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A treta é a seguinte. Estava aqui à toa na vida quando um grande conhecedor dos esquemas de propina me liga (juro que é verdade) e diz: se o ex-presidente do BRB, que é operacional (não se engane com o cargo), ganhou R$ 146 milhões, a propina do primeiro escalão passa dos bilhões. Ou seja, quem são os políticos que estavam no Olimpo do esquema Master? Eu explico.
A Polícia Federal fez duas prisões hoje no caso Master. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. O primeiro trabalhava dia e noite para dar conta das demandas do Daniel Vorcaro e assim viabilizar a compra das carteiras de crédito fraudulentas do Master para salvar o esquemão. O cara era trabalhador, operacional. Estava lá no zap dele com Vorcaro: “Estou com você. Continuo no deal mode. Estou virando a noite e tentando resolver.”
Bom, esse deal mode de R$ 146 milhões em imóveis de luxo, né? Tinha apezinho de 1.000 metros quadrados. A gente que lute para saber o tamanho de um apê desse. Quem fez a estrutura da propina? O Daniel — não o Vorcaro, o Monteiro.
Se fossemos fazer uma analogia, dava para dizer que pegaram o departamento de operações estruturadas da Odebrecht (lembram disso?), vulgo departamento da propina. Esse Daniel Monteiro foi quem também estruturou a operação fake de que o Fictor compraria o Master para tentar evitar a liquidação feita pelo Banco Central. E ainda tem treta porque Monteiro tinha conexões com Augusto Lima, o ex-sócio que tinha ligações com o PT da Bahia. Monteiro recebeu até um título de Cidadão Baiano por iniciativa de um deputado do PT, Rosemberg Pinto.
Para estruturar a propina paga para o ex-presidente do BRB, o Monteiro usou um esquema de ocultação de patrimônio por meio dos fundos da Reag (aquela administradora de fundos que foi envolvida até no rolo do PCC na Faria Lima). Aliás, tem ainda o dono da Reag para fazer uma delação. Tem o cunhado do Vorcaro. Tem o Vorcaro. Aff.
A pergunta que não quer calar: quem ganhou propina de bilhões?
O Sidônio mandou o Ministério da Justiça acordar e o ministro foi dar uma coletiva hoje sobre a operação que prendeu a galera. Foi a primeira vez. A análise de Sidônio é a seguinte: o governo está perdendo força nas pesquisas porque o caso Master está colando nele, então tem que botar a cara e exaltar que é o governo que está investigando. Mas tem gente no governo que acha que pode ser um problema porque essas delações aí podem chegar nos ministros supremos.
Enfim, o Lula já até deu o aviso prévio pro Xandão.
O governo está batendo cabeça, de novo, sobre a taxa das blusinhas. O Alckmin, que é vice, disse que defende que se mantenha a taxinha da discórdia. Ele está convencido de que a indústria nacional que fabrica blusinhas perde competitividade. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no mesmo dia, o novo ministro das relações nada institucionais do governo Lula, José Guimarães, disse que seria uma boa se o governo acabasse com a taxa das blusinhas.
A sanha da direita para tentar ligar o dono do Choquei a Lula (o Choquei publicava posts a favor de Lula nas eleições passadas) perdeu força depois que se descobriu que outro preso na operação de ontem, o empresário do funk Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, jantou e tirou fotos com Tarcísio, o governador de São Paulo e bolsonarista. Só para lembrar: a operação mirou um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.
O Rio continua lindo e o governador no cargo resolveu fazer uma limpa nos quadros comissionados. Economizou uns 13 milhões de reais e demitiu mais de 150. A treta no Rio ainda segue porque não sabemos se o Supremo vai mandar fazer uma nova eleição direta ou vai ficar na indireta. O desembargador que está no comando já acha que vai ficar, por isso fez a limpa. O jornalista Thomas Traumann fez uma análise interessante no Globo. Ele diz que, se o Supremo mantiver o desembargador no cargo, Flavitcho Bolsonaro vai perder a máquina pública para fazer campanha no Rio. O que significa máquina pública? É usar o dinheiro do orçamento do governo para fazer agrados à população, por exemplo.
