O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou publicamente o plano de 15 pontos do "Board of Peace" da Casa Branca para o desarmamento faseado do Hamas e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza. A proposta previa a entrega das armas do grupo a uma nova administração palestina em troca da desocupação israelense; Netanyahu exige o desarmamento completo — "genuíno, e não fictício" — antes de qualquer recuo, e voltou a descartar qualquer Estado palestino enquanto estiver no poder, seja em Gaza, seja na Cisjordânia. Há contexto eleitoral por trás da dureza: Netanyahu enfrenta eleições difíceis em outubro e pressão de parceiros de extrema-direita que o acusam de ter negociado concessões demais. Já o Hamas mantém apoio formal ao plano e pede que Washington pressione o premiê a não travar o processo por "razões eleitorais internas". O episódio é o mais explícito atrito público entre Trump e Netanyahu desde o início da guerra, em outubro de 2023 — sinal de que a arquitetura do pós-guerra em Gaza segue sem consenso nem entre aliados. |
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