segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Prefeita Paula do Quininha entrega mais uma ferramenta de Saúde muito importante para a população de Itinga do Maranhão.


Mais um grande avanço para a saúde do nosso município! 

A Prefeitura de Itinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reinaugurou o prédio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), agora totalmente reformado. É mais conforto, estrutura e dignidade para usuários, familiares e profissionais.

CLIQUE E VEJA O VÍDEO!!!


Um espaço renovado para continuar cuidando de quem mais precisa, com acolhimento, respeito e atenção à saúde mental da nossa população.

E vamos continuar trabalhando para transformar cada vez mais a vida do nosso povo!


Suco de uva integral x Coca-Cola: e se o natural tiver mais açúcar?

 

Arte UOL


Sari Fontana

Muita gente acredita que trocar refrigerante por suco de fruta é uma escolha mais saudável. Mas, se o seu objetivo é reduzir o açúcar, a substituição não vale para todo tipo de suco. Você já parou para analisar o rótulo de um suco de uva 100% integral, de origem natural e sem adição de açúcares?

Um copo de suco de uva integral pode conter mais açúcar do que a Coca-Cola comum.

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O suco de uva integral, mesmo sem adição de açúcares, pode carregar uma grande quantidade de açúcares da própria fruta. No supermercado, encontrei alguns exemplos que ilustram esta coluna, em sua maioria contendo cerca de 15% de açúcares, mas um deles chega a 26%.

Trata-se da bebida da Casa Madeira, que contém incríveis 53 gramas de açúcares por copo de 200 ml. Para se ter uma ideia, isso é mais do que o dobro da quantidade presente na Coca-Cola convencional, que tem 21 gramas de açúcar na mesma porção.

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*Comparativo por 200 ml

Arte UOL

Sim, você leu certo: o suco de uva 100% integral — aquele com apelo natural e sem ingredientes artificiais — pode entregar mais açúcar do que o refrigerante. Isso acontece porque a uva é naturalmente rica em glicose e frutose. Ao ser processada em forma de suco, especialmente sem diluição, há uma concentração significativa desses açúcares. E, como as fibras da uva são eliminadas nesse processo, o resultado é uma bebida altamente açucarada, com impacto glicêmico elevado.

Isso não quer dizer que o refrigerante seja saudável. A comparação é apenas um alerta para as pessoas que precisam reduzir o açúcar e pensam que trocar uma bebida pela outra é uma boa ideia. A Coca-Cola, nesse exemplo, contém apenas calorias vazias: açúcar adicionado, sem valor nutricional, com um mix de aditivos. O suco integral, por outro lado, oferece alguns compostos antioxidantes presentes naturalmente na uva. Mas isso não significa que possa ser consumido sem limites, principalmente por quem precisa controlar a ingestão de açúcares, tem diabetes ou resistência à insulina.

O mito do "natural"

A crença de que algo natural é automaticamente mais seguro é uma ilusão que leva os consumidores a associarem erroneamente essa palavra a benefícios à saúde. Mas a origem de uma substância não garante sua segurança. Nicotina e álcool etílico, por exemplo, são tóxicos e causam dependência, apesar de serem naturais. Certos alimentos em estado natural — nada processados — podem levar à morte, como alguns tipos de cogumelos ou a mandioca-brava. Isso não significa que a palavra "natural" seja algo ruim ou perigoso, mas mostra que a naturalidade, por si só, não garante segurança.

O suco de uva integral é natural, mas, ainda assim, é cheio de açúcar."

Sari Fontana

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Se o seu objetivo é reduzir o consumo de açúcar:

  • Preste atenção na quantidade e na frequência com que consome sucos, especialmente os feitos com frutas muito doces, como uva e laranja.
  • Atenção redobrada aos sucos rotulados como "integrais" e "concentrados", que costumam ser altamente açucarados. Esses termos indicam que o suco contém uma grande quantidade de frutas, muito mais do que você consumiria se estivesse comendo a fruta inteira.
  • Sempre que possível, prefira consumir frutas com casca e bagaço. As fibras ajudam a modular a absorção dos açúcares.
  • Evite beber suco puro; prefira diluí-lo em água.
  • Para descobrir a quantidade real de açúcar em uma bebida, confira o teor de açúcares totais na tabela nutricional. Esse valor engloba tanto os açúcares naturalmente presentes quanto os adicionados.

