sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PESQUISA PoderData: Lula e Flávio empatados numericamente 50% x 50%



O instituto PoderData divulgou nesta sexta-feira (16) uma nova pesquisa para a disputa de presidente da República no segundo turno das eleições 2026. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão numericamente empatados: cada um tem 50% das intenções de voto válido.

Na última pesquisa PoderData antes do 1º turno, publicada em 3 de outubro, Lula aparecia com 45% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 43%, com margem de erro de 1,5 ponto percentual. Nas urnas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula 45,16%.

Pesquisa PoderData/Aya de 2º turno para presidente em 2026

A pesquisa PoderData fez um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes dos concorrentes). O resultado está apresentado em votos válidos. Neste caso, o cálculo exclui os eleitores que declaram voto branco ou nulo e aqueles que não sabem ou não responderam e é como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza os votos nas urnas.

Cenário estimulado - votos válidos

Flávio Bolsonaro (PL): 50%

Lula (PT): 50%

Metodologia das pesquisas citadas:

3.000 entrevistados pela PoderData de 13 a 15 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 1,8 ponto percentual. Registro no TSE sob o nº BR-04258/2026.


4.000 entrevistados pela PoderData de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 1,5 ponto percentual. Registro no TSE sob o nº BR-03519/2026.


O supremo presidente da Justiça eleitoral

 

Arte: Marcelo Chello

Kassio Nunes Marques, que há pouco tempo ficou conhecido como KN, está na berlinda. Ministro supremo, que hoje é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, está sendo acusado de receber favores sexuais do banqueiro, digo, ex-banqueiro mais famoso do BRASEW. E em riqueza de detalhes. E por que é importante falar de KN hoje? Porque ele é um dos personagens centrais das eleições e também é acusado de favorecer a candidatura de Flavitcho Bolsonaro.

A treta é a seguinte. O Janones criou um Exército do Lula no WhatsApp. O canal bombou e em menos de duas semanas tem quase 5 milhões de pessoas que recebem a cada minuto (sem exagero) uma instrução de como postar nas redes em favor de Lula. O KN, sem ter nada a ver com o caso, foi lá e derrubou o canal no domingo. Aí foi um tal de vai e vem e vai e vem e no fim KN decidiu que o canal ficaria 48 horas fora do ar. Ontem, ele voltou atrás e mandou o canal ser restabelecido. Hoje, a revista piauí veio com a reportagem definitiva sobre a noite de orgia do KN com o patrocínio de Vorcaro.

E Lula quer botar KN na vitrine. Na entrevista que deu para a Globo, ele só queria falar disso. Das orgias envolvendo o ministro supremo. KN também foi personagem central no julgamento do fim do Supremo. Aquele fatídico dia em que os ministros julgariam o Xandão (mas que não julgaram). Dia onde, com uma estratégia para parar o julgamento, três ministros supremos pediram acesso a todas as mensagens do celular do Vorcaro e adivinha o que vazou bem nesse dia? Um caso suspeito do KN. Se não bastasse tudo isso, ele ainda é suspeito de formar uma turma para julgar precatórios do Vorcaro. O que daria uma pequena renda extra de uns R$ 427 milhões.

KN tem uma outra linha do seu currículo que complica todo esse cenário. Ele foi indicado oficialmente por Jair Bolsonaro para ser ministro supremo, mas na época foi apadrinhado por quem? Sim, pelo Flavitcho.

Dois pontos

Está consolidada. A diferença entre Lula e Flavitcho, faltando menos de duas semanas para o dia da eleição, é de dois pontos. Resumindo: empate técnico. É o que dizem as pesquisas do Poder360, Quaest e Datafolha. Isso significa que no dia 25 de outubro, tudo pode acontecer. Enquanto isso, o Congresso segue no modo turbo.

