Jonathan Silva Barbosa, condenado por tentar matar Gabriel Silva Nascimento, deixou o Fórum de Açailândia antes da leitura da sentença e permanece foragido. Ele já tinha antecedentes criminais.
O empresário Jonathan Silva Barbosa, condenado por tentativa de homicídio contra Gabriel Silva Nascimento, fugiu do Fórum de Açailândia antes da leitura da sentença. Ele foi condenado a 9 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade, e permanece foragido.Jonathan foi um dos últimos a ser ouvido, mas, antes da leitura da sentença, deixou o Fórum sem ser notado. Após o julgamento, a Polícia Civil emitiu um mandado de prisão, mas ele não se apresentou à delegacia e não foi localizado até o momento.
Além disso, Jonathan já tinha antecedentes criminais. Em 2019, ele foi condenado por homicídio culposo no trânsito após atropelar e matar um homem em Açailândia. Nesse caso, cumpriu pena de 2 anos e 8 meses, convertida em multa e suspensão do direito de dirigir.
A defesa de Gabriel, a vítima agredida, informou que não recorrerá da sentença, mas destacou a importância da prisão de Jonathan para o cumprimento da Justiça. "Os jurados acolheram a defesa de que não houve racismo", afirmou o advogado.
O Ministério Público e a acusação também se manifestaram satisfeitos com a condenação, considerando-a justa e proporcional ao crime.
Condenação
O empresário Jhonnatan Silva Barbosa foi condenado a 9 anos de prisão em regime inicialmente fechado por tentar matar Gabriel Silva Nascimento, em Açailândia, no sul do Maranhão. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na segunda-feira (16). Os jurados desconsideraram o racismo como motivação do crime.
Durante o julgamento, Gabriel Silva Nascimento foi o primeiro a depor diante do juiz e dos jurados. Mais de quatro anos após ser confundido com um ladrão e agredido, o jovem afirmou que aguardava ansioso por justiça.
“Gostaríamos de ter aqui não só ele, mas a moça também que participou, mas esperamos que se resolva.”
Além da vítima, outras cinco testemunhas foram ouvidas durante o julgamento. O júri popular começou por volta das 10h e ocorreu após três adiamentos do processo.
Durante a sessão, Jhonnatan Silva Barbosa permaneceu acompanhado de dois defensores públicos e também teve a oportunidade de prestar depoimento.
Após ouvir testemunhas, acusação e defesa, os jurados se reuniram para decidir o caso. O empresário respondia por tentativa de homicídio triplamente qualificado.
Para a promotoria responsável pelo caso, não havia dúvidas sobre a intenção do réu ao cometer as agressões.
“É inequívoco para o Ministério Público que as manobras que ele fez demonstram, sem sombra de dúvida, a intenção dele de matá-lo.”
Gabriel foi agredido em dezembro de 2021, na porta da própria casa, enquanto fazia manutenção no carro antes de viajar. Segundo a denúncia, ele foi asfixiado e agredido com socos e chutes por Jhonnatan Barbosa e uma mulher.
O processo foi desmembrado, e Ana Paula Costa Vidal, apontada como participante das agressões, será julgada separadamente por lesão corporal.
Para a defesa da vítima, o racismo teria sido o motivo das agressões.
“Ele olhou Gabriel e entendeu que ele era ladrão, só por ser negro, porque não havia nenhum elemento que fizesse com que ele acreditasse nisso.”
Desde o início, o caso foi acompanhado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humano Carmen Bascarán (CDVDHCB) entidade que atua na defesa dos direitos humanos e no combate ao racismo.
“É extremamente importante que a Justiça dê uma resposta a casos como esse para que a sociedade compreenda a gravidade do crime cometido e entenda que isso não pode acontecer.”
Apesar das discussões durante o processo, os jurados não reconheceram o racismo como motivação do crime.