quarta-feira, 14 de abril de 2021

Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina

 

Mais de 1,5 milhão de brasileiros não completaram o esquema vacinal contra o coronavírus e correm risco de ficar sem a proteção adequada.

Num café da manhã com jornalistas realizado na última terça-feira (13/04) em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que mais de 1,5 milhão de brasileiros não voltaram aos postos de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com o pior índice, com mais de 343 mil atrasados. Na sequência, aparecem Bahia (148 mil) e Rio de Janeiro (143 mil).

Queiroga disse que pretende reforçar as campanhas para que todos completem o esquema vacinal. Para isso, vai contar com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

A informação do ministro foi complementada pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato.

A especialista pediu que todos aqueles que tomaram a primeira dose e já esperaram o intervalo mínimo necessário retornem até o local de vacinação mais próximo para completar o esquema preconizado.

Esse intervalo, vale reforçar, varia de acordo com o imunizante aplicado. No caso da CoronaVac, da Sinovac e Instituto Butantan, o tempo entre a primeira e a segunda dose é de 14 a 28 dias.

Já na AZD1222, de AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz, o período de espera é de 3 meses.

Mas quais são os riscos que esses 1,5 milhão de brasileiros estão correndo ao não tomarem a segunda dose?

Resguardo duvidoso

A maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessitam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

Isso vale para os produtos desenvolvidos por Pfizer, Moderna, Instituto Gamaleya e os dois que são usados atualmente na campanha brasileira: a CoronaVac e a AZD1222, como explicado nos parágrafos anteriores.

Por ora, a única exceção da lista é o imunizante de Johnson e Johnson, que já fornece uma boa resposta com a aplicação de apenas uma dose.

Esses esquemas vacinais foram avaliados e definidos nos estudos clínicos das vacinas, que envolveram dezenas de milhares de voluntários e serviram para determinar a segurança e a eficácia das candidatas.

Portanto, se alguém tomar apenas a primeira dose de CoronaVac ou AZD1222 e se esquecer da segunda, não estará devidamente protegido.

"Os dados que temos mostram que a pessoa fica resguardada com duas doses. Se ela toma só uma, não completou o esquema e não está vacinada adequadamente", explica a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas e pelas instituições que definem as regras do setor, como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Outro ponto perigoso: ao receber a primeira dose (e não retornar para completar o esquema vacinal), o indivíduo corre o risco de ficar com uma falsa sensação de segurança.

Ele pode até achar, de forma absolutamente equivocada, que já está imune ao coronavírus e seguir a vida normalmente, sem os cuidados básicos contra a Covid-19.

As recomendações, porém, continuam as mesmas para quem recebeu duas, uma ou nenhuma dose de vacina: todos precisam manter distanciamento físico, usar máscaras, lavar as mãos e cuidar da circulação de ar nos ambientes.

Começar de novo?

Ainda não se sabe ao certo como fica a situação de quem não completou as duas doses: esses indivíduos precisam recomeçar o esquema vacinal do zero ou podem tomar a segunda a qualquer momento?

Isso vai depender do tempo de atraso, especulam os especialistas.

"Se o prazo para receber a segunda dose passou demais, pode ser necessário recomeçar o regime vacinal, pois todos os dados de eficácia que temos são baseados num protocolo.

Se fugirmos disso, não temos como garantir a imunização", diz a imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Num cenário de escassez de vacinas, isso pode comprometer ainda mais nossos estoques e deixar na mão um monte de gente que ainda precisa se imunizar.

Em todo caso, vale seguir a recomendação do Ministério da Saúde e visitar o posto de vacinação mais próximo de sua casa o quanto antes para completar a proteção contra a Covid-19.

"As pessoas não devem atrasar, mas, se porventura tiverem algum imprevisto, é importante receber a segunda dose assim que possível para obter uma boa resposta imune", reforça Ballalai.

Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia, acredita que o governo deveria investir em campanhas de comunicação para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de seguir direitinho os protocolos de imunização do país.

"Precisamos dessas informações sendo veiculadas na televisão, nas redes sociais e em todos os meios, para que a população não se esqueça de tomar a segunda dose da vacina nas datas indicadas", destaca.