O modo turbo

Era terça-feira, o Lula veio com uma novidade: um projeto de lei para perdoar a dívida dos MEIs. Pensamos. Ah, ok. Um projeto de lei. Vai levar uns dez anos. Aí chegou na quarta-feira, a Câmara aprovou o projeto. E aí chegou na quinta-feira, no caso hoje, o Senado aprovou o projeto. É isso, BRASEW. Agora só falta a sanção presidencial. Eu arriscaria dizer que nunca antes na história um projeto de lei andou tão rápido. Estou confusa até agora. Mas está lá. Aprovado.

E no embalo do modo turbo, a ideia era aprovar a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança. Mas hoje o Davizito segurou a votação porque o PL queria discutir a questão da maioridade penal. O Camilo Santana, na esperança de dar uma alternativa, propôs a redução da maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos. Daí foi parte do PT que não quis porque historicamente sempre foi contra. E o Lula, na entrevista da Globo, deixou claro que é a favor da redução no caso de crimes hediondos. Então vamos ver se agora o Senado aprova.

Momento Lula falando com o brasileiro na entrevista da Globo: “não tenho conhecimento de Direito para saber se ele (Flávio Dino) poderia ou não pedir vista. Todo dia se pede vista lá.”

Entrevista da Globo

Então vamos ao momento análise da entrevista. Lula foi muito melhor do que naquela entrevista do primeiro turno. Não atacou a Renata Lo Prete, estava de boas. Para quem está numa campanha, apenas falou o que precisava falar. Ele jogou a culpa da economia no governo Bolsonaro e de como demorou dois anos e meio para reconstruir o país, disse que não tem como não investigar o Supremo porque a sociedade quer (e aqui aproveitou para falar do Toffoli, do Mendonça e do KN, além do Xandão), disse que só reajustou o Bolsa Família às vésperas da eleição porque não soube antes que não tinha sido reajustado (oi?). E no minuto final aproveitou para falar do fim da 6x1 e que agora vai propor o transporte gratuito de dois dias já que o brasileiro vai ter dois dias de descanso.

Agora é esperar o Flavitcho na entrevista desta sexta.

Sim, BRASEW, Lula vai propor esse projeto do busão gratuito para a folga de dois dias da galera. Já o Flavitcho parece que tá dormindo, pois simplesmente não anda falando do fim da 6x1.

A noite do KN

A revista piauí trouxe os detalhes sórdidos da noite bancada por Daniel Vorcaro para o supremo KN, em um tríplex (luxuoso de verdade) no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. A revista só não esclareceu se tinha KY envolvido. Mas as mensagens do mordomo com Vorcaro revelam preservativos, cinco mulheres e KN num quarto, todo mundo pelado na piscina, calcinha de renda preta embaixo do travesseiro e até a Selma apareceu na história. O mordomo não queria deixar aqueles rastros para que a Selma, a faxineira, tivesse que cuidar no dia seguinte. Mas por que a Selma é importante, Tixa? É só que lembrei da festa da Selma no Planalto Central, darling.

Na canela do Canella

E hoje a Polícia Federal prendeu o deputado eleito Márcio Canella, que era prefeito de Belford Roxo. Para quem não lembra, Canella foi aliado de Flavitcho e o escolhido para ser candidato a senador. Mas a polícia já estava atrás de Canella e acabou com a candidatura. Em uma operação de busca e apreensão, os policiais encontraram um fuzil. Hoje Canella foi preso acusado de ser “patrono político” e “articulador de alto escalão” de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.

FAB querida, até tu?

A Força Aérea Brasileira impôs sigilo de 100 anos à lista de passageiros do jato de Daniel Vorcaro, segundo apurou o Metrópoles. 100 anos? Sigilo? Aff.

Globo, a gente se vê por aqui

Mas as mensagens do celu do ex-banqueiro Master voltaram a vazar. Hoje a Globo mandou embora o diretor-geral dos jornais impressos e rádios da organização por troca de mensagens com Vorcaro que, segundo a própria Globo, comprometiam a independência editorial do grupo.

