sexta-feira, 30 de abril de 2021

Em Açailândia alunos retornarão às aulas na forma híbrida (Semipresencial).

 A data marcada para o retorno é nesta próxima segunda-feira, dia 03 de maio e obedecerá a regras rígidas de segurança e medidas sanitárias.
Secretaria de Educação Karla Nascimento, em reunião com gestores, traçando estratégias para o retorno às aulas.

A Secretaria Municipal de Educação obedecendo ao planejamento de retorno as aulas para a próxima segunda-feira, dia 03, enviou a todos os gestores da rede pública de ensino uma série de recomendações e medidas como a rotina e limpeza da escola e verificação do estado de saúde dos alunos, monitorando-os diariamente de forma a garantir a segurança do alunado, bem como de todos os profissionais envolvidos na educação de Açailândia.

O sistema utilizado para o retorno às aulas será em forma híbrida, onde haverá em espécie de rodízio, objetivando evitar qualquer tipo de aglomeração. As salas de aulas serão ocupadas pelo menor número possível de alunos, ou seja, em uma semana uma turma de alunos assistirá suas aulas de forma presencial em três dias da semana e na semana seguinte duas vezes na semana e os dias em que os alunos estiverem fora da sala de aula, estes desenvolverão atividades remotas em casa.

Nesse primeiro momento a educação Infantil não retornará as aulas e as crianças permanecerão estudando de forma remota.

A secretária Karla Nascimento fez questão de destacar a importância de verificar os grupos planejados e organizar todo o processo, contactando os pais e alunos para garantir que todos retornem no tempo indicado para cada um.

A modalidade EJA- Educação de Jovens e Adultos funcionará de forma presencial devido ao quantitativo de alunos assegurar o distanciamento nas salas de aula.

Protocolo de retorno às aulas

• No retorno das atividades, é necessário garantir a eficiência no distanciamento social;

• Nos casos de estudantes da Educação Especial, com doenças crônicas (doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, câncer, doenças respiratórias, crônicas e cerebrovasculares) comprovadas, não devem retornar às atividades presenciais sem autorização médica; (grifo nosso);

• Em cumprimento às medidas de prevenção e combate à Covid-19, o distanciamento social deverá ser cumprido em todos os ambientes da escola. Nesse sentido, compete à Gestão Escolar realizar a demarcação de espaços, sinalização para organização de filas e organização do rodízio de estudantes;

• A escola deverá proceder na organização das salas, obedecendo o distanciamento ideal, no qual as carteiras devem ocupar uma área de 1m²;

• Para tanto, deve ser evitado o transporte de estudantes que apresentarem o menor indício de quadro infeccioso, seja febre, manifestações de insuficiência respiratória, diarreia, entre outras;

• Os alunos que tiveram sua temperatura aferida ao entrarem no ônibus não haverá necessidade de nova aferição;

• Para evitar aglomerações e garantir a limpeza da escola, o horário de saída foi alterado. Recomenda-se que o lanche seja servido na sala de aula, e o horário destinado à recreação seja descontado no início do horário, isto é, as aulas terão início e término conforme disposto: matutino, das 07:30 horas às 10:50 horas e no vespertino das 13:30 horas às 16:50 horas. A EJA inicia as 19 horas e finaliza as 21:20 horas, o lanche deverá ser servido no início das aulas. • Os profissionais da área de risco que apresentam comprovação e gestantes devem trabalhar remotamente;

• Estudantes com graves comorbidades deverão participar exclusivamente das atividades remotas;

A Secretaria de Educação enviou ainda às escolas o protocolo, a cartilha e o documento emitido pelo RH que trata dos profissionais da área de risco.

Brasil chega à marca de 400 mil mortos, e perspectiva é chegar aos 500 mil

A pandemia do coronavírus é uma tragédia planetária. No Brasil, o vírus produziria cadáveres em qualquer circunstância. Mas nenhum país chega à marca de mais de 400 mil mortos por acaso.

"Há método na insanidade brasileira. O país parece ter feito uma opção preferencial pelo erro. Bolsonaro, porém, declarou na terça-feira, em frente ao Palácio da Alvorada: 'Eu não errei em nada'. Algo de muito errado acontece quanto um administrador público acha que está sempre certo", comenta o colunista.

Para o presidente, a pandemia era uma 'gripezinha' que estava no 'finzinho'. E a segunda onda não passava de 'conversinha'"

Josias de Souza

Em função desse negacionismo, o Brasil convive com dois flagelos: a escassez de vacinas e o excesso de cloroquina. Imaginou-se que a livre circulação do vírus conduziria à imunidade coletiva. O que se verificou foi o surgimento de uma nova cepa do vírus, mais letal do que a primeira.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Cinco vereadores de Açailândia podem ser afastados do cargo.

 

O Processo Civil de Improbidade Administrativa pede o afastamento imediato dos ocupantes do cargo público.

O despacho assinado pelo Juiz de Direito Titular da Fazenda Pública da Comarca de Açailândia, José Pereira Lima Filho, datado de 08 de fevereiro, sobre o processo nº 0800749-30.2021.8.10.0022, deu o prazo de 10 dias para que os vereadores Josibeliano Chagas Farias “O Ceará”, Marcelo Oliveira “O Doador”, Xanddy Sampaio “O Cearazinho”, Bernadete Mariquinha e Adriano da Saúde, apresentem suas defesas.

No despacho, o juiz busca respeitar o princípio do contraditório, antes do exame do pedido da promotoria, ou seja, o afastamento imediato dos cinco vereadores.

