quinta-feira, 23 de abril de 2026

GIRO PELO BRASIL

 

Lula, Andrei Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça

Lula, Andrei Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça

Reprodução Instagram

Após Lula falar em reciprocidade, PF retira credenciais de policial americano

Carolina Juliano

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ontem que retirou as credenciais de um agente de imigração norte-americano que atuava na coordenação do setor no Brasil em represália à atitude do governo Donald Trump, que pediu a retirada de um policial brasileiro que atuava no sistema de imigração dos Estados Unidos. Andrei Rodrigues disse que o policial perdeu acesso à unidade onde trabalhava, em Brasília, e a algumas bases de dados, e que as credenciais ficarão suspensas até que se esclareça o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente do Brasil. O policial Marcelo Ivo Carvalho atuava como Oficial de Ligação da PF junto ao ICE em Miami, na Flórida, e a PF não foi informada formalmente pelo governo dos EUA sobre motivos de seu afastamento. Ele teria tido participação na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que está foragido no país e ficou detido por dois dias. O suspensão do policial americano ocorre após o presidente Lula ter dito, na terça-feira, que o governo brasileiro adotaria a reciprocidade.

  • Lula se encontra com chefe da PF e elogia medida de reciprocidade. O presidente parabenizou ontem o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atua no Brasil. "O que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas possam voltar à normalidade", disse o presidente durante encontro em Brasília com Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça. Em vídeo do encontro divulgado pelo governo, além de cumprimentar Rodrigues pela medida, o presidente anunciou a contratação de 1.000 novos policiais federais, que, segundo ele, serão empregados no combate ao crime organizado no país. Veja o vídeo.

PEC da escala 6x1 avança na Câmara. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem por unanimidade o relatório favorável à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. A comissão analisou apenas a admissibilidade das propostas, o texto segue agora para uma comissão especial que vai analisar o mérito delas. Duas PECs foram apensadas por tratarem do mesmo tema — uma é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a outra, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). As propostas discutem uma reforma na Consolidação das Leis Trabalhistas e adoção de modelos de 36 horas ou 40 horas semanais de trabalho, com mais dias de descanso. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), sugeriu uma regra de transição para a redução da jornada, com uma diminuição gradativa. Agora, será constituída uma comissão especial, que terá prazo mínimo de dez sessões para analisar o conteúdo dos textos. Esse período é obrigatório antes da votação de um novo parecer, mas o trâmite pode ser acelerado com a realização de até quatro sessões por semana. Após passar pela comissão, a PEC segue para o plenário e precisa de 308 votos em dois turnos para ser aprovada. Depois, ela precisa ser aprovada ainda, também em dois turnos, pelo Senado. Saiba mais.

Ex-presidente do BRB troca de advogado para fazer delação. O ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa, preso acusado de envolvimento na tentativa de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, anunciou ontem a troca da equipe que o defende com o objetivo de negociar uma delação premiada. O STF iniciou ontem a análise de sua prisão, determinada pelo ministro André Mendonça na semana passada, e o placar está em 2 a 0 para mantê-lo preso. A defesa de Costa passou a ser feita pelos criminalistas Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, e Davi Tangerino, após a saída do advogado Cleber Lopes. Segundo investigações da PF, mensagens trocadas entre Costa e Vorcaro indicam negociação de propina de R$ 146 milhões para favorecer o Master no BRB.

 

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou ontem o uso da caneta emagracedora Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com idades entre 10 e 17 anos. O medicamento já era autorizado para adultos, para tratar também obesidade e apneia do sono. Segundo estudo de 2021 da Federação Internacional de Diabetes, há cerca de 1,1 milhão de adolescentes (14 a 19 anos) que vivem com diabetes tipo 2 no mundo. No Brasil, um estudo de 2019 publicado na revista Pediatric Diabetes estimou que cerca de 213 mil adolescentes vivam com a condição. Um ensaio feito com jovens de 10 a 17 anos mostra que o medicamento reduziu a hemoglobina glicada, que é o marcador do controle do açúcar no sangue, em 30 semanas. Saiba mais.