O Ramagem, aquele ex-inteligente — digo, da agência de inteligência do governo Bolsonaro —, que foi preso e depois solto pelo ICE do Trump, hoje foi para as redes dizer que agradece à mais alta cúpula do governo americano por ter sido solto.
Fiquei até confusa, Trump não está em guerra com o Irã? Tá com esse tempo todo?
Ramagem disse que está legal nos Estados Unidos, entrou com visto válido e que está em processo de análise de asilo político. E aproveitou para dizer que hoje na Polícia Federal só tem jagunço. Aff.
E os senadores bolsonaristas que querem pegar o dinheiro do povo brasileiro para comprar passagens, pagar hotéis, diárias e ir até os Estados Unidos fazer lobby pelo asilo político do Ramagem? O nome do pedinte? Jorge Seif, senador por Santa Catarina, que nas lives de quinta de Bolsonaro tinha o papel de ser o filho que nosso ex queria. Juro que o Bolsonaro falava isso. E a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a ida da comitiva.
Socorro, BRASEW.
Especialista explica que a adoção de hábitos conscientes é uma das principais estratégias
De avanço silencioso até os estágios mais avançados e imprevisíveis na maioria dos casos, o câncer ainda é uma das doenças que mais assustam os brasileiros. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve registrar quase 800 mil casos da doença até 2028. O câncer aparece, ainda, entre as principais causas de morte não violenta, atrás apenas dos problemas cardiovasculares. A boa notícia é que parte desse risco pode, sim, ser reduzido no dia a dia. Um levantamento publicado na revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians, uma das mais respeitadas da área, aponta que quase 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças em hábitos e fatores de risco que estão ao nosso alcance.
O clínico geral e professor de Medicina do IDOMED Fameac, Pablo Germano, explica: “A adoção de um estilo de vida consciente é uma das estratégias mais eficazes para proteger o organismo. Pequenas mudanças diárias podem mitigar riscos e fortalecer a saúde a longo prazo”, afirma. Para esclarecer ainda mais, o médico compartilha quatro recomendações de hábitos que, quando incluídos na rotina, podem ser grandes aliados na prevenção do câncer. Confira:
1 - Mantenha os seus exames em dia.
Em primeiro lugar, é fundamental manter o acompanhamento médico periódico em dia. “Muitos tipos de câncer não apresentam sinais nas fases iniciais. Com a realização de exames de rotina, é possível detectar alterações precoces ou até lesões pré-cancerígenas, aumentando significativamente as chances de sucesso em qualquer tratamento necessário”, orienta o professor.
2 - Mantenha o seu peso dentro dos limites saudáveis.
Cuidar do peso vai muito além da questão estética. “O excesso de gordura corporal pode desencadear processos inflamatórios e provocar desequilíbrios hormonais, favorecendo o desenvolvimento de células cancerígenas”, diz Pablo Germano, ressaltando que o controle do peso é uma importante estratégia de prevenção.
3 - Cuide da alimentação.
Uma alimentação rica em nutrientes atua como proteção para o organismo. Algumas frutas e verduras, como cenoura, goiaba e tomate, oleaginosas, como castanha-do-pará e amêndoas, entre outros grupos alimentares, agem como antioxidantes, fitoquímicos e fibras. Eles protegem as células, combatendo inflamações, as quais estão entre possíveis causas do desenvolvimento de tumores.
4 - Mantenha um padrão regular de atividade física.
A falta de atividade física compromete o metabolismo e o sistema imunológico. “Manter o corpo ativo, como fazer caminhada ou academia, ajuda a regular os hormônios, reduzir processos inflamatórios e fortalecer o sistema imunológico, fatores diretamente ligados à diminuição do risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer”, explica Pablo Germano. Já o sedentarismo prolongado aumenta a vulnerabilidade ao surgimento de doenças crônicas.
“A prevenção é um esforço contínuo. Ao combinar esses hábitos, você não apenas reduz riscos, mas também garante uma qualidade de vida superior”, finaliza Pablo.