E o Metrópoles também foi pego nas conversas. A principal executiva da publicação aparece em conversas com Vorcaro. As conversas mostram que o banqueiro editava as reportagens a seu respeito e fazia pedidos. O site chegou a publicar reportagens questionando um diretor do Banco Central que fiscalizava o banco. As matérias iam inclusive para as telas dos pontos de ônibus. A determinado momento da troca de mensagens, a executiva envia o pedido de um patrocínio do banco para a série D do brasileirão. Em outras mensagens que já tinham sido vazadas, a então diretora de marketing do Master chega a dizer para Vorcaro que o valor era muito alto, mas ele respondeu: “Coisa mais importante [da] nossa vida é esse Metrópoles”.

Que treta, BRASEW!

Já essa Tixa vive dos Pix dos leitores. E vieram mais dois de Goiânia, o povo de Floripa também se manifestou. Mais dois de Aracaju, Balneário Rincão, Criciúma, recifenses de Brasília, Vinhedo. Veio até recado de um lugar incerto e não sabido chamado Lins. Ah, e o povo da gringa voltou a se manifestar. Um beijo para Carcavelos em Portugal.

Se a Tixa já faz parte da sua rotina, mande um Pix do tamanho que puder e escreva sua cidade no recadinho. Continuamos tentando descobrir até onde essa lagartixa anda subindo pelas paredes.

PIX: 49875575000147

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Acorda, BRASEW!

Lula reafirma reajuste do salário mínimo acima da inflação e defende perdão de dívidas do MEI

 Em sabatina, presidente e candidato à reeleição disse ter divergência com economistas que criticam a política de valorização e citou o programa Desenrola e o perdão de dívidas dos microempreendedores.


O presidente Lula, candidato à reeleição, reafirmou na noite desta quinta-feira (15) que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. O salário mínimo serve como referência para o valor da aposentadoria. Ele afirmou que tem divergência com muitos economistas que apontam a medida como problemática.

Durante sabatina do Jornal Nacional, Lula disse ter uma tese sobre o tema. Segundo o presidente, muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, enquanto pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza. Ele afirmou apostar nos pequenos, no trabalhador e no microempreendedor. Para Lula, o que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia e o dinheiro rodar na mão do povo.

O presidente complementou dizendo que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. A declaração se contrapõe ao discurso do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que avalia acabar com a política de valorização do salário mínimo. Essa política garante ganho real também às aposentadorias e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Questionado sobre o endividamento das famílias, que atualmente atinge 81% da população, o presidente reafirmou que o governo está trabalhando para reduzir esse problema. Ele citou as três versões do programa Desenrola e destacou que a mais recente vai comprar dívidas pequenas, além do perdão de dívida dos Microempreendedores Individuais (MEI).

Lula afirmou que o Desenrola 3 fará um leilão das dívidas das pessoas. A expectativa, segundo ele, é que os bancos deem desconto de mais de 90% para dívidas de até R$ 4 mil. O presidente disse que o governo vai usar R$ 150 bilhões para comprar essas dívidas. Ele exemplificou que, se comprar por 5% do valor, isso fará um favor extraordinário para as pessoas do país. Lula completou afirmando que a medida será feita sem mexer no espaço fiscal.

O presidente também destacou o perdão de dívidas do MEI, estimado em R$ 12,7 bilhões em dívidas ativas da União. Segundo Lula, é improvável que essas dívidas sejam pagas, mas as pessoas que têm essas dívidas não conseguem fazer novos negócios porque estão com o nome negativado.

Lula disse que pediu estudo para fazer o perdão da dívida e permitir que as pessoas comecem vida nova, sobretudo o micro e pequeno empreendedor. Ele declarou que toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga, e que não vai fazer o povo pagar.