Estêvão sofre lesão grave na coxa e deve ficar fora da Copa. O atacante Estêvão, que joga pelo Chelsea, na Inglaterra, sofreu a lesão no último sábado, na derrota do time para o Manchester United. Ele saiu de campo mancando aos 16 minutos de jogo, e após o duelo o treinador do clube confirmou que Estêvão chorou no vestiário. A participação do jogador brasileiro na Copa do Mundo se torna improvável porque o problema muscular avaliado em "grau 4" indica um tempo de recuperação de, no mínimo, três meses. O Brasil estreia no torneio no dia 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos. Estêvão se recuperou recentemente de outra lesão no mesmo local. Entre fevereiro e março, ele ficou afastado dos gramados. Pelo fato de ele ter se lesionado em jogo do clube inglês, a CPF não pode tomar a frente da divulgação de seu estado de saúde e não se pronunciou sobre a situação.


Evangélicos apoiam Messias para STF. E Flávio Bolsonaro pode estar errando

 

Lula e Jorge Messias, seu indicado ao STF, durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, em dezembro. Para os evangélicos, o fato de Messias ter posições de esquerda não abala a confiança em seus valores cristãos

Lula e Jorge Messias, seu indicado ao STF, durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, em dezembro. Para os evangélicos, o fato de Messias ter posições de esquerda não abala a confiança em seus valores cristãos

Adriano Machado/Reuters


Roger Modkovski

Política e religião se misturam e embaralham os cenários políticos nacional e internacional.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, relata que importantes lideranças evangélicas brasileiras estão apoiando a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). A percepção é que o apoio pode facilitar o processo de aprovação do nome indicado pelo presidente Lula (PT), travado até agora por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.

Já o antropólogo e historiador Juliano Spyer, também colunista da Folha, alerta para movimentos de insatisfação dos evangélicos com a chapa presidencial de extrema direita do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Os evangélicos acusam o bolsonarismo de "falta de reciprocidade" na relação com as igrejas.

 

Spyer compara a pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o Botafogo de 2023, que perdeu o Campeonato Brasileiro para si mesmo após ter aberto ampla vantagem e não ter sabido mantê-la.

Finalmente, Luis Fakhouri e Felipe Bailez, do Narrativas em Disputa, relatam como as recentes atitudes intempestivas do presidente Donald Trump, dos EUA —que se retratou como Jesus e brigou com o papa Leão 14-, abalaram as conexões entre evangélicos e católicos brasileiros à pauta trumpista. Para eles, os episódios expõem "contradições que o bolsonarismo terá dificuldade de blindar" na campanha de 2026.

Mônica Bergamo: Evangélicos se mobilizam por Messias em reta final para o STF; apóstolo Estevam declara apoio

Juliano Spyer: 'Time Flávio' pode perder para si mesmo —como o Botafogo de 2023

Narrativas em Disputa: Trump, o papa e a dissonância cristã


Orleans Brandão lança neste sábado (25) pré-candidatura na Região Tocantina com expectativa de reunir milhares de correligionários

Açailândia se prepara para levar a cidade de Imperatriz, uma gigante comitiva, no sentido de confirmar o apoio a Orleans Brandão - o prefeito Dr. Benjamim de Oliveira já deixou explícito a todo o seu grupo político a importância da pré-candidatura do ex-secretário de governo.

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), dará mais um passo importante em sua pré-campanha ao lançar oficialmente sua agenda na Região Tocantina, com evento que acontecerá em Imperatriz neste sábado (25). A mobilização segue o ritmo crescente que tem marcado suas últimas aparições pelo estado, sempre com forte presença popular.

O otimismo em torno do evento na região é impulsionado pelo histórico recente. Em São Luís, o lançamento de sua pré-candidatura reuniu uma multidão e consolidou seu nome como o principal ator do cenário político estadual, com repercussão positiva também em outras regiões.