E é importante lembrar que a primeira e a segunda dose devem ser do mesmo fabricante, sem nunca misturar os produtos: tem que começar e terminar com a CoronaVac ou com a AZD1222.

De acordo com as últimas informações do Ministério da Saúde, até o momento o Brasil vacinou um total de 27 milhões de pessoas contra a Covid-19.

O número corresponde a pouco mais de 12% da população do país.

STF julga anulação das condenações de Lula na Lava Jato e CPI da covid-19 hoje

A decisão do ministro Edson Fachin que permitiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomasse seus direitos políticos e ficasse liberado para disputar a eleição presidencial de 2022 será um dos pontos centrais no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) hoje.

Os 11 ministros do Supremo vão julgar um recurso apresentado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a decisão de Fachin. Caso o plenário mantenha a decisão, será confirmada a competência da Justiça Federal do Distrito Federal para julgar os processos da Lava Jato contra Lula. Caso contrário, Lula voltaria a ser ficha-suja e ficaria impedido de disputar eleições, explica o repórter Nathan Lopes hoje no UOL.

A princípio, o julgamento sobre o caso começará após o plenário encerrar a discussão sobre a abertura da CPI da Covid no Senado, tema que deve abrir a pauta da sessão de hoje no tribunal.

O julgamento, que será rápido no que depender dos ministros avaliará se o Senado deve instalar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CovidO repórter do UOL Eduardo Militão apurou que, pela quarta vez, o Supremo deve confirmar que parlamentares devem ser obrigados a dar andamento de CPIs que, por decisão política dos presidentes das Casas Legislativas, não iniciam suas investigações.

Ambas as sessões serão transmitidas pela TV Justiça, no canal do UOL no YouTube e na Home Page do UOL.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Caso Henry: As versões do casal e as lesões encontradas pela perícia na criança de 4 anos

Legistas e peritos criminais que atuam no caso Henry, morto na madrugada de 8 de março em um apartamento do parlamentar de alto padrão na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, descartaram a versão apresentada pela mãe do garoto, Monique Medeiros, e seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho.

Mas o que disse cada um à polícia sobre o que aconteceu na casa naquela noite? Em reportagem publicada hoje no UOL, Luís Adorno e Carol Malavolta explicam, em infográficos, o passo a passo da reprodução do assassinato a partir das versões de Monique e Jairinho e quais foram as lesões encontradas na criança.

Entre elas, escoriações, hematomas, hemorragias em três partes da cabeça, infiltrações, contusões nos rins, pulmão e laceração no fígado. A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente, como apontado pelo laudo da necropsia.

Pelas conclusão pericial, ficou descartada a possibilidade de um acidente doméstico, versão apresentada por Jairinho e Monique, hoje tido como suspeitos. A altura da cama e as lesões encontradas fizeram os legistas entenderem que as características são de uma ação violenta que durou horas. Mais precisamente, 3 horas.

Segundo o documento de 36 páginas e assinado por oito peritos criminais, todas as lesões foram "produzidas mediante ação violenta [homicídio]".

segunda-feira, 12 de abril de 2021

CNH, cadeirinha, farol: veja mudanças na lei de trânsito que começam a valer nesta segunda

 

Dentre as alterações estão a ampliação de 20 para até 40 pontos do limite para a suspensão da CNH e o aumento da validade do documento para até 10 anos.

As mudanças na lei de trânsito aprovadas no Congresso e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro passado começam a valer nesta segunda-feira (12).

Dentre as alterações estão a ampliação de 20 para até 40 pontos do limite para a suspensão da Carteira Nacional de Trânsito (CNH) e o aumento da validade do documento para até 10 anos.

Longa discussão

Desde que foi apresentado pelo próprio presidente, em 2019, o texto passou por diversas mudanças na Câmara e no Senado. O projeto original foi criticado por entidades de segurança viária, que pediram, na época, diálogo e estudos técnicos para embasar as futuras regras.