GIRO PELO BRASIL

 

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Lula assume culpa por resultado do 1º turno e defende reduzir maioridade penal

Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Eleições: Lula assume culpa pelo resultado do 1º turno
  • Pesquisa: Datafolha aponta empate entre Flávio e Lula
  • PEC da Segurança: Alcolumbre adia votação após divergências
  • Redes: TSE exige tratamento igualitário da Meta na eleição
  • Democracia: Levitsky vê risco em eventual governo Flávio
  • Economia: Senado aprova teto do MEI e perdão de dívidas
  • Master: Mensagens de Vorcaro levam a demissão na Globo

Lula defende reduzir maioridade penal

  • Em sabatina no Jornal Nacional na noite de ontem, o presidente Lula assumiu a responsabilidade pelo resultado do primeiro turno das eleições e pela desaprovação ao governo. "Tenho que jogar a culpa em mim", afirmou. Lula também defendeu reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos, contrariando a posição histórica do PT. Mas disse que o tema deve ser discutido separadamente da PEC da Segurança Pública, cuja votação no Senado foi adiada após divergências sobre mudanças no texto. O presidente também defendeu uma reforma no Judiciário após as revelações envolvendo ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Datafolha aponta empate técnico entre Flávio e Lula

  • O senador Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de votos válidos, ante 49% do presidente Lula, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Nos votos totais, Flávio aparece com 47%, e Lula, com 45%. Na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, o senador tinha 52% dos válidos, contra 48% do presidente. Veja todos os números.

Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança

  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação da PEC da Segurança Pública após divergências entre governo e oposição sobre a redução da maioridade penal. O PL defende baixar a idade de 18 para 16 anos e, em casos de crimes graves, para 14 anos. O líder do PT no Senado, Camilo Santana, chegou a propor uma redução para 16 anos apenas em crimes hediondos, mas a ideia dividiu a bancada petista. Lula pediu que aliados preservem o texto aprovado pela Câmara, sem alterações que obriguem a proposta a voltar aos deputados. A votação deve ficar para a próxima semana.

TSE manda Meta igualar tratamento a Lula e Flávio

Frederic Kachar, diretor demitido da Globo

Frederic Kachar, diretor demitido da Globo

ARTHUR NOBRE

Mensagens revelam que Vorcaro interferia em reportagens

Senado eleva teto do MEI e aprova perdão de dívidas

  • O Senado aprovou por unanimidade o projeto que amplia o limite de faturamento anual do microempreendedor individual de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. O texto também prevê o perdão de dívidas com a União vencidas até 13 de outubro de 2026, e permite contratar até dois funcionários em vez de um, como é hoje. Para manter o benefício, o empreendedor deverá pagar as contribuições em dia nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei e desistir de ações judiciais relacionadas aos débitos.

Autor de 'Como as Democracias Morrem' vê risco no Brasil

  • O cientista político Steven Levitsky, professor da Universidade Harvard e coautor do livro 'Como as Democracias Morrem', afirma que Flávio Bolsonaro não está comprometido com a democracia e representa um risco para as instituições brasileiras. Em entrevista ao UOL, ele cita a possibilidade de o senador indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal e alerta para os efeitos de um Executivo sem compromisso com as regras democráticas. Levitsky também critica o excesso de poder do Supremo e afirma que a crise de credibilidade da Corte preocupa. Leia a entrevista.

ELEIÇÕES 2026: A 10 dias da eleição, pesquisas mostram disputa mais apertada

 

Adriano Machado/Reuters


Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto, ante 45% de Lula. Na semana passada, o candidato do PL tinha 49%, e o petista, 45%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O resultado está em linha com outros levantamentos divulgados nesta semana, que mostram diferenças entre um e dois pontos percentuais entre os candidatos, dentro das margens de erro.

Mais cedo, a pesquisa da Palver apontou Flávio Bolsonaro com 50% das intenções de voto totais, ante Lula com 49%. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na semana passada, a maioria das pesquisas dos principais institutos mostrava uma diferença numérica de pelo quatro pontos percentuais entre os candidatos.