Esse prazo já venceu, portanto, a qualquer momento os nobres edis podem ser afastados do cargo conquistado com o voto popular, no dia 15 de novembro de 2020.

Decisão do STJ frustra aliados políticos do vereador Ceará

 

O Agravo de Instrumento SLS 2883, estava previsto para julgamento na noite de ontem, dia 28 de abril, mas por volta das 00:00hs foi retirado de pauta.

As redes sociais foram invadidas durante todo o dia de ontem, dia 28, por pseudos renomados juristas, que já davam como certo um placar de 11 x 4 favorável ao retorno do vereador Ceará ao comando da Câmara – o interessante é que o julgamento só estaria previsto para acontecer a partir das 00:00hs, no entanto, esse pessoal já tinha o resultado na ponta da língua, ou melhor, na ponta do dedo para as postagens em grupos de WattsApp.

Do outro lado, que podemos chamar de “Grupo dos 9” surgiu um contraponto interessante sobre o resultado do referido Agravo de Instrumento - um outro resultado - este propagado amplamente pelo o advogado Antônio Borges Neto, em uma emissora de rádio e replicado pelos apoiadores do atual presidente Feliberg Melo nas redes sociais – o placar antecipado seria de goleada 15 x 0.

Aliados do vereador Ceará passaram a noite curtindo, ao som de boa música e cerveja gelada, a vitória antecipada, mas que retirado de pauta para julgamento no STJ, e, agora terão que aguardar as cenas dos próximos capítulos pra saber qual será o final dessa famigerada novela mexicana chamada Câmara Municipal de Açailândia.

Com a decisão frustrante ficou a ressaca nas redes sociais, de gozações e até ameaças dos lados mais diferentes – um verdadeiro “APARTHEID” legislativo na cidade de Açailândia – a guerra dos 9 contra os 8.

Façam suas apostas!

Agora não vale partir para agressão.

Simples assim!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Como a CPI da Covid pretende garantir a presença de Pazuello e outros governistas investigados?

Um dos principais acontecimentos políticos em meio à pandemia, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid adotou uma estratégia para garantir a presença do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual, Marcelo Queiroga, e outros investigados governistas: eles serão convocados como testemunhas.

O general Pazuello é considerado um dos principais alvos da comissão, que tem o objetivo de investigar ações e omissões da gestão federal na pandemia — como o atraso na compra de vacinas e a falta de oxigênio em Manaus em janeiro —, além de repasses de verbas da União para estados e municípios.

A oposição e os senadores considerados independentes, que formam a maioria na comissão parlamentar de inquérito, se atentaram ao fato de que existem jurisprudências, do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que liberam investigados de depor em CPI. O entendimento judicial se baseia no "direito constitucional ao silêncio".

Desta forma, como testemunha, o depoente é obrigado a comparecer e a falar a verdade ao colegiado, explica hoje no UOL o repórter Lucas Valença. A utilização do termo muda o panorama da comissão. Governistas ou ex-membros do governo que tiverem de depor terão de responder as mesmas perguntas às quais seriam submetidos caso fossem convocados como investigados.

A apuração da CPI pode embasar uma eventual responsabilização de Bolsonaro e de integrantes do governo.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Virada de Araraquara? Como testagem comunitária e análise de esgoto têm ajudado a frear pandemia

Quando foi decretado o lockdown de dez dias em Araraquara em 21 de fevereiro, a cidade apresentava 100% de lotação hospitalar e explosão no número de mortes causadas pela covid-19.

Na primeira semana de março, chegou a 42 óbitos em sete dias. Na primeira semana de março, chegou a 42 óbitos em sete dias. Na semana passada, foram nove.

Hoje no UOL, o repórter Lucas Borges Teixeira explica as medidas tomadas pela administração municipal para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus.

A gestão do prefeito Edinho Silva (PT) tem focado em rastrear a transmissão do vírus para tentar manter a melhora nos indicadores da pandemia de covid-19 em meio à reabertura econômica. Para isso, está investindo em grupos de testes comunitários, rastreamento de surtos em estabelecimentos comerciais e até mapeamento do esgoto.

A ocupação de leitos na região continua preocupante (94%), mas, segundo a prefeitura, 53% dos internados são de outras cidades.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Ação do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

A Policlínica de Açailândia convida a população para uma *Ação do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial *, que acontecerá no dia 26 de Abril (Segunda-feira). A partir das 7e30h até as 11e30h. 

Teremos Aferição de Pressão e o teste de Glicemia realizado pela equipe Multiprofissional da Policlínica. 

Endereço: Rua Bom Jesus, N490 - Centro

IPTU 2021: Prefeitura de Açailândia prorroga prazo de pagamento e lança plano com descontos de até 30%.

Em virtude do impacto financeiro provocado pela pandemia do coronavírus fez com que a Prefeitura de Açailândia tomasse medidas econômicas para minimizar as consequências deste surto e beneficie moradores. Sendo assim, o pagamento do IPTU 2021 teve seus prazos alterados no calendário fiscal 2021 sob o Decreto Municipal nº 63, de 30 de março de 2021.

Veja como ficou

O pagamento do IPTU 2021 fica prorrogado o calendário fiscal.  A data de vencimento da cota única, para o dia 30 (trinta) de junho de 2021. Com as seguintes opções de pagamento:

          Para o pagamento em cota única será concedido o desconto de 30% (trinta por cento), caso o pagamento em cota única ocorra até o dia 30 de junho de 2021;

          20% (vinte por cento), caso o pagamento em cota única ocorra até o dia 30 de julho de 2021;

          10% (dez por cento), caso o pagamento em cota única ocorra até o dia 30 de agosto de 2021.

