sábado, 7 de novembro de 2026

TAXEM OS POBRES!!!

 

Arte: Marcelo Chello

Santiago Peña, o badalado presidente paraguaio que era a coqueluche da direita latino-americana, sofreu impeachment por conta do escândalo do Master paraguayo. O Ministério Público pediu sua prisão e sua filha viralizou nas redes com a camiseta “taxem os pobres”. Sim, ela não só usou a camiseta como tirou foto e postou. Tenho que comunicar a vocês que aqui só fazemos jornalismo sério e, dito isso, a direita mundial segue firme sofrendo os efeitos do mercúrio retrógrado.

Dados os efeitos do mercúrio retrógrado, lá nos Estados Unidos, para surpresa de zero pessoas, Donald J. Trump (J de João, juro) dá sinais de que vai radicalizar. Botou como chefe de gabinete Stephen Miller, responsável pela política de imigração do seu governo. Sim, a polícia do ICE que prende todo mundo com cara de não americano. Não importando se é criminoso ou não.

E dos Estados Unidos também vem a entrevista de Flavitcho Bolsonaro feita pelo Glenn Greenwald e publicada na Folha. A manchete diz: Flávio admite não ter provas de que eleição foi fraudada. Ah, vá!!!! Como diz o New York Times, são alegações infundadas de fraude eleitoral e não, Flávio admitindo não ter provas. Jornalisticamente falando, a alegação dele é infundada. Até seu partido diz isso. Então, bora todo mundo seguir a vida.

E ainda nos EUA

A filha do Santiago Peña estuda em uma universidade americana e postou a foto com a camiseta de Taxem os Pobres em uma conta privada, mas claro que alguém ficou indignado de ver a cara de pau e fez a foto circular em todo lugar. Lembrando que 60% da população adulta do Paraguai tinha dinheiro no ueno bank, que quebrou. O presidente do Paraguai tentou renunciar (ele foi sócio do ueno), mas o Congresso decidiu pelo impeachment.

Doriana

E o Doria podia virar uma novela coreana. A mais nova dele é a de excluir vídeos do Lide com o Peña, o anão, digo, presidente paraguaio. Ele ia fazer um evento no Paraguai e quem convidava os empresários brasileiros era o presidente do país. Deu ruim. No começo do caso Vorcaro ele também andou apagando vídeos onde ele homenageava o ex-banqueiro. É muita falta de sorte. Mas considero que devemos continuar lembrando que Bolsonaro só agilizou a vacina da Covid lá na pandemia por causa do Doria, que mandou ver aqui no Instituto Butantan e por isso São Paulo foi o primeiro a distribuir o dispositivo, digo, a vacina.

E o nosso Vorcaro?

Já começo a achar que tenho que explicar quem é Vorcaro depois de tanto tempo sem darmos notícias dele, mas hoje temos várias. O supremo Fachin homologou a delação do ex-dono da Reag, a gestora que tinha fundos do Master e do povo do PCC. O fato é que foi a primeira delação homologada do caso Master. Sim, darling, só agora.

Mas a notícia quente mesmo vem do Cézar Feitoza do UOL que descobriu que Xandão e Vorcaro trocaram mais de 300 mensagens dois meses antes da prisão. Sabemos o que eles trataram, para além daquelas famosas 52 mensagens que foram amplamente divulgadas? Not. Mas é mensagem que não se acaba mais, hein, Xandão? Não podemos esquecer que o Supremo ainda vai passar por um turbilhão por conta do caso Vorcaro.

Por isso, está todo mundo olhando se o Davizito vai conseguir ou não manter a presidência do Senado a partir de fevereiro. Se Davi conseguir manter o cargo, o impeachment de ministros supremos é quase certo que não aconteça. O que não significa que o próprio Supremo não resolva investigar seus próprios supremos.

Nada mudou?

Tanto se falou que Lula poderia colocar o Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, como ministro da Fazenda, que hoje o Lauro Jardim conta que já estão falando de manter o Dario Durigan e até fofoquitas de que Haddad, nosso Fernandinho cabelo, pode voltar. Como já dizia a canção, uo ouou ouououo, nada mudou.

