sexta-feira, 27 de março de 2026

Eleições: Flávio Bolsonaro 'moderado'; "Só que não" e o fator das famílias endividadas

 

Flávio Bolsonaro tenta vender imagem 'moderada', mas, para Marcos Augusto Gonçalves, trata-se de 'conversa para boi dormir'

Flávio Bolsonaro tenta vender imagem 'moderada', mas, para Marcos Augusto Gonçalves, trata-se de 'conversa para boi dormir'

Adriana Ferraz/UOL



Roger Modkovski

Sob o pano de fundo da guerra no Oriente Médio e das repercussões do escândalo do Banco Master, as pesquisas recentes mostram que as eleições devem mesmo ser um Fla-Flu entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Diante desse quadro, Marcos Augusto Gonçalves, colunista da Folha de S.Paulo, analisa que a tentativa de colar uma imagem "moderada" no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro —preso por tentativa frustrada de golpe de Estado— é "conversa para boi dormir".

Para Gonçalves, essa imagem de moderação é um estratagema da direita liberal que dá mais valor à gestão privatista da economia do que dá à democracia. Porém, acrescenta o colunista, o filho de Jair tem questões pregressas que serão alvo de cobrança na campanha eleitoral —que ainda não começou.

E Adriana Fernandes, também da Folha, afirma que o endividamento das famílias se tornou o maior risco eleitoral para a reeleição de Lula. O diagnóstico do governo é que as conquistas mais importantes na área econômica, como a inflação em queda, o crescimento econômico e a queda recorde no desemprego, não estão sendo percebidas pelo povão.

Marcos Augusto Gonçalves: Flávio Bolsonaro moderado é conversa mole para boi dormir

Adriana Fernandes: Endividamento das famílias virou risco eleitoral

Letícia Casado: PL define grupo de Michelle Bolsonaro no palanque do DF

Leonardo Sakamoto: Cláudio Castro renunciou para tentar continuar mandando no Rio

Ex-Prefeito de Açailândia Aluísio Sousa se filia ao Republicanos e aumenta chances de vitória nas eleições 2026.


Com a união de diversos pré-candidatos com o mesmo nível eleitoral, que decidiram caminhar juntos para construir uma nominata competitiva, o partido pode fazer de 08 a 09 deputados estaduais.

Em Açailândia, Aluísio tem o apoio incondicional do atual prefeito Dr. Benjamim de Oliveira.

Para garantir a competitividade, deputados e lideranças montaram um conselho político responsável por filtrar os nomes que podem filiar ao partido com a garantia do Presidente Aluísio Mendes que não haverá interferência.

Mesmo com a lista já contendo vários nomes, outros pré-candidatos que ainda querem uma vaga para se filiarem, seguem em análise.

Já integram a nominata deputados estaduais de mandato como Janaína de Imperatriz, Eric Costa que já fincou base também em Imperatriz, além da deputada Daniela e Catulé com base forte em Caxias, Cascaria de Poção de Pedras e Helena Duailibe com base eleitoral em vários municípios maranhenses, e Keke Teixeira de Cidelândia.

O Republicanos ainda tem nas suas fileiras com altíssimos potenciais de votos, a professora Socorro Waquim, ex-prefeita de Timom; como também, Rosana da Saúde, Ana do Gás, Geridiane, Edilázio, Jota Pinto(coletivo), Pará Figueiredo, Adelmo, Cabo Campos, Maurício da Enfermagem, Júnior Vieira, Sargento Adriano e o ex-prefeito de Açailândia Aluísio Sousa, que recentemente se filiou ao Republicanos par disputar as eleições deste ano.

Deputado de Açailândia

O Ex-prefeito de Açailândia Aluísio Sousa escolheu estrategicamente a Sigla do Republicanos, aumentando ainda mais as chances de vitória, a somar-se com a altíssima aprovação deixada em um mandato tampão de pouco mais de 02 anos e 04 anos de mandato de realizações que já fazem parte da história política da cidade.

Aluísio já foi vereador na cidade de Açailândia por 05 mandatos, foi presidente da câmara, prefeito e agora deverá concorrer ao mandato de deputado estadual – o favoritismo de Aluísio em Açailândia, prospecta um quantitativo de votos suficientes, que somando-se ao resultado em outros municípios importantes do Maranhão, pode garantir, finalmente, um deputado estadual da cidade – o último eleito foi o ex-deputado estadual Deusdete Sampaio.

