segunda-feira, 16 de março de 2026

Itinga do Maranhão homenageia as mulheres com uma grande corrida de rua

O evento que reuniu mulheres de todas as idades aconteceu neste domingo, dia 15 de março e foi um grande sucesso de público.




Em evento que reuniu mais de 40 mil pessoas, prefeita Paula do Quininha se destaca com uma grande caravana de Itinga do Maranhão


A caravana da prefeita Paula do Quininha marcou presença no lançamento da pré-campanha de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão, em evento que reuniua mais de 40 mil pessoas e 178 prefeito de todo o Maranhão - A Caravana de Itinga do Marnahão comandada por Paula foi um dos destaques no evento.


Juntos por um Maranhão cada vez melhor! 🤝✨

Sem querer apoio público para Flávio, o que bolsonaristas esperam de Trump?

 

2.mar.2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

2.mar.2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Jonathan Ernst/Reuters


Reconheço que me soou surpreendente quando eu ouvi de fontes bolsonaristas nos EUA que eles não esperam - e nem desejam - que Donald Trump declare seu apoio aberto à candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Flávio desponta como o principal nome da direita a desafiar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), que tentará a reeleição no pleito de outubro.

Em 2022, os bolsonaristas vibraram com um vídeo de 45 segundos em que o então ex-presidente americano Trump estimulava os brasileiros "a saírem de suas casas para votar em Bolsonaro".

Mas, o processo de tarifaço e sanções contra o Brasil capitaneado pelo então deputado federal Eduardo Bolsonaro no ano passado (com o qual ele pretendia impulsionar uma anistia ao pai, condenado e preso por Golpe de Estado) sedimentaram em ao menos parte da direita uma percepção de que a interferência aberta de Trump na política brasileira pode ter resultados contrários aos desejados.

Uma pesquisa eleitoral da Quaest divulgada nesta sexta (13) confirma a ambivalência de um apoio de Trump a Flávio Bolsonaro. Enquanto que para 28% dos pesquisados, esse endosso aumentaria as chances de votar em Flávio, para 32%, o apoio trumpista a Flávio aumentaria a chance de votar em Lula.

 

Mas se não é o endosso público o que bolsonaristas esperam obter, o que querem eles de Donald Trump?

Hoje há ao menos duas prioridades muito claras envolvendo os EUA.

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL).

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ricardo Stuckert/PR e Roque de Sá/Agência Senado

Big techs

A primeira é convencer Trump a usar todas as suas ferramentas para impedir que as big techs norte-americanas - Instagram, Youtube, Facebook, Whatsapp e outras - moderem ou retirem do ar conteúdos produzidos por bolsonaristas sob o argumento de serem fake news.

"Nosso eleitorado está nas redes, ali somos imbatíveis. Se acontecer o que aconteceu em 2024, quando derrubaram muito conteúdo, vamos perder de novo. É isso que queremos que Trump evite", me disse um dos bolsonaristas com acessos em Washington.

Para isso, o grupo de Flávio precisa que Trump se engaje nas negociações com o governo brasileiro contra regulações ao ambiente digital, mas não só. A pressão poderia passar pela retomada de sanções da Lei Global Magnitsky sobre integrantes do Judiciário do Brasil - como aconteceu com o ministro do STF Alexandre de Moraes - e também por tarifas, embora essa ferramenta possa ter mais potencial de ferir do que de ajudar.

A missão não é considerada das mais difíceis, já que o próprio Trump é dono de uma rede social - a Truth Social - já envolvida em disputas com o STF, tem sido fartamente apoiado pelos CEOs das big techs, que são os grandes motores da economia dos EUA, e entende a liberdade de expressão a partir da perspectiva absoluta da Constituição dos EUA - onde discurso de ódio não é criminalizado.