O Congresso manteve ampliação do limite de pontos para a suspensão da CNH, mas acrescentou um escalonamento, conforme o nível de gravidade das infrações cometidas, e a exigência de não constar infrações gravíssimas na carteira do motorista.

Da mesma forma, as normas para o transporte de crianças, onde o governo propôs a troca da multa por advertência por escrito, em caso de não cumprimento, acabaram sendo endurecidas pelos parlamentares.

Alguns itens do texto aprovado no Congresso foram vetados por Bolsonaro na época da sanção. Parte desses vetos foi derrubada pelos parlamentares no mês passado. Elas têm relação com exames médicos e psicológicos dos condutores habilitados (veja ao fim da reportagem).

Veja as principais mudanças e como era a proposta do governo:

Suspensão da CNH por pontos

Como ficou: haverá uma escala com três limites de pontuação, para que a CNH seja suspensa:

20 pontos, se o condutor tiver duas ou mais infrações gravíssimas em um período de 12 meses;

30 pontos, se tiver apenas uma infração gravíssima no mesmo período;

40 pontos, se não constar entre as suas infrações nenhuma infração gravíssima nesse intervalo.

No caso de motoristas profissionais, a medida foi flexibilizada: eles poderão atingir o limite de 40 pontos independente da natureza das infrações cometidas.

Como era sem as mudanças: a suspensão ocorria quando o condutor atingisse 20 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Como o governo queria: a suspensão ocorreria quando o condutor atingisse 40 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Renovação da CNH

Como ficou: estipula o prazo de dez anos para renovação dos exames de aptidão física e mental para a renovação da habilitação de condutores, de acordo com as seguintes situações:

10 anos para condutores com menos de 50 anos;

5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos;

3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

O texto diz ainda que em caso de indícios de deficiência física ou mental ou de progressividade de doença que diminua a capacidade de condução, o perito examinador pode diminuir os prazos para a renovação da carteira.

Como era sem as mudanças: o artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dizia que o exame era renovável a cada 5 anos ou, no caso de idosos acima de 65 anos, a cada 3 anos.

Como o governo queria: que o exame de aptidão física e mental fosse renovável a cada 10 anos. No caso dos idosos, acima de 65 anos, a renovação seria a cada 5 anos.

Cadeirinha para crianças

Como ficou: o uso de cadeirinhas ou assento de elevação será obrigatório para crianças de até 10 anos que não atingiram 1,45 metro de altura. O descumprimento continua sendo considerado infração gravíssima, segundo o artigo 168 do CTB, que prevê multa e retenção do veículo até a regularização da situação.

Como era sem as mudanças: crianças com idade inferior a 10 anos já deveriam ser transportadas nos bancos traseiros. O uso de dispositivos de retenção (cadeirinha, assento elevado, etc) foi determinado por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2008 para o transporte de crianças de até 7 anos e meio, sem levar em conta a altura.

Como o governo queria: até 7 anos e meio, crianças poderiam ser transportadas nos bancos traseiros e com cadeirinha adaptada ao tamanho e peso. Entre 7 anos e meio e 10 anos, seriam "transportadas nos bancos traseiros" e utilizariam cinto de segurança.

Ainda segundo a proposta do governo, a violação às regras seria punida apenas com advertência por escrito. Ou seja, a advertência poderia substituir a multa e a medida administrativa (retenção do veículo) aplicadas até então.

Cadeirinha pode reduzir danos de acidentes em até 60%

Veja no vídeo abaixo as diferenças entre usar e não usar as cadeirinhas:

Criança na garupa da moto

Como ficou: passou de 7 para 10 anos a idade mínima para que crianças possam ser transportadas em motocicletas. O descumprimento é infração gravíssima, com multa e suspensão do direito de dirigir. Além disso, o veículo pode ser retido até sua regularização e a habilitação recolhida.

Lesão corporal e homicídio com embriaguez

Como ficou: uma das principais mudanças feitas no Congresso prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Como era sem as mudanças: a legislação diz que a prisão pode ser substituída por penas restritivas de direitos se o crime for culposo (sem intenção). Dessa forma, se um motorista embriagado ou sob efeito de drogas pratica lesão corporal e até homicídio, a condenação pode ser convertida em uma pena alternativa.

