segunda-feira, 27 de abril de 2026

Tiros a 18 metros de Trump: a cronologia do ataque

 

Jornalistas agachados após tiros em jantar com Trump

Jornalistas agachados após tiros em jantar com Trump

Evan Vucci/Reuters


Irineu Machado, do UOL

A atmosfera no subsolo do Washington Hilton na noite de sábado misturava glamour e a expectativa pelo discurso de Trump. Conforme detalhado em relatos e vídeos de bastidores divulgados por veículos como The New York Times e The Washington Post e agências como Associated Press e Reuters, a elite da política e do jornalismo americano, vestida em smokings e vestidos de gala, saboreava uma entrada de ervilhas e queijo burrata enquanto o presidente Donald Trump se preparava para discursar pela primeira vez no evento durante seu mandato.

Mas o som do que parecia ser uma bandeja caindo eram, na verdade, tiros. De acordo com transmissões da CNN e mensagens enviadas por repórteres abrigados sob as próprias mesas de jantar, em questão de segundos o caos tomou conta do que é conhecido como o "Baile de Formatura dos Nerds" de Washington. O terror chegou à porta do salão — no mesmo Washington Hilton onde Reagan foi baleado em 1981 — e o mundo acompanhou o desenrolar da crise pelas lentes dos próprios correspondentes que, subitamente, se tornaram tanto alvo quanto testemunha ocular da história.

Pânico no salão

 

Por volta das 20h35, um homem armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas correu em direção a um posto de controle do Serviço Secreto, a apenas 18 metros das portas do salão onde o presidente, a primeira-dama Melania Trump e grande parte da linha de sucessão presidencial estavam reunidos.

O atirador disparou, atingindo um agente do Serviço Secreto no peito, que foi salvo por seu colete à prova de balas. Os agentes revidaram e rapidamente subjugaram o homem, que foi algemado sem camisa no chão.

 

Dentro do salão, o som abafado dos tiros causou pandemônio. O vice-presidente JD Vance e o presidente Trump foram rapidamente retirados do palco por agentes armados. Centenas de jornalistas e oficiais do governo mergulharam para debaixo das mesas, derrubando cadeiras, taças de vinho e pratos. O presidente descreveu que inicialmente achou que fosse o barulho de uma bandeja caindo, mas Melania Trump logo percebeu o perigo, dizendo ser um "barulho ruim".

O perfil do atirador: o "assassino federal amigável"

 

O homem detido foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia. Longe do estereótipo de um criminoso comum, Allen é formado em engenharia mecânica pela prestigiosa Caltech e mestre em ciência da computação. Trabalhava meio período como tutor, tendo sido eleito o "Professor do Mês" em dezembro de 2024 por sua empresa, e desenvolvia jogos de videogame de forma independente.

 

Vizinhos e conhecidos o descreveram como um "cara completamente normal" e "superestável". No entanto, por trás da fachada de "nerd" tranquilo, Allen nutria um ódio profundo pelas políticas do governo Trump.

Cerca de 10 minutos antes do ataque, ele enviou um manifesto de aproximadamente 1.000 palavras para sua família. No documento, ele se autodenominou o "assassino federal amigável" e listou membros do governo como seus alvos prioritários, poupando curiosamente o diretor do FBI, Kash Patel. Ele classificou seu ato de violência como um ato cristão, escrevendo: "Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor".

 

Cronologia

Dias antes: Allen viaja de trem de Los Angeles para Chicago, e de lá para Washington, hospedando-se no Washington Hilton com armas compradas legalmente na Califórnia.

20h15 de sábado, horário de Washington DC: Trump entra no salão ao som de "Hail to the Chief".

 

Aproximadamente às 20h35: Tiros são ouvidos no lobby. Allen tenta invadir o perímetro e é derrubado. Agentes gritam "Tiros disparados!" dentro do salão.

20h36: Trump e o vice-presidente JD Vance são evacuados do palco.

