segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lista dos deputados estaduais eleitos no Maranhão nas eleições 2026



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalizou a apuração neste domingo (04), confirmando todos os parlamentares que ocuparão as cadeiras na Assembleia Legislativa do Maranhão para a próxima legislatura.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já confirma os 42 parlamentares eleitos para ocupar as cadeiras de deputado estadual pelo Maranhão. A disputa reuniu centenas de candidatos em busca de uma vaga no Legislativo estadual.

Confira a seguir a votação detalhada e os votos de cada candidato a deputado estadual no Maranhão.

Lista dos deputados estaduais eleitos no Maranhão

Maedja Campos, PDT — 102.694 votos (2,62%)
Gleydson, MDB — 95.645 votos (2,44%)
Paulo Casé Fernandes, UNIÃO — 95.608 votos (2,44%)
Cricielle, PT — 85.630 votos (2,18%)
Detinha, PL — 83.546 votos (2,13%)
Josimar, PL — 83.112 votos (2,12%)
Douglas Pinto, PSD — 82.338 votos (2,10%)
Vanessa Marreca, MDB — 81.322 votos (2,07%)
Aluízio Santos, PL — 77.591 votos (1,98%)
Marcos Miranda Junior, PSB — 76.687 votos (1,95%)
Bruna Pessoa, MDB — 73.125 votos (1,86%)
João Igor Carvalho, PDT — 69.440 votos (1,77%)
Tiago Fernandes, MDB — 66.500 votos (1,69%)
Ulisses Gonçalves, PL — 66.214 votos (1,69%)
Daniella, MDB — 66.040 votos (1,68%)
Abigail Cunha, MDB — 65.720 votos (1,67%)
Antonio Pereira, MDB — 64.204 votos (1,64%)
Segundo, PL — 63.000 votos (1,61%)
Davi Brandão, MDB — 61.692 votos (1,57%)
Ivo Rezende, MDB — 59.982 votos (1,53%)
Florencio Neto, MDB — 59.353 votos (1,51%)
Solange Almeida, PL — 58.649 votos (1,49%)
Rui Jorge, MDB — 54.786 votos (1,40%)
Paula Prata, PSD — 52.300 votos (1,33%)
Luanna, PT — 51.260 votos (1,31%)
Tulio Rezende, MDB — 50.716 votos (1,29%)
Cláudio Cunha, PL — 49.394 votos (1,26%)
Neto Evangelista, MDB — 48.329 votos (1,23%)
Nagib, MDB — 47.348 votos (1,21%)
Ariston, MDB — 46.511 votos (1,19%)
André Campos, REPUBLICANOS — 45.740 votos (1,17%)
Claudia Coutinho, MDB — 44.914 votos (1,14%)
Junior Viana, MDB — 44.762 votos (1,14%)
Eric Costa, REPUBLICANOS — 43.502 votos (1,11%)
Cid Costa, PDT — 35.469 votos (0,90%)
Catulé Junior, REPUBLICANOS — 34.670 votos (0,88%)
Dino do Aldenora Belo, PSD — 33.664 votos (0,86%)
Natália do Júnior Garimpeiro, UNIÃO — 32.486 votos (0,83%)
Junior Cascaria, REPUBLICANOS — 32.338 votos (0,82%)
Dr. Leonardo Sá, PRD — 30.876 votos (0,79%)
Junior Vieira, PSD — 28.914 votos (0,74%)
Leandro Bello, PSB — 27.328 votos (0,70%)


Confira a lista dos deputados federais eleitos no Maranhão em 2026

 

Maranhão terá 18 deputados federais em 2026.
Maranhão terá 18 deputados federais em 2026. (Antonio Cruz / Agência Brasil)

Os 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão para a próxima legislatura 2027/2030 foram definidos após apuração realizada na noite deste domingo (4).

Os cinco deputados federais mais votados no Maranhão foram Pedro Lucas Fernandes (União), Iracema Vale (MDB), Vinicius Ferro (MDB), Fabiana Vilar (PL) e Aldir Junior (PL).

Dez deputados federais foram reeleitos em 2026: Pedro Lucas Fernandes (União), Amanda Gentil (PP), Juscelino Filho (PSDB), Hildo Rocha (MDB), Junior Lourenço (MDB), Marreca Filho (PRD), Rubens Pereira Jr (PT), Josivaldo JP (União), Aluisio Mendes (Republicanos) e Márcio Jerry (PCdoB).

