quinta-feira, 9 de abril de 2026

Aliança com Romeu Zema pode garantir Flávio Bolsonaro no palanque de Lahésio Bonfim…

 

Ex-governador de Minas Gerais é cotado para ser o vice na chapa do filho do ex-presidente, garantindo ao candidato do Partido Novo no Maranhão a prerrogativa de representar o bolsonarismo

 

ZEMA PODE COMPOR COM FLÁVIO BOLSONARO, o que reforça posição de direita de Lahésio Bonfim no Maranhão

Análise da Notícia

Um vídeo que circula nas redes sociais – sobre uma possível aliança entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG), embora o próprio Zema diga não ter recebido convite até agora – pode definir quem, de fato, representará a direita no Maranhão nas eleições de outubro.

  • originalmente representada por Lahésio Bonfim (Novo) esse campo ideológico vem sendo pretendido também pelo ex-prefeito Eduardo Braide (PSD);
  • os movimentos de Braide indicam claramente uma tentativa de minar Lahésio e ocupar o espectro da direita, tipicamente concentrada na região tocantina.

“Como disse a você inúmeras vezes, atualmente só temos dois lados, A e B. O B de Bonfim, ele quer transformar em B de Braide”, provoca o ex-senador Roberto Rocha, que compõe a chapa de Lahésio, em conversa com este blog Marco Aurélio d’Eça.

A eventual aliança de Flávio Bolsonaro com Romeu Zema garante a Lahésio a condição de representante da direita – seja da direita conservadora, do bolsonarismo ou mesmo da ultradireita.

  • o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes leva vantagem também na organicidade da chapa, sobretudo se confirmar Hilton Gonçalo como o segundo nome de senador;
  • a chapa pura de Lahésio suplanta Braide, que vem tentando criar um ilusionismo ideológico, reunindo bolsonaristas e lulistas sem se envolver  com nenhum deles.

O ex-prefeito de São Luís tem como candidato a presidente o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do seu próprio partido; mas indicou a vice uma empresária bolsonarista vinculada ao deputado Nikolas Ferreira (MG), além de fazer acenos para os chamados dinistas maranhenses, ligados ao presidente Lula (PT).

Este erro tático foi cometido pelo senador Weverton Rocha (PDT) em 2022, resultando num terceiro lugar naquelas eleições, vencida por Carlos Brandão (Sem partido).

Mas, como candidato de laboratório, Braide só se movimenta com orientação de marketing, baseado em números de pesquisas qualitativas.

E para ele, os números estão sempre certos e a classe política sempre errada…

ELEIÇÕES 2026: Com a escolha de pré-vice milionária, Braide articula estrutura e isola Lahésio na Região Tocantina

 

Com a escolha de Elaine dos Pneus, como vice de sua chapa ao governo do Maranhão, Eduardo Braide, do PSD, mata dois coelhos de uma cajadada só. Isola o concorrente Lahésio Bonfim, do Novo, e, ao mesmo tempo, estrutura a pré-campanha com a adesão do empresariado da Região Tocantina, eleitorado de perfil mais à direita e sob forte influência do agronegócio.

Foi esse segmento que sustentou a votação expressiva de Lahésio no Sul e Sudoeste maranhense em 2022 e que agora ganha assento na chapa de Braide. Evangélica, conservadora e empresária, Elaine reúne participação em empresas e holdings, com capital estimado em mais de R$ 5 milhões.

Prêmio Sebrae de Jornalismo abre inscrições para 13ª edição e destaca histórias de empreendedorismo

 Profissionais e estudantes podem inscrever trabalhos até 8 de junho; premiação valoriza conteúdos sobre inovação, inclusão produtiva e o impacto dos pequenos negócios no desenvolvimento social e econômico.