O próprio Trump passou um período no umbral do banimento de redes sociais depois do ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, e a ideia de moderação do discurso político em redes têm impacto pessoal sobre ele.Do outro lado da rua, o governo Lula percebe nas big techs exatamente o maior risco de interferência americana decisiva no resultado eleitoral em 2026. E tenta costurar uma visita de Lula a Trump na Casa Branca para contra-argumentar no assunto e dissuadi-lo de colocar o dedo na balança atuando em relação ao que pode ou não estar nas redes sociais no Brasil.

PCC e CV terroristas

A segunda prioridade dos bolsonaristas está adiantada em Washington. Como mostrei essa semana, o Departamento de Estado concluiu a papelada para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).

E apesar da entrada em campo da diplomacia brasileira para barrar a ideia, o governo Lula sabe que esta é uma batalha quase perdida.

Trump já fez o mesmo com mais de uma dúzia de facções criminosas e cartéis de narcotraficantes na América Latina. O assunto interessa à agenda doméstica de Donald Trump - que prometeu acabar com o tráfico de fentanyl e com a imigração ilegal ao país - e também dá a ele justificativa diante da opinião pública para ações de força no continente.

A Casa Branca apelou ao expediente (que não serve de fundamento legal à luz do direito internacional) tanto para bombardear supostas embarcações no Mar do Caribe quanto para decapitar o governo da Venezuela, com a retirada militar de Nicolás Maduro do país em janeiro passado. A possibilidade entusiasma os bolsonaristas e dá calafrios no governo Lula.

No Brasil, historicamente, o tema da segurança pública é visto como aquele em que a direita se sai bem, enquanto a esquerda costuma ser acusada de "proteger bandido".

Flávio Bolsonaro se apressou a dizer que sentia "inveja" dos bombardeios americanos no Caribe, e que gostaria de ver o mesmo se repetir com traficantes na Baía da Guanabara. E jogou Lula no pouco auspicioso lugar de candidato de esquerda que rechaça supostas soluções duras (embora questionáveis) contra a violência urbana.

Mas a importância da questão supera o debate eleitoral.

 

Em que pesem os argumentos técnicos do Planalto de que narcotraficantes não são motivados em seus atos violentos por aspectos ideológicos/religiosos/étnicos que caracterizam o conceito de terrorismo e buscam tão somente o lucro ilícito, o ponto mais delicado do debate está na soberania nacional.

Auxiliares de Lula me perguntaram: "o que conteria os EUA se eles decidirem fazer com o Brasil o que fizeram com a Venezuela?"

 

Quando rebati aos bolsonaristas a mesma questão, nova surpresa.

"O risco Venezuela existe, sim. Claro que quando você convida alguém muito mais forte do que você a atuar no seu território, ele pode chegar pra ficar, tentar tomar o poder. Mas o risco vale a pena", me disse um dos mais próximos auxiliares de Flávio, que percebe a população brasileira ansiosa para ver "mísseis tomahawk lançados sobre o Comando Vermelho".

 

Em janeiro, o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve em Washington D.C. para um tour no qual foi apresentado como o herdeiro do movimento político populista de direita pelo irmão, Eduardo, ao segundo escalão do Departamento de Estado e da Casa Branca. Funcionários do governo de Donald Trump têm acompanhado com atenção as insuspeitas pesquisas eleitorais que mostram Flávio em empate técnico com Lula.

 

O entusiasmo de Darren Beattie, conselheiro-sênior de política para Brasil do Departamento de Estado, que priorizou um pedido de visita a Bolsonaro na Prisão da Papudinha, em Brasília, a agendas com representantes do governo brasileiro é prova do engajamento de parte do trumpismo no pleito do Brasil.

 

Beattie acabou tendo tanto a visita quanto o visto cancelados após acusação de "ingerência política" e de "má-fé" na justificativa para o pedido de entrada no Brasil.