Natural não é sinônimo de leve, e não ter açúcar adicionado não torna o suco "inofensivo". A leitura atenta dos rótulos é fundamental para fazer boas escolhas no supermercado.

Eu sou Sari Fontana, química industrial de alimentos e faço avaliações didáticas para ajudar você a comer de forma mais consciente (me siga no Instagram).

Como você já sabe, o Guia do Supermercado não é patrocinado por nenhuma marca. Por isso temos a liberdade de criticar, mas também de elogiar os produtos que merecem um lugar no nosso carrinho de compras.

 

Os produtos apresentados aqui são usados como exemplo ilustrativo, mas as explicações valem para alimentos similares de outras empresas. O mais importante é mostrar para você como interpretar a tabela nutricional e a lista de ingredientes dos alimentos, para fazer boas escolhas.

Lembre-se sempre de conferir o rótulo dos produtos que avaliamos, pois o fabricante pode alterar a receita a qualquer momento, adicionando ou substituindo ingredientes.


PF entrega hoje novo relatório do caso Master para ministro André Mendonça

 

José Cruz/Agência Brasil


Carolina Juliano

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça convocou para hoje uma nova reunião com investigadores da Polícia Federal responsáveis pelos inquéritos do Banco Master. O ministro deve tratar do andamento das apurações e dos próximos passos que devem ser tomados, inclusive analisar pedidos de novas diligências. Ele já havia se reunido com delegados no último dia 13 para ficar a par da apuração. No encontro de hoje, espera receber um primeiro relatório com o andamento do caso após ele ter retirado o nível máximo de sigilo sobre o material apreendido, imposto anteriormente por Toffoli, e ter dado mais autonomia aos investigadores. A PF deve apresentar nas próximas semanas o relatório sobre a primeira investigação relacionada ao Master e sobre a tentativa de compra pelo Banco de Brasília. Saiba mais.

Fachin arquiva relatório que apontava suspeição de Toffoli. O Supremo Tribunal Federal oficializou no sábado o arquivamento da ação que pedia a suspeição de Dias Toffoli para atuar nas investigações relacionadas ao Banco Master. O processo foi aberto em 10 de fevereiro após a Polícia Federal apresentar a Fachin um relatório com informações que estavam em aparelhos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli. O ministro era o relator das apurações relacionadas ao banco, e as informações da PF acabaram por forçar o seu afastamento do posto. O arquivamento do pedido de suspeição foi publicado na chamada arguição de suspeição contra Toffoli, que estava sob relatoria do presidente do Supremo, Edson Fachin. Entenda.

México mata "El Mencho", e cartel responde com onda de ataques violentos

 

Policiais isolam área onde veículos foram incendiados por membros do crime organizado para bloquear uma estrada após operação militar que terminou com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", foi morto, em Zapopan, México

Policiais isolam área onde veículos foram incendiados por membros do crime organizado para bloquear uma estrada após operação militar que terminou com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", foi morto, em Zapopan, México

Gilberto Gallo/Reuters


Do UOL

O Exército do México, com apoio de inteligência dos Estados Unidos, matou neste domingo Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) e um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.

Ele foi baleado durante um confronto em Tapalpa, na região montanhosa do estado de Jalisco, e morreu enquanto era transferido para a Cidade do México, segundo autoridades mexicanas.

 

Retaliação imediata

Horas após a operação, o CJNG promoveu bloqueios com veículos incendiados em rodovias de ao menos oito estados. Colunas de fumaça foram registradas em Puerto Vallarta, e Guadalajara — uma das cidades-sede da próxima Copa do Mundo — teve vias esvaziadas e comércio fechado.

Companhias como American Airlines e Air Canada cancelaram voos. Representações diplomáticas recomendaram que cidadãos estrangeiros permanecessem em locais seguros.

Pressão externa e coordenação bilateral

A operação ocorre em meio a pressão política de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha defendendo medidas mais duras contra cartéis mexicanos e chegou a mencionar a possibilidade de ações unilaterais.