Como o governo queria: não havia mudanças nessas punições no projeto original.

Exame toxicológico (categorias C, D e E)

Como ficou: exame toxicológico é mantido. Ele serve para verificar o consumo de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção.

Quem tem menos de 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada 2 anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que a mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

Como era sem as mudanças: condutores das categorias C, D e E, como caminhoneiros, motoristas de van e ônibus, com CNH com validade de 5 anos devem fazer o exame no prazo de 2 anos e meio. Para condutores idosos o prazo é 1 ano e meio. Se reprovado, tem suspenso o direito de dirigir pelo período de 3 meses.

Como o governo queria: eliminar a obrigatoriedade do exame.

Luz diurna nas estradas

Como ficou: seguiu o projeto do governo de manter obrigatório o uso de faróis acesos durante o dia em rodovias de pista simples. Porém, retira a obrigatoriedade do uso quando essas vias estiverem em perímetros urbanos.

Como era sem as mudanças: uma norma de 2016 dizia que o condutor era obrigado a manter o farol aceso de noite e dia “nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias”, sejam essas de pista simples ou não — em caso de descumprimento, a infração é média.

Como o governo queria: o texto dizia que os veículos sem luzes diurnas de rodagem (conhecidas pela sigla em inglês DRL), deveriam manter acesos os faróis mesmo durante o dia, em rodovias de pista simples, túneis e sob chuva, neblina ou cerração.

O projeto afirmava ainda que a infração para quem não acendesse a luz seria leve. No entanto, seria aplicada apenas "no caso de o proprietário ser pessoa jurídica e não haver identificação do condutor".

Luzes diurnas de rodagem serão obrigatórias em veículos no Brasil

Multa mais branda para capacete sem viseira

Como ficou: a lei altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira. O não uso da viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média, e não mais gravíssima. Porém, também passa a ser infração média usar a viseira levantada. Antes, era infração leve.

Como era sem as mudanças: o artigo do CTB sobre regras para motociclistas obrigava o uso de capacetes sempre com viseira ou óculos de proteção, considerando seu descumprimento infração gravíssima e com suspensão do direito de dirigir.

Existia ainda uma resolução específica sobre o uso incorreto da viseira: ela dizia que que o motociclista não pode conduzir a moto com a viseira levantada nem com óculos de proteção fumê. Nesse caso, seria aplicada a punição prevista no artigo 169 do CTB, que previa infração leve.

Como o governo queria: da mesma forma como foi aprovado.

Documento em carro com recall

Como ficou: a lei torna o recall uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Como era sem as mudanças: não havia impedimento para emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) caso o veículo não tenha passado por algum recall.

Como o governo queria: a proposta era impedir que o CRLV fosse emitido somente na hora da venda de um veículo, se o proprietário anterior não tivesse realizado algum recall.

Outras mudanças

Multas administrativas

A lei dá a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:

conduzir veículo com a cor ou característica alterada;

conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;

portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;

deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.

No entanto, a aplicação das penalidades e medidas administrativas continuam.

Advertência em vez de multa

O texto define que para infrações leves ou médias deve ser imposta a penalidade de advertência por escrito, em vez de multa, se o infrator não tiver cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Atualmente, a legislação já permite essa possibilidade se a autoridade de trânsito "entender esta providência como mais educativa" e desde que o motorista não tenha cometido a mesma infração nos últimos 12 meses.

Cadastro positivo

A mudança cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), em que serão cadastrados os condutores que não tenham cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses.

O cadastro positivo vai possibilitar que estados e municípios concedam benefícios fiscais e tarifários aos condutores cadastrados.

Cai exigência de aula noturna

Termina a obrigatoriedade de aulas práticas noturnas no processo de habilitação.

Comunicação de venda

Antes, o prazo para que o vendedor do veículo fizesse a comunicação de venda junto ao Detran era de 30 dias. Agora, com a nova regra, o limite é de 60 dias, após decorrido o prazo de 30 dias para que o novo proprietário providencie a transferência do registro. A nova legislação também abre a possibilidade de que esse procedimento seja eletrônico.