A Wal do Açaí

E a Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou a ação de improbidade contra Bolsonaro por conta da Wal do Açaí. Lembra da Wal? Aquela que vendia açaí quando teoricamente deveria estar no gabinete de Bolsonaro, em Brasília? Ela tinha cargo no gabinete dele e foi acusada de ser funcionária fantasma. Mas o juiz da 6ª Vara Federal Cível do DF disse que ficou demonstrado que Wal era interlocutora entre moradores da Vila Histórica de Mambucaba, em Angra, e o gabinete do Bolsonaro na Câmara. Ah, bom! Tudo certo, então! Mas o Ministério Público pode recorrer.

Então chega, acabou, bora pedir pizza. Mas não sem antes mandar um beijo pra Mossoró que está sempre lá nos recadinhos do Pix e pra João Pessoa na Paraíba. Mas um carinho especial para São Paulo, em nome de Marianina. Sei que muitos paulistanos comparecem aqui, mas nunca dizem que são de São Paulo. Beijo pra todos.

E se você também quer que a Tixa siga subindo pelas paredes da política, entra também no nosso Pix. Pode ser com qualquer um real.

Pix: 49875575000147

Acorda, BRASEW!

Celular de Vorcaro registra 316 interações entre Moraes e ex-banqueiro

 

Ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça conversam durante sessão do STF

Ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça conversam durante sessão do STF

Ton Molina - 13.mar.2025/Fotoarena/Folhapress



Asdrúbal Figueiró

O ministro Alexandre de Moraes teve pelo menos 316 interações com Daniel Vorcaro nos dois meses anteriores à prisão do ex-banqueiro.

A informação foi levantada a partir de registros do celular do ex-dono do Banco Master pelos colunistas do UOL Cézar Feitoza, Natália Portinari e Fabio Serapião.

O material expõe pela primeira vez respostas de Moraes a Vorcaro.

"Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs", escreveu Moraes em uma legenda de imagem enviada a Vorcaro em 24 de outubro de 2025.

Até então, apenas 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes por meio de prints de textos escritos no bloco de notas tinham chegado ao conhecimento público, em um relatório da PF produzido a pedido do ministro André Mendonça.

São classificadas como interações mensagens, fotos, chamadas, ligações perdidas e outros avisos do sistema.

O ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Vorcaro foram procurados, mas não se manifestaram.

Em outro desdobramento das investigações, o empresário Leonardo Serrano afirmou à Polícia Federal que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro custeou viagens e hospedagens de luxo para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.

Ciro é investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master. A PF suspeita que ele recebeu vantagens indevidas para ajudar Vorcaro com projetos no Congresso.

O olhar dos colunistas

Para Josias de Souza, as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes "revelam uma intimidade radioativa. Indicam, por exemplo, que os dois combinaram um encontro três dias antes da prisão de Vorcaro."

O colunista lembra que Alexandre de Moraes não é o único ministro do Supremo suspeito de relações impróprias com o ex-banqueiro e diz que Fachin já deve ter percebido que não adianta mais "empurrar o lixo para debaixo do tapete".

"Sem uma limpeza, a própria instituição vira parte da sujeira."

Leonardo Sakamoto afirma que Moraes precisa dar explicações, assim como os demais ministros mencionados direta ou indiretamente em mensagens encontradas no celular do banqueiro e de outros investigados: André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

"Nenhum desses nomes está acima de uma pergunta simples: o que o dono de um banco criminoso esperava receber em troca de tanta gentileza?"

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GIRO PELO MUNDO: Peña pede mais 72 horas para se defender no processo de impeachment

 

Manifestantes e policiais entram em confronto diante do Congresso do Paraguai, em Assunção, durante protesto sobre a crise bancária e a renúncia do presidente Santiago Peña

Manifestantes e policiais entram em confronto diante do Congresso do Paraguai, em Assunção, durante protesto sobre a crise bancária e a renúncia do presidente Santiago Peña

Jose Bogado/AFP



Do UOL

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado mais 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment. A sessão estava marcada para as 10h desta sexta-feira (6). Segundo Peña, ele foi notificado às 22h15 de quinta, com uma acusação de 15 páginas e cerca de 300 páginas de anexos. "Um prazo inferior a 12 horas é insuficiente" para um processo justo, escreveu. O presidente do Congresso, Basilio Núñez, chegou a rejeitar o pedido em entrevista, mas recuou e disse que o plenário do Senado vai decidir.