O Prêmio Sebrae de Jornalismo abriu inscrições para a 13ª edição. Profissionais e estudantes podem inscrever seus trabalhos até o dia 8 de junho. A premiação valoriza conteúdos sobre inovação, inclusão produtiva e o impacto dos pequenos negócios no desenvolvimento social e econômico. O tema principal do prêmio é Empreendedorismo com foco nos pequenos negócios. Confira alguns subtemas que podem ser abordados:

Bioeconomia, negócios verdes e sustentabilidade;

Acesso a crédito e gestão financeira;

Produtividade e competitividade;

Inclusão produtiva e desenvolvimento territorial;

Transformação digital;

Empreendedorismo feminino;

Políticas públicas e legislação;

Inovação e startups;

Empreendedorismo social;

Educação empreendedora.

Os interessados devem se inscrever pelo site www.premiosebraejornalismo.com.br, onde também estão disponíveis o cronograma e o regulamento da 13ª edição. Cada participante pode submeter até três trabalhos, sem limite de inscrições por veículo ou instituição de ensino.

O prêmio permite tanto o resgate de reportagens já publicadas quanto a produção de novos conteúdos que destaquem histórias reais de transformação impulsionadas pelo empreendedorismo local.

As categorias contemplam múltiplas narrativas: texto, áudio, vídeo, fotojornalismo e jornalismo universitário, abrangendo desde produções tradicionais da imprensa até conteúdos desenvolvidos para plataformas digitais e ambientes acadêmicos.

Etapas da premiação

Os trabalhos inscritos no Prêmio Sebrae de Jornalismo passam por três fases: estadual, regional e nacional. Na etapa estadual, as três melhores produções de cada categoria recebem troféu e premiação em dinheiro.

Já os vencedores das categorias principais da etapa nacional (texto, áudio, vídeo e fotojornalismo) serão contemplados com um notebook, enquanto o destaque da categoria Jornalismo Universitário receberá um celular de última geração.

Entre os vencedores das categorias principais, também será anunciado o comunicador que conquistará o Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo, reconhecimento máximo da premiação em nível nacional, que garante ainda um celular de última geração ao vencedor.




OPINIÃO: Bastidores da Política rumo ao governo do Estado do Maranhão

Quem acompanha a política no Maranhão já percebeu: o que se diz em público nem sempre é o que se articula nos bastidores.



De um lado, a aproximação da senadora Eliziane Gama ao Partido dos Trabalhadores reforça o campo ligado ao vice-governador Felipe Camarão e ao ministro Flávio Dino. Publicamente, o discurso é de unidade, alinhamento e construção coletiva. Mas, na prática, o cenário ainda está longe de ser fechado.

Unidade no discurso, disputa silenciosa nos bastidores

Entrada de Eliziane fortalece o grupo dinista — isso é evidente. Mas também reorganiza o tabuleiro interno. Em política, quando alguém ganha espaço, outro inevitavelmente perde. E esse tipo de ajuste raramente acontece sem tensão. Nos bastidores, a dúvida que circula é direta: esse grupo já tem um projeto definido ou ainda está negociando caminhos? Porque, enquanto publicamente se fala em alinhamento com o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parte das lideranças evita fechar portas para outros cenários.

Braide joga sozinho — e muda a lógica do jogo

É nesse ponto que o nome do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, volta ao centro da discussão. Em evento recente em Imperatriz, Braide apresentou sua pré-candidata a vice, a empresária Elaine Carneiro. Sem trajetória política, sem histórico eleitoral e sem grupo estruturado ao redor. O evento seguiu o padrão já conhecido do próprio Braide: sem partidos, sem lideranças tradicionais e sem esforço para repercussão midiática. Não é descuido — é método.

Controle total vs. articulação política

Enquanto o grupo dinista tenta consolidar alianças e ampliar base, Braide aposta no caminho inverso: concentração de decisões e comunicação direta com o eleitor. Ao escolher uma vice sem densidade política, ele evita disputas internas e mantém controle absoluto sobre a campanha. Por outro lado, abre mão de capilaridade e estrutura — elementos que historicamente pesam em eleições estaduais. Especialistas dizem que: Esse modelo pode funcionar bem na largada, mas tende a ser testado quando a disputa exigir presença mais forte no interior e alianças mais robustas.