21h17: Trump publica em sua rede, a Truth Social, post elogiando o Serviço Secreto e dizendo que o show deveria continuar.

21h36: Seguindo o protocolo de segurança, Trump anuncia nas redes que precisou deixar o local.

22h31: Ainda de smoking, Trump concede uma entrevista coletiva na Casa Branca, adotando um tom surpreendentemente conciliatório com a mídia.

 

Bastidores

O "homem da salada": Enquanto centenas de pessoas entravam em pânico e se escondiam sob as mesas, Michael Glantz, um agente de talentos da CAA, continuou sentado calmamente comendo sua salada de burrata. Ao ser questionado, ele explicou o motivo: tem problemas nas costas e é obcecado por higiene, afirmando que "não havia a menor chance" de deitar seu smoking novo no chão sujo do Hilton.

Mágica Interrompida: O mentalista e mágico Oz Pearlman estava no palco fazendo um truque exclusivo para Trump, Melania e a secretária de imprensa Karoline Leavitt (tentando adivinhar o nome do bebê que ela está esperando) no exato momento em que os tiros começaram. Pearlman contou que fez contato visual direto com Trump por dois segundos e pensou que uma bomba iria explodir.

A previsão macabra: Horas antes, no tapete vermelho, Karoline Leavitt fez uma brincadeira infeliz ao prever como seria o discurso de Trump: "Haverá alguns tiros disparados esta noite na sala", referindo-se a piadas e alfinetadas. A frase envelheceu mal quase que imediatamente e gerou teorias da conspiração nas redes sociais.

O "discurso de amor": Trump confessou que planejava fazer "o discurso mais inapropriado de todos os tempos" para destruir a imprensa presente. Contudo, a experiência de quase morte o fez considerar voltar ao palco (antes do evento ser cancelado) para fazer um "discurso de amor" e união.

 

Frases

"É sempre chocante quando algo assim acontece. Aconteceu comigo, um pouco. E isso nunca muda." — Donald Trump, reflexivo durante a coletiva noturna na Casa Branca.

"O sistema funcionou. Nós estávamos seguros. O presidente Trump estava seguro." — Todd Blanche, procurador-geral em exercício, defendendo a atuação do Serviço Secreto.

"Não espero perdão, mas se eu tivesse visto qualquer outra maneira de chegar tão perto, eu teria tentado." — Cole Tomas Allen, o suspeito, em manifesto enviado à família antes do ataque.

Perguntas e respostas

Houve falha na segurança do evento? Há um intenso debate. O evento não recebeu a classificação máxima de segurança do governo ("Evento Especial de Segurança Nacional"), o que significou que os convidados passaram apenas por detectores de metais para entrar no salão e nenhuma identidade rigorosa foi cobrada na entrada do hotel. Por outro lado, especialistas e membros do governo argumentam que, como o atirador foi parado pelo Serviço Secreto antes de entrar no salão principal, a segurança foi um "sucesso absoluto".

A quem o atirador visava? Embora não tenha citado Donald Trump diretamente pelo nome em seu manifesto, Allen deixou claro que os alvos prioritários eram os membros de alto escalão do governo. O Departamento de Justiça acredita que o presidente era "provavelmente" o alvo principal.

Qual é o estado do agente baleado? O agente do Serviço Secreto foi salvo pelo seu colete à prova de balas, foi levado ao hospital para avaliação, mas já recebeu alta e passa bem.


Orleans Brandão reúne em Imperatriz mais de 50 mil pessoas entorno da sua pré-candidatura ao governo do Estado.

A cidade de Imperatriz, palco escolhido para o lançamento oficial da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), no último sábado, dia 25, ficou pequena para abrigar a multidão que lotou a área de lazer da AABB no maior ato político da história da cidade do Frei - as milhares de pessoas de toda região Tocantina foram recepcionadas pelo prefeito Rildo Amaral, anfitrião da festa que marca o início de um projeto desenhado em torno da continuidade de um mandato exemplar, principalmente no que diz respeito a municipalidade, do atual governador Carlos Brandão.