Confira a lista de deputados federais eleitos no Maranhão em 2026

  • Pedro Lucas Fernandes (UNIÃO) - 188.853 (4,75%)
  • Iracema Vale (MDB) - 179.351 (4,52%)
  • Vinicius Ferro (MDB) - 166.880 (4,20%)
  • Fabiana Vilar (PL) - 160.361 (4,04%)
  • Aldir Junior (PL) - 141.764 (3,57%)
  • Amanda Gentil (PP) - 137.642 (3,47%)
  • Larissa DP (MDB) - 137.136 (3,45%)
  • Erlanio Xavier (PDT) - 127.715 (3,22%)
  • Juscelino Filho (PSDB) - 124.794 (3,14%)
  • Hildo Rocha (MDB) - 115.172 (2,90%)
  • Mariana Carvalho (PL) - 113.228 (2,85%)
  • Junior Lourenço (MDB) - 107.410 (2,70%)
  • Marreca Filho (PRD) - 99.698 (2,51%)
  • Rubens Pereira Jr (PT) - 92.916 (2,34%)
  • Josivaldo JP (UNIÃO) - 87.663 (2,21%)
  • Aluisio Mendes (Republicanos) - 83.152 (2,09%)
  • Dr. Orlando (PL) - 82.827 (2,09%)
  • Márcio Jerry (PC do B) - 54.953 (1,38%)

Dívidas e destruição: as cicatrizes deixadas pelas bets no Brasil

 

Arte UOL/IA



Giacomo Vicenzo

Uma placa posta sobre a toalha vermelha traz um dos lemas mais importantes daquela noite. "Só por hoje evitarei a primeira aposta".

Estou no centro de São Paulo, em uma sede do JA (Jogadores Anônimos), irmandade que segue estrutura semelhante à dos Alcoólicos Anônimos e oferece apoio a pessoas que perderam o controle sobre jogos e apostas, seguindo um programa de 12 passos.

Entre rostos aflitos e mãos trêmulas, a maioria viu a vida e as finanças ruírem na tentativa de ganhar dinheiro pela tela do celular. O tamanho desse problema ultrapassa as paredes daquela sala.

Um dossiê produzido pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) apontou que o vício em apostas online fez o Brasil perder R$ 38,8 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões estariam relacionados à perda de qualidade de vida, depressão e tratamentos médicos.

Agora, as bets (legais) foram proibidas, mas a medida não apaga o rastro deixado pelo vício. Nos últimos 12 meses, as buscas no Google por termos como "como parar de apostar" e "como parar de jogar no Tigrinho" cresceram 5.000%.

Ouvi histórias, mas, seguindo a regra do grupo, não rostos nem nomes reais. Executivas, vendedores, seguranças, empresários, mães: pessoas que, em algum momento, acreditaram ter encontrado uma oportunidade de dinheiro fácil.

As perdas tiraram o pouco de quem quase nada tinha e colocaram quem tinha muito diante de dívidas, relações destruídas e, em alguns casos, ameaças de morte feitas por agiotas.

Ali, como num espelho, todos reconhecem erros parecidos nos outros. Compartilham recaídas, vergonha, dívidas e estratégias para não voltar ao jogo. E encontram uma chance de recomeçar.

Mesmo depois de tudo vivido com as bets, o maior medo daquela sala continua sendo o mesmo: voltar a apostar.

LEIA A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA NO UOL PRIME


GIRO PELO BRASIL E AS ELEIÇÔES 2026: Eleição deixa Presidência em aberto e fortalece bolsonarismo no Congresso

 

Evaristo Sá e Mauro Pimentel/AFP


Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Eleições: Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o 2º turno
  • Congresso: Bolsonaristas ampliam força no Senado
  • Abstenção recorde: Mais de 33 milhões não foram votar
  • Governadores: PL lidera eleição e pode comandar 7 estados
  • Rio de Janeiro: Resultado para governador segue em aberto
  • Câmara: Nikolas e Erika batem recorde de votos
  • Master: Políticos citados nas investigações são eleitos

Flávio e Lula vão ao segundo turno

  • O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Flávio terminou o primeiro turno em primeiro, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença, de menos de dois pontos percentuais, é a menor já registrada entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno desde a redemocratização. Cerca de 9 milhões de votos foram destinados aos demais candidatos, que agora entram no foco da disputa por apoio no segundo turno. Será a terceira eleição presidencial consecutiva com um candidato ligado ao bolsonarismo enfrentando o PT no segundo turno.
  • Flávio: "fim da era do PT". Após terminar o primeiro turno à frente de Lula, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado e afirmou que a votação representa "o fim da era do PT". O senador disse que a campanha agora entra em uma nova fase e agradeceu aos eleitores.
  • Lula diz que 2º turno será "prova dos nove". Após ficar atrás de Flávio no primeiro turno, o presidente disse que esperava vencer já no primeiro turno e classificou como "tenebroso" o passado do adversário. Lula também citou a abstenção de 21,08% dos eleitores como um dos fatores em disputa no segundo turno.
  • Veja todos os resultados da apuração.

