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O que James Mota fez foi tentar subtrair esse direito de uma parcela da população. E o fez com a naturalidade de quem acredita que o Estado pertence a um lado só.
A três dias do segundo turno das eleições municipais, um áudio vazou e escancarou o que muitos já suspeitavam: há agentes do Estado dispostos a usar a autoridade que o povo lhes conferiu para intimidar o próprio povo.
Antônio James Mota da Silva, sargento da Polícia Militar cedido à Prefeitura de Barra do Corda para exercer o cargo de secretário municipal de Segurança Pública, gravou e distribuiu mensagens pelo WhatsApp convocando colegas, ativos e aposentados, a “prender” eleitores do PT. Nas palavras dele: “Quem for PT é ladrão também, não é ladrão mas tá a favor do ladrão.” A frase, além de ser um ataque explícito à liberdade de voto, revela uma concepção de segurança pública que nada tem a ver com proteção da cidadania. Revela, ao contrário, uma visão de mundo em que a farda existe para selecionar quem merece direitos, e não para garantir que todos os tenham.
O afastamento de James Mota, determinado pelo governador Carlos Brandão e formalizado pelo prefeito Rigo Teles, foi necessário e urgente. Mas é preciso ir além do gesto administrativo. O caso precisa de investigação, responsabilização e punição à altura da gravidade do que foi dito. Afastar temporariamente um servidor durante o período eleitoral é o mínimo que se espera de uma gestão democrática. O que se espera da Justiça é muito mais.
Não é acidente que episódios como esse ocorram às vésperas de votações. A intimidação tem endereço e tem hora marcada. Ela mira especialmente as populações mais vulneráveis, aquelas que dependem dos serviços públicos e que, por isso, têm mais a perder quando o Estado decide se tornar adversário em vez de protetor. Em municípios do interior do Maranhão, onde a presença do poder público é ao mesmo tempo mais intensa e mais arbitrária, uma mensagem como essa não é recebida como retórica vazia. É recebida como aviso.
A democracia brasileira sobreviveu a muita coisa. Sobreviveu a golpes, a censuras, a mortes. Sobreviveu também, mais recentemente, a uma tentativa explícita de ruptura institucional. Mas nenhuma dessas sobrevivências é garantia automática para o futuro. A democracia se sustenta na repetição cotidiana de práticas democráticas, e entre essas práticas está o voto livre, sem medo, sem coerção, sem a sombra de um fardamento na porta do mercado ou na memória do telefone.
O que James Mota fez foi tentar subtrair esse direito de uma parcela da população. E o fez com a naturalidade de quem acredita que o Estado pertence a um lado só.
Não pertence. O Estado é de todos. A urna é de todos. E o domingo que vem precisa confirmar, mais uma vez, que nenhuma farda, nenhum áudio e nenhuma ameaça tem poder suficiente para calar a vontade popular.
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O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, segundo levantamento da Vox Brasil Opinião e Pesquisas divulgada nesta sexta-feira 23. Na pesquisa, Lula tem 50,6% dos votos válidos, enquanto Flávio registra 49,4%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,15 pontos.
Segundo o levantamento, a gestão Lula é aprovada por 46,9% e reprovada por 48,1% dos entrevistados. Não souberam responder 5% .
O resultado indica uma disputa apertada entre os dois candidatos a dois dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 18, Lula registrava 51% dos votos válidos, enquanto Flávio registrou 49%.
O Instituto Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas em entrevistas presenciais domiciliares de 17 a 23 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,15 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código TSE BR-03259/2026. O levantamento foi contratado e pago com recursos próprios do instituto.
Um grupo de 35 bispos católicos divulgou, nesta quinta-feira (22), uma carta de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. No documento, os religiosos fazem duras críticas a Flávio Bolsonaro (PL), defendem a atuação do atual governo e afirmam que não podem permanecer neutros diante da disputa marcada para domingo (25).
Intitulada “Carta de Bispos Católicos ao Povo de Deus diante do Segundo Turno das Eleições Presidenciais de 2026”, a manifestação não cita nominalmente Lula ou Flávio Bolsonaro ao orientar os eleitores, mas deixa explícito o posicionamento dos signatários ao relacionar as propostas dos candidatos aos princípios da Doutrina Social da Igreja.
“Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro”, afirmam os bispos.
Os religiosos afirmam que uma das candidaturas representa uma ameaça à democracia, à soberania nacional e aos princípios sociais defendidos pela Igreja Católica.
“O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI, a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”, diz a carta.
O documento critica posições atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre direitos trabalhistas, especialmente a oposição ao fim da escala 6×1, além de suas propostas relacionadas ao armamento, ao meio ambiente e à relação do Brasil com os Estados Unidos.
Os bispos também questionam a posição da candidatura sobre programas sociais e mencionam homenagens feitas por integrantes da família Bolsonaro ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador durante a ditadura militar.
Em contraste, os signatários destacam o compromisso que atribuem à candidatura de Lula com a população mais pobre, a preservação ambiental e o respeito à Constituição.
“Por outro lado, temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição”, afirmam.
Na sequência, os bispos reforçam o posicionamento contrário à candidatura de Flávio Bolsonaro:
“Gostar ou não do atual Governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja.”
Na carta, os bispos sustentam que a gravidade do cenário eleitoral exige um posicionamento público e fazem referência às experiências autoritárias da Europa no século XX.
“Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes”, afirmam.
Ao final, os signatários convocam os católicos a participar da votação de domingo (25).
“Conclamamos a todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja.”
A carta é assinada por 35 bispos de diferentes regiões do país, entre eles dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, e dom Zanoni Demettino Castro, arcebispo de Feira de Santana.
Publicação do deputado André Janones nas redes sociais mobilizou buscas por Mariana Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, e trouxe de volta aos holofotes uma investigação encerrada sem julgamento de mérito.
Uma pergunta publicada pelo deputado André Janones (Rede-MG) nesta quarta-feira (21) colocou novamente em evidência uma antiga investigação envolvendo Flávio Bolsonaro (PL). Ao escrever “Quem é Mariana?” nas redes sociais e estimular buscas pela hashtag #QuemEMarianaFlavio, o parlamentar provocou uma onda de pesquisas relacionadas a Mariana Mota, ex-chefe de gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e citada no caso das rachadinhas. Janones não explicou a quem se referia. A mobilização foi impulsionada pelo canal Exército do Lula, administrado pelo deputado no WhatsApp, que reúne mais de 7 milhões de inscritos.
Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota ocupou a chefia do gabinete de Flávio durante seu primeiro mandato como deputado estadual, entre 2003 e 2007. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ela teria recolhido parte dos salários de funcionários antes de Fabrício Queiroz, apontado como principal operador do suposto esquema.
Documentos analisados pelos investigadores identificaram 15 transferências bancárias, realizadas entre janeiro de 2007 e março de 2008, que somaram R$ 39,4 mil. O dinheiro foi enviado pelo ex-assessor Jorge Luis de Souza e corresponderia a aproximadamente 45% de sua remuneração. Após a saída de Mariana, os depósitos teriam passado para a conta de Queiroz.
A investigação também identificou saques em dinheiro feitos pela ex-chefe de gabinete. Segundo o MP-RJ, aproximadamente R$ 134 mil, equivalentes a 40% dos valores recebidos por ela durante o período examinado, foram retirados em espécie.
Outro elemento envolve Léo Índio, primo de Flávio Bolsonaro. Registros bancários indicaram que Mariana fez pagamentos relacionados ao aluguel de uma quitinete utilizada por ele no centro do Rio. Os investigadores também apontaram vínculos de Mariana com Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, e a participação de sua filha em uma empresa ligada a ela.
Apesar das suspeitas, o caso das rachadinhas foi encerrado sem julgamento de mérito. Decisões do STJ e do STF anularam provas e atos processuais utilizados na denúncia.
A treta é a seguinte. A estratégia da campanha de Lula é dizer que a corrupção está do lado do Flavitcho. Por isso, veio com essa de propor que Flavitcho e ele abram todos os seus sigilos e de seus familiares junto. A campanha foi lá no TSE e protocolou um compromisso de que iria abrir tudo, se Flavitcho fizesse o mesmo. Flavitcho não se fez de rogado. Olhando suas cartas, resolveu botar um ingrediente a mais fazendo dez mil exigências, que incluem até a história de quebrar sigilo do Instituto Lula. E não é que o Lula pagou para ver? E nós estamos como? Comprando mais pipoca para dar até o dia do segundo turno.
