Quero começar dizendo: “Não, eu não desisti da
minha candidatura a deputado estadual, simplesmente o partido me negou legenda –
motivos? Não sei, pois todos os candidatos entram numa campanha zerados – o que
define o tamanho do candidato são as urnas.
Em meio as dúvidas que pairaram quando anunciei
nas minhas redes sociais que não sou mais candidato, venho antes de mais nada
agradecer todos aqueles que me apoiaram em pré-campanha e que agora se frustram
por conta de decisões partidárias – a famosa decisão de cima pra baixo.
Vamos aos
fatos
- Qualquer cidadão brasileiro pra ser
candidato, precisa antes de mais nada ser filiado a um partido político – Sou
filiado ao MDB há uma década;
- O passo seguinte é ser eleito em uma
convenção partidária – estive na capital São Luis no dia 21 de julho atendendo
ao chamamento do partido, no entanto, foi frustrante chegar lá e não ver meu
nome na lista a ser apreciada pelos convencionais;
- O candidato a deputado federal Lobão Filho, um
dos líderes regionais do MDB que me convidou pra fazer “dobradinha” em
Açailândia, assim como me garantiu legenda do MDB quando parti para a
pré-campanha, foi textual em me afirmar que esse problema seria solucionado;
- Ontem, dia 11 de agosto, data do meu
aniversário, o prazo se expirou e então entendi que deveria “jogar a toalha”
para em seguida, não só prestar contas da minha saída da disputa do pleito,
como também agradecer aos inúmeros amigos e amigas que já se preparavam para depositar
um voto de confiança em Wilton Lima para deputado estadual;
Desabafo
Enfim, mais uma vez se ver o retrato do lado
ruim da política que é a falta de palavra dos políticos que o povo elege para
serem seus representantes. É bom que fique claro que essa regra tem exceções. Na
política e na vida o que gera confiança e sustenta uma situação, é o cumprimento
do que foi combinado. Os mais antigos afirmam que o que dá sustentação ao homem
é a sua palavra.
Um homem que honra suas palavras tem tudo,
aquele que não cumpre o que diz é mentiroso, não merece crédito, e quebra
qualquer relação de confiança.
Que os políticos que agem assim aproveitem esse
período que se inicia uma nova campanha política para repensar suas atitudes
com seus correligionários, seus próprios eleitores e, principalmente, com o
povo. Não há patrimônio político que resista a uma série de descumprimentos de
palavra.
Um homem sem palavra é um homem morto, não gera
confiança, não consegue nada, e é motivo de riso e piada nos bastidores, pois
ninguém acredita nele. Não existe nada pior do que isso.
Contem sempre comigo, minha palavra, muito
diferente do que a de muitos políticos, sempre será uma só.
Até a próxima! A luta continua!