Indicação do condutor infrator

Antes, o prazo para que o proprietário indicasse o condutor responsável pela infração era de 15 dias, contado a partir da notificação da autuação. Agora, este prazo foi ampliado para 30 dias.

Defesa prévia

Outro prazo ampliado foi o que garante o direito de defesa em caso de multas. Antes, o condutor tinha até 15 dias, contados da data de expedição da notificação, para entrar com a defesa, de acordo com o estabelecido em resolução do Contran. Agora, este prazo passará a constar no CTB e não será inferior a 30 dias, também contados da data de expedição da notificação.

Escolas de trânsito

O lei prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e adolescentes. O intuito é oferecer aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.

Vetos derrubados

Em março passado, o Congresso derrubou 3 dos 13 vetos feitos pelo presidente Bolsonaro ao texto aprovado na Câmara e no Senado. Eles têm relação com exames médicos e psicológicos dos condutores habilitados.

Um deles trata dos profissionais que realizam os exames de aptidão física, mental e de avaliação psicológica a quem quer tirar carteira de habilitação.

Bolsonaro havia vetado o dispositivo que restringia a realização desses exames aos médicos e psicólogos peritos examinadores com titulação de especialista em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.

Para o governo, “não é crível que os profissionais que não dispõem dessa titulação não possuam prática necessária para a realização de tais exames”.

Bolsonaro também tinha vetado outro dispositivo, que impunha a infratores, além de curso de reciclagem, exame psicológico para os casos de acidente grave, condenação judicial por delito de trânsito e risco à segurança do trânsito. O Congresso restaurou a regra.

Também foi derrubado o veto a um dispositivo que permite que os médicos e psicólogos peritos examinadores que não tiverem a titulação de especialista terão o direito de continuar a exercer a função de perito examinador pelo prazo de 3 anos até que obtenham a titulação exigida.

 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Caso Henry: Como foi o crime? Por que a babá mentiu? O que a polícia tenta descobrir

Na tarde de ontem, dia 08,  o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deram entrada em presídios no Rio de Janeiro. O motivo: o casal responde por "homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura" pela morte da criança de 4 anos, ocorrida no dia 8 de março. Segundo a Polícia Civil, eles teriam tentado atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

Agora, a Polícia Civil do Rio tenta montar as últimas peças de um quebra-cabeça para desvendar todos os detalhes do caso, escreve hoje no UOL o repórter Herculano Barreto Filho: o que ocorreu dentro do apartamento na Barra Tijuca, onde o menino foi espancado até ficar desacordado? Por que a babá mentiu em depoimento?

Os prints de uma conversa entre Monique e a babá de Henry ocorrida no dia 12 de fevereiro, quase um mês antes do crime, reforçaram o pedido de prisão temporária. No diálogo, a babá dizia que o menino estava sendo agredido pelo padrasto. Contudo, omitiu o episódio em seu depoimento à polícia.

Apesar das lacunas, os investigadores entendem que há elementos suficientes para incriminar mãe e padrasto da vítima com base nas provas já colhidas.

Às vezes, alguns detalhes nunca são esclarecidos, a não ser se um dos investigados opte por confessar. Só estavam três pessoas [no apartamento onde ocorreu o crime]. Uma delas foi morta. As outras foram presas. E não necessariamente estão interessadas no esclarecimento da verdade. O que nós temos que fazer é reunir provas com base nos laudos pendentes."


Delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra)

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Fracasso durante pandemia leva governo Bolsonaro a buscar nova estratégia internacional contra crise

No momento em que o país atravessa o pior momento da pandemia de covid-19, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) se vê obrigado a iniciar, nos bastidores, uma movimentação para buscar uma nova estratégia internacional e uma resposta à crise, escreve hoje no UOL o colunista Jamil Chade.

Por mais de um ano, o governo federal tripudiou as recomendações da OMS, faltou às reuniões com grandes produtores de vacinas, esnobou encontros ministeriais para tratar dos imunizantes, minou propostas de ampliação de distribuição de doses e se recusou a ampliar o leque de alternativas para lidar com a covid-19.