A redução da diferença ocorre após grandes manifestações de rua em apoio a Lula e uma série de anúncios do governo de benefícios para a população. Segundo levantamento do UOL, o "pacote de bondades" do governo depois do primeiro turno já soma R$ 25,8 bilhões.

Ontem à noite, o Congresso aprovou uma das principais bandeiras de campanha do petista: o fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em até dois anos.

Na opinião de Josias de Souza, Lula é indiscutivelmente o principal beneficiário da aprovação do fim da escala 6x1, mas o presidente não pode ser considerado o pai da proposta, de autoria da deputada Erika Hilton, do PSOL.

Segundo Josias, havia um projeto similar no Congresso desde 2019, mas o governo o ignorou até que o assunto ganhasse força graças a um vídeo publicado nas redes sociais em 2023 pelo atual vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), recém-eleito deputado federal.

"Lula embarcou nessa com algum oportunismo eleitoral".

O avanço da agenda eleitoral de Lula obrigou a campanha de Flávio Bolsonaro a redirecionar sua estratégia nesta semana para a reta final do segundo turno, informa Letícia Casado.

"Ele mudou de posição em relação à PEC que propõe o fim da escala e recuou da decisão de não participar do debate da Band marcado para domingo."

Segundo Mano Ferreira, a mudança de posição de Flávio Bolsonaro, que votou a favor da PEC do fim da escala 6x1, pode ter sido apenas um recuo tático e temporário.

"O mercado acredita que, caso eleito, Flávio vai retomar a proposta do senador Rogério Marinho, que seria uma PEC de hora trabalhada que, na prática, um pouco esvaziaria essa aprovação da PEC da jornada 6x1."

Para José Paulo Kupfer, a redução da jornada "pode fazer o país e seu mercado de trabalho avançarem sem grandes solavancos na direção de sociedades e economias mais modernas e solidárias."

Kupfer admite que, se por um lado há benefícios para o trabalhador, por outro lado "é intuitivo que tal medida tende a encarecer custos de trabalho."

Ele lembra, porém, que não é a primeira vez que isso ocorre no Brasil.

A Constituição de 1988 já havia reduzido a jornada de 48 para 44 horas, e, segundo Kupfer, estudos indicam que a mudança não provocou aumento do desemprego, perdas salariais ou pressões inflacionárias relevantes.

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Açailândia alcança maior índice de conciliação na III Semana Nacional de Regularização Tributária

O prefeito Dr. Benjamim de Oliveira escalou uma grande equipe de profissionais envolvidos diretamente no setor tributário do Município, alcançando os objetivos propostos pelo CNJ.

 


A Comarca de Açailândia se destacou nacionalmente durante a III Semana Nacional de Regularização Fundiária, realizada recentemente. Ao todo, foram promovidas 162 audiências, das quais 131 pré-processuais e 31 processuais, resultando em 140 acordos firmados.

O índice de conciliação atingiu 86,42%, o mais elevado de todo o evento. O valor total dos acordos chegou a R$ 2.049.126,76, demonstrando a relevância da iniciativa para a solução de conflitos fundiários na região.

Um dos pontos mais marcantes foi o desempenho das audiências pré-processuais, que obtiveram 100% de êxito, com todos os casos solucionados por meio de acordo. Já nas audiências processuais, o índice de conciliação foi de 29,03%, ainda assim considerado positivo diante da complexidade das demandas.


A Semana Nacional de Regularização Fundiária tem como objetivo promover soluções rápidas e efetivas para questões relacionadas à posse e propriedade de terras, evitando a judicialização prolongada e fortalecendo a cultura da conciliação.

Com os resultados obtidos, Açailândia reafirma sua posição de referência na busca por justiça célere e eficiente, beneficiando diretamente centenas de famílias e contribuindo para a pacificação social na região.