Com a presença de lideranças políticas como deputados, prefeitos, vereadores e apoiadores de diversas cidades da região, o encontro se transformou em uma demonstração clara de união e engajamento. A multidão, marcada pelo entusiasmo e pela participação ativa, reforçou o protagonismo de Imperatriz como um dos principais polos políticos do estado.

Durante o discurso, Orleans Brandão destacou a importância da Região Tocantina para o desenvolvimento do Maranhão e reafirmou o compromisso de dar continuidade às ações que vêm promovendo avanços em todas as áreas. Ele ressaltou que o trabalho realizado nos 217 municípios maranhenses tem gerado resultados concretos na vida da população, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde e educação.

O pré-candidato também enfatizou que sua trajetória política é pautada na responsabilidade, no diálogo e no compromisso com as pessoas, destacando que está preparado para seguir avançando com políticas públicas que promovam inclusão e desenvolvimento.

O evento consolidou a Região Tocantina como uma das principais bases de apoio ao projeto político, sinalizando que Imperatriz e os municípios vizinhos já demonstram apoio consistente à pré-candidatura. A forte adesão popular reforça o cenário de crescimento e articulação em torno do nome de Orleans Brandão rumo às eleições estaduais.


 


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Governo quer usar lucros extras do petróleo para baratear os combustíveis

 

Os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Dario Durigan (Fazenda) e José Guimarães (Relações Institucionais)

Os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Dario Durigan (Fazenda) e José Guimarães (Relações Institucionais)

Reprodução


Carolina Juliano

O governo federal anunciou ontem que vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência para usar a arrecadação extra com a alta do petróleo na redução de tributos sobre gasolina e etanol. O governo já havia reduzido impostos para outros combustíveis, como diesel, em uma tentativa de diminuir os efeitos da guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo no mundo. Como o Brasil extrai e exporta petróleo, o alta do preço do produto gera dinheiro extra com royalties, que serviria para amortecer preços. Se o projeto for aprovado, os cortes de impostos acontecerão por decreto presidencial, e o limite para o corte de será o valor da receita extra arrecadada. Caberá ao Ministério da Fazenda fazer a proposta sempre que confirmar o aumento extraordinário nas receitas do petróleo. Entenda.

Gosto ruim na boca, um sintoma típico de sinusite

Achou o sabor da comida estranho? Da bebida, idem? Antes de reclamar com o garçom, pense bem: o problema pode estar com você! Entenda a razão!



Se a aquela comida que você tanto adora está com um gostinho estranho, assim como a sobremesa, a bebida, ou até mesmo a água está ingerindo, é bom pensar duas vezes antes de deduzir que há algo de errado com elas. A origem do problema, muito provavelmente, está com você! Ou, mais precisamente, com o seu olfato.

Muita gente não sabe, mas a sensação de gosto ruim ao se alimentar é comum em pessoas que estão com quadro de sinusite – ou seja, com inflamação dos seios paranasais, que são as cavidades ao redor do nariz.

Embora o problema não afete especificamente a língua e a garganta, suas consequências podem, sim, alterar o sabor dos alimentos e bebidas. "Além da congestão nasal, dor facial, dor de cabeça e secreção nasal espessa, que são as características mais notórias da sinusite, muitos pacientes também relatam sentir um gosto metálico, amargo, azedo ou mesmo podre durante a alimentação", confirma o Dr. Fabiano Brandão, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

O motivo, segundo o especialista, se dá por conta do acúmulo de secreções nasais que escorrem para a garganta. "Isso, geralmente, ocorre devido à drenagem do muco infectado por bactérias, vírus ou fungos, para a parte de trás da garganta. Quando os seios paranasais estão inflamados e congestionados, essa secreção pode se acumular e não escoar adequadamente, resultando em um líquido espesso e desagradável, que fica alojado na parte de trás da garganta.”