Peña renunciou na quinta, mas o Congresso não aceitou a renúncia. O motivo é que, pela Constituição, ex-presidentes se tornam senadores vitalícios e ganham imunidade. Destituído, ele perderia essa proteção. Para afastá-lo, são necessários 30 dos 45 votos do Senado. Enquanto isso, o país vive um vazio de poder: Peña ainda é presidente, mas já não tem autoridade na prática, e o vice, Pedro Alliana, aguarda o desfecho sem agenda de governo, segundo o jornal El País.

A crise começou na terça (3), com a intervenção do Banco Central no Ueno Bank, banco digital com quase 3 milhões de clientes em um país de 6,1 milhões de habitantes. Peña foi acionista do banco até março de 2025. Na noite de quinta, o Banco Central começou a devolver o dinheiro congelado, primeiro a quem tinha até 10 milhões de guaranis (cerca de US$ 1.600), não tinha dívidas e já tinha conta em outro banco. A devolução total deve levar até cinco dias úteis. O guarani perdeu 8,8% do valor frente ao dólar em uma semana. Manifestantes protestaram até a madrugada diante da sede do banco, em Assunção, onde houve depredação e confrontos com a polícia.

Três petroleiros são atingidos em Ormuz, rota de um quinto do petróleo

Três petroleiros foram atingidos no Estreito de Hormuz, passagem entre o Irã e a Península Arábica por onde circula cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. A Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã, disse que dois navios pegaram fogo depois de bater em minas ao usar rotas "não autorizadas". A agência marítima britânica UKMTO informou uma explosão em um terceiro navio na costa de Omã.

Trump conversou por telefone com o emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani. Segundo a rede Al Jazeera, o emir defendeu a continuidade do diálogo para evitar uma nova escalada. Um dia antes, Trump havia dito que os EUA talvez tenham de "destruir" o que resta do Irã. Um porta-voz do Exército iraniano respondeu que, se o país for atacado, vai atingir alvos americanos "sem restrições geográficas". O Qatar é o mediador entre Washington e Teerã, e o Irã enviou por esse canal uma proposta sobre seu programa nuclear.

Democratas preparam leis para regular a inteligência artificial

Os democratas planejam apresentar uma série de projetos de lei sobre inteligência artificial quando assumirem o controle do Congresso dos EUA, em janeiro, segundo a agência Reuters. As propostas incluem proteger o consumidor da alta na conta de luz causada pelos centros de dados, exigir testes independentes dos sistemas de IA mais avançados e definir quando as empresas respondem por danos causados por seus produtos. As chances de aprovação são pequenas enquanto Trump estiver no cargo, porque ele tem vetado regras obrigatórias para o setor.

O tema pesou na eleição. Segundo a agência AP, cerca de três em cada quatro eleitores americanos se opõem à construção de um centro de dados em sua cidade. Em 44 das 45 votações locais já apuradas, os eleitores aprovaram restrições.

O temor de um freio no setor derrubou as bolsas da Ásia nesta sexta: Coreia do Sul e Japão fecharam em queda de 6%, e Taiwan, de 4,5%. As bolsas europeias também recuavam. Em Nova York, os indicadores antes da abertura apontavam uma recuperação parcial depois da queda de 5,5% da Nasdaq na quinta. Trump disse que só uma "liderança tola" rejeitaria as "riquezas" da inteligência artificial.

Voto jovem impulsionou a pior derrota republicana desde 1974

Os jovens foram decisivos para a vitória democrata nas eleições de meio de mandato. Segundo dados preliminares do New York Times, homens de 18 a 29 anos se deslocaram quase 40 pontos percentuais em direção aos democratas desde 2024, e mulheres da mesma faixa, 27 pontos. Entre os temas que mais pesaram estão o custo de vida, a guerra com o Irã e a relação dos EUA com Israel. Muitos eleitores ouvidos pelo jornal disseram que o voto não significa adesão ao Partido Democrata, e sim uma cobrança por mudanças.

