quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Vini brilha, marca, sofre racismo -mas foco fica na reação, não na agressão

 

Vini Jr., do Real Madrd, e Prestianni, do Benfica (escondendo a boca com a camiseta),  discutem; foco não fica no gol da vitória ou na acusação de racismo, mas na reação do brasileiro -- a vítima

Vini Jr., do Real Madrd, e Prestianni, do Benfica (escondendo a boca com a camiseta), discutem; foco não fica no gol da vitória ou na acusação de racismo, mas na reação do brasileiro -- a vítima

Eric Verhoeven/Soccrates Images/Getty Images



Roger Modkovski

O atacante brasileiro Vini Jr. mais uma vez brilhou em campo na Europa, marcando o gol da vitória do Real Madrid sobre o Benfica no mata-mata da Champions. Mas, de novo, a manchete acabou sendo um caso de racismo —no qual houve outra tentativa de tirar o foco da agressão e colocá-lo na reação da vítima.

A colunista Milly Lacombe denuncia que, enquanto deveria estar sendo discutida uma punição ao argentino acusado de agressão, surgiu uma onda de "diversionismo", em que se fala de tudo, menos do essencial. Seja lembrando que Eusébio, um craque negro português nascido na então colônia de Moçambique, foi ídolo do Benfica, até criticando a comemoração dançante de Vini.

 

Para Rodrigo Mattos, o caso reforça um histórico de "justificativas" das torcidas europeias nos casos de racismo, sempre tentando se esquivar da questão central.

E Juca Kfouri se indigna pelo fato de até o técnico José Mourinho, do Benfica, ter embarcado na onda de "acusar a vítima".

Gabriel Coccetrone relata que o caso deve ser um desafio para o novo protocolo antirracista da Uefa, federação europeia, pelo fato de o jogador argentino ter usado a camisa para encobrir a boca no momento da ofensa —o que juristas já começam a chamar de "obstáculo deliberado à prova".

Para o colunista PVC, Fifa e Uefa têm a obrigação de botar o protocolo para funcionar no caso de Vini, principalmente depois das corajosas declarações de Kylian Mbappé, craque francês, em defesa do colega brasileiro.

Para Julio Gomes, o Benfica e José Mourinho deveriam considerar as declarações de Mbappé, ouvir outras testemunhas e, se for o caso, punir exemplarmente o argentino Prestianni —apesar de que isso pode ser economicamente ruim para o time português.

 

E Thiago Arantes observa que, ao sair em defesa do companheiro, Mbappé reforça sua imagem de líder, dentro e fora de campo.

Milly Lacombe: Vini Jr, o racismo e os diversionistas

Milton Neves: O que Eusébio, maior ídolo do Benfica, pensaria do caso envolvendo Vini?

Yara Fantoni: Vini Jr.: o foco escapa da ofensa e recai sobre a reação

Rodrigo Mattos: Narrativas se repetem para tentar minimizar caso de racismo contra Vini Jr.

Juca Kfouri: Outra vez, Vinicius Júnior?

Gabriel Coccetrone: Uefa pode aplicar pena pesada para Benfica e atleta por caso Vini Jr.

PVC: Fifa e Uefa fracassam e mostram protocolo inócuo contra o racismo

Julio Gomes: Benfica deveria ouvir Mbappé, punir racista antes da Uefa e dar exemplo

Thiago Arantes: Mbappé sai em defesa de Vini e reforça imagem de líder também fora de campo

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