Na Região Tocantina, esse cenário favorável se soma à boa avaliação das ações do Governo do Maranhão, o que tem elevado a expectativa da população para o encontro em Imperatriz que deve repetir, ou até superar, o sucesso registrado na capital, refletindo o momento político vivido pelo pré-candidato.

Por onde tem passado, Orleans Brandão tem registrado eventos cheios e adesão popular, consolidando uma pré-campanha baseada no contato direto com a população. A proposta de avanço e a defesa de políticas públicas já implementadas pelo atual governo, com a marca da inovação, tem sido o pilar do discurso de Orleans.

Em suas redes sociais, o pré-candidato reforçou o chamado para o evento na região:

“Imperatriz, chegou a hora! Um time unido, forte e cheio de vontade de trabalhar segue pronto pra construir um Maranhão com mais oportunidades, desenvolvimento e futuro pra nossa gente. Vem com a gente fazer o futuro acontecer!”.

Imperatriz dará o termômetro político da Região Tocantina e deve medir, mais uma vez, a força de mobilização do pré-candidato.


Brasil registra uma tentativa de fraude bancária a cada 2,3 segundos

Golpe do “falso gerente” é um dos mais comuns; veja como funciona



A cena é tão comum que você com certeza já conhece alguém que passou por ela: o telefone toca e, do outro lado da linha, uma voz segura se apresenta como gerente do seu banco. Ela diz que identificou uma movimentação suspeita na sua conta e pergunta se você autorizou aquele acesso. Você, que antes estava tranquilo, fica com medo de ter tido o seu dinheiro roubado. Assim, vítima do nervosismo, acaba seguindo todas as “orientações” do suposto gerente. Sem perceber, você mesmo abre o acesso à sua conta bancária. Assim funciona o golpe do “falso gerente de banco”, uma fraude que usa pressão psicológica e aparência de credibilidade para enganar vítimas em todo o país.

De acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, uma tentativa de fraude bancária é registrada no país a cada 2,3 segundos. Só no primeiro semestre do ano passado, foram quase sete mil, um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já segundo a pesquisa Radar Febraban, o percentual de golpes ou tentativas de golpes aumentou de 33%, em setembro de 2024, para 38% em março de 2025. As pessoas mais suscetíveis, segundo o levantamento, são homens (44%); com 60 anos ou mais (42%); e os que têm ensino superior (41%).  E mais: segundo levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, entre julho de 2024 e junho de 2025, aproximadamente 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes financeiras envolvendo o Pix ou boletos falsos. 

Combinação de crimes


Khayam Ramalho, advogado e professor de Direito do UniFacimp Wyden, explica que o golpe do falso gerente de banco reúne vários crimes previstos no Código Penal brasileiro. 

O crime central é o estelionato, que pune aquele que obtém vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. A pena base é de reclusão de um a cinco anos, além de multa. “Contudo, o caso concreto pode ensejar causas de aumento de pena, como quando a vítima é idosa, por exemplo”, explica o especialista. 

Outro crime que pode estar presente é a falsidade ideológica, quando os criminosos se identificam falsamente como funcionários do banco. Também pode haver uso indevido da imagem de pessoas reais, como a foto de um gerente real, o que pode configurar ilícitos civis e, a depender do caso, violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

O professor do UniFacimp Wyden ainda ressalta que a legislação brasileira avançou significativamente na última década. A Lei nº 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann) criminaliza a invasão de dispositivos informáticos. Já a Lei nº 14.155/2021 aprimorou o tratamento penal das fraudes eletrônicas, incluindo causas de aumento no estelionato e criando o crime de fraude eletrônica no art. 171, §2º-A do Código Penal, com penas mais severas quando cometido contra idosos ou pessoas vulneráveis. Mesmo assim, ainda são necessários avanços e novas estratégias de combate a esse tipo de golpe, afirma o professor. 