Em Buriticupu MPMA aciona oito pessoas e duas empresas por improbidade administrativa




O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, ingressou, no último dia 20, com uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra oito pessoas e duas empresas. Entre os acionados estão o prefeito João Carlos Teixeira da Silva e a primeira dama e deputada estadual, Edna Santos Silva.

De acordo com a Ação, o gestor e a primeira dama compõem o núcleo político, liderando o esquema. Já o núcleo administrativo teria como facilitadores e beneficiários Afonso Barros Batista (chefe de gabinete na época dos fatos), Vandecleber Freitas Silva (secretário municipal de Administração), Chrystiane Piancó Lima (secretária municipal de Saúde), Áurea Cristina Costa Flor (secretária municipal de Assistência Social), Eurandino Valero Martins (secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo na época) e Antonio Leandro Lima do Nascimento (ex-secretário municipal de Meio Ambiente e atual vereador)

As investigações apontaram, também, a existência de um núcleo empresarial, formado por Antonio Pereira da Silva e Izaque Gomes Araújo, além de suas empresas A. Pereira da Silva Ltda. e Natuba Empreendimentos e Consultoria, respectivamente.

Por fim, também foram acionados Joseli de Souza Pereira e Sergio Soares de Amorim, que atuavam como operadores financeiros do esquema, no que foi chamado de “núcleo operacional”.

INVESTIGAÇÕES

O desvio de recursos públicos foi descoberto durante as investigações sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico n° 006/2003, cujo objeto era a aquisição de gêneros alimentícios para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e que teve como “vencedora” a empresa A. Pereira da Silva Ltda.

A Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça identificou uma série de irregularidades no processo licitatório, como a criação de uma fase de pré-habilitação, pesquisa de preços deficiente, problemas no termo de referência, falta de divulgação do edital no site oficial e não observância dos prazos legais.

A empresa, que assinou dois contratos com a Prefeitura de Buriticupu, totalizando R$ 2.384.613,98, não tinha nenhum trabalhador registrado ou veículo que pudesse fazer a distribuição dos alimentos. Além disso, a A. Pereira da Silva Ltda. estava localizada originalmente na cidade de Pedreiras, tendo se mudado para Buriticupu após a eleição do atual prefeito.

Além disso, foram identificados itens com superfaturamento de até 70%, como o arroz branco tipo 1.

“A fraude se consolidou pela montagem de um processo licitatório cheio de vícios e sem publicidade, desenhado para a que a empresa do ‘padrinho’ do prefeito ganhasse contratos milionários, vendendo itens básicos da merenda escolar (como arroz e leite) com até 70% de superfaturamento, gerando o ‘caixa’ excedente que posteriormente retornava como propina aos gestores”, explicou, na Ação, o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.

Ao todo, a empresa recebeu do Município de Buriticupu R$ 3.388.561,22, sendo R$ 2.634,863,22 das contas da Prefeitura e R$ 753.698,00 do Fundo Municipal de Saúde.

TRANSFERÊNCIAS

Parte dos recursos públicos recebidos pela empresa eram transferidos para várias contas, incluindo entre os destinatários o prefeito, a primeira-dama e secretários municipais. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a prática tinha o objetivo de dificultar o rastreio dos recursos e garantir a “lavagem” de capitais.

O prefeito Carlos Teixeira da Silva, por exemplo, movimentou, no período investigado, quase R$ 6 milhões. Já Edna Silva, além de movimentar recursos em suas contas bancárias, tinha um carro em seu nome que era utilizado por Antonio Pereira da Silva e sua esposa, Chrystiane Piancó Lima. De acordo com o prefeito, o veículo havia sido vendido, embora ele “não lembrasse” o valor do negócio e nem detalhes do pagamento, se comprometendo a encaminhar os comprovantes posteriormente, o que não aconteceu.

As investigações apontaram que os repasses ilícitos eram realizados para vários secretários municipais, não apenas os contratantes dos serviços. Essa prática serviria para garantir a “governabilidade, o silêncio e a fidelidade ao esquema criminoso”.