Segundo o Washington Post, foi a pior derrota de um partido em eleições de meio de mandato desde 1974, ano seguinte ao escândalo Watergate. Ainda assim, Trump mantém o controle do Partido Republicano. Duas disputas para o Senado seguem sem resultado: no Mississippi e no Alasca, os democratas lideram por margens mínimas.

Rússia e Ucrânia intensificam ataques no Mar Negro antes de negociação

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atingido um navio de carga com suprimentos militares ao sul de Odessa. A Ucrânia, por sua vez, ataca há meses embarcações que entram e saem de portos russos. A escalada ameaça as exportações de grãos e de petróleo dos dois países. Russos e ucranianos devem negociar nos dias 10 e 11 em Abu Dhabi, com mediação americana. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, diz que o fim do bloqueio no Mar Negro é sua prioridade.

Na quinta, Jared Kushner, genro e enviado de Trump, reuniu-se em Bruxelas com representantes da Ucrânia, da Otan e de países europeus para discutir garantias de segurança para o pós-guerra. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu cautela com as "reais intenções" da Rússia. Em Oleshky, cidade ocupada pelos russos, um cessar-fogo humanitário de seis dias mediado pela primeira-dama americana, Melania Trump, permitiu a retirada de quase 800 moradores. Segundo o comando militar ucraniano, a Rússia aproveitou a pausa para reforçar suas posições.

Falsas ameaças de bomba atingem ao menos 20 voos na Europa

Pelo menos 20 voos foram alvo de falsas ameaças de bomba na Europa desde quinta-feira, segundo autoridades e companhias aéreas. Aviões de caça escoltaram aeronaves desviadas para a Bulgária e para uma base militar francesa. Nesta sexta, quatro aviões que sobrevoavam a França pousaram em Paris e Bordeaux. Na Irlanda, a emissora RTÉ e outros veículos de imprensa esvaziaram seus prédios depois de receber ameaças por e-mail. Nenhum explosivo foi encontrado. O governo francês abriu investigação. As ameaças ocorrem em meio a uma onda de ataques que misturam sabotagem, desinformação e ações digitais na Europa, alguns atribuídos por autoridades e pesquisadores à Rússia e, em certos casos, ao Irã.

Outras notícias

  • Papa: Leão 14 embarcou nesta sexta para sua primeira viagem à América Latina, de 12 dias. Ele passa pelo Uruguai, pela Argentina (de 8 a 11 de novembro) e termina no Peru, onde foi missionário e bispo. É a viagem mais longa de seu pontificado e acontece menos de um mês depois de uma cirurgia no pulmão.
  • Colômbia: A Suprema Corte investiga contratos públicos de Deyci Jiménez. Ela acusa o ex-presidente Gustavo Petro de envolvimento em uma suposta rede que trocava contratos do governo por favores sexuais. Segundo a TV Caracol, uma conversa mostra Petro pedindo que o contrato dela no Ministério do Interior fosse mantido.
  • Venezuela: O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse ao New York Times que as eleições no país devem acontecer "idealmente" em 2027, depois de mudanças na Suprema Corte e no órgão eleitoral. Ele também negou que pretenda deixar o governo Trump.
  • Malásia: O ex-primeiro-ministro Najib Razak deixou a prisão para cumprir o restante da pena em casa, depois de pagar multa de US$ 12,3 milhões no caso de desvio de recursos de um fundo estatal. Horas depois, a Procuradoria-Geral pediu a suspensão da prisão domiciliar por dúvidas jurídicas.
  • Canadá: O governo de Mark Carney apresentou orçamento com déficit de 62,3 bilhões de dólares canadenses. O plano usa a receita extra com a alta do petróleo para ampliar investimentos em energia e moradia.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

“Já desmentidas”: NYT refuta alegações de fraude eleitoral de Flávio Bolsonaro

 


Flávio Bolsonaro diz que espera ser preso. Talvez seja a primeira vez, nessa história toda, que ele diz algo que soa como uma previsão honesta.

Este é um editorial do Portal Cubo.