Estratégias opostas… com possibilidade de convergência

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, ao se distanciar de alianças políticas nesse momento tenta avançar sobre o eleitorado conservador no Maranhão — justamente o segmento mais crítico ao Partido dos Trabalhadores e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha da empresária Elaine Carneiro como vice reforça esse movimento e sinaliza uma estratégia clara de aproximação com esse público. Mas há um ponto de tensão: ao mesmo tempo em que se posiciona à direita, Braide evita romper completamente com o campo ligado a Flávio Dino e ao vice-governador Felipe Camarão. O resultado é uma linha fina entre posicionamento e estratégia. Se amplia alcance, também levanta dúvidas sobre coerência. No atual cenário, o discurso é firme em público — mas segue flexível nos bastidores.

À primeira vista, são projetos opostos. De um lado, um grupo que aposta na construção coletiva e no peso das alianças. Do outro, um candidato que se apresenta como alternativa à própria lógica política tradicional. Mas a política raramente segue linhas retas. A ausência de definições claras dentro do campo dinista, somada à postura pragmática de algumas lideranças, mantém aberta uma possibilidade que poucos admitem publicamente: uma composição mais ampla que envolva Braide. Hoje, isso ainda é tratado como cenário improvável. Mas também já não é descartado.

Ideologia flexível e cálculo político

Do outro lado, o grupo ligado a Felipe Camarão, agora reforçado por Eliziane Gama, também observa esse movimento com cautela. Porque sabe que, mesmo com diferenças ideológicas claras, a política real não descarta composições quando o cenário aperta. Em um segundo turno, por exemplo, essas barreiras tendem a ser mais flexíveis do que o discurso atual sugere.

O jogo que está sendo jogado

No fundo, o que Braide faz é equilibrar dois objetivos difíceis:

  • Consolidar uma base forte na direita
  • Não fechar portas para alianças mais amplas no futuro

É uma linha fina. Se for bem executada, amplia o alcance eleitoral. Se for mal interpretada, pode gerar desconfiança dos dois lados.

O risco real

O eleitor de direita tende a rejeitar qualquer aproximação com o campo do PT. Já o campo progressista resiste a um projeto que flerta com o conservadorismo. Ou seja: ao tentar dialogar com todos, existe o risco de não ser totalmente confiável para nenhum.

O que isso revela

Esse movimento deixa claro que a eleição no Maranhão não será apenas ideológica. Será, acima de tudo, estratégica. E, nesse cenário, discursos firmes em público podem esconder decisões muito mais flexíveis nos bastidores.

FONTE: PONTO DE VISTA ONLINE

CÂMARA DE AÇAILÂNDIA APROVA PROJETO QUE DECLARA UTILIDADE PÚBLICA ASSOCIAÇÃO DA VILA BOM JARDIM


A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei Ordinária nº 26/2026, de autoria do vereador Feliberg Melo, que declara de utilidade pública a Associação de Moradores da Vila Bom Jardim.

A medida reconhece oficialmente a relevância dos serviços prestados pela entidade à comunidade, fortalecendo suas ações sociais e ampliando as possibilidades de parcerias e acesso a recursos públicos.

Com a aprovação, a Associação de Moradores da Vila Bom Jardim ganha ainda mais respaldo para continuar desenvolvendo iniciativas que promovem o bem-estar, a organização comunitária e a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

Da assessoria do vereador.

                 https://www.instagram.com/p/DW4L9RUlc7D/?igsh=b3JydW5yazVpYjE3

Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e outros

 

Amanda Perobelli - 18.nov.2025/Reuters


Carolina Juliano

Documentos enviados pela Receita Federal à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga o Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer, Antônio Rueda, ACM Neto e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski. Dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo indicam que o Master pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula e ex-titular da Fazenda de Temer, e R$ 14 milhões à empresa de Guido Mantega, ex-ministro na pasta econômica em gestões petistas, de 2024 a 2025. O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil. Empresas da família do governador do Paraná, Ratinho Júnior, também estão na lista e receberam R$ 24 milhões entre 2022 e 2025. Leia detalhes das transações.