Vale destacar que não haverá descontos para quem optar pelo parcelamento do tributo. O contribuinte que não efetuar o pagamento em cota única até a data do vencimento estabelecida, poderá fazê-lo em dez parcelas consecutivas, com os acrescidos legais.

O contribuinte que optar pelo parcelamento do IPTU terá como vencimento da primeira parcela o dia 30 (trinta), sendo que as demais parcelas serão subsequentes até o dia 30 (dez) de cada mês.

Segundo o prefeito de Açailândia, Aluísio Sousa, a reorganização do pagamento é importante, para dar tempo necessário dos munícipes de Açailândia se reerguerem financeiramente.

“Tenho acompanhado de perto, junto às minhas equipes da Saúde, Administração, Fazenda e Finanças, quais os impactos da pandemia da Covid-19 na nossa cidade. Como persiste a situação de emergência em saúde pública, decidimos ampliar o prazo para que proprietários de imóveis tenham tempo para se reorganizar financeiramente, e possam pagar seus impostos sem prejuízos”.

O superintendente de Receita Tributária, José Francisco da Cunha Melo, destaca que quanto ao IPTU 2021, quem realizar o pagamento em cota única até 30 de junho terá direito ao desconto de 30%.

Há ainda quem queira as outras opções com descontos ou parcelamento.  “O prefeito levando em consideração a pandemia em todo o Brasil, não só em Açailândia, solicitou um planejamento para prorrogação do IPTU.

Estamos divulgando estas medidas para que o açailandense se planeje e saiba que a prefeitura está ao lado do morador, pois compartilha com ele o empenho de concretizar projetos para a cidade", ressalta.

José Francisco explica também que, pensando na segurança e bem-estar da população e a fim de limitar o contágio ao novo coronavírus, será possível também emitir a guia para pagamento por meio do site da Prefeitura de Açailândia www.acailandia.ma.gov.br.

Com informações da ASCOM

Caso Henry: Novos elementos encontrados no celular de Jairinho podem atrasar fim da investigação

Cerca de um mês e meio desde que o menino Henry Borel, de 4 anos, ter sido assassinado em um apartamento de alto padrão na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Rio aguarda apenas o laudo com a análise do telefone celular do vereador Dr. Jairinho (sem partido) para concluir a investigação. Padrasto do garoto, ele é companheiro de Monique Medeiros, mãe da criança.

Pelas conclusão pericial, ficou descartada a possibilidade de um acidente doméstico, versão apresentada pelo caso a princípio. A altura da cama e as mais de 20 lesões encontradas no corpo do menino fizeram com que os legistas chegassem à conclusão de que houve uma ação violenta que durou horas. Mais precisamente, 3 horas.

A previsão era de que o inquérito, já em fase de elaboração do relatório final, fosse concluído hoje. Mas fontes ligadas à investigação ouvidas pelo UOL indicam que as informações contidas no celular podem trazer novos elementos ao caso. A reportagem é de Herculano Barreto Filho.

Um exame complementar no corpo da criança concluído na quarta-feira (21) apontou três ações contundentes distintas na cabeça e marcas de unha no rosto.

Enquanto isso, os advogados que integram a defesa de Monique insistem na necessidade de que ela seja ouvida de novo pela Polícia Civil antes do término da investigação. A mãe de Henry Borel relatou aos seus advogados que sofreu agressões físicas e verbais do parlamentar e que, após a morte da criança, foi manipulada para ajudá-lo. Ela definiu o relacionamento deles como abusivo.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Riba da Aerca é nomeado Gerente de Integração Distrital de Pequiá

José Ribamar Nascimento Pitombeira tem formação acadêmica em administração e atualmente está para concluir na Unisulma o curso de bacharelado em direito e conhece como ninguém a realidade de toda a população de Pequiá.

Buscando fortalecer o vínculo do poder público à comunidade distrital do Pequiá por meio de ações que resolva os problemas que vem causando insatisfação por parte dos moradores do distrito do Pequiá, o prefeito Aluísio Sousa resolveu nomear como Gerente Distrital, o jovem José Ribamar Nascimento Pitombeira.

Riba da Aerca, como é mais conhecido, é de família tradicional do Distrito Industrial de Pequiá e agora é reconhecido pelo grande trabalho prestado àquela comunidade ao longo de décadas – vivenciando o dia a dia do cidadão e da cidadã, que há muito tempo exigia uma gestão para aquele local com o perfil do seu povo, facilitará a aplicação do que o novo gerente pretende para aquela comunidade.

O novo gerente distrital vai assessorar o prefeito Aluísio na formulação das políticas de desenvolvimento econômico social do município, levando-se em conta o poder produtivo da indústria, bem com cuidar para que o planejamento municipal seja elaborado em consonância com o planejamento regional, visando desenvolvimento harmônico do município dentro de seu território.

O perfil conciliador e administrativo de Riba da Aerca pode ser mensurado na empresa privada na qual trabalha há 28 anos, e, pode levar essa experiência para o setor público.

Riba já foi presidente do Rotary Clube de Açailândia, Governador Assistente do Rotary Clube Internacional, Oficial de Intercâmbio Cultural do Rotary Clube Internacional, Diretor da Associação Comercial e Industrial de Açailândia e presidente da ASSUNA.