Bolsonaristas ampliam força no Senado

  • O PL e partidos aliados elegeram 30 dos 54 senadores em disputa e devem formar uma bancada de pelo menos 44 parlamentares alinhados ao bolsonarismo na próxima legislatura. O número é suficiente para eleger o presidente do Senado e aprovar ou rejeitar a maioria dos projetos, que exige 41 votos. A bancada de oposição ao atual governo ficou mais perto dos votos necessários para cassar um ministro do Supremo Tribunal Federal, medida que exige dois terços da Casa. Os bolsonaristas ficaram a dez votos desse patamar e precisarão negociar com partidos do chamado centrão. A força da bancada terá impacto direto na relação entre o Congresso e o STF e será especialmente relevante caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.
  • Veja como ficou a composição da Câmara e do Senado.

Abstenção bate recorde

  • A abstenção no primeiro turno da eleição presidencial chegou a 21,08%, segundo dados da Justiça Eleitoral. Foram 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas, acima dos 32,7 milhões registrados em 2022. O índice vem crescendo desde 2006 e foi o maior em uma eleição presidencial desde 1998. Para o segundo turno, a Justiça Eleitoral pretende intensificar ações para reduzir o número de faltosos.

PL avança e lidera eleição para governadores

Publicar Douglas Ruas e Eduardo Paes

Publicar Douglas Ruas e Eduardo Paes

Divulgação

Resultado da eleição do Rio está em aberto

  • A eleição para o governo do Rio de Janeiro segue indefinida por causa da situação dos votos de Anthony Garotinho. Douglas Ruas terminou em primeiro, com 49,27%, e Eduardo Paes teve 42,76%. Garotinho recebeu 3,17%, mas seus votos foram anulados "sub judice" após o indeferimento de sua candidatura. Se o TSE confirmar a anulação, Ruas ultrapassará 50% dos votos válidos e será eleito no primeiro turno. Caso contrário, Ruas e Paes disputarão o segundo turno.

Nikolas, Pavanato e Erika batem recordes

Políticos ligados ao Master são eleitos

  • A maioria dos políticos citados nas investigações da fraude do Banco Master conseguiu se eleger nas eleições. Entre eles estão nomes que tiveram relações políticas ou foram mencionados nas investigações sobre o banco. O resultado mantém no Congresso parte dos personagens envolvidos no caso, que também alcançou ministros do STF e outras autoridades. A eleição, porém, não altera o andamento das investigações sobre as suspeitas envolvendo o banco. Veja quem são eles.

Editorial: O risco e a promessa da eleição de Ulisses Gonçalves

Ulisses em campanha ao lado de Mariana eleita deputada federal também com expressiva votação na cidade de Imperatriz.


A eleição de Ulisses Gonçalves (PL) para deputado estadual pelo Maranhão em 2026 é um marco que merece reflexão. Não apenas pela expressiva votação em Imperatriz e Açailândia, somando em todo o Estado mais de 66 mil votos, mas pelo perfil que ele representa: o empresário milionário que ingressa na política com a promessa de eficiência e gestão, mas que carrega consigo o peso da desconfiança sobre a real capacidade de representar o cidadão comum.

O risco

O patrimônio declarado de mais de R$ 155 milhões coloca Ulisses em uma posição singular dentro da Assembleia Legislativa. A distância entre sua realidade econômica e a da maioria dos maranhenses pode se tornar um obstáculo para a construção de políticas públicas inclusivas. Há o risco de que sua atuação se concentre em pautas que favoreçam setores empresariais, especialmente o agronegócio, deixando em segundo plano questões sociais urgentes como saúde, educação e desigualdade.

A promessa

Por outro lado, sua trajetória no setor produtivo pode trazer uma visão pragmática e voltada para resultados. O Maranhão carece de políticas eficazes de infraestrutura e logística, áreas em que Gonçalves tem experiência e pode contribuir. Se conseguir transformar sua vivência empresarial em propostas que beneficiem a coletividade, poderá se destacar como um parlamentar capaz de modernizar a atuação legislativa.

Para o meio político a eleição de Ulisses fortalece o PL, que amplia sua bancada e se consolida como uma das forças políticas do estado. O partido terá a oportunidade de pautar debates estratégicos, mas também a responsabilidade de mostrar que sua expansão não se resume a interesses econômicos, e sim a compromissos com o desenvolvimento social.