Fontes dos dois governos indicam que a captura e morte de Oseguera foi coordenada por uma força-tarefa conjunta sediada no Arizona, criada no fim do ano passado para integrar inteligência militar e policial dos dois países.

 

O que pode vir a seguir

Especialistas em segurança avaliam que a morte de "El Mencho" não desarticula automaticamente o CJNG. O grupo expandiu sua presença internacional nos últimos anos e opera com comando descentralizado.

Sem um sucessor incontestável — o filho do líder cumpre prisão perpétua nos EUA —, o cartel pode enfrentar disputas internas. Autoridades americanas já alertaram para possíveis "espasmos de violência" nas próximas semanas.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Suprema Corte recusa agenda econômica de Trump, mas chancela todo o resto

 

Donald Trump

Donald Trump

Elizabeth Frantz/Reuters


Entre abatido e furioso, Donald Trump prometeu no começo do seu discurso, na tarde de ontem: "vou ser um bom menino".

No púlpito da Casa Branca, ele imediatamente quebrou a promessa. Acusou os membros da Suprema Corte dos Estados Unidos de estarem "sob influência de forças estrangeiras", de serem "tolos", "desleais", "antipatriotas" e "cachorrinhos de colo" de "esquerdistas radicais e falsos republicanos", de "envergonhar suas famílias" com uma decisão "horrível".

"Países estrangeiros que tiraram vantagem da gente por anos estão em êxtase, dançando na rua", disse.

Tudo isso poucas horas depois que a mais alta corte do país determinou, por 6 votos a 3, que Trump extrapolou seus poderes presidenciais ao impor tarifas a mais de cem países (incluindo o Brasil), usando como base a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977.

Na derrota a Trump, somaram-se às três juízas liberais (Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson) o presidente da Corte, o conservador John Roberts, e os também conservadores Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch, ambos nomeados pelo próprio Trump. O lado vencido foi composto pelos conservadores Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh (outro indicado por Trump).

A fúria de Trump indica o tamanho da derrota que a Suprema Corte impôs ao presidente: a decisão retira dele sua principal ferramenta de política econômica e internacional neste segundo mandato.

Agente da Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação em Minneapolis

Agente da Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação em Minneapolis

Leah Millis/Reuters

O outro lado da moeda

Mas em que pese a gravidade do resultado negativo do atual julgamento para o governo (que Trump promete driblar usando opções do Representante Comercial da Casa Branca, que são mais morosas e limitadas), o histórico da Suprema Corte até agora não apenas é amplamente favorável a Trump como viabilizou boa parte de sua agenda de governo.

Entre os mais de 20 casos de interesse do governo na Corte em 2025, a vontade de Trump prevaleceu em pelo menos 80% deles.

 

A Corte determinou, por exemplo, que juízes federais ao redor do país não tinham autoridade para dar decisões liminares que interrompessem em todo o território nacional ordens executivas do presidente, podando uma das maiores ferramentas da oposição neste segundo mandato de Trump.

Quando o tema foi imigração, a Corte abriu caminho para que os agentes do ICE (Agência de Imigração e Controle de Alfândega, na sigla em inglês) usassem características raciais e étnicas para justificar a abordagem de pessoas nas ruas dos EUA - algo que nenhum departamento de polícia do país jamais pode fazer.

liberou que Trump enviasse deportados de terceiros países para o Sudão do Sul, que enfrenta uma profunda crise humanitária em um contexto de guerra civil.

Em outro processo, os juízes garantiram ao presidente o direito de cassar o status temporário de migração humanitária de mais de meio milhão de venezuelanos, haitianos, cubanos e nicaraguenses, que passaram a estar sujeitos à deportação imediatamente. E sustentaram a decisão da Casa Branca de enviar forças do ICE e da Patrulha de Fronteira para operações de deportação em massa na Califórnia, algo que não acontecia antes da chegada de Trump no poder e que se repetiu em outros Estados, como Minessota.

Na frente administrativa, o Tribunal autorizou que Trump desmantelasse boa parte da estrutura do governo federal, que ele chama de "deep state".