“A legislação penal material, por si só, nem sempre é suficiente. Há lacunas relevantes, como a ausência de uma lei específica sobre a investigação de crimes cibernéticos com rito procedimental próprio. As regras sobre a responsabilidade das instituições financeiras também não são claras, permitindo, às vezes, até mesmo a abertura de contas sem verificação adequada de identidade. Outro ponto é que não há integração normativa entre o Direito Penal, a LGPD e as normas do Banco Central sobre prevenção a fraudes. Esses pontos ainda aguardam uma resposta legislativa mais firme”, pontua Khayam.

O advogado alerta que o golpe do falso gerente de banco não é apenas um problema de segurança pública. “É um sintoma de uma sociedade cada vez mais digitalizada, que ainda não dotou suas instituições legislativas, policiais e judiciárias da velocidade e da especialização necessárias para responder com eficácia à criminalidade do século XXI”, avalia. 

Segundo ele, a vítima é submetida a uma engenharia social sofisticada, planejada por criminosos que conhecem bem as fragilidades dos sistemas e as utilizam a seu favor. “Protegê-la exige lei, investigação e, sobretudo, educação jurídica e financeira para toda a população”, completa Khayam.

Orientações

A principal forma de se proteger é desconfiar de qualquer contato inesperado que envolva sua conta bancária, especialmente quando há pressão, urgência ou pedido de informações sensíveis. Bancos não solicitam senhas, códigos de verificação, número completo do cartão ou autorização de transações por telefone, WhatsApp ou SMS. Em situações suspeitas, a recomendação é interromper imediatamente a conversa, não clicar em links enviados e não seguir instruções repassadas pelo suposto atendente. Em seguida, o cliente deve procurar o banco pelos canais oficiais, como o aplicativo, o telefone que está no verso do cartão ou mesmo uma agência física.

Também é importante adotar medidas preventivas no dia a dia, como nunca compartilhar códigos recebidos por SMS ou aplicativo, ativar a verificação em duas etapas nos apps bancários, evitar realizar operações financeiras enquanto estiver em ligação com desconhecidos e desconfiar de números que imitam o telefone do banco. Caso haja tentativa ou confirmação de golpe, a orientação é agir rapidamente, entrando em contato com o banco para bloquear acessos e transações, registrar a ocorrência junto à Polícia Civil e reunir o máximo de informações possível, como número pelo qual foi recebida a ligação, eventuais prints de conversas e comprovantes de transferências bancárias. Nesses casos, a agilidade pode ajudar a minimizar os prejuízos.


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Ex-prefeito de Açailândia Aluísio Sousa confirma pré-candidatura a deputado estadual e se consolida como grande favorito rumo a ALEMA.

O pré-candidato a deputado estadual Aluísio Sousa e o atual prefeito de Açailândia Dr. Benjamim de Oliveira, sendo abraçados pelo conceituado jornalista Ray Silva, em uma demonstração de apoio político.


No último sábado, dia 18, o ex-prefeito da cidade de Açailândia realizou uma grande movimentação política, em torno da sua pré-candidatura a deputado estadual e já aparece como um dos favoritos na disputa pelo Republicanos – o partido, com uma nominata bastante forte e, sobretudo, muito competitiva, levando a crê que a sigla pode fazer de 06 a 08 deputados estaduais, nas eleições deste ano.

A movimentação aconteceu durante todo o dia, na sua residência e reuniu centenas de amigos e correligionários que fizeram questão de demonstrar apoio a pré-candidatura de Aluísio, colocando em seus veículos o adesivo de pré-campanha do ex-prefeito, que concluiu o seu mandato com índice recorde de aprovação.

Quem esteve presente também ao evento do último sábado foi o prefeito de Açailândia Dr. Benjamim de Oliveira que já declarou publicamente o seu apoio e do seu grupo em torno desse projeto da cidade de ter novamente um deputado estadual – vários secretários municipais também compareceram ao evento político.