Esse processo, de acordo com o médico, é chamado de gotejamento pós-nasal, que é justamente a causa da alteração que ocorre no nosso paladar. "O gotejamento pós-nasal pode levar a um gosto ruim persistente na boca, pois as secreções nasais infectadas entram em contato com as papilas gustativas na parte de trás da língua, alterando a percepção do sabor. Mesmo após escovar os dentes ou usar enxaguantes bucais, os pacientes relatam que essa sensação ruim tende a persistir e, também, costuma se agravar ao longo do dia ou após períodos deitados, quando o gotejamento pós-nasal é mais perceptível.”

Ainda de acordo com o especialista, essa sensação desagradável pode ocorrer em qualquer estágio da sinusite e, até mesmo, após o tratamento. "Depende de vários fatores, como a gravidade da inflamação dos seios paranasais, a presença de complicações e, sobretudo, a eficácia do tratamento. Por isso, é importante sempre ressaltar que o tratamento domiciliar para sinusite serve mais para aliviar os sintomas temporariamente. Ele jamais substitui a avaliação médica adequada, especialmente se os sintomas persistirem, piorarem ou em casos de sinais de alarme. Portanto, se você sente um gosto ruim na boca que não cessa, especialmente acompanhado por outros sintomas de sinusite, é aconselhável consultar um otorrinolaringologista para um diagnóstico adequado e tratamento", finaliza o Dr. Fabiano.


Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui 52 anos de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial. Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

GIRO PELO BRASIL

 

Lula, Andrei Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça

Lula, Andrei Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça

Reprodução Instagram

Após Lula falar em reciprocidade, PF retira credenciais de policial americano

Carolina Juliano

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ontem que retirou as credenciais de um agente de imigração norte-americano que atuava na coordenação do setor no Brasil em represália à atitude do governo Donald Trump, que pediu a retirada de um policial brasileiro que atuava no sistema de imigração dos Estados Unidos. Andrei Rodrigues disse que o policial perdeu acesso à unidade onde trabalhava, em Brasília, e a algumas bases de dados, e que as credenciais ficarão suspensas até que se esclareça o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente do Brasil. O policial Marcelo Ivo Carvalho atuava como Oficial de Ligação da PF junto ao ICE em Miami, na Flórida, e a PF não foi informada formalmente pelo governo dos EUA sobre motivos de seu afastamento. Ele teria tido participação na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que está foragido no país e ficou detido por dois dias. O suspensão do policial americano ocorre após o presidente Lula ter dito, na terça-feira, que o governo brasileiro adotaria a reciprocidade.

  • Lula se encontra com chefe da PF e elogia medida de reciprocidade. O presidente parabenizou ontem o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atua no Brasil. "O que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas possam voltar à normalidade", disse o presidente durante encontro em Brasília com Rodrigues e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça. Em vídeo do encontro divulgado pelo governo, além de cumprimentar Rodrigues pela medida, o presidente anunciou a contratação de 1.000 novos policiais federais, que, segundo ele, serão empregados no combate ao crime organizado no país. Veja o vídeo.

PEC da escala 6x1 avança na Câmara. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem por unanimidade o relatório favorável à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. A comissão analisou apenas a admissibilidade das propostas, o texto segue agora para uma comissão especial que vai analisar o mérito delas. Duas PECs foram apensadas por tratarem do mesmo tema — uma é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a outra, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). As propostas discutem uma reforma na Consolidação das Leis Trabalhistas e adoção de modelos de 36 horas ou 40 horas semanais de trabalho, com mais dias de descanso. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), sugeriu uma regra de transição para a redução da jornada, com uma diminuição gradativa. Agora, será constituída uma comissão especial, que terá prazo mínimo de dez sessões para analisar o conteúdo dos textos. Esse período é obrigatório antes da votação de um novo parecer, mas o trâmite pode ser acelerado com a realização de até quatro sessões por semana. Após passar pela comissão, a PEC segue para o plenário e precisa de 308 votos em dois turnos para ser aprovada. Depois, ela precisa ser aprovada ainda, também em dois turnos, pelo Senado. Saiba mais.