Ex-secretário de Bolsonaro atua na defesa de Vorcaro. Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro, está trabalhando na defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, por meio de sua empresa, a WF Comunicação. Segundo os documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado, a empresa recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do Master em 2025. Wajngarten diz que foi contratado pelo banco no primeiro semestre do ano passado e que atua diretamente com a defesa, participando de reuniões em que são discutidas as estratégias de comunicação de Vorcaro. Braço-direito de Bolsonaro, após o término do governo ele se tornou assessor do PL, mas foi demitido em maio do ano passado, após serem divulgadas mensagens dele com críticas a uma possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à Presidência. Saiba mais.

Lula diz que aconselhou Moraes a se declarar impedido no caso Master. O presidente disse ontem que o escândalo do Banco Master prejudicou a imagem do Supremo Tribunal Federal e que ele aconselhou o ministro Alexandre de Moraes sobre o assunto. Em entrevista ao ICL Notícias, Lula contou sobre uma conversa que teve com o ministro sobre o caso e a preocupação com os impactos na eleição, e que o aconselhou a não jogar fora a sua biografia. Ele também contou que pediu ao ministro alguma mensagem "que passe para a sociedade uma firmeza" e sugeriu ao ministro que falasse: "'Eu [Moraes] só prometo que, aqui na Suprema Corte, no caso da minha mulher, eu me sentirei impedido de votar ou qualquer coisa". O escritório de advocacia de Viviane Barci assinou, em fevereiro de 2024, um contrato com o Master prevendo honorários mensais de R$ 3,6 milhões por três anos — um total de R$ 129 milhões. Leia mais.


Trump amarela contra o Irã. Qual o seu legado na política externa dos EUA?

 

Protesto na Times Square, em Nova York, contra a guerra com o Irã, em 19 de março. Para Vinicius Torres Freire, com o recuo Trump pode conseguir um jeito de mentir sobre a guerra para os americanos

Protesto na Times Square, em Nova York, contra a guerra com o Irã, em 19 de março. Para Vinicius Torres Freire, com o recuo Trump pode conseguir um jeito de mentir sobre a guerra para os americanos

Eduardo Munoz/Reuters



Roger Modkovski

Trump always chickens out? Trump sempre amarela? O meme tem razão?

Depois de uma ameaça espetacular de "deletar a civilização iraniana", o presidente dos EUA recuou e concordou com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã na guerra no Oriente Médio. Os dois lados cantaram vitória.

No fim de semana, EUA e Irã vão se reunir para tentar negociar o fim das hostilidades.

João Paulo Charleaux ressalta que as ameaças de Trump passam os limites morais americanos e configuram crimes de guerra. Ele também afirma que a intervenção trumpista no conflito, com seus blefes e ataques, se afastou da diplomacia e resultou em condições crescentemente desfavoráveis para encerrar o conflito regional.

O colunista Leonardo Sakamoto comemorou o fato de Trump ter recuado do ataque, mas lamentou o fato de que, com a violenta retórica do republicano, o mundo tenha se acostumado um pouco mais com a barbárie.

 

E Igor Gielow, da Folha de S.Paulo, nota que Trump conseguiu promover um "estrago irremediável" no legado de 250 anos de presença norte-americana no palco global. O resultado imediato de sua diplomacia heterodoxa, segundo Gielow, é a instauração do caos no Oriente Médio e um impacto negativo na imagem dos EUA no mundo.