Em fevereiro, em visita ao Departamento de Estado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-presidenciável pelo PSD, chegou a ouvir de um dos diplomatas americanos que a estratégia de dividir a direita não lhes parecia a ideal. "Qualquer centavo gasto em ataques entre candidatos de direita, é um centavo a menos gasto contra Lula", disse este diplomata, demonstrando claro interesse em evitar divisão da direita.

No fim de março, Flávio virá de novo aos EUA discursar em um evento no qual estará Donald Trump. Pode ser a primeira vez em que ambos estarão juntos. Neste momento, os bolsonaristas esperam entender se, além de seus funcionários, o próprio Donald Trump vai, de fato, decidir apoiar a campanha de Flávio - e se o fará nos termos que os bolsonaristas desejam.


NOTÍCIAS DA SEGUNDA: UM GIRO PELO MUNDO

Getty Images

Brasil sai sem prêmios do Oscar; 'Uma Batalha Após a Outra' leva 6 estatuetas

Carolina Juliano

Não deu para o Brasil ontem na premiação do OscarO filme 'O Agente Secreto', de Kleber Mendonça, que concorria a quatro estatuetas — melhor filme, direção de elenco, filme internacional e ator, com Wagner Moura — acabou superado em todas. Na categoria melhor direção de elenco, 'Uma Batalha Após a Outra' foi o vencedor. 'Valor Sentimental' venceu o prêmio de filme internacional; Michal B. Jordan foi escolhido o melhor ator; e 'Uma Batalha Após a Outra' ganhou o maior prêmio da noite de melhor filme. Wagner Moura esteve no palco apresentando os filmes que concorriam a melhor direção de elenco e foi bastante aplaudido quando foi anunciado entre os concorrentes a melhor ator. O Brasil estava ainda representado na categoria de melhor direção de arte, com Adolpho Veloso no filme 'Sonhos de Trem', mas também foi superado por 'Frankenstein', de Guillermo del Toro. No ano passado, o Brasil venceu a categoria de filme internacional, com 'Ainda Estou Aqui', de Walter Salles, e Fernanda Torres foi superada por Mikey Madison em melhor atriz. Veja todos os vencedores.

 

Cruzeiro demite Tite após empate em casa com o Vasco. O vice-presidente da SAF do Cruzeiro anunciou ontem a demissão do técnico Tite após empate por 3 a 3 com o Vasco da Gama, na sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Wesley Carvalho irá assumir interinamente o comando do time. O resultado do jogo de ontem deixou o clube no décimo nono lugar do Campeonato Brasileiro, e o Cruzeiro chega à sétima rodada sem ter uma vitória no campeonato. Tite estava sofrendo pressão por melhores resultados e, mesmo tendo conquistado o título estadual, não conseguiu se manter no cargo. O Cruzeiro volta a campo na quarta-feira contra o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 7ª rodada do Brasileirão.

Michelle posta vídeo, e jornalistas sofrem ameaças. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou no sábado, em suas redes sociais, um vídeo feito por uma influenciadora bolsonarista que acusa jornalistas de "desejarem" a morte de Jair Bolsonaro. Profissionais que estão acompanhando, na área externa do hospital, atualizações sobre a internação e o estado de saúde do ex-presidente disseram ter sofrido ameaças de morte e ao menos dois registraram boletim de ocorrência. A influenciadora filmou jornalistas que estavam trabalhando em frente ao hospital onde Bolsonaro está internado com um quadro de pneumonia e tirou as imagens do contexto, insinuando, sem provas, que eles teriam desejado a sua morte. Os repórteres expostos passaram a sofrer ataques nas redes e até nas ruas. Em um dos casos, foi divulgado um vídeo, feito com IA, sugerindo que uma jornalista fosse esfaqueada. A Polícia Militar procurou os jornalistas e orientou para que procurassem a equipe que está de guarda em frente ao hospital se sofrerem mais algum tipo de ameaça. Saiba mais.