Ex-presidente do BRB troca de advogado para fazer delação. O ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa, preso acusado de envolvimento na tentativa de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, anunciou ontem a troca da equipe que o defende com o objetivo de negociar uma delação premiada. O STF iniciou ontem a análise de sua prisão, determinada pelo ministro André Mendonça na semana passada, e o placar está em 2 a 0 para mantê-lo preso. A defesa de Costa passou a ser feita pelos criminalistas Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, e Davi Tangerino, após a saída do advogado Cleber Lopes. Segundo investigações da PF, mensagens trocadas entre Costa e Vorcaro indicam negociação de propina de R$ 146 milhões para favorecer o Master no BRB.

 

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou ontem o uso da caneta emagracedora Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com idades entre 10 e 17 anos. O medicamento já era autorizado para adultos, para tratar também obesidade e apneia do sono. Segundo estudo de 2021 da Federação Internacional de Diabetes, há cerca de 1,1 milhão de adolescentes (14 a 19 anos) que vivem com diabetes tipo 2 no mundo. No Brasil, um estudo de 2019 publicado na revista Pediatric Diabetes estimou que cerca de 213 mil adolescentes vivam com a condição. Um ensaio feito com jovens de 10 a 17 anos mostra que o medicamento reduziu a hemoglobina glicada, que é o marcador do controle do açúcar no sangue, em 30 semanas. Saiba mais.

Estêvão sofre lesão grave na coxa e deve ficar fora da Copa. O atacante Estêvão, que joga pelo Chelsea, na Inglaterra, sofreu a lesão no último sábado, na derrota do time para o Manchester United. Ele saiu de campo mancando aos 16 minutos de jogo, e após o duelo o treinador do clube confirmou que Estêvão chorou no vestiário. A participação do jogador brasileiro na Copa do Mundo se torna improvável porque o problema muscular avaliado em "grau 4" indica um tempo de recuperação de, no mínimo, três meses. O Brasil estreia no torneio no dia 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos. Estêvão se recuperou recentemente de outra lesão no mesmo local. Entre fevereiro e março, ele ficou afastado dos gramados. Pelo fato de ele ter se lesionado em jogo do clube inglês, a CPF não pode tomar a frente da divulgação de seu estado de saúde e não se pronunciou sobre a situação.


Evangélicos apoiam Messias para STF. E Flávio Bolsonaro pode estar errando

 

Lula e Jorge Messias, seu indicado ao STF, durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, em dezembro. Para os evangélicos, o fato de Messias ter posições de esquerda não abala a confiança em seus valores cristãos

Lula e Jorge Messias, seu indicado ao STF, durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, em dezembro. Para os evangélicos, o fato de Messias ter posições de esquerda não abala a confiança em seus valores cristãos

Adriano Machado/Reuters


Roger Modkovski

Política e religião se misturam e embaralham os cenários políticos nacional e internacional.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, relata que importantes lideranças evangélicas brasileiras estão apoiando a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). A percepção é que o apoio pode facilitar o processo de aprovação do nome indicado pelo presidente Lula (PT), travado até agora por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.

Já o antropólogo e historiador Juliano Spyer, também colunista da Folha, alerta para movimentos de insatisfação dos evangélicos com a chapa presidencial de extrema direita do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Os evangélicos acusam o bolsonarismo de "falta de reciprocidade" na relação com as igrejas.

 

Spyer compara a pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o Botafogo de 2023, que perdeu o Campeonato Brasileiro para si mesmo após ter aberto ampla vantagem e não ter sabido mantê-la.

Finalmente, Luis Fakhouri e Felipe Bailez, do Narrativas em Disputa, relatam como as recentes atitudes intempestivas do presidente Donald Trump, dos EUA —que se retratou como Jesus e brigou com o papa Leão 14-, abalaram as conexões entre evangélicos e católicos brasileiros à pauta trumpista. Para eles, os episódios expõem "contradições que o bolsonarismo terá dificuldade de blindar" na campanha de 2026.