“Essa é a minha nova missão - pretendo levar a minha experiência e todo o meu aprendizado na iniciativa privada, bem como as ações sociais que ajudei a desenvolver, agora para dentro da vida pública. Com as Bênçãos de Deus, espero desenvolver um grande trabalho e poder ajudar a minha cidade no seu desenvolvimento socioeconômico.

Prefeito Aluísio inicia recuperação de pavimentação das Ruas da Vila Progresso II

 

Apesar de no Bairro está localizado inúmeras instituições públicas de suma importância para a cidade de Açailândia, a última vez que o bairro recebeu assistência da infraestrutura do município já havia cerca de 08 anos.

Mesmo ainda sem a suspensão do período invernoso, o prefeito de Açailândia, Aluísio Silva Sousa vem mantendo os serviços de infraestrutura, tanto na sede do município para garantir a trafegabilidade de veículos e a população em geral, como também nas estradas vicinais, garantido o escoamento da produção de pequenos, médios e grandes produtores de alimentos da cidade e região.

Desde o início da semana os esforços foram direcionados para o Bairro Vila Progresso II, que abriga instituições públicas importantes como a OAB, CDP, IFMA, UPA e ao lada da UPA já está pronto um belíssimo prédio para ser inaugurado, aonde funcionará a sede própria do SAMU; e, além de abrigar uma das praças públicas mais utilizadas pela população, em momentos de lazer e para a tradicional caminhada.


Esquecida pelos governantes já havia quase 08 anos, a Vila Progresso II possui apenas 06 ruas e fica localizada em um ponto estratégico, às margens da BR-222, dando acesso a grande Vila Ildemar e a pouco mais de 500 metros do principal supermercado da cidade que atende cerca de 70% da população, o Mix Mateus.

Na manhã de hoje, feriado de Tiradentes, 21 de abril, uma grande equipe fez o trabalho de preparação das ruas para o recebimento do asfalto, que deve acontecer até amanhã, segundo um dos representantes da empresa responsável pelo trabalho.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Não satisfeito com gasto superior a 300 mil reais com serviços advocatícios Presidente Feliberg Melo contratou mais um escritório pela bagatela de 180 mil e pode ter que devolver ao ERÁRIO PÚBLICO tudo que já foi pago ao contratado.

No entendimento da promotora Dra. Glauce Mara Malheiros a Lei das Licitações exige que a escolha recaia sobre profissional dotado de especialização notória, “não bastando, portanto, que goze da confiança pessoal do gestor público, sendo necessário que a sua qualificação diferenciada seja aferida por elementos objetivos, reconhecidos pelo mercado, como formação acadêmica e experiência profissional.” Esse foi um dos embasamentos do MP para recomendar, quem em um prazo de 10 dias seja feito o cancelamento do contrato vigente e a devolução imediata ao erário público o que já foi pago ao escritório de advocacia, além de que, a câmara já gasta com trabalhos advocatícios mais de 300 mil reais anuais.

O Ministério Público do Maranhão emitiu, na segunda-feira, ontem, dia 19, Recomendação ao presidente da Câmara de Vereadores de Açailândia, Feliberg Melo Sousa, para que seja anulada a contratação da empresa Amadeus Pereira da Silva Sociedade Individual de Advocacia, que foi realizada por meio de inexigibilidade de licitação.

Foi fixado prazo máximo de 10 dias úteis para que o Legislativo Municipal encaminhe à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia documento comprobatório do cumprimento da Recomendação, sob pena do ajuizamento das medidas judiciais cabíveis, inclusive na seara criminal, para responsabilização solidária do gestor e dos demais envolvidos nos ilícitos.

Também foi recomendado que sejam tomadas todas as providências legais para a imediata devolução ao erário municipal de quaisquer valores já pagos ao escritório advocatício em decorrência da contratação questionada, com os valores devidamente corrigidos pelo INPC ou índice similar.

De acordo com a titular da 2ª Promotoria, Glauce Lima Malheiros, no último dia 29 de março chegou ao conhecimento do Ministério Público que a Câmara Municipal de Açailândia realizou a contratação da empresa, mediante processo de inexigibilidade de licitação (nº 001/2021), aparentemente para a prestação de serviços advocatícios.

 “Isso não se justifica, a princípio, diante da existência da Procuradoria da Câmara Municipal e de seus respectivos assessores jurídicos, cuja função é, justamente, a prestação de serviços advocatícios de interesse do Legislativo”, argumenta a representante.

Para amparar sua manifestação a promotora de justiça citou diversas decisões do STF, STJ e do TCU, que reconheceram que a contratação direta de advogado pela Administração Pública é condicionada ao preenchimento dos requisitos da inexigibilidade de licitação, previstos na Lei 8.666/93, entre os quais a existência de procedimento administrativo formal; notória especialização profissional; natureza singular do serviço; demonstração da inadequação da prestação do serviço pelos integrantes do Poder Público.

Glauce Malheiros acrescentou, ainda, que a Lei das Licitações exige que a escolha recaia sobre profissional dotado de especialização notória, “não bastando, portanto, que goze da confiança pessoal do gestor público, sendo necessário que a sua qualificação diferenciada seja aferida por elementos objetivos, reconhecidos pelo mercado, como formação acadêmica e experiência profissional.”