Eu só sei que já tem leitor propondo a quebra do sigilo da Tixa. E o que restou para Flavitcho? Mostrar as cartas. Vai quebrar mesmo os sigilos? A Justiça Eleitoral que lute para julgar essa treta toda aí.
Depois que o Janones criou um verdadeiro exército de apoiadores do Lula no WhatsApp, que recebem ordens para postar isso e aquilo e aquilo outro, tudo em sincronia, a campanha do Flavitcho ficou preocupada e foi reclamar no Tribunal Superior Eleitoral. Só sei que o supremo André dos Céus Mendonça, que também é ministro do TSE, fez circular uma minuta da resolução do tribunal para bloquear todos os canais do zap com mais de 200 mil usuários, 48 horas antes da eleição. Ahã. Daí hoje o KN, que é como ficou conhecido agora o Kassio Nunes Marques e que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, garantiu que ninguém vai criar regra nova às vésperas da eleição. O canal do Janones no zap está com mais de 7 milhões de participantes. Mas mesmo que seja bloqueado, o deputado já prometeu fazer uma super live que vai começar no fim do debate da Globo e durar até às onze da noite do dia seguinte.
O Ministério Público Federal pediu na Justiça que a Meta seja obrigada a restaurar uma série de perfis que teriam sido bloqueados indevidamente sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A denúncia reúne casos de bloqueios, remoções de publicações e restrições de alcance que teriam atingido jornalistas, veículos de imprensa, movimentos sociais e entidades estudantis.
E estamos cheios de notícias da Quaest hoje. Primeiro temos a notícia da pesquisa que mostra uma diferença de apenas um ponto entre Flavitcho e Lula. E mais: mostra que o índice de rejeição de Lula caiu de 53% na semana passada para 47% nesta semana. E o do Flavitcho até caiu, mas está em 52%.
A segunda notícia da Quaest é que o Felipe Nunes diz que Lula tem chance de virar no segundo turno se reduzir a alienação eleitoral como fez Dilma em 2014. Ou seja, tem que levar mais gente para votar do que no primeiro turno e virar votos nulos e brancos.
A terceira notícia é a de que o povo do Flavitcho andou espalhando entre colunistas que essa pesquisa estava estranha porque os tracking internos mostrariam que Flavitcho está 6 pontos na frente.
E com isso fechamos com a quarta notícia que mostra que até a Quaest está nas mensagens do Vorcaro, aparecendo com um contratinho de R$ 1,8 milhão com o Banco Master. Gente, só a Tixa não estava nos contratinhos do Vorcaro? Até aí, a Quaest era contratada da Genial Investimentos para fazer pesquisas e digamos que a Genial também está cheia de histórias para explicar para a polícia.
E essa história da ilha do Richarlison? Gente, está difícil acompanhar o BRASEW. Basicamente a treta é que o Willer Tomaz, o advogado mega amigo do Flavitcho que está sendo acusado de várias coisas, foi também acusado pelo Richarlison de não entregar uma ilha em Angra que o jogador teria comprado por R$ 10 milhões. O Willer desafiou Richarlison a mostrar os documentos. E não é que o Richarlison foi para as redes hoje mostrar os documentos? Flavitcho diz que não tem nada a ver com isso, mas apareceu no processo como testemunha em algum momento.
E enquanto estamos todos só pensando na eleição de domingo, o Congresso Nacional só quer saber de articular a eleição de primeiro de fevereiro de 2027, quando são escolhidos os presidentes do Senado e da Câmara. Outro dia já disseram que o Davi Alcolumbre já perdeu apoio do seu próprio partido. Hoje a notícia é de que Hugo Motta, dono da Câmara frigorífica, estaria melhor posicionado e com o apoio do PSB e PDT para sua recondução. Gente, não dá para esperar para semana que vem, não? A propósito, tanto Davi quanto Huguito apoiaram Lula nestas eleições fazendo andar tudo o que o presidente queria.
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