EMPRESAS

A A. Pereira da Silva Ltda. era a principal empresa utilizada no esquema, mas não a única. A Natuba Empreendimentos e Consultoria também foi identificada como um instrumento de circulação financeira, atípica. A empresa tinha vários contratos com a Prefeitura de Buriticupu e, ao receber, repassava parte dos valores para a empresa de Antônio Pereira da Silva, que oo distribuía. Geralmente, as transferências eram feitas no mesmo dia do recebimento ou logo a seguir.

Vale ressaltar que em redes sociais, a deputada Edna Silva se refere a Antônio Pereira da Silva como seu “padrinho”, demonstrando convívio íntimo na esfera familiar. Em depoimento, a proximidade também foi confirmada pelo prefeito de Buriticupu.

OPERADORES

O núcleo operacional do esquema era formado por Joseli de Souza Pereira e Sérgio Soares de Amorim, como operador secundário. Exercendo o cargo de assessor técnico na Prefeitura de Buriticupu, Joseli Pereira movimentou, apenas no primeiro semestre de 2025, cerca de R$ 2 milhões. Somente em saques, ele retirou R$ 785.046,41 em espécie.

As investigações apontaram que o servidor público recebia transferências de, pelo menos, 15 empresas que possuíam contratos com o Município de Buriticupu.

Já Sérgio Amorim, com vencimento mensal de aproximadamente R$ 1.500,00, movimentou, em apenas uma conta, créditos superiores a R$ 13 milhões e débitos de mais de R$ 6 milhões, de acordo com o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA.

PENALIDADES

O Ministério Público do Maranhão pediu, na Ação, a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (com valores individualizados), o ressarcimento integral e solidário do dano causado ao erário e a perda da função pública que estiver exercendo.

Também está prevista a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, o pagamento de multa e a proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público também pelo prazo de até 14 anos.

 

Redação: CCOM-MPMA



Neste sábado (28) tem Feira da Mulher e a 5ª Feira Itinerante da Agricultura Familar, em Itinga do Maranhão.

 


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📅 28/03 (sábado) | ⏰ 16h

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Prefeita de Itinga do Maranhão traz pra cidade o CINE FÉ, na Sexta-Feira da Paixão.


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📍 Local: Quadra Leonardo dos Reis

Venha viver esse momento de reflexão e união. Esperamos por você! 🙏


quinta-feira, 26 de março de 2026

Deputado federal maranhense Duarte Jr é destaque em Brasília nas investigações da Farra do INSS e escândalo do Banco Master.

Em meio as discussões sobre o futuro da CPMI do INSS no STF, a cúpula da comissão planeja apresentar relatório na sexta-feira (27) e convocar sessão extraordinária para sábado, para a votação.

Duarte Jr, Deputado Federal pelo Estado do Maranhão, vice-presidente da CPMI do INSS.

O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) é o atual vice-presidente da CPMI do INSS, comissão que investiga fraudes bilionárias na previdência e desvios de recursos de benefícios previdenciários e tem se destacado pelas cobranças e requerimentos em todas as discussões, na defesa incondicional da população

A atuação do parlamentar tem sido marcada por denúncias de esquemas de corrupção e episódios de tensão política:

Principais Ações na CPMI

Investigação de Fraudes: Duarte Jr. tem focado em denúncias de desvios em benefícios como o seguro-defeso, chegando a relatar casos de violência contra pescadores que se recusavam a dividir o benefício com assessores parlamentares.

Banco Master: O deputado é um dos principais defensores do aprofundamento das investigações sobre o envolvimento do Banco Master em possíveis irregularidades.

Prorrogação da Comissão: Em março de 2026, Duarte Jr. defendeu publicamente a prorrogação dos trabalhos da CPMI para permitir a análise de novos documentos e quebras de sigilo.

Pedidos de Sigilo: Atuou na aprovação de quebras de sigilo bancário e fiscal de diversos envolvidos, incluindo figuras politicamente expostas e empresários.

Ameaças e Segurança

Denúncia de Coação: O deputado denunciou ter recebido ameaças de um deputado estadual do Maranhão (Edson Araújo) para interromper as investigações sobre associações de pescadores.

Proteção Policial: Devido às ameaças, a CPMI solicitou escolta de proteção oficial para o parlamentar e seus familiares. Medida Judicial: O ministro André Mendonça, do STF, chegou a proferir decisão determinando que o autor das ameaças mantenha distância mínima de 500 metros de Duarte Jr. Senado.