GASTOS A MAIS

Ao questionar a contratação do escritório de advocacia, a 2ª Promotoria de Justiça de Açailândia observou que a Câmara Municipal já tem um gasto mensal de R$ 25.400,00, com a remuneração do procurador-geral (R$ 10.700,00), de um assessor jurídico (R$ 9.500,00) e de um assistente jurídico (R$ 5.200,00), totalizando gastos anuais de R$ 304.800,00.

Pelo extrato do contrato com a empresa, única publicação encontrada sobre essa contratação, a Câmara Municipal de Açailândia teria mais um gasto anual de R$ 180.000,00, com serviços advocatícios.

“O fato de a entidade pública contar com quadro próprio de procuradores não obsta legalmente a contratação de advogado particular para a prestação de serviço específico, sendo necessário, contudo, que fique configurada a impossibilidade ou relevante inconveniência de que a atribuição seja exercida pela advocacia pública, dada a especificidade e relevância da matéria ou a deficiência da estrutura estatal”, observa a promotora de justiça Glauce Malheiros.

Segundo a representante do Ministério Público, a Câmara Municipal não apresentou qualquer justificativa para a contratação da empresa, o que, somado à existência de pelo menos três profissionais com cargos jurídicos no Legislativo, reforça a necessidade da anulação do contrato.

 Com informações e Redação: CCOM-MPMA

 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Planalto tenta blindagem em CPI, e senadores miram fragilidades do governo

O Palácio do Planalto já avalia como tentar se blindar de acusações de eventuais omissões ao longo da pandemia na CPI da Covid, enquanto os senadores de oposição ou tidos como mais independentes miram as fragilidades do governo Jair Bolsonaro (sem partido) nos últimos meses.

Os 11 senadores que vão compor a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foram anunciados e, em tese, a lista é desfavorável ao governo. O Planalto articula para emplacar um dos nomes menos críticos a Bolsonaro na presidência e na relatoria do colegiado, mas isso ainda não está fechado. Essa composição será decidida no voto entre os membros na primeira reunião da CPI, ainda sem data certa.

Até sexta (16), uma composição defendida por parte dos senadores era por Omar Aziz (PSD-AM) presidente, tido como independente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de criação da CPI, como vice-presidente, e Renan Calheiros (MDB-AL), na relatoria.

Ofensiva do governo

Uma das principais linhas de frente do governo na CPI deve ser a de apontar o mau uso de verbas federais repassadas a estados e municípios para tirar o foco da atuação do Ministério da Saúde e do discurso negacionista de Bolsonaro durante a maior parte da crise sanitária.

O Planalto estuda, inclusive, mobilizar um grupo de servidores para mapear a destinação desses recursos, e questionar se a falta de infraestrutura nas redes hospitalares, de medicamentos e insumos para a intubação de pacientes e da eventual vagareza na aplicação de vacinas não é culpa de ações tomadas por governadores e prefeitos. Ou seja, buscar terceirizar qualquer possível culpa.

Uma preocupação é quanto ao impacto negativo da CPI às pretensões de Bolsonaro de se reeleger em 2022, ainda mais com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de volta ao cenário.

Alguns dos principais alvos do governo federal deverão ser os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e da região Nordeste, como Rui Costa (PT), da Bahia, Camilo Santana (PT), do Ceará, e Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão.

Há a intenção ainda de atuar junto a senadores considerados de oposição a governadores desafetos do Planalto. Nesta estratégia, o governo utilizaria a influência dos políticos nos respectivos estados para amplificar a visibilidade dos eventuais problemas encontrados na aplicação dos recursos federais.

Por outro lado, além do ataque, o Planalto deve reunir dados avaliados como positivos para municiar os governistas na CPI.

Buscarão ainda ressaltar discursos de governadores tidos como agradecidos a Bolsonaro, como Mauro Carlesse (PSL), do Tocantins.

Enquanto isso, senadores de oposição ou tidos como mais independentes pretendem investir no que enxergam como fragilidades do governo federal, como o discurso negacionista de Bolsonaro.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina

 

Mais de 1,5 milhão de brasileiros não completaram o esquema vacinal contra o coronavírus e correm risco de ficar sem a proteção adequada.

Num café da manhã com jornalistas realizado na última terça-feira (13/04) em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que mais de 1,5 milhão de brasileiros não voltaram aos postos de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com o pior índice, com mais de 343 mil atrasados. Na sequência, aparecem Bahia (148 mil) e Rio de Janeiro (143 mil).

Queiroga disse que pretende reforçar as campanhas para que todos completem o esquema vacinal. Para isso, vai contar com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

A informação do ministro foi complementada pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato.

A especialista pediu que todos aqueles que tomaram a primeira dose e já esperaram o intervalo mínimo necessário retornem até o local de vacinação mais próximo para completar o esquema preconizado.

Esse intervalo, vale reforçar, varia de acordo com o imunizante aplicado. No caso da CoronaVac, da Sinovac e Instituto Butantan, o tempo entre a primeira e a segunda dose é de 14 a 28 dias.

Já na AZD1222, de AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz, o período de espera é de 3 meses.

Mas quais são os riscos que esses 1,5 milhão de brasileiros estão correndo ao não tomarem a segunda dose?

Resguardo duvidoso

A maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessitam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

Isso vale para os produtos desenvolvidos por Pfizer, Moderna, Instituto Gamaleya e os dois que são usados atualmente na campanha brasileira: a CoronaVac e a AZD1222, como explicado nos parágrafos anteriores.

Por ora, a única exceção da lista é o imunizante de Johnson e Johnson, que já fornece uma boa resposta com a aplicação de apenas uma dose.