Mônica Bergamo: Evangélicos se mobilizam por Messias em reta final para o STF; apóstolo Estevam declara apoio

Juliano Spyer: 'Time Flávio' pode perder para si mesmo —como o Botafogo de 2023

Narrativas em Disputa: Trump, o papa e a dissonância cristã


Orleans Brandão lança neste sábado (25) pré-candidatura na Região Tocantina com expectativa de reunir milhares de correligionários

Açailândia se prepara para levar a cidade de Imperatriz, uma gigante comitiva, no sentido de confirmar o apoio a Orleans Brandão - o prefeito Dr. Benjamim de Oliveira já deixou explícito a todo o seu grupo político a importância da pré-candidatura do ex-secretário de governo.

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), dará mais um passo importante em sua pré-campanha ao lançar oficialmente sua agenda na Região Tocantina, com evento que acontecerá em Imperatriz neste sábado (25). A mobilização segue o ritmo crescente que tem marcado suas últimas aparições pelo estado, sempre com forte presença popular.

O otimismo em torno do evento na região é impulsionado pelo histórico recente. Em São Luís, o lançamento de sua pré-candidatura reuniu uma multidão e consolidou seu nome como o principal ator do cenário político estadual, com repercussão positiva também em outras regiões.

Na Região Tocantina, esse cenário favorável se soma à boa avaliação das ações do Governo do Maranhão, o que tem elevado a expectativa da população para o encontro em Imperatriz que deve repetir, ou até superar, o sucesso registrado na capital, refletindo o momento político vivido pelo pré-candidato.

Por onde tem passado, Orleans Brandão tem registrado eventos cheios e adesão popular, consolidando uma pré-campanha baseada no contato direto com a população. A proposta de avanço e a defesa de políticas públicas já implementadas pelo atual governo, com a marca da inovação, tem sido o pilar do discurso de Orleans.

Em suas redes sociais, o pré-candidato reforçou o chamado para o evento na região:

“Imperatriz, chegou a hora! Um time unido, forte e cheio de vontade de trabalhar segue pronto pra construir um Maranhão com mais oportunidades, desenvolvimento e futuro pra nossa gente. Vem com a gente fazer o futuro acontecer!”.

Imperatriz dará o termômetro político da Região Tocantina e deve medir, mais uma vez, a força de mobilização do pré-candidato.


Brasil registra uma tentativa de fraude bancária a cada 2,3 segundos

Golpe do “falso gerente” é um dos mais comuns; veja como funciona



A cena é tão comum que você com certeza já conhece alguém que passou por ela: o telefone toca e, do outro lado da linha, uma voz segura se apresenta como gerente do seu banco. Ela diz que identificou uma movimentação suspeita na sua conta e pergunta se você autorizou aquele acesso. Você, que antes estava tranquilo, fica com medo de ter tido o seu dinheiro roubado. Assim, vítima do nervosismo, acaba seguindo todas as “orientações” do suposto gerente. Sem perceber, você mesmo abre o acesso à sua conta bancária. Assim funciona o golpe do “falso gerente de banco”, uma fraude que usa pressão psicológica e aparência de credibilidade para enganar vítimas em todo o país.

De acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, uma tentativa de fraude bancária é registrada no país a cada 2,3 segundos. Só no primeiro semestre do ano passado, foram quase sete mil, um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já segundo a pesquisa Radar Febraban, o percentual de golpes ou tentativas de golpes aumentou de 33%, em setembro de 2024, para 38% em março de 2025. As pessoas mais suscetíveis, segundo o levantamento, são homens (44%); com 60 anos ou mais (42%); e os que têm ensino superior (41%).  E mais: segundo levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, entre julho de 2024 e junho de 2025, aproximadamente 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes financeiras envolvendo o Pix ou boletos falsos. 