O titular do Blog Wilton Lima, também pousando para fotos no evento que confirmou a pré-candidatura de Aluísio Sousa para deputado estadual.

Em todo o Maranhão, a movimentação política para as eleições de 2026 já está intensa entre grupos tradicionais e novas lideranças que seguem articulando candidaturas a deputado estadual, com destaque para famílias influentes e figuras emergentes que buscam ampliar espaço no Legislativo, além de ex-prefeitos que conquistaram a confiança da população da cidade que administraram, após deixar o seu legado de muito trabalho, como é caso de Açailândia com o ex-prefeito Aluísio Sousa.

A movimentação deste último sábado, dia 18, deixou Aluísio bastante otimista com a reação de grande parte da população, que recebeu a notícia da sua pré-candidatura com muita alegria e uma reação de disposição pela escolha do seu nome rumo a esse projeto tão importante para cidade de Açailândia.

A oficialização das candidaturas só ocorrerá em agosto, após convenções partidárias e o registro no TSE, mas os bastidores já mostram alianças e disputas em formação e as movimentações políticas começam a mostrar a tônica do que será a eleições deste ano.

Em resumo, o cenário para deputado estadual no Maranhão em 2026 mistura tradição política familiar com novas lideranças emergentes e gestores que deixar uma marca de trabalho em suas cidades de origem, em um ambiente de intensa articulação partidária.

GIRO PELO MUNDO E GUERRA NO IRÂ

 

Agentes de segurança em posto de controle próximo a hotel em Islamabad em preparação para negociações de paz entre Estados Unidos e Irã

Agentes de segurança em posto de controle próximo a hotel em Islamabad em preparação para negociações de paz entre Estados Unidos e Irã

Aamir Qureshi/AFP

Trump prorroga trégua, mas guerra já empurra o mundo para crise de energia

Irineu Machado, do UOL

Donald Trump anunciou de última hora a prorrogação do cessar-fogo entre Estados Unidos-Israel e Irã, mas o impasse diplomático persiste e a guerra já provoca uma crise global de energia.

A trégua foi estendida a pedido do Paquistão, para dar tempo ao Irã de apresentar uma proposta unificada. Ainda assim, Teerã se recusa a participar das conversas em Islamabad enquanto os EUA mantiverem o bloqueio naval aos portos iranianos, classificado pelo chanceler Abbas Araqchi como um "ato de guerra". A viagem do vice-presidente americano J.D. Vance, que lideraria a delegação dos EUA, foi suspensa, embora Trump tenha voltado a ameaçar bombardeios contra infraestruturas civis iranianas.

 

Choque no petróleo e no comércio global

No front econômico, forças americanas interceptaram o petroleiro sancionado M/T Tifani no Oceano Índico e apreenderam o cargueiro iraniano Touska após tentativa de romper o bloqueio. Em resposta, o Irã mantém um bloqueio de fato no Estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. A paralisação retirou mais de 500 milhões de barris do mercado, levou a Agência Internacional de Energia a falar na "maior crise da história" do setor e já acendeu na Europa o alerta para escassez de combustível de aviação.

 

Washington ainda avalia oferecer um swap cambial (troca de moedas) aos Emirados Árabes Unidos para conter os danos econômicos, revela o Wall Street Journal. Nesse tipo de operação, a moeda do país estrangeiro é usada como garantia para um empréstimo em dólares, garantindo que a nação aliada mantenha acesso à moeda americana para continuar operando no comércio global. A manobra não envolve necessariamente o uso de dinheiro de impostos dos contribuintes americanos e pode até gerar lucro para os EUA.

Nova correlação de forças em Teerã

Em Teerã, a guerra também reordenou o poder. Desde a morte do líder supremo Ali Khamenei nos bombardeios do início do conflito, seu filho Mojtaba Khamenei não apareceu em público. Conforme reportagem do Washington Post, o centro de decisões se consolidou no Conselho Supremo de Segurança Nacional, com Mohammad Bagher Ghalibaf emergindo como principal negociador. O principal impasse continua sendo o programa nuclear: Trump exige a entrega de todo o urânio altamente enriquecido e a suspensão total por 20 anos; o Irã aceita no máximo cinco e cobra a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados.