Agora, com metade das vacinas prometidas para março entregues, a operação vem ocorrendo em diferentes frentes e com o reconhecimento de alguns dos principais embaixadores do país pelo mundo de que a estratégia adotada no primeiro ano da pandemia foi um "enorme fracasso".

Os gestos ainda são recebidos com desconfiança, principalmente diante do tom usado nos últimos dias pelo presidente Bolsonaro ao defender medidas sem eficácia comprovada, contudo, já se nota, a portas fechadas, uma atitude diferente por parte de membros do segundo escalão do governo.

Açailândia convoca novo grupo de pacientes prioritários para vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde de Açailândia criou um novo posto de vacinação e está convocando os idosos a partir de 65 anos, além de pacientes oncológicos de radioterapia e quimioterapia, como também os pacientes transplantados, pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica grave (hemodiálise).

Os convocados devem comparecer ao novo posto de vacinação, localizado na quadra da Cultura, no Bairro Residencial Tropical, na Vila Ildemar, munidos de documento de identidade com CPF, Carteira de Vacinação e Cartão SUS.

A vacinação começa hoje, dia 08 de abril e vai até amanhã, no horário de 8h às 14h para APLICAÇÃO DA 1ª DOSE para idosos a partir de 65 anos, pacientes de hemodiálise, oncológicos e transplantados.

Já para a vacinação da 2ª DOSE, serão vacinados os idosos a partir de 70 anos, que tomaram a 1ª DOSE da vacina no mês de março.

terça-feira, 6 de abril de 2021

COVID-19: Açailândia começa a vacinar idosos de 65 anos acima

A prefeitura de Açailândia anuncia um novo calendário de vacinação que terá início da data de hoje, dia 06 de abril de 2021.

Segue o calendário:

Dia 06/04 = nascidos em janeiro, fevereiro e março;

07/04= nascidos em abril, maio e junho;

08/04 = nascidos em julho, agosto e setembro;

09/04= nascidos em outubro, novembro e dezembro.

LOCAL: Superintendência da Receita Tributária em frente à Igreja São Francisco

DIAS: 06/04 A 09/04/2021

HORÁRIO: Das 8h às 14h

Todos devem comparecer munidos de documento de identidade com CPF, Carteira de Vacinação e Cartão SUS.

Já para profissionais de Saúde os documentos necessários são a comprovação de vínculo (crachá, carteira da ordem, contra cheque ou declaração da empresa).

ATENÇÃO

Disponível também a aplicação da 1ª DOSE para idosos a partir de 65 anos e profissionais da saúde. Além da 2ª DOSE para idosos com 75 anos ou mais, que tomaram a primeira dose em março.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

A AVB Aço Verde do Brasil doa 400 mil metros cúbicos de oxigênio para ajudar o Maranhão no combate a COVID-19.

 

A primeira remessa de 20 mil metros cúbicos já foi disponibilizada ao governo do Estado e a partir da 2ª semana de abril o volume semanal será aumentado para 30 mil metros cúbicos, garantidos até o final de junho deste ano, quando chegará a totalidade de 400 metros cúbicos.

A AVB — Aço verde do Brasil está localizada na cidade de Açailândia e se destaca como a empresa que produz o primeiro Aço Verde do mundo, carbono neutro.

Motivo de muito orgulho para o Estado do Maranhão, o Aço Verde produzido na cidade de Açailândia é fruto de um trabalho árduo e a dedicação empreendedora da AVB, aliada a força de trabalho do povo maranhense.

Com o empenho e missão de ajudar a salvar vidas e o compromisso de apoiar o povo maranhense no combate ao CORONAVÍRUS, mal que assola toda a humanidade foi que a AVB resolveu doar 400 mil metros cúbicos de oxigênio para atendimento à população maranhense nos municípios de todo o Estado.



Esta é a maior doação de oxigênio feita por uma empresa privada, e, sem sombra de dúvidas, um momento de extrema importância na contribuição para ajudar salvar vidas de milhares de maranhenses hospitalizados por conta da pandemia da Covid-19

O oxigênio é a matéria-prima essencial no processo produtivo de aço da AVB, e neste momento, além da empresa suspender as vendas do que está sendo produzido, aumentará os ajustes e restrições ao consumo interno.