As opiniões aqui expressas refletem a visão do Cubo e têm como objetivo promover o debate crítico sobre temas relevantes à sociedade.

Um senador da República, eleito pelo povo brasileiro, gravando entrevistas de um apartamento em Miami enquanto os bolsonaristas, que jurou servir, seguem seu curso sem ele. Flávio Bolsonaro escolheu o exílio voluntário antes mesmo de qualquer condenação, antes mesmo de qualquer julgamento concluído. Fugiu. E, ao fugir, disse mais sobre si mesmo do que qualquer processo judicial poderia dizer.

A entrevista ao The New York Times, anunciada por seus apoiadores como um momento de revelação e denúncia, terminou sendo o oposto disso. O próprio jornal tratou de deixar claro, já no subtítulo, o que o leitor encontraria nas linhas seguintes: alegações sem fundamento, teorias já desmentidas, o eco de um discurso que o próprio pai tentou usar para solapar a democracia brasileira e falhou. O NYT não precisou ser duro. A realidade bastou.

Flávio repetiu a cantilena familiar: fraude, manipulação, urnas suspeitas. Um sistema que especialistas internacionais classificam como um dos mais seguros do mundo voltou a ser tratado como instrumento de perseguição. A vitória de Lula, matematicamente impossível, segundo ele. Uma afirmação que desafia não apenas os números, mas a inteligência de quem a ouve.

O que chama atenção, no entanto, não é apenas a repetição do velho roteiro bolsonarista. É a escolha do palco. Flávio Bolsonaro foi até um dos principais jornais do mundo para defender sua narrativa e saiu do encontro com menos de um punhado de aspas aproveitáveis, cercado por notas de contexto que desmontavam suas afirmações em tempo real.

O jornal também lembrou o que o senador preferia que ficasse de fora: as investigações por lavagem de dinheiro e corrupção que pesam sobre ele no Brasil, a ordem judicial de entrega de passaportes que antecedeu sua partida, a prisão do pai pela tentativa de golpe após a derrota em 2022. Fatos, apenas fatos.

A retórica do mártir político tem um limite quando os documentos falam mais alto do que os discursos. No Brasil, o Judiciário pode ter suas contradições e merecer debate franco, como qualquer instituição republicana merece. Mas confundir investigação com perseguição, e perseguição com ditadura, é uma operação ideológica que a direita radical brasileira pratica com maestria e que a realidade insiste em desmentir.

A classe trabalhadora brasileira, que elegeu Lula e voltou a rejeitar o bolsonarismo nas urnas, não merece ver seu voto tratado como suspeito por quem perdeu. A democracia não é um jogo que termina quando o placar não agrada. Ela é, antes de tudo, o compromisso coletivo de aceitar que o povo decide, mesmo quando a decisão dói.

 



Prefeito no MA ameaça interromper serviços públicos após derrota de Flávio Bolsonaro

 O Prefeito seguiu de joelhos até a urna de votação no dia das eleições tanto de 1º turno, como no segundo. Ele já chegou a ameaçar de demissão os servidores que votassem em Lula.


O prefeito de Campestre do Maranhão (MA), a cerca de 700 quilômetros de São Luís, afirmou que poderá reduzir ou interromper serviços públicos na cidade após a derrota do seu candidato, Flávio Bolsonaro (PL), e de políticos de direita apoiados por ele nas eleições. O vídeo foi divulgado pelo site Metrópoles.

O que disse o prefeito

O vídeo de Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda (Republicanos), foi enviado a grupos de mensagens da cidade. Nele, o prefeito relaciona a oferta de serviços públicos ao resultado eleitoral e critica a população, que "se contentou com um copo d'água", enquanto "tinha um poço só pra ela depois da montanha".

"A população que votou nos outros [candidatos], quando chegar no hospital, lembre-se, se faltar algum recurso, faltar remédio, faltar médico, [tiver] algum buraco na rua, o que faltar de serviço público, foi o seu voto que contribuiu pra isso", Fernando Bermuda (Republicanos), prefeito de Campestre do Maranhão (MA).

Bermuda também afirmou que eventos previstos na cidade foram cancelados. "Show de aniversário da cidade não terá, nem da virada do ano, porque não tem recurso", falou.