Na seara doméstica, Luis Fakhouri e Felipe Bailez observam que a amarelada de Trump, ao baixar o preço do petróleo, foi um presente eleitoral para o presidente Lula, cujo governo monitora o preço dos combustíveis de olho em sua repercussão nas eleições do fim do ano.

João Paulo Charleaux: Ao recuar de ultimato apocalíptico, Trump revela os limites do blefe

Leonardo Sakamoto: Trump amarelou de novo, e o mundo se acostuma um pouco mais à sua barbárie

Igor Gielow: Trump tenta se descolar de estrago irremediável que provocou

Vinicius Torres Freire: Trump amarela e pode conseguir um jeito de mentir sobre a guerra para os americanos

Narrativas em Disputa: Recuo de Trump na guerra do Irã é um presente eleitoral para Lula

Amanda Klein: Guerra no Irã já provoca mais inflação e menos crescimento

Graciliano Rocha: Para empresas no Golfo, guerra trouxe outro pesadelo: o preço dos seguros

quarta-feira, 8 de abril de 2026

IA no jornalismo: quais os limites para a produção de textos?

Semana passada, o jornal The New York Times dispensou um freelancer renomado, o que gerou discussões em mais um capítulo da série
"O uso da IA no jornalismo".



Foi um leitor quem notou: ao fazer a resenha de um livro, o jornalista e autor Alex Preston havia usado a ajuda de uma inteligência artificial. Isso ficou claro porque a tecnologia copiou e adaptou (sem grandes alterações, veja) trechos de uma outra crítica ao mesmo livro, publicada meses antes, no inglês The Guardian.

Um mês antes, aqui no Brasil, um leitor também avisou: a empresária Natália Beauty, dona de um império da beleza e colunista da Folha de S.Paulo, estava usando IA para escrever os textos dela no jornal.

O NYT, que proíbe o uso de IA para produção de textos, se pronunciou: "Tanto para jornalistas da casa quanto para colaboradores freelancers, a dependência de IA e a inclusão de conteúdo não atribuído a outro autor constituem uma violação grave da integridade e dos princípios fundamentais do jornalismo do Times." Preston se desculpou publicamente. Disse que estava "profundamente envergonhado" e que havia cometido um "erro sério".

Já Natália rebateu o comentário na coluna seguinte, cujo título era "Meus textos usam inteligência artificial; meu pensamento, não"; e também na outra, "Primeiro o Beauty, agora a IA: qual será o próximo argumento para tentarem descredibilizar uma mulher improvável?". Ela segue entre os colunistas da "Folha", cuja Ombudsman disse que "é entusiasta do uso da inteligência artificial para melhorar a qualidade do serviço que presta ao leitor (...) e acredita que, em um futuro não distante, a polêmica que essa tecnologia ainda provoca será vista como estéril, pura perda de tempo e energia".

Lá fora, na The Associated Press, o uso do IA gerou pequeno conflito interno: líderes em IA sugeriram que resistir à inteligência artificial é "inútil". Num comunicado oficial, entretanto, a AP discorda dos colaboradores: "Essa discussão interna (...) não reflete a posição geral da AP sobre o uso de IA. Temos sido líderes no setor na definição de padrões para o uso de IA que protegem o papel essencial dos jornalistas, ao mesmo tempo em que permitem o uso da tecnologia para tarefas como tradução, resumos, transcrições e classificação de conteúdo".

Minha opinião? Concordo com todas as partes. Lutar contra o uso de ferramentas já tão bem distribuídas e que, assim como para tantas outras áreas, pode ser grande aliada do jornalismo, é enxugar gelo. Mas precisamos, com urgência, entender quais são as regras e os limites deste novo jogo. Isso é o que não está claro. A primeira delas, básica, é avisar ao leitor toda vez que uma IA participa da produção de um texto.