Tumultos e Conflitos: A comissão enfrentou episódios de violência física e verbal entre parlamentares durante votações polêmicas. Duarte Jr. classificou essas cenas como "vergonhosas" e pediu desculpas à população. Houve também controvérsias recentes envolvendo a exposição de dados sigilosos e pedidos de suspeição contra o presidente da comissão, senador Carlos Viana.

A atuação de Duarte Jr. aparece marcada por três frentes principais:

Aprofundar as apurações sobre fraudes bilionárias na previdência, enfrentar pressões e ameaças ligadas a interesses locais, e lidar com os conflitos internos da própria comissão.

📌 Principais pontos que chamam atenção:

  • Fraudes em benefícios: o foco em esquemas como o seguro-defeso expõe não só desvios financeiros, mas também práticas de violência e coação contra beneficiários.
  • Banco Master: a insistência em investigar o envolvimento da instituição financeira mostra uma tentativa de ampliar o alcance da CPMI para além dos beneficiários diretos.
  • Prorrogação e quebras de sigilo: a defesa da continuidade da comissão e a aprovação de medidas duras (como quebra de sigilo bancário e fiscal) indicam uma postura de enfrentamento.
  • Ameaças e proteção judicial: o episódio envolvendo o deputado estadual Edson Araújo e a decisão do STF reforçam o peso político e jurídico das investigações.
  • Conflitos internos: os tumultos e acusações de exposição indevida de dados revelam como a CPMI também se tornou um espaço de disputa entre parlamentares.

Esse tipo de comissão costuma ser um termômetro da relação entre fiscalização e política: de um lado, a pressão por resultados concretos contra fraudes; de outro, os embates e resistências que surgem quando interesses poderosos são atingidos.

 


Michelle Bolsonaro abala 'filhocracia' bolsonarista; e Moro, o 'democrata'

 

Michelle e Jair Bolsonaro em evento em São Paulo em 2024; prisão domiciliar deve aumentar influência da ex-primeira-dama sobre o ex-presidente, avalia Leonardo Sakamoto

Michelle e Jair Bolsonaro em evento em São Paulo em 2024; prisão domiciliar deve aumentar influência da ex-primeira-dama sobre o ex-presidente, avalia Leonardo Sakamoto

Gabriel Silva/Ato Press/Folhapress


Roger Modkovski

Analisando o "Game of Thrones" da família Bolsonaro, o colunista Leonardo Sakamoto afirma que a ex-primeira-dama Michelle ganhou poder sobre os enteados, ao garantir pelo menos 90 dias de prisão domiciliar do chefe do clã, Jair, no prelúdio das eleições presidenciais.

 

Para Sakamoto, Michelle terá influência sobre decisões que definirão o futuro do bolsonarismo. Ele lembra que, por exemplo, o nome do candidato a vice na chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro ainda está em aberto.

Ainda nos movimentos pré-eleitorais, o colunista Josias de Souza estranha o fato de o ex-juiz Sergio Moro se apresentar como candidato ao governo do Paraná e ao mesmo tempo colocar dúvidas sobre a eleição de Lula em 2022. Qual o sentido, raciocina Josias, de o "democrata" Moro se submeter a uma eleição após questionar a Justiça Eleitoral que vai conduzi-la?

Leonardo Sakamoto: Com acesso total a Jair Bolsonaro, Michelle abala 'filhocracia'

Josias de Souza: Moro se autoconverte em 'democrata' entre aspas

Narrativas em Disputa: Saída de Ratinho Jr. é comemorada por bolsonaristas

GIRO PELO MUNDO: Guerra no Irã. Caso Epstein.

 

Navios cargueiros no Golfo, perto do Estreito de Hormuz

Navios cargueiros no Golfo, perto do Estreito de Hormuz

Reuters

Trump envia plano de paz ao Irã enquanto manda paraquedistas ao Oriente Médio

Irineu Machado, do UOL

O governo Trump enviou ao Irã, pela mão discreta do Paquistão, um plano de paz de 15 pontos. As exigências são conhecidasdesmantelamento nuclear, entrega do urânio enriquecido, redução do programa de mísseis e — uma novidade decisiva — o fim do financiamento ao Hezbollah e aos houthis. Em troca, o levantamento das sanções.