O motivo, segundo ele, é os deputados do seu grupo político não terem sido eleitos. "Por enquanto, até a gente conseguir falar com outros deputados e fazer outro grupo, alguns trabalhos públicos podem ser interrompidos ou diminuídos", disse.

Em nota ao Metrópoles, a prefeitura negou a "intenção de suspender serviços de atendimento especializado oferecidos à população". "O que está sendo avaliado é uma readequação temporária da oferta de serviços, considerando a disponibilidade orçamentária atual e as incertezas em relação aos recursos previstos para 2027", afirma. Segundo a prefeitura, os repasses de recursos federais são insuficientes, e o município depende de fontes de financiamento como emendas parlamentares.

Prefeito ameaçou demitir servidores que não votassem em Flávio

Bermuda foi expulso do seu partido anterior, o PSB, em agosto, após enviar mensagens a servidores públicos exigindo o voto em Flávio, sob pena de demissão. Conforme divulgado pelo colunista do UOL Carlos Madeiro, o partido, que fez parte da chapa do presidente Lula (PT), entendeu as atitudes do prefeito como uma "grave infidelidade partidária".

As mensagens teriam sido enviadas a servidores em um grupo de WhatsApp, junto a um convite para culto na Assembleia de Deus. "Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua", dizia uma delas, revelada pelo Metrópoles. Além disso, uma música que circulou na cidade associava o voto como condição de permanência no emprego, dizendo "já vou avisar, quem não apoiar o Flávio, já pode arrumar a mala e ir pra obra".



El Master Paraguayo E MAIS UMA DA EXTREMA-DIREITA!!!

 

Arte: Marcelo Chello

Mais um governo de direita começa o mês de novembro abalado, desta vez por causa de um escândalo de fazer inveja ao Vorcaro do banco Master. O ueno bank quebrou, deixando milhões de paraguaios com azia e má digestão. (Ah, não, Tixa, cê não mandou essa!). Sim, BRASEW, passaram a mão no dinheiro dos paraguaios.

Mas a treta maior é que o presidente paraguaio foi sócio do banco até outro dia. Scaaaandal. Não disse que era de fazer inveja ao Vorcaro? E, claro, que com uma treta dessas o presidente caiu. E adivinha de quem Santiago Peña era truta? De Donald J. Trump. Ahã, juro. Até isso tem acontecido com o Trump. Inferno astral que chama?

O ueno bank era um dos principais bancos digitais do Paraguai (estima-se que 60% da população adulta tinha algum dinheiro lá nesse banco) e simplesmente parou de funcionar de um dia para o outro. Os paraguaios acordaram vendo seu saldo no banco, mas sem poder movimentar a bufunfa. Pensa o tamanho do escândalo. Claro que o povo foi para a rua.

Detalhe: ouvi agora que o ueno tinha umas promoções em que chegava a dar cashback de 50% nas compras de cartão de crédito e débito. Não tem almoço grátis mesmo.

O Eno do Dudu

Diante da confusão instalada, o presidente Santiago Peña renunciou ao cargo. Um movimento que levou o Dudu Bolsonaro, lá dos States onde está fugido (não confunda os Bolsonaros), a elogiar a seriedade do país. Segundo Dudu, muito diferente do que aconteceu no Brasil em que o escândalo do Master reelegeu um presidente. Ah, não, Dudu, você não digeriu a derrota ainda? Alguém arruma um Eno pro Dudu lá nos States?

A história talvez seja um pouco diferente. Santiago renunciou porque queria a paz no Paraguai, como disse em seu discurso? Sí, sí, pero no mucho. A oposição já analisava um processo de impeachment quando ele renunciou, e, pela lei paraguaia, ao renunciar ele se tornaria um senador vitalício. E o que acontece com senadores vitalícios no Paraguai? Têm imunidade parlamentar. Já com o impeachment ele vira um cidadão comum diante da Justiça. Até agora o Congresso ainda não aceitou a renúncia de Santiago porque os governistas manobraram para não ter quórum.

Mas por que acaba sendo mais uma derrota para Donald Trump? Porque o Paraguai tem sido um dos principais aliados dos Estados Unidos na América Latina. O país inclusive faz parte daquele Escudo das Américas, a tal aliança feita pelo Trump dizendo que era para proteger o continente.