Há, entretanto, uma diferença clara entre os dois casos. Preston é jornalista e autor, vive de escolher as palavras certas. E havia sido chamado para publicar uma opinião. Natália, não. É uma empresária e empreendedora. Tem conhecimento de uma área específica e escreve sobre ela. As palavras certas para isso? Uma ghost writer, como se diz em inglês, ou uma jornalista-assistente poderiam ajudá-la sem problema. Por que a IA não?.

Por fim, um ponto me surpreende muito nos dois casos citados acima: o uso de IA pelos autores foi "descoberto" por leitores. Não deveria ser responsabilidade dos veículos - que checam ortografia, fontes e dados com maestria e profissionalismo únicos - checar também o uso de IA em suas publicações? Aliás, já não deveriam ter desenvolvido suas próprias IAs, com suas próprias regras e funcionalidades?

Vídeo que espalham em rede social contra Braide expõe amadorismo do governo

 Pré-candidatos Eduardo Braide e Elaine Carneiro

A circulação de um vídeo nas redes sociais tentando atingir o pré-candidato a governador Eduardo Braide, no dia do anúncio da sua companheira de chapa Elaine Carneiro, mostra o amadorismo da equipe de campanha do Governo do Maranhão.

O vídeo é uma forçação de barra. As imagens mostram tentativas de encurralar Braide e Elaine com perguntas sem qualquer contextualização, numa clara tentativa de induzir respostas e criar uma situação artificial.

Não há prova, dado ou elemento concreto que sustente o conteúdo apresentado. O material aposta em pressão e edição para sugerir uma narrativa que não se comprova.

Esse tipo de estratégia tem baixo poder de convencimento e dificilmente gera desgaste real. Na prática, não muda o voto de quem já apoia e não tem força para alcançar o eleitor indeciso.

Quando o ataque parece fabricado, o eleitor percebe — e o efeito pode ser o contrário.

Fonte: Luis Pablo


Governo capacita equipes do HRT e da UPA de Açailândia para aprimorar atendimento

 


Como parte das ações de qualificação contínua das equipes, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou uma série de capacitações voltadas aos profissionais do Hospital da Região Tocantina Dr. Carlos Gomes Amorim (HRT), em Imperatriz, Hospital Regional de Açailândia e a UPA Açailândia. A iniciativa teve como foco a atualização de práticas assistenciais e o reforço dos protocolos de segurança do paciente.

“Investir na capacitação dos profissionais é fundamental para garantir a aplicação correta dos protocolos e fortalecer a assistência prestada aos pacientes”, explicou o diretor do HRT, Luís Fernando Amorim Ramos.

Durante o período de capacitação, foram abordados temas como prevenção e identificação de risco de queda, protocolo de lesão por pressão, emergências pediátricas e higienização das mãos. As atividades foram conduzidas por facilitadores especialistas e contaram com a participação de profissionais de diversos setores. 

A enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente, Taylena Holanda, foi uma das responsáveis por conduzir o treinamento sobre prevenção de quedas e reforçou a importância da aplicação prática dos conteúdos. “A capacitação orienta os profissionais sobre como agir em situações de risco, como a queda do paciente, ajudando a reduzir danos e melhorar a assistência”, pontuou. 

A médica intensivista pediátrica Lélia Fernanda Machado Braga ministrou as capacitações e destacou a relevância da atualização constante, especialmente no atendimento às crianças. “A qualificação contínua é essencial para garantir um atendimento mais seguro e eficaz, principalmente em situações de emergência pediátrica, onde cada decisão precisa ser rápida e precisa”, ressaltou. 

A técnica de enfermagem Neziane Mendes esteve entre os participantes da capacitação sobre prevenção e identificação de risco de queda. Para ela, o momento foi de aprendizado e troca de experiências entre profissionais de diferentes setores. 

“Eu considero muito importante participar das capacitações, porque, além de nos atualizarmos sobre as mudanças, elas também ajudam no dia a dia e dão mais segurança na hora de atender os pacientes”, destacou.

Fonte: ASCOM-PMA
Prefeitura de Açailândia – Cidade acolhedora. cidade forte.