Agência ameaça tirar licenças de TVs dos EUA por discordar de cobertura da guerra. O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, Brendan Carr, ameaçou ontem revogar as licenças de emissoras de televisão do país devido à cobertura da guerra com o Irã. Carr acusou as emissoras de "divulgarem boatos e distorções de notícias". E ameaçou: "as emissoras devem operar em prol do interesse público e perderão suas licenças se não o fizerem". Desde que assumiu o cargo do mandato de Trump, Carr tem levantado regularmente a possibilidade de confiscar as licenças das emissoras, mas especialistas em regulamentação de mídia afirmam que um processo como esse é bastante complexo e oneroso.

Irã diz que ampliará guerra se houver intervenção de outros países. O Irã alertou ontem que caso outros países intervenham na ofensiva de EUA e Israel contra o país haverá "uma escalada" na guerra. O aviso ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, lançar um apelo internacional para garantir a segurança no Estreito de Hormuz, por onde transita cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e derivados. O bloqueio do estreito por Teerã fez com que os preços do petróleo disparassem nos últimos dias. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, instou outras nações a "se absterem de qualquer ação que pudesse levar a uma escalada" e alegou possuir "amplas evidências" de que bases dos EUA no Oriente Médio foram utilizadas para atacar seu país, citando especificamente os Emirados Árabes Unidos.

 

Evento sinaliza possível chapa de Orleans…

Pré-convenção do candidato do MDB fortaleceu a presença de Weverton Rocha, André Fufuca e Iracema Vale na aliança liderada pelo governador Carlos Brandão

 



ORLEANS MOSTROU FORÇA POLÍTICA REUNINDO O PRINCIPAL TIME para a disputa eleitoral de outubro, com provável chapa definida

Os mais de 40 mil eleitores que foram no sábado, 14, ao Multicenter Sebrae saíram de lá com a certeza de que o candidato do MDB Orleans Brnadão já tem praticamente uma chapa montada para as eleições de outubro.

  • o senador Weverton Rocha e o ministro dos Esportes André Fufuca falaram como candidatos definidos ao Senado;
  • a presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale pode compor a chapa como candidata a vice-governadora.

“O Maranhão mostrou sua força. Uma multidão de amigos, lideranças e gente que acredita no nosso estado reunida em um momento que vai ficar na história”, afirmou o próprio Orleans, em suas redes sociais.

Os discursos de Weverton e Fufuca não deixaram dúvidas de que eles estão alinhados ao projeto Orleans, e devem liderar seus partidos, o PDT e o PR, respectivamente, para a aliança com o MDB.

“Ao indicar Orleans, o governador Carlos Brandão escolhe um nome que vai dar continuidade a um trabalho que tem transformado o Maranhão”, declarou Weverton.

“Orleans é um jovem trabalhador que decidiu entrar nesse embate legítimo da política, e isso exige coragem e grandeza. O Maranhão e o Brasil precisam de união, diálogo e trabalho. É isso que sempre vou defender, ao lado do presidente Lula”, afirmou Fufuca.

  • aliada de primeira hora do governador, Carlos Brnadão, Iracema Vale foi indicada ao senado pelo PT;
  • o mais provável, prém, é que ela some com Orleans na condição de candidata a vice-governadora.

“Tenho convicção de que o Maranhão está no rumo certo e por isso, reafirmei meu apoio a Orleans Brandão, uma liderança jovem, preparada e que tem demonstrado, na prática, sua capacidade de dialogar, ouvir e trabalhar por todos os municípios do Maranhão”, afirmou Iracema.

Os 12 partidos que compõem a aliança com o MDB têm agora até o início de agosto para definir a chapa oficial coma qual disputarão as eleições de outubro.

Mas pelo que se viu n envento do Sebrae, tudo indica que ela já está pronta…

sexta-feira, 13 de março de 2026

Governo zera tributos do diesel para conter impacto da alta do petróleo.