A empesa oxigênio nordeste será responsável pela logística de transporte do oxigênio até a capital do Estado, para abastecer todas as unidades de saúde da rede pública.

“Estamos diante de uma situação dramática, vivida em hospitais do Estado – vendo a carência da rede pública e sabedores do nosso compromisso social, somos conscientes e temos como filosofia a sustentabilidade e a garantia da vida”, disse Ricardo Nascimento.

“A AVB através de seus colaboradores e sua diretoria estão firmes no enfrentamento a essa dura realidade que estamos atravessando”, disse ele.

“Neste momento tão delicado que estamos vivendo, nosso objetivo é ajudar a salvar vidas”, finalizou.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

EXTRA!!! EXTRA!!! CAPÍTULO 2: vereador XANDDY SAMPAIO “O Cearazinho” se complica em depoimento ao MP

 

O inquérito 01/2021 instalado pela segunda promotoria de justiça, apura possíveis atos de improbidade administrativa praticados pelo vereador Ceará; Marcelo “O Doador”; Xandy Sampaio “O Cearazinho”; Adriano da Saúde; e, Bernadete “Mariquinha”.

Este inquérito ainda investiga consubstanciadas provas de manobras fraudulentas praticadas pelos cinco vereadores na eleição da câmara, em janeiro de 2021, além da extinção do mandado de nove vereadores e a posse de oito suplentes.

MENINOS EU VI!!!

O vereador ao iniciar seu depoimento, de cara, tentou logo enquadrar a promotora Dra. Glauce Mara Malheiros: “Como bacharel em direito, tenho conhecimento das Leis e do Regimento Interno da câmara” – o que não adiantou muita coisa pois se perdeu no depoimento e pelo visto, a única Lei que aprendeu foi o artigo em que o Regimento Interno da Câmara convoca posse e eleição da mesa diretora para as 10:00hs do primeiro dia do ano – coisa que já não acontece há décadas, virando uma tradição a sessão solene acontecer nos primeiros 30 minutos do primeiro dia do ano.

No contraditório depoimento do vereador Xanddy Sampaio vulgo “Cearazinho”, apesar de até as crianças recém-nascidas da cidade de Açailândia terem tomado conhecimento de uma resolução datada ainda de dezembro de 2020 em que antecipava o horário de posse dos novos vereadores eleitos em 15 de novembro, para os primeiros minutos do novo ano, ACREDITEM, “CEARAZINHO” nunca soube da existência de tal resolução publicada no diário oficial da câmara, em todos os veículos de comunicação e nos mais diferentes grupos de WhatsApp.

Assim como a vereadora Bernadete, o “Cearazinho” também não sabe quando tomou posse, quando prestou juramento e muito menos quando essa suposta sessão de posse aconteceu – o vereador ficou tão perdido que afirmou repetidas vezes, quando instado pela promotora, que o prefeito e o vice prefeito também estavam presentes nessa mesma sessão de posse – quando perguntado se tinha certeza, o vereador repetiu mais uma vez que tinha certeza – isso foi negado em outros depoimentos, mesmo porque o prefeito Aluísio em hipótese alguma esteve no local dessa suposta sessão.

Mesmo sendo bacharel em direito, conhecer e ter lido o Regimento Interno da câmara de Açailândia, o vereador disse em depoimento não conhecer o artigo em que determina que a eleição da mesa diretora da câmara só tem validade com a presença da maioria absoluta na sessão solene – “Cearazinho”, foi enfático quando disse que apenas 08 vereadores estavam presentes nesta sessão e que tudo consta em ATA.

Quando perguntado mais uma vez sobre a retomada da sessão interrompida em uma verdadeira baderna na câmara de Açailândia, testemunhada pelo mundo todo – Xanddy disse ter tomado posse e que não iria falar sobre esse assunto, pois tudo está contido na famigerada ATA.

AGURDEM OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Ainda temos o depoimento de Adriano da Saúde e do vereador Marcelo “O DOADOR”.

Simples assim.