro” de muitos políticos açailandenses, na hora da divisão do bolo gerou uma confusão generalizada, mas assim como se acaba a briga de criancinhas com a distribuição de balinhas, o Pequiá ficou dividido ao meio entre os vereadores Cenela e Professor Pedro, esse último relator da CPI que cassou o mandato da prefeita Gleide Santos e curiosamente, no mesmo dia em que foi protocolado a denúncia já antecipava seu relatório e anunciava a cassação de Gleide, em redes sociais. O Distrito Industrial de Pequiá hoje possui um dos maiores colégios eleitorais do Município, com mais de 7 mil eleitores, ou seja, 10% do eleitorado de toda a cidade de Açailândia.

Outros diversos setores da máquina pública também foram fatiados e entregues em bandeja de ouro aos nobres edis responsável por toda trama, mas isso foi sempre parte do acordo.

Denunciantes

A pasta do meio ambiente foi dada de presente ao blogueiro Sininger Vidal, como parte de um acordo entre Juscelino e o Secretário de Estado Simplício Araújo, deixando também as digitais do governador Flávio Dino no processo de cassação de Gleide Santos – Sininger também foi o autor das denúncias que afastou a prefeita Gleide Santos em junho deste ano – Por conta de uma decisão do STF Gleide Santos retornou ao cargo 30 dias depois.

A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo foi entregue ao farmacêutico Cleones da Drogaria Americana, responsável pela assinatura da denúncia da primeira CPI instalada contra Gleide Santos na Câmara de Açailândia – A denúncia não prosperou e foi arquivada, mas o conhecido “KEL” não foi esquecido na hora do rateamento da máquina.

Ainda na Educação há quem diga a “bocas miúdas” que a segunda na linha de autoridade na pasta foi entregue a esposa do denunciante que culminou com a instalação de uma CPI e posteriormente, em 20 de julho, da cassação da prefeita Gleide Santos, mas isso é fato ainda não comprovado.

Feito todo o rateio, o principal interessado em uma gestão pública de qualidade, a POPULAÇÃO, acabou sendo esquecida – Prevaleceram os interesses pessoais.

Com provas incontestes ficou então muito claro que a cassação da prefeita Gleide Santos não passou de uma grande e ardilosa manobra política, cabe então a justiça desmanchar todo esse esquema anulando o ato administrativo da câmara, dando a quem de direito foi eleita pelo voto popular, ou então, lava-se as mãos, a exemplo de Pôncios Pilatos.

O perigo é que em Açailândia, caso esse golpe prevaleça, abriremos um precedente muito perigoso, onde bastará à maioria de uma câmara não gostar do prefeito, incitar a população a apresentar denúncias como aconteceu no Município, fatos registrados em atas da câmara nas sessões, e simplesmente cassar o prefeito ou prefeita no mandato.

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