Em resposta ao aumento de preços dos combustíveis provocado pela guerra no Irã, o presidente Lula assinou na tarde de ontem uma medida provisória que zera o PIS e a Cofins do óleo diesel, estabelece o pagamento de subvenção a produtores e importadores e institui um imposto de exportação de petróleo

As medidas serão válidas até 31 de dezembro e o governo estima redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido na bomba. Postos de combustível deverão anunciar a redução do imposto e o governo prevê ainda ações para reforçar a fiscalização sobre revendedores para que a menor tributação e o subsídio cheguem efetivamente ao consumidor final nas bombas. 

Isso porque, segundo apuração da Folha de S.Paulo, o que levou o Planalto a anunciar as medidas foi principalmente o risco real de os preços abusivos detonarem paralisações de caminhoneiros por todo país em pleno ano eleitoral.


STF decide se valida decisão de prisão preventiva de Daniel Vorcaro

 

Obtida pelo UOL


Carolina Juliano

A Segunda Turma do STF começa a julgar hoje o pedido de prisão preventiva do dono do extinto banco Master, Daniel Vorcaro, autorizado pelo ministro André Mendonça em atenção a um pedido da Polícia Federal, que apontou "risco concreto de interferência nas investigações". A prisão foi efetivada pela PF no dia 4 de março a partir de uma decisão individual do ministro e agora cabe ao colegiado, que é formado por Gilmar Mendes, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, além de Mendonça, decidir se mantém ou revoga a decisão. A expectativa é de que Dias Toffoli não vote, uma vez que ele se afastou da relatoria do caso no STF e também se declarou 'suspeito' na quarta-feira para julgar uma ação que pedia uma CPI do Master na Câmara dos Deputados.

  • Reportagem da Folha de S.Paulo revela que integrantes da Polícia Federal acompanham o julgamento com apreensão, tanto pela expectativa de manutenção do ex-banqueiro na Penitenciária Federal de Brasília quanto pelo impacto que a decisão pode ter sobre a possibilidade de firmar com ele um acordo de delação premiada. Segundo a reportagem, a avaliação de investigadores é a de que a soltura de Vorcaro pode diminuir a possibilidade de um acordo e frustrar a intenção de membros da PF, que querem uma colaboração porque entendem que parte dos fatos só será esclarecida caso ele próprio decida relatar.

Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master. O ministro do Supremo Tribunal Federal rejeitou ontem o pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI para investigar a fraude do Banco Master. Cristiano Zanin afirmou que o pedido apresenta "deficiências relevantes". Na petição enviada ao STF, o deputado alega que há um "ato omissivo inconstitucional" do presidente da Câmara, Hugo Motta, ao não instalar a CPI, mas para ele a petição não comprovou omissão ou "resistência pessoal" de Motta. O ministro destacou que Motta deverá avaliar as alegações de Rollemberg à luz da Constituição Federal e do Regimento Interno da Casa, indicando que a discussão sobre a instalação da CPI precisa seguir primeiro os ritos internos do Congresso, antes de eventual judicialização no STF.

Caso Master: Vorcaro negocia delação premiada, e República treme por dentro

 

 Daniel Vorcaro, do Master, pode fazer delação premiada. Para o colunista Josias de Souza, República teme ser 'liquidada numa ponta de estoque de um mafioso que tinha um banco'

Daniel Vorcaro, do Master, pode fazer delação premiada. Para o colunista Josias de Souza, República teme ser 'liquidada numa ponta de estoque de um mafioso que tinha um banco'

Rubens Cavallari/ Folhapress


Roger Modkovski

A República amanheceu em polvorosa com a notícia de que a PGR (Procuradoria-Geral da República negocia uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

As tratativas estão começando, segundo a colunista Natália Portinari, e ainda não há detalhes consolidados. A prioridade da defesa, explica Natália, é conseguir que Vorcaro seja solto. O advogado que representa o ex-banqueiro negou a existência de proposta de delação.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, afirma que, ao se julgar impedido no caso Vorcaro, o ministro Dias Toffoli, do STFabriu caminho para o ex-banqueiro ser solto. Para Mônica, a eventual soltura não atrapalha as tratativas de uma possível delação, apenas muda os termos: o processo seria conduzido pela PGR, não pela Polícia Federal.

