Flávio Dino manteve a obrigação de comparecimento à comissão, destacando que a defesa não buscou primeiro um adiamento com os parlamentares. O deputado é alvo da Operação Sem Desconto, da PF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou, nesta sexta-feira (6), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do deputado estadual Edson Araújo. Com a decisão, o parlamentar continua obrigado a prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os advogados de Edson Araújo, que é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, alegaram ao STF que o deputado tem problemas de saúde que o impediriam de comparecer à audiência. No entanto, ao analisar o caso, o ministro Flávio Dino constatou que a defesa não apresentou provas de ter solicitado à CPMI um adiamento ou dispensa da oitiva por motivo de saúde antes de recorrer à Justiça.
Investigações e acusações
Edson Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades alvo da Operação Sem Desconto. A investigação da PF, deflagrada em abril do ano passado, apura descontos irregulares em benefícios previdenciários do INSS entre 2019 e 2024, supostamente praticados por associações e entidades de representação.
Agora, com a decisão do STF, o caminho está aberto para que a CPMI prossiga com a oitiva do deputado, que terá de justificar perante os parlamentares suas alegações de saúde para eventualmente marcar uma nova data.

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