Esses esquemas vacinais foram avaliados e definidos nos estudos clínicos das vacinas, que envolveram dezenas de milhares de voluntários e serviram para determinar a segurança e a eficácia das candidatas.

Portanto, se alguém tomar apenas a primeira dose de CoronaVac ou AZD1222 e se esquecer da segunda, não estará devidamente protegido.

"Os dados que temos mostram que a pessoa fica resguardada com duas doses. Se ela toma só uma, não completou o esquema e não está vacinada adequadamente", explica a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas e pelas instituições que definem as regras do setor, como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Outro ponto perigoso: ao receber a primeira dose (e não retornar para completar o esquema vacinal), o indivíduo corre o risco de ficar com uma falsa sensação de segurança.

Ele pode até achar, de forma absolutamente equivocada, que já está imune ao coronavírus e seguir a vida normalmente, sem os cuidados básicos contra a Covid-19.

As recomendações, porém, continuam as mesmas para quem recebeu duas, uma ou nenhuma dose de vacina: todos precisam manter distanciamento físico, usar máscaras, lavar as mãos e cuidar da circulação de ar nos ambientes.

Começar de novo?

Ainda não se sabe ao certo como fica a situação de quem não completou as duas doses: esses indivíduos precisam recomeçar o esquema vacinal do zero ou podem tomar a segunda a qualquer momento?

Isso vai depender do tempo de atraso, especulam os especialistas.

"Se o prazo para receber a segunda dose passou demais, pode ser necessário recomeçar o regime vacinal, pois todos os dados de eficácia que temos são baseados num protocolo.

Se fugirmos disso, não temos como garantir a imunização", diz a imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Num cenário de escassez de vacinas, isso pode comprometer ainda mais nossos estoques e deixar na mão um monte de gente que ainda precisa se imunizar.

Em todo caso, vale seguir a recomendação do Ministério da Saúde e visitar o posto de vacinação mais próximo de sua casa o quanto antes para completar a proteção contra a Covid-19.

"As pessoas não devem atrasar, mas, se porventura tiverem algum imprevisto, é importante receber a segunda dose assim que possível para obter uma boa resposta imune", reforça Ballalai.

Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia, acredita que o governo deveria investir em campanhas de comunicação para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de seguir direitinho os protocolos de imunização do país.

"Precisamos dessas informações sendo veiculadas na televisão, nas redes sociais e em todos os meios, para que a população não se esqueça de tomar a segunda dose da vacina nas datas indicadas", destaca.

E é importante lembrar que a primeira e a segunda dose devem ser do mesmo fabricante, sem nunca misturar os produtos: tem que começar e terminar com a CoronaVac ou com a AZD1222.

De acordo com as últimas informações do Ministério da Saúde, até o momento o Brasil vacinou um total de 27 milhões de pessoas contra a Covid-19.

O número corresponde a pouco mais de 12% da população do país.

STF julga anulação das condenações de Lula na Lava Jato e CPI da covid-19 hoje

A decisão do ministro Edson Fachin que permitiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomasse seus direitos políticos e ficasse liberado para disputar a eleição presidencial de 2022 será um dos pontos centrais no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) hoje.

Os 11 ministros do Supremo vão julgar um recurso apresentado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a decisão de Fachin. Caso o plenário mantenha a decisão, será confirmada a competência da Justiça Federal do Distrito Federal para julgar os processos da Lava Jato contra Lula. Caso contrário, Lula voltaria a ser ficha-suja e ficaria impedido de disputar eleições, explica o repórter Nathan Lopes hoje no UOL.

A princípio, o julgamento sobre o caso começará após o plenário encerrar a discussão sobre a abertura da CPI da Covid no Senado, tema que deve abrir a pauta da sessão de hoje no tribunal.

O julgamento, que será rápido no que depender dos ministros avaliará se o Senado deve instalar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CovidO repórter do UOL Eduardo Militão apurou que, pela quarta vez, o Supremo deve confirmar que parlamentares devem ser obrigados a dar andamento de CPIs que, por decisão política dos presidentes das Casas Legislativas, não iniciam suas investigações.

Ambas as sessões serão transmitidas pela TV Justiça, no canal do UOL no YouTube e na Home Page do UOL.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Caso Henry: As versões do casal e as lesões encontradas pela perícia na criança de 4 anos

Legistas e peritos criminais que atuam no caso Henry, morto na madrugada de 8 de março em um apartamento do parlamentar de alto padrão na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, descartaram a versão apresentada pela mãe do garoto, Monique Medeiros, e seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho.

Mas o que disse cada um à polícia sobre o que aconteceu na casa naquela noite? Em reportagem publicada hoje no UOL, Luís Adorno e Carol Malavolta explicam, em infográficos, o passo a passo da reprodução do assassinato a partir das versões de Monique e Jairinho e quais foram as lesões encontradas na criança.

Entre elas, escoriações, hematomas, hemorragias em três partes da cabeça, infiltrações, contusões nos rins, pulmão e laceração no fígado. A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente, como apontado pelo laudo da necropsia.

Pelas conclusão pericial, ficou descartada a possibilidade de um acidente doméstico, versão apresentada por Jairinho e Monique, hoje tido como suspeitos. A altura da cama e as lesões encontradas fizeram os legistas entenderem que as características são de uma ação violenta que durou horas. Mais precisamente, 3 horas.