 

E o colunista Josias de Souza analisa que o instituto da delação premiada perdeu credibilidade na Lava Jato, mas a recuperou no caso Marielle. Para Josias, o potencial destrutivo de uma delação de Vorcaro é inédito. "A República treme por dentro", encerra o colunista.

Josias também conta que o temor dessa delação está fazendo a "bancada de Vorcaro" costurar nos bastidores a sua soltura no julgamento desta sexta-feira no STF. Para esse bloco parlamentar que atua na surdina, explica Josias, se o ex-banqueiro trocar a cela exígua por sua casa espaçosa seu impulso de delatar pode ser amainado.

Natália Portinari: PGR negocia delação premiada com Daniel Vorcaro, dono do Master

Mônica Bergamo: Toffoli reabre caminho para Vorcaro ser solto e reacende esperança de aliados do ex-banqueiro

Josias de Souza: Vorcaro namora ideia de liquidar República em ponta de estoque

Josias de Souza: Bancada de Vorcaro articula nos bastidores pela abertura da cela

Josias de Souza: Nada é mais suspeito do que a suspeição insuspeita de Toffoli

Josias de Souza: CPMI faz espetáculo barato ao convocar ex-namorada de Vorcaro

quinta-feira, 12 de março de 2026

POLÍTICOS do Centrão mapeiam votos no STF para tentar soltar Daniel Vorcaro e evitar delação

Políticos monitoram cenários na Segunda Turma e calculam que eventual empate favorece o banqueiro. Temor é que prisão prolongada leve a acordo de colaboração com a Justiça.


Nos bastidores de Brasília, políticos do centrão passaram a se mobilizar para tentar a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A movimentação ocorre em meio ao temor crescente de que o avanço das investigações leve Vorcaro a optar por uma delação premiada. Nesse caso, ele aceitaria colaborar com os investigadores em troca de benefícios como a redução de uma eventual pena, em caso de condenação. Numa delação, Vorcaro seria obrigado a contar o que sabe e poderia mencionar outras pessoas envolvidas, incluindo políticos.

A grande preocupação de grupos do centrão é justamente que, se ficar muito tempo preso, Vorcaro decida fazer uma colaboração e revele a extensão dessas relações políticas e financeiras.

O banqueiro foi preso no dia 4 por ordem do ministro André Mendonça, que herdou de Dias Toffoli a relatoria do caso Master no STF, e está isolado numa cela em um presídio federal de segurança máxima em Brasília.

Nesta sexta-feira (13), a Segunda Turma do Supremo começa a julgar se Vorcaro deve ou não continuar preso. Os ministros vão analisar a decisão de Mendonça, que apontou risco para a ordem pública e as investigações.

Segundo relatos ouvidos pelo blog, interlocutores políticos começaram a mapear votos dentro da Segunda Turma e a operar nos bastidores para tentar construir uma maioria favorável à soltura do banqueiro.

A estratégia levou em conta alguns cenários, mas um deles foi definido na noite de quarta-feira (11): o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar decisão que levou à prisão de Vorcaro.

A conta do centrão nesse caso é que, com Toffoli fora, a Segunda Turma passa a julgar o caso com quatro ministros. Com isso, um eventual empate favorece o réu — o que significaria a libertação de Vorcaro.

Além de Toffoli e Mendonça, fazem parte da Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux.

LEIA MAIS

Temendo impacto eleitoral e para proteger STF, governo tenta jogar crise do caso Master no colo de Campos Neto

🎧O ASSUNTO: as mensagens-bomba de Vorcaro no caso Master

Oposição aciona STF para garantir criação de CPMI do Master