 

Garantiu que o presidente podia levar a cabo demissões em massa de funcionários federais em cerca de 20 agências e órgãos (em um processo que levou à extinção da USAID). Para isso, Trump chegou a criar o Departamento de Eficiência Governamental, o DOGE, inicialmente chefiado pelo bilionário Elon Musk.

Em assuntos identitários e educacionais, a Suprema Corte ainda autorizou Trump a banir pessoas trans das Forças Armadas do país e a obrigar cidadãos americanos a incluir em seus passaportes o sexo de nascimento, conforme nos registros natais, mesmo que a pessoa tenha feito transição de gênero. O Tribunal também assegurou o direito do governo de cortar US$65 milhões em treinamentos previamente autorizados para professores em temas como "igualdade" e "diversidade".

A Corte já indicou também que deve sustentar leis estaduais que banem atletas transgêneros de competições esportivas, algo que o próprio presidente já defendeu publicamente.

 

Em questões orçamentárias, os magistrados ainda permitiram que Trump interrompesse pagamentos emergenciais de benefícios alimentares durante o shutdown do país, o que deu ao republicano poder de pressão sobre os democratas no Congresso para que aprovassem o orçamento federal, em novembro do ano passado.

E permitiu que o republicano congelasse US$4 bilhões em assistência internacional, apesar da aprovação do Congresso para o uso do dinheiro.

Fotografia do 40º presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan

Fotografia do 40º presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan

Wikimedia Commons

Quando o assunto é economia...

Os casos em que Trump perdeu ou parece prestes a perder, porém, mostram que a Suprema Corte, francamente conservadora, não está totalmente convencida dos planos econômicos do presidente.

Antes da derrota de ontem sobre o tarifaço, os juízes já tinham indicado intenção de barrar as tentativas de interferência de Trump sobre o FED, o Banco Central dos EUA.

 

Embora o resultado final do julgamento ainda não tenha sido publicado, no final de janeiro, em um posicionamento compartilhado pelos nove juízes, a Corte desafiou a ideia de Trump de que ele teria poderes para demitir Lisa Cook, uma das diretoras do board do FED.

Trump tem tentado forçar o banco a baixar os juros e disparado insultos e todo tipo de pressão a seus dirigentes. O FED tem independência institucional.

 

Se teve sucesso em impor a agenda MAGA de costumes na mais alta corte do país, o episódio mais recente de seu embate com os juízes sugere que, quando o assunto é economia, os magistrados de pendor republicano ainda são mais Ronald Reagan do que Donald Trump.

Flávio usa desfile sobre Lula no Carnaval para se aproximar do centro

 

Desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula

Desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula

Eduardo Anizelli/Folhapress


Roger Modkovski

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou o desfile em homenagem a Lula na escola de samba Acadêmicos de Niterói para falar nas redes sociais ao eleitor de centro, informa a colunista Daniela Lima.

 

Ele bateu seu recorde de alcance no período, conta Daniela, atendendo assim à estratégia de se aproximar do centro, vendendo-se como "menos radical" que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto se prepara para o possível mano a mano entre Lula e Flávio, o PT ainda se preocupa com a situação da eleição para o Senado, considerada decisiva para manter a governabilidade a partir de 2027. Thais Bilenky e Marcos Sergio Silva relatam a movimentação de peças nesse pleito que vai renovar dois terços da Câmara Alta brasileira e mostram como o PT se apoia em aliados para tentar manter-se no jogo.

 

E no A Hora Thais e José Roberto de Toledo conversam com o cientista político Cesar Zucco, que defende que o eleitor ainda se pauta pela economia para votar, ainda que não conscientemente. Segundo ele, a relação entre dinheiro no bolso e aprovação do governo segue viva, ainda que atenuada.

Daniela Lima: Flávio usa Carnaval para falar ao centro e bate seu recorde nas redes

 

Daniela Lima: Para o Planalto, críticas a Lula no Carnaval têm impulsionamento pago

Alvaro Costa e Silva: Atrás das grades, Bolsonaro ensina Flávio a se espelhar nele

Thais Bilenky e Marcos Sergio Silva: PT larga em desvantagem em eleição decisiva ao Senado e se apoia em aliados

José Roberto de Toledo e Thais Bilenky: Bolso ainda manda mesmo que eleitor não sinta, diz cientista político

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