Fux suspende decisão de Dino sobre Nossa Senhora- O ministro do STF Luiz Fux suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia liberado publicações sobre Nossa Senhora Aparecida e determinou novamente a retirada dos conteúdos das redes sociais. Com a decisão, volta a valer a ordem do ministro André Mendonça, do TSE, para que as redes sociais removam posts que associem Flávio Bolsonaro à suposta intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
- Segundo a decisão, as plataformas têm 24 horas para cumprir a determinação e informar as providências ao STF e ao TSE. Fux atendeu a um pedido da campanha de Flávio e afirmou que a proximidade das eleições exige uma resposta para evitar que a informação falsa produza efeitos sobre o processo eleitoral. O caso ainda será analisado pelo plenário do Supremo, que deverá decidir sobre a validade das decisões conflitantes.
Governo cobra R$ 1 bi de bets e mira influenciadores- O governo federal entrou na Justiça contra 17 empresas de bets e cobra R$ 1 bilhão por danos ao SUS relacionados ao vício em apostas. Segundo a Advocacia Geral da União, os atendimentos ligados a transtornos de jogo cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025, e o custo para o sistema é estimado em R$ 2,6 bilhões. A ação também pede a devolução em dobro dos valores apostados por pessoas diagnosticadas com ludopatia.
- Em outra frente, o Ministério da Justiça criou uma força-tarefa para processar influenciadores que continuarem divulgando sites de apostas, cuja publicidade passou a ser considerada abusiva após a proibição. O governo já derrubou 506 sites considerados irregulares e monitora canais de divulgação no Telegram.
Bets vão ao STF após proibição do governo- A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao ministro Luiz Fux a suspensão da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa e determinou o fim das licenças atuais em 30 dias. As entidades afirmam que a medida é inconstitucional, provoca prejuízos bilionários e pode estimular a migração de apostadores para plataformas clandestinas. Antes de decidir sobre os pedidos, Fux recebeu da Advocacia-Geral da União uma solicitação de 72 horas para que o governo apresente sua manifestação.
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 | Fotos de Rubens Cavallari e Pedro Ladeira/Folhapress |
| Mensagens ligam Motta a negócios de Vorcaro- Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, mostram tratativas entre ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a compra de um terreno em João Pessoa que estava em nome da cunhada do deputado. Em uma das conversas, Motta menciona um "formato de sociedade" que teria sido combinado para a operação. A empresa da cunhada havia obtido um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões no Banco Master para a aquisição. As mensagens também mostram os dois discutindo um projeto de lei sobre o mercado de carbono em tramitação no Congresso e assuntos relacionados ao Fundo Garantidor de Créditos. Motta nega irregularidades e afirma que os diálogos não mostram favorecimento ou interesse ilícito.
Quaest mostra disputa acirrada, e Lula avalia não ir a debate- A seis dias do primeiro turno, pesquisa Quaest divulgada ontem mostrou Lula com 39% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois aparecem empatados com 42%. Na reta final da corrida eleitoral, Lula ainda avalia não participar do debate da TV Globo, marcado para quinta-feira. Flávio já indicou que pretende comparecer, depois de também ter condicionado sua participação à presença do presidente. A campanha de Lula avalia os riscos de expor o candidato a ataques dos adversários, enquanto aliados defendem que o debate pode ser uma oportunidade de confronto direto com Flávio.
EUA restringem vistos de autoridades latino-americanas- Os Estados Unidos anunciaram ontem restrições de visto para 27 autoridades, ex-autoridades, empresários e outros cidadãos de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, além de familiares. Segundo o Departamento de Estado, a medida atinge pessoas acusadas de corrupção, narcotráfico ou de prejudicar governos democraticamente eleitos. Entre os alvos está o procurador-geral da Bolívia. O governo Trump afirma que a política faz parte dos compromissos da aliança Escudo das Américas, criada para ampliar a cooperação regional contra o crime organizado. Não há brasileiros entre os atingidos pela medida.
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