O resultado do empenho da gestão são de valores arrecadados aos cofres públicos municipais, que serão revertidos em benefícios de toda a população, com investimentos em infraestrutura, saúde, educação e toda a cadeia de políticas públicas municipais.

 

 


Checamos a entrevista de Lula na TV Globo; veja o resultado



O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi entrevistado na noite desta quinta-feira, 15, na TV Globo. O Estadão Verifica, núcleo de checagem de fatos do Estadão, analisou a veracidade das alegações feitas pelo presidente ao longo da entrevista.

Foram consideradas apenas afirmações factuais, como números, datas, comparações de grandeza e outras. A depender da apuração, podemos atribuir as etiquetas “falso”, “enganoso”, “exagerado”, “subestimado”, “impreciso”, “falta contexto” e “verdadeiro”.

A assessoria do presidente foi contatada para comentar a checagem, e o texto será atualizado se houver resposta.

Veja o resultado abaixo.

Saldo do segundo mandato

O que Lula disse: que, ao fim do seu segundo mandato, havia criado 22 milhões de empregos, o Brasil era a sétima economia do mundo e economia crescia 7,5% por ano.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro em partes. De acordo com o estudo Paridades de Poder de Compra e o Tamanho Real das Economias Mundiais, do Banco Mundial, o Brasil foi a sétima maior economia do mundo em 2010. É fato que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um crescimento de 7,5% no PIB do país naquele ano.

Mas o dado sobre a geração de 22 milhões de empregos é exagerado. De acordo com os registros sobre a evolução do emprego formal no Brasil, em 2002, antes de Lula chegar ao governo, o total de postos com carteira assinada era de 28,7 milhões. Já em 2010, último ano de seu segundo mandato, a quantidade chegou a 44,1 milhões, totalizando um saldo aproximado de 14 milhões de vagas formais criadas no período.

Mãe de Flávio Bolsonaro

O que Lula disse: que a mãe do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) seria suplente de Márcio Canella no Senado.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Em fevereiro, o jornal O Globo informou que Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, havia sido anunciada como a primeira suplente do então prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União), na pré-candidatura ao Senado. Posteriormente, ele desistiu de disputar essa vaga para concorrer à Assembleia Legislativa do Rio.

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, Canella foi preso na nova fase de investigação da Polícia Federal (PF) sobre um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Reforma no Judiciário

O que Lula disse: que fez a primeira reforma do Judiciário.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. Lula se referiu à Emenda Constitucional nº 45, de 8 de dezembro de 2004, conhecida também como Reforma do Judiciário. Na época, o petista exercia seu primeiro mandato como presidente da República.

Lula omitiu, porém, que o projeto que originou a reforma foi apresentado em 1992 por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição pelo então deputado federal Hélio Bicudo, do PT. Ou seja, a proposta foi aprovada no governo de Lula, mas começou a ser discutida anos antes.

População endividada

O que Lula disse: que, em 2023, quando assumiu o governo, 78% da população era endividada. E que, no primeiro programa Desenrola, foram atendidas 15 milhões de pessoas.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de janeiro de 2023, feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou que o Brasil tinha 78% de endividados naquele mês. A primeira edição do Programa Desenrola Brasil, lançado em junho de 2023, atendeu a 15,06 milhões de pessoas em dez meses de renegociações.

Obras paralisadas com Bolsonaro

O que Lula disse: que, quando sucedeu Jair Bolsonaro, encontrou 6 mil obras paralisadas.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é subestimado. O Tribunal de Contas da União (TCU) faz o acompanhamento periódico de obras paralisadas no País. Não há um dado específico para janeiro de 2023, e sim para abril daquele ano, quando o número de obras paralisadas era de 8.603, de um total de 21.005 em andamento. A maior parte das obras paralisadas naquele momento era na área da Educação (3.580) e de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (1.854). O levantamento anterior, de agosto de 2022, tinha um número ainda maior de obras paralisadas: 8.674. Os números subiram para 11.944 em abril de 2024 e 11.469 em abril de 2025. O levantamento mais recente, de abril de 2026, mostra os menores números: 4.215 obras paralisadas, de um total de 22.414 em andamento.