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O crescimento da comercialização de canetas emagrecedoras no mercado paralelo tem acendido um alerta entre especialistas do Direito e da saúde. Sem prescrição médica e fora dos canais autorizados, a compra desses medicamentos pode representar riscos sérios à saúde, e configurar prática ilícita.
De acordo com o pós doutor em direito e professor da Wyden, Hugo Bretas, a aquisição desses produtos fora dos parâmetros legais deve ser tratada como crime. “A compra de canetas emagrecedoras no mercado paralelo precisa ser compreendida como um comportamento ilícito. O que está em jogo não é apenas uma relação de consumo, mas a proteção de bens jurídicos fundamentais, como a vida e a dignidade da pessoa humana”, afirma.
O especialista explica que a prática também fere diretamente os princípios do Código de Defesa do Consumidor, que reconhece a vulnerabilidade do consumidor nas relações de consumo. “O CDC parte do pressuposto de que o consumidor é vulnerável. No caso dessas substâncias, estamos diante de um cenário ainda mais grave: consumidores hipervulneráveis, que, movidos por pressões estéticas, acabam se expondo a riscos extremos”, destaca.
Risco à saúde e ausência de controle
A preocupação se intensifica diante do uso indiscriminado desses medicamentos, muitas vezes sem qualquer acompanhamento profissional. Segundo o farmacêutico e professor da Wyden, Guilherme Vaz de Melo, o uso dessas canetas emagrecedoras precisa ser sempre acompanhado por uma equipe multidisciplinar, pois não se trata de um produto estético, mas de um tratamento farmacológico que exige critério e monitoramento. “Apesar de aprovadas no Brasil, substâncias como semaglutida e liraglutida têm indicação específica, principalmente para diabetes tipo 2 e obesidade, e não devem ser usadas de forma indiscriminada. O uso sem acompanhamento pode causar efeitos adversos importantes, como náuseas, vômitos, desidratação, pancreatite e distúrbios nutricionais — especialmente quando há perda de peso rápida e desassistida”, alerta.
A popularização desses itens nas redes sociais e plataformas digitais tem contribuído para a falsa percepção de segurança, ampliando o alcance do problema e dificultando a fiscalização. O especialista reforça que o maior risco hoje está no acesso irregular às canetas. “Estamos vendo produtos contrabandeados ou até falsificados, fora da cadeia farmacêutica legal, o que representa um risco sanitário gravíssimo, uma vez que nesses casos, não há garantia sobre a procedência, a dose, o armazenamento ou até mesmo sobre qual substância está sendo aplicada no paciente”, disse.
Melo ressalta que não saber a procedência e formulação exata do medicamento pode, inclusive, dificultar o socorro adequado ao paciente, caso ele venha a precisar de ajuda. “Já existem situações em que nem a equipe médica consegue agir rapidamente, porque não sabe exatamente o que o paciente utilizou”, reforça.
Fiscalização e responsabilização é o melhor caminho!
Diante desse cenário, o advogado defende o fortalecimento das ações de controle e punição. “É fundamental que haja fiscalização rigorosa sobre empresas e indivíduos que comercializam esses produtos sem autorização. A responsabilização é necessária porque estamos lidando com uma violação grave dos direitos do consumidor”, afirma.
Para Bretas, o debate vai além da legalidade da venda e envolve uma questão estrutural de proteção social. “O Direito do Consumidor exige um tratamento mais protetivo nesses casos. Estamos diante de situações que envolvem diretamente a dignidade e a vida das pessoas, o que demanda atenção prioritária das autoridades”, reforça.
Para além das implicações jurídicas, o farmacêutico Guilherme Vaz reforça que não existe um caminho alternativo seguro fora da fiscalização dos órgãos reguladores e que qualquer benefício seja estético ou não, não vale o risco de perder a vida. “Não existe caminho seguro fora da cadeia legal e do acompanhamento profissional. Qualquer tentativa de acelerar esse processo pode colocar a saúde, e até a vida, em risco”, conclui.
Levantamento divulgado nesta terça-feira (14) também mostra vantagem do petista sobre outros nomes da direita