terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Bad Bunny afronta Trump e faz afirmação latino-americana em show nos EUA

 

Bad Bunny se apresenta no intervalo do Super Bowl, rouba a cena e faz manifesto em favor da América Latina

Bad Bunny se apresenta no intervalo do Super Bowl, rouba a cena e faz manifesto em favor da América Latina

Kyle Terada-Imagn Images


Roger Modkovski

Astro principal do intervalo de um importante evento esportivo dos EUA, o músico porto-riquenho Bad Bunny superou expectativas em seu show com uma vigorosa afirmação da identidade latino-americana. Ao liderar um desfile de bandeiras de países do continente sob o lema "somos todos América", o astro latino incomodou o atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, que patrocina uma blitz contra a imigração.

O colunista Juca Kfouri afirma que o mais importante dos eventos de ontem no Super Bowl não foi o resultado do jogo: o que entra para a história é o discurso de Bad Bunny para milhões de espectadores contra "a fascistoide política anti-imigrantes" de Trump.

Luciana Bugni se emociona com o fato de que "tudo que Bad Bunny coloca em sua apresentação no intervalo da final nos é familiar", que aqui no Brasil nos identificamos com tudo que vemos, nessas referências a três continentes gigantes que atravessam dos hemisférios.

Para Thiago Stivaletti, da Folha de S.Paulo, Bad Bunny, com sua arte e seu discurso, supera o ex-presidente Venezuelano Nicolás Maduro e se torna "a nova pedra latina" no sapato de Trump. E, comentando o "esquadrão latino" que secundou Bunny no show, Stivaletti brinca que "só faltou o Wagner Moura".

O colunista Josias de Souza observa que o porto-riquenho deu um tapa na cara das políticas do republicano sem ao menos mencionar seu nome.

Isso não impediu, segundo a correspondente Mariana Sanches, que Trump "passasse recibo" das críticas, ao reagir imediatamente à apresentação de Bunny. O republicano tuitou dizendo que o show foi "terrível" e que o inglês é "a única língua oficial" dos EUA.

Juca Kfouri: Bad Bunny ganhou o Super Bowl

Luciana Bugni: Bad Bunny, chapéu de palha e coco gelado: como é bom se sentir representado

Thiago Stivaletti: Bad Bunny supera Maduro e vira a nova pedra latina no sapato de Trump

Josias de Souza: Bad Bunny dá tapa na cara de Trump sem nem sequer mencionar seu nome

Mariana Sanches: Trump 'passa recibo' ao criticar show de Bad Bunny

Jota Wagner: Bad Bunny no Super Bowl: 380 pés de cana, um continente inteiro e 13 minutos de história

Julianne Cerasoli: Cadillac usa o Super Bowl para lançar seu primeiro carro na Fórmula 1

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