Segundo o documento de 36 páginas e assinado por oito peritos criminais, todas as lesões foram "produzidas mediante ação violenta [homicídio]".

segunda-feira, 12 de abril de 2021

CNH, cadeirinha, farol: veja mudanças na lei de trânsito que começam a valer nesta segunda

 

Dentre as alterações estão a ampliação de 20 para até 40 pontos do limite para a suspensão da CNH e o aumento da validade do documento para até 10 anos.

As mudanças na lei de trânsito aprovadas no Congresso e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro passado começam a valer nesta segunda-feira (12).

Dentre as alterações estão a ampliação de 20 para até 40 pontos do limite para a suspensão da Carteira Nacional de Trânsito (CNH) e o aumento da validade do documento para até 10 anos.

Longa discussão

Desde que foi apresentado pelo próprio presidente, em 2019, o texto passou por diversas mudanças na Câmara e no Senado. O projeto original foi criticado por entidades de segurança viária, que pediram, na época, diálogo e estudos técnicos para embasar as futuras regras.

O Congresso manteve ampliação do limite de pontos para a suspensão da CNH, mas acrescentou um escalonamento, conforme o nível de gravidade das infrações cometidas, e a exigência de não constar infrações gravíssimas na carteira do motorista.

Da mesma forma, as normas para o transporte de crianças, onde o governo propôs a troca da multa por advertência por escrito, em caso de não cumprimento, acabaram sendo endurecidas pelos parlamentares.

Alguns itens do texto aprovado no Congresso foram vetados por Bolsonaro na época da sanção. Parte desses vetos foi derrubada pelos parlamentares no mês passado. Elas têm relação com exames médicos e psicológicos dos condutores habilitados (veja ao fim da reportagem).

Veja as principais mudanças e como era a proposta do governo:

Suspensão da CNH por pontos

Como ficou: haverá uma escala com três limites de pontuação, para que a CNH seja suspensa:

20 pontos, se o condutor tiver duas ou mais infrações gravíssimas em um período de 12 meses;

30 pontos, se tiver apenas uma infração gravíssima no mesmo período;

40 pontos, se não constar entre as suas infrações nenhuma infração gravíssima nesse intervalo.

No caso de motoristas profissionais, a medida foi flexibilizada: eles poderão atingir o limite de 40 pontos independente da natureza das infrações cometidas.

Como era sem as mudanças: a suspensão ocorria quando o condutor atingisse 20 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Como o governo queria: a suspensão ocorreria quando o condutor atingisse 40 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Renovação da CNH

Como ficou: estipula o prazo de dez anos para renovação dos exames de aptidão física e mental para a renovação da habilitação de condutores, de acordo com as seguintes situações:

10 anos para condutores com menos de 50 anos;

5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos;

3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

O texto diz ainda que em caso de indícios de deficiência física ou mental ou de progressividade de doença que diminua a capacidade de condução, o perito examinador pode diminuir os prazos para a renovação da carteira.

Como era sem as mudanças: o artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dizia que o exame era renovável a cada 5 anos ou, no caso de idosos acima de 65 anos, a cada 3 anos.

Como o governo queria: que o exame de aptidão física e mental fosse renovável a cada 10 anos. No caso dos idosos, acima de 65 anos, a renovação seria a cada 5 anos.

Cadeirinha para crianças

Como ficou: o uso de cadeirinhas ou assento de elevação será obrigatório para crianças de até 10 anos que não atingiram 1,45 metro de altura. O descumprimento continua sendo considerado infração gravíssima, segundo o artigo 168 do CTB, que prevê multa e retenção do veículo até a regularização da situação.

Como era sem as mudanças: crianças com idade inferior a 10 anos já deveriam ser transportadas nos bancos traseiros. O uso de dispositivos de retenção (cadeirinha, assento elevado, etc) foi determinado por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2008 para o transporte de crianças de até 7 anos e meio, sem levar em conta a altura.

Como o governo queria: até 7 anos e meio, crianças poderiam ser transportadas nos bancos traseiros e com cadeirinha adaptada ao tamanho e peso. Entre 7 anos e meio e 10 anos, seriam "transportadas nos bancos traseiros" e utilizariam cinto de segurança.

Ainda segundo a proposta do governo, a violação às regras seria punida apenas com advertência por escrito. Ou seja, a advertência poderia substituir a multa e a medida administrativa (retenção do veículo) aplicadas até então.

Cadeirinha pode reduzir danos de acidentes em até 60%

Veja no vídeo abaixo as diferenças entre usar e não usar as cadeirinhas:

Criança na garupa da moto

Como ficou: passou de 7 para 10 anos a idade mínima para que crianças possam ser transportadas em motocicletas. O descumprimento é infração gravíssima, com multa e suspensão do direito de dirigir. Além disso, o veículo pode ser retido até sua regularização e a habilitação recolhida.

Lesão corporal e homicídio com embriaguez

Como ficou: uma das principais mudanças feitas no Congresso prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Como era sem as mudanças: a legislação diz que a prisão pode ser substituída por penas restritivas de direitos se o crime for culposo (sem intenção). Dessa forma, se um motorista embriagado ou sob efeito de drogas pratica lesão corporal e até homicídio, a condenação pode ser convertida em uma pena alternativa.

Como o governo queria: não havia mudanças nessas punições no projeto original.

Exame toxicológico (categorias C, D e E)

Como ficou: exame toxicológico é mantido. Ele serve para verificar o consumo de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção.

Quem tem menos de 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada 2 anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que a mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

Como era sem as mudanças: condutores das categorias C, D e E, como caminhoneiros, motoristas de van e ônibus, com CNH com validade de 5 anos devem fazer o exame no prazo de 2 anos e meio. Para condutores idosos o prazo é 1 ano e meio. Se reprovado, tem suspenso o direito de dirigir pelo período de 3 meses.

