Dezoito deputados federais, 42 estaduais e dois senadores serão escolhidos em 4 de outubro, mas só a apuração dirá quantos votos garantem uma cadeira
Os eleitores maranhenses escolhem, em 4 de outubro, dezoito
deputados federais, 42 deputados estaduais e dois senadores, além de governador
e presidente da República. Para o Senado, serão eleitos os dois candidatos mais
votados. Já para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, o resultado
depende do quociente eleitoral, calculado depois da soma de todos os votos
válidos. Por esse sistema, um candidato com votação alta pode ficar sem
mandato, enquanto outro, menos votado, pode ser eleito pelo desempenho do
partido ou da federação.
O senador é eleito pelo sistema majoritário. Como o Maranhão
renova duas das três cadeiras neste ano, os dois candidatos mais votados no
estado assumem em 2027, sem segundo turno e independentemente do desempenho do
partido. São onze candidaturas disputando as duas vagas.
Deputados federais e estaduais são eleitos pelo sistema
proporcional. Primeiro, são somados todos os votos válidos para o cargo,
incluindo os dados aos candidatos e às legendas. Brancos e nulos não entram no
cálculo. O total é dividido pelo número de vagas do estado, oito na Câmara dos
Deputados e 24 na Assembleia Legislativa. O resultado é o quociente eleitoral.
Depois, a Justiça Eleitoral verifica quantas vagas cabem a
cada partido ou federação conforme a votação obtida. Uma legenda que alcançar
duas vezes o quociente eleitoral, por exemplo, terá direito inicialmente a duas
cadeiras. As vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro do próprio
partido ou federação.
Mesmo que a legenda conquiste uma cadeira, o candidato
precisa obter individualmente pelo menos 10% do quociente eleitoral para
ocupá-la. A regra evita que candidatos com votação muito baixa sejam eleitos
apenas pelo desempenho de outros nomes do partido.
As vagas que não forem preenchidas nessa primeira
distribuição são destinadas pelas chamadas sobras. O cálculo considera a média
obtida pela divisão dos votos do partido ou federação pelo número de cadeiras
já conquistadas mais uma. A conta é refeita após cada vaga distribuída.
Nessa etapa, vale a regra conhecida como 80/20. Para
participar da distribuição das sobras, o partido ou federação precisa alcançar
pelo menos 80% do quociente eleitoral. O candidato beneficiado deve ter obtido
individualmente pelo menos 20% desse valor.
Por isso, a ordem dos candidatos mais votados do estado não
define sozinha quem será eleito deputado. Um candidato pode terminar entre os
mais votados e ficar sem mandato porque seu partido ou federação não alcançou
votos suficientes. Outro, com votação menor, pode ser eleito se a legenda tiver
desempenho suficiente para conquistar cadeiras.
A disputa proporcional é maior para deputado estadual. São
285 candidaturas para 42 vagas, média de 6,79 candidatos por cadeira. Na Câmara
dos Deputados, 281 candidatos concorrem a 18 vagas, média de 15,61 por cadeira.
Oito candidaturas disputam o Governo do Maranhão.
Se os votos válidos para deputado federal no estado somarem
3,7 milhões, por exemplo, o quociente eleitoral será de 205 mil votos. Nesse
cenário hipotético, o candidato precisará obter pelo menos 20,6 mil votos para
ocupar uma cadeira conquistada inicialmente pela legenda. Para disputar as
sobras, terá de alcançar 41 mil votos, enquanto o partido ou federação
precisará somar pelo menos 164 mil votos.
Os valores são apenas ilustrativos. O quociente eleitoral
real dependerá do comparecimento às urnas e da quantidade de votos brancos e
nulos. Por isso, essa situação preocupa especialmente três partidos: Avante,
PDT, Podemos, PSB e PSD.
O eleitorado do Maranhão também cresceu desde a última
eleição geral. São 5.186.562 eleitores aptos a votar no estado, dos quais
4.382.249 têm voto obrigatório e 804.313 estão na faixa do voto facultativo. O
estado registrou crescimento de 2,85% no número de eleitores desde 2022. Com
mais votos válidos, o quociente eleitoral também pode aumentar.
A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de
Brasília. A definição das vagas proporcionais depende da totalização dos votos
válidos e da aplicação dos cálculos previstos na legislação eleitoral.
Considerando essas informações, o blog do Isaías Rocha fez
uma previsão utilizando o simulador disponibilizado pelo Instituto EPO. Clique
aqui e saiba quem são os prováveis eleitos que vão representar o estado na
Câmara Federal a partir do próximo ano.
É importante lembrar que a simulação dos possíveis eleitos não reflete o resultado definitivo das urnas. Ela oferece apenas um cenário estimado, elaborado a partir de análise de projeções do editor da página com base em dados do simulador.

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