Até que a morte nos separe

Por falar em Estados Unidos, o Flavitcho deu entrevista hoje para o New York Times e a única coisa nova que disse é que vai levar para o túmulo o esquema que usou para fugir do Brasew. Querido, mas a gente já não sabe tudo como foi? Um secretário do Trump arrumou o jatinho, o Milei arrumou o aeroporto. Precisamos saber ainda mais coisas?

Até que a morte nos separe 2

Assunto quente mesmo foi a notícia que percorreu a imprensa americana de que o Marco Rubio iria renunciar ao cargo de secretário de Estado dos Estados Unidos. Sim, darling, o Rubio. Isso sim deveria deixar o Flavitcho preocupado. Mas também em entrevista ao New York Times, Rubio disse: diga ao Trump que fico. Na verdade, as palavras do Rubio foram mais carinhosas. Algo no estilo de que trabalhar para o presidente Trump até o fim do mandato “sempre foi meu plano”.

Quero separar antes da morte

Mas o JD Vance, o vice nada decorativo do Trump, já tem sido visto como alguém que quer se distanciar do Trump. E ontem mesmo já disse que a derrota republicana se deveu ao desgoverno do Trump. Quero dizer, o Vance não usou a palavra desgoverno.

A live do Janones

E no Brasil, o Lula agora está todo trabalhado nas lives do Janones. Hoje disse até que vai levar o moço do Explode para a Turquia (vai estar tendo COP lá). Disse ainda que vai amanhã mesmo criar o Ministério da Segurança Pública.

Mas Lula também estava todo trabalhado em declarações de efeito para tentar agradar o mercadinho. Em discurso durante reunião do conselho que discute minerais críticos, ele garantiu que tem compromisso com a responsabilidade fiscal porque sabe que só assim vai trazer investimentos para o país. Hoje, inclusive, ele fez reunião com o Dario (que Dario? O Durigan, darling, que pegou o lugar do Haddad, nosso Fernandinho cabelo) e com o Alckmin para falar das coisas da Fazenda. Mas não se sabe ainda o que saiu de lá.

Chapa esquentou

O Tribunal Superior Eleitoral aceitou hoje a ação proposta pelo partido Novo para tentar cassar a chapa Lula e Alckmin por abuso de poder político e econômico durante a eleição.

Pagando as dívidas

Tarcísio está pagando dívidas de campanha. Saiu hoje a notícia de que Ricardo Salles deve assumir a Secretaria de Justiça do governo de São Paulo no ano que vem. Para quem não lembra, Salles era aquele ministro da boiada do governo Bolsonaro e era candidato ao Senado. Tarcísio o convenceu a desistir da candidatura para não tirar os votos de Derrite e André do Prado. A estratégia deu certo e os dois se elegeram deixando Marina e Simone Tebet a ver navios.

Para os Perdidos. Faltou explicar um pouco mais a diferença da política americana para a brasileira, na news de ontem. Lá só tem Republicanos ou Democratas. Não tem Centrão. Então a direita do PL pegou o maior número de cadeiras do Congresso, nas eleições aqui no Brasew? Pegou. Mas ficou com a maioria das cadeiras? Não! Not! O Centrão ainda está ali no meio de campo. Jogando conforme o que mais lhe interessa. Outro ponto importante: as eleições que definem a maioria no Congresso americano acontecem no meio do mandato presidencial e por isso ditam o resto do governo e apontam uma tendência para as próximas eleições. Explicado. Espero. Beijo para os comunistas que me escreveram.

E Divinópolis, hein?

O povo de Divinópolis comparecendo no Pix da Tixa (aqui a gente só distribui Eno, nada de cashback) e informando que é a terra do governador e mais 7 políticos eleitos. Um verdadeiro celeiro. E Crato compareceu de novo. Lóve you, Crato. E o povo de Niterói, terra da UFF, também dando um salve.

E se você quiser comparecer também, eis nosso Pix. Se quiser o Eno, precisa ir à farmácia.

Pix: 49875575000147

Acorda, BRASEW!