 

A TV estatal iraniana classificou a proposta como "excessiva" e "irracional" e anunciou sua rejeiçãoTeerã apresentou cinco condições próprias, entre elas reparações de guerra e o reconhecimento internacional de sua soberania sobre o Estreito de Hormuz.

Nos bastidores, porém, o quadro é outro. Altos funcionários iranianos confirmaram à agência Reuters que o Irã enviou uma resposta inicial a Washington e continua analisando a proposta. O diretor da AIEA, Rafael Grossi, sinalizou que negociações podem ocorrer no fim de semana em Islamabad e sugeriu que um acordo poderia envolver apenas uma "pausa" no enriquecimento de urânio — não o desmantelamento total que Teerã jamais aceitaria publicamente.

 

Trump declara que os iranianos "querem muito fazer um acordo". Ao mesmo tempo, autoriza o envio de milhares de paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada para o Oriente Médio — unidade especializada em tomar infraestruturas críticas em território hostil, o que alimenta rumores sobre uma possível operação na Ilha de Kharg, coração das exportações de petróleo iraniano.

Em Israel, a taxa de interceptação de 92% impressiona menos quando se considera o que os outros 8% significam: mísseis iranianos atingiram áreas civis em Dimona, cidade que abriga instalação nuclear sensível. O esgotamento progressivo dos caros interceptadores israelenses começa a pesar. Israel respondeu com seu primeiro ataque no Mar Cáspio, bombardeando o porto de Bandar Anzali para desmantelar uma rota de contrabando de munições e drones Shahed entre Rússia e Irã. Teerã, por sua vez, disparou mísseis contra Diego Garcia, no Oceano Índico — o ataque mais distante já tentado pelo regime, que fez soar alarmes em chancelarias europeias.

O tráfego no Estreito de Hormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — caiu 90%. Refinarias asiáticas pagam até US$ 160 por barril que consiga desviar da região. O CEO da Shell alertou para risco de escassez de combustíveis na Europa já em abril.

Com a aprovação em queda para 36% —piso histórico do governo Trump—, pressionada pelo preço da gasolina, a Casa Branca tomou uma decisão que seus próprios aliados chamam de paradoxal: aliviou temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano, permitindo a venda de 140 milhões de barris. A medida pode render US$ 14 bilhões a Teerã enquanto os bombardeiros americanos sobrevoam o país.

 

A Human Rights Watch e outros pesquisadores documentaram o uso de fósforo branco por Israel em áreas civis no sul do Líbano, verificando imagens geolocalizadas que mostram a explosão dessas munições sobre zonas residenciais na cidade de Yohmor. O uso do armamento em áreas civis é apontado como violação das leis de guerra: o fósforo branco inflama ao contato com o oxigênio, atinge até 800 °C e causa queimaduras gravíssimas. Um levantamento independente registrou cerca de 250 usos por Israel — 39% em áreas residenciais e 44% em terrenos florestais. A tática já queimou mais de 2.000 hectares, supostamente para destruir esconderijos do Hezbollah, comprometendo a fertilidade do solo. As Forças de Defesa de Israel pediram cautela, sugerindo que os rastros visuais podem ser confundidos com granadas de fumaça comuns.

No parlamento israelense, o projeto de lei que institui a pena de morte na forca para prisioneiros palestinos condenados por terrorismo avançou para votação final. Impulsionada pelo partido de extrema-direita Otzma Yehudit, do ministro Itamar Ben-Gvir — que chegou a exibir um broche em formato de corda de forca —, a legislação permite que as execuções sejam aplicadas por tribunais militares na Cisjordânia, por maioria simples, sem pedido formal da promotoria e sem direito a apelação, devendo ocorrer em até 90 dias após a condenação. A ONU e a União Europeia exigiram a retirada do projeto, classificando-o como discriminatório e alertando que o enforcamento constitui tortura sob o direito internacional. Vale lembrar que a pena capital é historicamente excepcional em Israel: foi aplicada pela última vez contra Adolf Eichmann, em 1962.

O recuo de Trump à ameaça de destruir as usinas elétricas do Irã resultou de pressão direta das monarquias árabes do Golfo, relata reportagem da agência Reuters. Após o ultimato americano de 48 horas para a reabertura do Estreito de Hormuz, Teerã avisou as capitais do Golfo, via intermediários, que responderia com "retaliação ilimitada" — e que os mísseis iranianos teriam como alvo as vitais instalações de energia e dessalinização dos próprios vizinhos árabes. O temor de serem arrastados para um conflito no qual não consentiram levou esses governos a pressionarem Washington com força. O episódio expôs as limitações militares dos EUA na região e evidenciou que a capacidade iraniana de escalar o conflito de forma assimétrica funciona como um eficiente mecanismo de dissuasão.