Combinação de crimes


Khayam Ramalho, advogado e professor de Direito do UniFacimp Wyden, explica que o golpe do falso gerente de banco reúne vários crimes previstos no Código Penal brasileiro. 

O crime central é o estelionato, que pune aquele que obtém vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. A pena base é de reclusão de um a cinco anos, além de multa. “Contudo, o caso concreto pode ensejar causas de aumento de pena, como quando a vítima é idosa, por exemplo”, explica o especialista. 

Outro crime que pode estar presente é a falsidade ideológica, quando os criminosos se identificam falsamente como funcionários do banco. Também pode haver uso indevido da imagem de pessoas reais, como a foto de um gerente real, o que pode configurar ilícitos civis e, a depender do caso, violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

O professor do UniFacimp Wyden ainda ressalta que a legislação brasileira avançou significativamente na última década. A Lei nº 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann) criminaliza a invasão de dispositivos informáticos. Já a Lei nº 14.155/2021 aprimorou o tratamento penal das fraudes eletrônicas, incluindo causas de aumento no estelionato e criando o crime de fraude eletrônica no art. 171, §2º-A do Código Penal, com penas mais severas quando cometido contra idosos ou pessoas vulneráveis. Mesmo assim, ainda são necessários avanços e novas estratégias de combate a esse tipo de golpe, afirma o professor. 

“A legislação penal material, por si só, nem sempre é suficiente. Há lacunas relevantes, como a ausência de uma lei específica sobre a investigação de crimes cibernéticos com rito procedimental próprio. As regras sobre a responsabilidade das instituições financeiras também não são claras, permitindo, às vezes, até mesmo a abertura de contas sem verificação adequada de identidade. Outro ponto é que não há integração normativa entre o Direito Penal, a LGPD e as normas do Banco Central sobre prevenção a fraudes. Esses pontos ainda aguardam uma resposta legislativa mais firme”, pontua Khayam.

O advogado alerta que o golpe do falso gerente de banco não é apenas um problema de segurança pública. “É um sintoma de uma sociedade cada vez mais digitalizada, que ainda não dotou suas instituições legislativas, policiais e judiciárias da velocidade e da especialização necessárias para responder com eficácia à criminalidade do século XXI”, avalia. 

Segundo ele, a vítima é submetida a uma engenharia social sofisticada, planejada por criminosos que conhecem bem as fragilidades dos sistemas e as utilizam a seu favor. “Protegê-la exige lei, investigação e, sobretudo, educação jurídica e financeira para toda a população”, completa Khayam.

Orientações

A principal forma de se proteger é desconfiar de qualquer contato inesperado que envolva sua conta bancária, especialmente quando há pressão, urgência ou pedido de informações sensíveis. Bancos não solicitam senhas, códigos de verificação, número completo do cartão ou autorização de transações por telefone, WhatsApp ou SMS. Em situações suspeitas, a recomendação é interromper imediatamente a conversa, não clicar em links enviados e não seguir instruções repassadas pelo suposto atendente. Em seguida, o cliente deve procurar o banco pelos canais oficiais, como o aplicativo, o telefone que está no verso do cartão ou mesmo uma agência física.

Também é importante adotar medidas preventivas no dia a dia, como nunca compartilhar códigos recebidos por SMS ou aplicativo, ativar a verificação em duas etapas nos apps bancários, evitar realizar operações financeiras enquanto estiver em ligação com desconhecidos e desconfiar de números que imitam o telefone do banco. Caso haja tentativa ou confirmação de golpe, a orientação é agir rapidamente, entrando em contato com o banco para bloquear acessos e transações, registrar a ocorrência junto à Polícia Civil e reunir o máximo de informações possível, como número pelo qual foi recebida a ligação, eventuais prints de conversas e comprovantes de transferências bancárias. Nesses casos, a agilidade pode ajudar a minimizar os prejuízos.