Israel amplia pressão externa

Israel, por sua vez, está fora da mesa de negociações e mantém operações no sul do Líbano, apesar de um frágil cessar-fogo de dez dias. A ofensiva já deixou, segundo o El País, mais de 2.450 mortos e ampliou a indignação internacional, agravada pelo episódio em que dois soldados israelenses foram punidos após destruírem uma estátua de Jesus Cristo no vilarejo libanês de Debel. Diante da continuidade da violência em Gaza, no Líbano e na Cisjordânia, Espanha, Irlanda e Eslovênia pressionaram a União Europeia a suspender o Acordo de Associação com Israel, mas faltou consenso no bloco.

Tim Cook durante evento da Apple

Tim Cook durante evento da Apple

Nic Coury - 09.set.2025/AFP

A guerra pelo controle da IA

A nova (e atrasada) era da Apple na IA: Tim Cook deixará o cargo de CEO em 1º de setembro para assumir como presidente executivo, transferindo o comando a John Ternus, atual chefe de hardware. Cook deixa um legado administrativo imbatível: quadruplicou a receita e levou a Apple a um valor de mercado de US$ 4 trilhões. No entanto, de acordo com analistas ouvidos pela CNN e pelo Wall Street Journal, ele entrega a empresa em uma posição estrategicamente precária por ter assistido das arquibancadas à explosão da inteligência artificial. A escolha de Ternus, dizem as análises, não é por acaso: é um sinal de que a Apple tentará correr atrás do prejuízo apostando suas fichas na inovação de hardware. O desafio do novo CEO será provar que seus aparelhos premium são capazes de dominar a experiência de IA, evitando que a Apple seja reduzida a uma mera vitrine para a tecnologia de seus concorrentes.

 

Investigação criminal contra o ChatGPT: Na Flórida, o procurador-geral abriu uma investigação criminal inédita contra a OpenAI. A medida veio após indícios de que o ChatGPT aconselhou o atirador responsável por um ataque mortal na Universidade Estadual da Flórida, fornecendo orientações sobre armas, munições e os melhores horários e locais no campus para atingir mais pessoas.

China aperta o controle sobre startups de IA voltadas ao Ocidente: Pequim intensifica o controle sobre startups de IA do país que tentam se desvincular de suas origens chinesas para buscar capital e mercado no Ocidente. Os fundadores da Manus AI, recentemente comprada pela Meta, foram proibidos de deixar a China durante uma investigação. A MiroMind também enfrenta pressão para não transferir seu talento de pesquisa para fora do país. Reportagem do Wall Street Journal.

Vigilância extrema na Meta: Reportagem da agência Reuters a partir de documentos internos revelam que a Meta passará a monitorar movimentos de mouse e toques no teclado de seus funcionários. O objetivo é gerar dados de treinamento para modelos de inteligência artificial dentro da iniciativa "Agent Transformation Accelerator", voltada à criação de agentes capazes de operar computadores de forma autônoma.

 

A revolta contra a IA e a proposta de um "dividendo universal": O episódio mais recente do podcast The Ezra Klein Show, no New York Times, expôs a ascensão do chamado "populismo da IA", a ideia de que a inteligência artificial não é apenas uma tecnologia, mas um projeto político de elite imposto à sociedade.

 

A insatisfação já transbordou para a violência. Sam Altman, cofundador da OpenAI, foi alvo recente de dois ataques, incluindo tiros contra sua porta e um coquetel Molotov lançado contra sua casa — episódios que chegaram a ser celebrados por parte da internet.

Com o temor de que a IA tenha sido desenhada para substituir a mão de obra humana, ganha força a proposta de um "dividendo de IA". Defendida pelo deputado Alex Bores — alvo de campanhas milionárias de difamação financiadas por executivos da OpenAI e da Palantir para sufocar qualquer tentativa de regulação —, a ideia funcionaria como uma rede de proteção para a sociedade.