Base do governo

O que Lula disse: que foi eleito com 70 deputados e nove senadores do PT, e que todos os partidos, com exceção do PL, participaram do governo dele.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é impreciso. Eleito em 2022, Lula assumiu seu quarto mandato à frente da Federação Brasil da Esperança, coligação formada por PT, PV e PCdoB. O PT elegeu 68 deputados e ampliou a bancada no Senado para nove parlamentares.

Se forem considerados cargos no primeiro escalão, além do PL, não ocuparam postos em ministérios do atual governo Lula os partidos Novo, PSDB, Podemos, Avante e Solidariedade.

Segundo reportagem do Estadão de junho de 2025, o terceiro mandato de Lula registrou a base mais infiel das últimas três décadas: apenas 72% dos votos de deputados de partidos com ministérios foram favoráveis ao Planalto nas votações de interesse do governo na Câmara dos Deputados.

Déficit

O que Lula disse: que seu governo apresentou projeto de Orçamento com superávit de 0,1%. A gestão anterior teria deixado um déficit de 2,8%.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. É verdade que o governo federal enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2027 com superávit primário de 0,1% do Produto Interno Bruto (veja aqui, aqui e aqui).

Mas, em 2022, último ano da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governo central registrou um superávit fiscal de cerca de 0,6% do PIB. A mesma alegação de Lula sobre déficit da gestão anterior já havia sido feita em entrevista ao Jornal Nacional em agosto e desmentida pelo Estadão Verifica. O resultado de 2022 foi influenciado por calote em precatórios e adiamento do pagamento de compensações a Estados pela desoneração dos combustíveis. Em 2023, houve déficit de 2,4% por conta de gastos represados na administração de Bolsonaro.

Cirurgias eletivas

O que Lula disse: que 15 milhões de cirurgias eletivas foram feitas em 2025. Em 2026, serão 16 milhões.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Segundo o governo federal, 14,9 milhões de cirurgias eletivas foram feitas em 2025 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Neste ano, o SUS registrou mais de 7,5 milhões de procedimentos no primeiro semestre, um aumento de 8% em relação ao mesmo período no ano passado. A projeção do Ministério da Saúde é de que o número ultrapasse 15 milhões em 2026.

Balança comercial

O que Lula disse: que o Brasil perdeu 9% nas relações comerciais com os Estados Unidos, mas houve um aumento de 20% com a China, 15% com a Indonésia, 16% com a Alemanha e 13% com o Vietnã, e que houve crescimento de, em média, 10,5% em 50 países.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é exagerado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (ComexVis), de janeiro a setembro de 2026, as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,5% com relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, as exportações cresceram 12% para a China, 2,2% para a Indonésia, 15,8% para a Alemanha e 14,1% para o Vietnã. De um modo geral, as exportações brasileiras cresceram 10,4% de janeiro a setembro deste ano em comparação com os nove primeiros meses de 2025.

Tamanho da economia brasileira

O que Lula disse: que, quando assumiu seu terceiro mandato, o Brasil era a 12ª economia do mundo, e agora é a 10ª.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é verdadeiro. Em 2022, antes de Lula assumir o terceiro mandato, a consultoria Austin Rating apontou que o Brasil terminou o ano como a 12ª maior economia do mundo. Atualmente, o país figura como a décima maior economia, e projeções indicam que ele pode integrar o grupo das oito maiores até 2027.

Distribuição de gás

O que Lula disse: que o governo dele está distribuindo gás para 17 milhões de pessoas.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é subestimado. Embora o governo tenha projetado que o programa Gás do Povo alcance 17 milhões de famílias – não de pessoas –, ele atinge atualmente, segundo dados oficiais do site da Caixa Econômica Federal, 15 milhões de famílias brasileiras. O total de pessoas beneficiadas é de 50 milhões.