Como o governo queria: eliminar a obrigatoriedade do exame.

Luz diurna nas estradas

Como ficou: seguiu o projeto do governo de manter obrigatório o uso de faróis acesos durante o dia em rodovias de pista simples. Porém, retira a obrigatoriedade do uso quando essas vias estiverem em perímetros urbanos.

Como era sem as mudanças: uma norma de 2016 dizia que o condutor era obrigado a manter o farol aceso de noite e dia “nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias”, sejam essas de pista simples ou não — em caso de descumprimento, a infração é média.

Como o governo queria: o texto dizia que os veículos sem luzes diurnas de rodagem (conhecidas pela sigla em inglês DRL), deveriam manter acesos os faróis mesmo durante o dia, em rodovias de pista simples, túneis e sob chuva, neblina ou cerração.

O projeto afirmava ainda que a infração para quem não acendesse a luz seria leve. No entanto, seria aplicada apenas "no caso de o proprietário ser pessoa jurídica e não haver identificação do condutor".

Luzes diurnas de rodagem serão obrigatórias em veículos no Brasil

Multa mais branda para capacete sem viseira

Como ficou: a lei altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira. O não uso da viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média, e não mais gravíssima. Porém, também passa a ser infração média usar a viseira levantada. Antes, era infração leve.

Como era sem as mudanças: o artigo do CTB sobre regras para motociclistas obrigava o uso de capacetes sempre com viseira ou óculos de proteção, considerando seu descumprimento infração gravíssima e com suspensão do direito de dirigir.

Existia ainda uma resolução específica sobre o uso incorreto da viseira: ela dizia que que o motociclista não pode conduzir a moto com a viseira levantada nem com óculos de proteção fumê. Nesse caso, seria aplicada a punição prevista no artigo 169 do CTB, que previa infração leve.

Como o governo queria: da mesma forma como foi aprovado.

Documento em carro com recall

Como ficou: a lei torna o recall uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Como era sem as mudanças: não havia impedimento para emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) caso o veículo não tenha passado por algum recall.

Como o governo queria: a proposta era impedir que o CRLV fosse emitido somente na hora da venda de um veículo, se o proprietário anterior não tivesse realizado algum recall.

Outras mudanças

Multas administrativas

A lei dá a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:

conduzir veículo com a cor ou característica alterada;

conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;

portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;

deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.

No entanto, a aplicação das penalidades e medidas administrativas continuam.

Advertência em vez de multa

O texto define que para infrações leves ou médias deve ser imposta a penalidade de advertência por escrito, em vez de multa, se o infrator não tiver cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Atualmente, a legislação já permite essa possibilidade se a autoridade de trânsito "entender esta providência como mais educativa" e desde que o motorista não tenha cometido a mesma infração nos últimos 12 meses.

Cadastro positivo

A mudança cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), em que serão cadastrados os condutores que não tenham cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses.

O cadastro positivo vai possibilitar que estados e municípios concedam benefícios fiscais e tarifários aos condutores cadastrados.

Cai exigência de aula noturna

Termina a obrigatoriedade de aulas práticas noturnas no processo de habilitação.

Comunicação de venda

Antes, o prazo para que o vendedor do veículo fizesse a comunicação de venda junto ao Detran era de 30 dias. Agora, com a nova regra, o limite é de 60 dias, após decorrido o prazo de 30 dias para que o novo proprietário providencie a transferência do registro. A nova legislação também abre a possibilidade de que esse procedimento seja eletrônico.

Indicação do condutor infrator

Antes, o prazo para que o proprietário indicasse o condutor responsável pela infração era de 15 dias, contado a partir da notificação da autuação. Agora, este prazo foi ampliado para 30 dias.

Defesa prévia

Outro prazo ampliado foi o que garante o direito de defesa em caso de multas. Antes, o condutor tinha até 15 dias, contados da data de expedição da notificação, para entrar com a defesa, de acordo com o estabelecido em resolução do Contran. Agora, este prazo passará a constar no CTB e não será inferior a 30 dias, também contados da data de expedição da notificação.

Escolas de trânsito

O lei prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e adolescentes. O intuito é oferecer aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.

Vetos derrubados

Em março passado, o Congresso derrubou 3 dos 13 vetos feitos pelo presidente Bolsonaro ao texto aprovado na Câmara e no Senado. Eles têm relação com exames médicos e psicológicos dos condutores habilitados.

Um deles trata dos profissionais que realizam os exames de aptidão física, mental e de avaliação psicológica a quem quer tirar carteira de habilitação.

Bolsonaro havia vetado o dispositivo que restringia a realização desses exames aos médicos e psicólogos peritos examinadores com titulação de especialista em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.

Para o governo, “não é crível que os profissionais que não dispõem dessa titulação não possuam prática necessária para a realização de tais exames”.

Bolsonaro também tinha vetado outro dispositivo, que impunha a infratores, além de curso de reciclagem, exame psicológico para os casos de acidente grave, condenação judicial por delito de trânsito e risco à segurança do trânsito. O Congresso restaurou a regra.

Também foi derrubado o veto a um dispositivo que permite que os médicos e psicólogos peritos examinadores que não tiverem a titulação de especialista terão o direito de continuar a exercer a função de perito examinador pelo prazo de 3 anos até que obtenham a titulação exigida.