Se a automação em larga escala se concretizar, a população receberia uma renda básica universal financiada por "impostos sobre tokens", cobrados sobre o uso comercial da IA em substituição ao trabalho humano, e pela compra, pelo governo, de participações acionárias (warrants) das gigantes de tecnologia. A lógica é esta: se a IA devorar a economia, os lucros não podem ficar concentrados no Vale do Silício.

Agentes da CIA morrem em acidente no México

Tensão no México: A presidente Claudia Sheinbaum exigiu uma investigação aprofundada após um acidente de carro no estado de Chihuahua no revelou-se que dois homens mortos eram agentes da CIA que retornavam da destruição de um laboratório clandestino de metanfetamina. Sheinbaum afirmou que o México não autoriza "operações conjuntas por terra ou ar", em defesa da soberania nacional diante das pressões dos EUA.

Pescadores sob fogo cruzado: Sob o argumento da guerra contra os "narcoterroristas" promovida por Donald Trump, um barco de pesca equatoriano, o Don Maca, foi atingido por drones americanos no Oceano Pacífico. A tripulação afirma em reportagem do The Guardian que operava legalmente quando a embarcação foi destruída, e que seus integrantes depois foram encapuzados e detidos pelos EUA. Ativistas dizem que as operações americanas já deixaram ao menos 178 mortos sem comprovação direta de ligação com o narcotráfico.

 

A queda da aprovação de Trump: Em meio às guerras em curso e às tensões diplomáticas, a popularidade de Donald Trump estacionou no ponto mais baixo do atual mandato: 36% de aprovação e 62% de desaprovação, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. As ameaças contra o Irã e uma recente rixa com o papa Leão 14 fizeram crescer as dúvidas sobre seu temperamento: só 26% dos americanos o consideram um líder "equilibrado".

Pânico em Teotihuacán: Um ataque a tiros na Pirâmide da Lua, no México, matou uma turista canadense e deixou 13 feridos. O autor, um homem de 27 anos, manteve turistas sob ameaça com discursos misóginos e xenófobos antes de se suicidar. Segundo as autoridades, ele idolatrava a ultradireita fascista e agia como imitador do massacre de Columbine.

Investigação de mortes de cientistas: O FBI e o Congresso dos EUA investigam, segundo reportagem da CNN, ao menos dez casos de cientistas que morreram ou desapareceram misteriosamente nos últimos anos. Entre eles estão pesquisadores com acesso a tecnologias militares sensíveis, como Nuno Loureiro, físico do MIT morto a tiros em casa, e um major-general aposentado da Força Aérea americana que desapareceu sem deixar rastros.

Tragédia nas rotas de migraçãoQuase 8.000 migrantes morreram ou desapareceram no mundo em 2025, segundo relatório da ONU. Apesar de uma leve queda em relação ao ano anterior, os "naufrágios invisíveis" no Mediterrâneo rumo à Europa continuam respondendo pela parcela mais letal dessa crise humanitária.

Mudanças na Fundação Gates: A Gates Foundation anunciou um corte de até 500 postos de trabalho, o equivalente a 20% de sua equipe global, até 2030, para conter despesas operacionais, que ficarão limitadas a US$ 1,25 bilhão, informa o Wall Street Journal. Ao mesmo tempo, uma auditoria externa apura as controversas parcerias da fundação e de Bill Gates com o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein.

Marte revela sinais antigos de química orgânica. O robô explorador Curiosity, da Nasa, identificou em Marte sete compostos orgânicos precursores essenciais em rochas marcianas, incluindo moléculas que formam a estrutura precursora do DNA. A descoberta, datada de pelo menos 3,5 bilhões de anos, reforça a hipótese de que condições favoráveis à vida orgânica existiram no planeta vermelho em tempos remotos.