Compra de ambulâncias

O que Lula disse: que o governo dele comprou 10 mil ambulâncias do Samu.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é exagerado. De acordo com o Plano de Governo apresentado por Lula, a gestão dele entregou 2.994 ambulâncias novas para Estados e municípios por meio do programa Novo PAC. O número de 10 mil se refere à quantidade de combos com equipamentos adquiridos para unidades básicas de saúde.

FMI

O que Lula disse: que, quando assumiu a Presidência em 2003, o Brasil devia US$ 30 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Acrescentou que fez uma reserva de US$ 270 bilhões, pagou a dívida e ainda emprestou US$ 15 bilhões ao fundo.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é exagerado. De fato, em 2002, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Brasil contraiu uma dívida de US$ 30,4 bilhões com o FMI. Em 2010, último ano do segundo mandato de Lula, as reservas internacionais brasileiras alcançaram a marca de US$ 270 bilhões.

Lula errou, porém, o montante do empréstimo ao FMI. Em 2009, o governo federal anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões para o fundo, e não de US$ 15 bilhões. Na época, o governo brasileiro já havia quitado suas dívidas com o FMI. Lula fez a mesma alegação enganosa ao Jornal Nacional em 2022, entrevista também checada pelo Verifica.

Panamericano

O que Lula disse: que Silvio Santos foi procurá-lo quando o Banco Panamericano teve problemas.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. A Procuradoria-Geral da República destacou que Lula e Silvio Santos se encontraram em setembro de 2010. Esse encontro teria se dado “logo após a descoberta das inconsistências contábeis (no Panamericano) pelo Banco Central”.

Dívida dos MEIs

O que Lula disse: que a dívida ativa de MEIs com a União é de R$ 12,7 bilhões.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. O valor divulgado pelo Ministério da Fazenda na terça-feira, 13 de outubro, é de R$ 12,6 bilhões. O perdão dessa dívida pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores.

Mais Médicos

O que Lula disse: que o programa Mais Médicos chegou a ter mais de 20 mil médicos e que, quando voltou para a Presidência, eram apenas 12 mil. Acrescentou que seu governo contratou 16 mil profissionais para chegar a 28 mil médicos.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é exagerado. O programa Mais Médicos não chegou a ter mais de 20 mil médicos antes do terceiro mandato de Lula. Quando Lula assumiu o terceiro mandato, em 2023, havia 13,7 mil médicos, menos do que os 18,2 mil que chegaram a atuar simultaneamente no programa em 2016, segundo site da ex-presidente Dilma Rousseff. O governo Lula estabeleceu como meta chegar a 28 mil médicos no programa. Em dezembro de 2025, segundo publicou o Poder 360, havia 27,3 mil profissionais em atuação.

Saída do Mapa da Fome

O que Lula disse: que acabou com a fome em 2014 e, quando voltou à Presidência, havia 33 milhões de pessoas passando fome outra vez.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. De fato, em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), após a proporção de pessoas em situação de subalimentação cair para menos de 5% da população do país. Naquele período, porém, a presidente era Dilma Rousseff, não Lula.

De acordo com o relatório da ONU, o resultado divulgado em 2014 foi reflexo de políticas públicas iniciadas nos primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Antes da gestão do petista, a taxa de subalimentação no Brasil era de 10,7%, caindo para menos de 5% ao longo de seu governo. Tecnicamente, a saída do mapa seguia o critério oficial da FAO adotado até 2016, que publicava estimativas para taxas abaixo de 5% e reconhecia a superação da fome estrutural quando o índice permanecia inferior a esse patamar por três anos consecutivos.

O dado de 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil em 2023 provém do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, da Rede Penssan, cujas informações foram coletadas entre novembro de 2021 e abril de 2022.