Jeffrey Epstein em foto do registro de criminosos sexuais do Estado de Nova York, de 2017

Jeffrey Epstein em foto do registro de criminosos sexuais do Estado de Nova York, de 2017

Imagem distribuída pela Reuters

Sobreviventes de Epstein rompem o silêncio

Cinco mulheres abusadas pelo financista Jeffrey Epstein concederam entrevista conjunta à BBC — a primeira vez que se reuniram publicamente. Uma delas, Joanna Harrison, decidiu falar após ter sua identidade acidentalmente exposta na liberação de milhões de arquivos pelo Departamento de Justiça dos EUA. "Era minha maneira de tentar respirar", disse.

Chauntae Davies revelou fotos inéditas de uma viagem à África no jato particular de Epstein, na qual estavam presentes a cúmplice Ghislaine Maxwell, o ator Kevin Spacey e o ex-presidente Bill Clinton. Davies relatou ter feito uma massagem em Clinton durante uma parada em Portugal, mas afirmou nunca ter pensado em denunciar os abusos a ele, questionando se o ex-presidente teria feito algo para impedi-los. Clinton nega ter presenciado qualquer abuso.

 

A ex-modelo Lisa Phillips relatou que uma amiga foi supostamente instruída por Epstein a ter relações sexuais com o Príncipe Andrew em 2003. Ao ser questionado sobre o motivo, Epstein teria sorrido e respondido: "Eu gosto de ter coisas contra as pessoas." Andrew foi preso em fevereiro de 2026 sob suspeita de má conduta em cargo público, por supostamente ter compartilhado informações confidenciais com Epstein.

As sobreviventes descreveram o Rancho Zorro, no Novo México, como um lugar "assustador" onde a maioria das agressões ocorria — relatos que levaram o estado a reabrir uma investigação criminal sobre a propriedade. Todas foram unânimes em rejeitar a versão oficial de suicídio de Epstein na prisão, em agosto de 2019.


quarta-feira, 25 de março de 2026

“Rainha do gozo farto” é presa após série de roubos em encontros no Rio.

 


Veja vídeo ABAIXO!!!


A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, na manhã desta terça-feira (25/3), Iago de Souza Pilar, condenada a mais de 24 anos de prisão por roubo majorado e extorsão qualificada. Ela foi localizada em Realengo, na Zona Oeste da capital, após ficar foragida desde abril do ano passado.

Ela foi localizada em Realengo, na Zona Oeste da capital, após ficar foragida desde abril do ano passado
Divulgação
“Rainha do Gozo Farto” é presa após série de roubos em encontros no Rio
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, na manhã desta terça-feira (25/3), Iago de Souza Pilar, condenada a mais de 24 anos de prisão por roubo majorado e extorsão qualificada. Ela foi localizada em Realengo, na Zona Oeste da capital, após ficar foragida desde abril do ano passado.

Segundo as investigações, a condenada se apresentava nas redes sociais e em sites de relacionamento com o apelido de “Rainha do gozo farto”, utilizado para atrair vítimas.

De acordo com a polícia, Pilar marcava encontros pela internet e, durante as reuniões, ameaçava as vítimas com uma faca para exigir dinheiro, bens e transferências bancárias.

Extorsão após os encontros

Além dos roubos, a investigada também utilizava registros das conversas e negociações feitas antes dos encontros para extorquir as vítimas posteriormente.

A estratégia consistia em ameaçar divulgar os encontros a familiares ou terceiros, exigindo o pagamento de quantias em dinheiro para manter o sigilo.

As investigações apontaram que Pilar usava diferentes identidades e atuava em várias cidades, repetindo o mesmo modo de operação.

A maioria das vítimas, segundo a polícia, era composta por homens, muitos em relacionamentos, o que aumentava a vulnerabilidade às ameaças.

Contra ela havia dois mandados de prisão definitiva. Após a captura, o condenado foi encaminhado ao sistema prisional, onde cumprirá pena superior a 24 anos.

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