Enfim, Ulisses Gonçalves representa tanto uma oportunidade quanto um risco para o Maranhão. Sua eleição é um teste para a capacidade da política estadual de equilibrar interesses econômicos e sociais. O futuro dirá se sua presença na Assembleia será lembrada como um avanço para o estado ou como mais um capítulo da distância entre representantes e representados.

 


sábado, 3 de outubro de 2026

Pesquisa realizada após debate da TV Mirante aponta virada de Orleans Brandão na reta final

Levantamento da Farol Pesquisa, realizado na reta final da campanha para o Governo do Maranhão, mostra Orleans Brandão (MDB) numericamente à frente de Eduardo Braide (PSD) no cenário de votos válidos. A pesquisa ouviu eleitores entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, período que inclui os dias posteriores ao debate promovido pela TV Mirante, realizado dia 29 de setembro.

De acordo com os números divulgados pelo instituto, Orleans Brandão aparece com 44,7% dos votos válidos, enquanto Eduardo Braide registra 39%. A diferença entre os dois é de 5,7 pontos percentuais.

Na sequência aparece Felipe Camarão (PT), com 10,1%. Roberto Rocha (PRTB) soma 3,9%; André Luís (Missão), 1,4%; Reginaldo Lima (PCB), 0,4%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,3%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,2%.

Os votos válidos apresentados no levantamento consideram os 943 entrevistados que escolheram algum candidato, excluindo brancos, nulos e os que não souberam ou não responderam.

Levando em conta os indecisos e os que vão votar nulo e branco, o cenário fica dessa forma Orleans Brandão (MDB) aparece numericamente à frente, com 42,1% das intenções de voto, enquanto Eduardo Braide (PSD) registra 36,8%, uma diferença de 5,3 pontos percentuais. Felipe Camarão (PT) tem 9,5%, seguido por Roberto Rocha (PRTB), com 3,7%; André Luís (Missão), 1,3%; Reginaldo Lima (PCB), 0,4%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,3%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,2%. Outros 1,5% afirmaram votar em nenhum, branco ou nulo, enquanto 4,2% não souberam ou não responderam. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores entre 28 de setembro e 2 de outubro, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa ouviu, ao todo, 1.000 eleitores presencialmente, com 16 anos ou mais, em municípios e localidades do Maranhão. A seleção territorial foi feita por probabilidade proporcional ao tamanho, enquanto os entrevistados seguiram cotas de sexo, idade, instrução e renda familiar. O levantamento informa ainda utilização de questionário estruturado, supervisão de campo e verificação dos dados.

A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-00210/2026. Fontes públicas que acompanham os registros eleitorais confirmam a amostra de 1.000 entrevistados e o período de campo entre 28 de setembro e 2 de outubro.



Cancelamento do debate presidencial provoca polêmica e guerra de narrativas

 

Púlpitos vazios no palco do debate da Globo, após emissora cancelar o encontro

Púlpitos vazios no palco do debate da Globo, após emissora cancelar o encontro

Manoella Mello/Globo



Asdrúbal Figueiró

No penúltimo dia antes das eleições de domingo, o cancelamento do debate presidencial pela TV Globo dominou as discussões sobre a campanha eleitoral.

A decisão da emissora foi tomada após Flávio Bolsonaro (PL) desistir de participar do programa poucas horas antes do início, sob a alegação de "censura e interferência do Judiciário".

A desistência de Flávio Bolsonaro só foi anunciada após a decisão de Gilmar Mendes (STF) determinando a participação de Renan Santos (Missão), candidato que aparece numericamente em quarto lugar, empatado com Ronaldo Caiado (PSD), na última pesquisa Datafolha.

Antes disso, a ministra Estela Aranha (TSE) havia proibido que a TV Globo exibisse um púlpito vazio com o nome do presidente Lula.

O desfecho provocou reações opostas entre os dois lados que lideram a disputa: petistas viram o resultado como uma vitória, enquanto Flávio acusou o Judiciário de agir para favorecer o presidente.

No campo jurídico, as decisões também provocaram polêmica. Wálter Maierovitch criticou as medidas.

Para o colunista, a ministra Estela Aranha "legislou, quebrou a tradição do debate", e Gilmar Mendes "não era o juiz natural constitucional".

A avaliação, porém, não foi unânime entre especialistas ouvidos pelo UOL. Advogados e professores de direito se dividiram na avaliação sobre as decisões do STF e do TSE, com uma pequena vantagem para os que não viram problema nas medidas.

Josias de Souza diz que Lula e Flávio Bolsonaro empataram na hipocrisia.

"Lula e Flávio Bolsonaro confrontaram-se à distância. Transformaram o cancelamento do debate da Globo num mote para lamentar a ausência de debate. (...) Mataram todas as tentativas de debate. E chegam ao tribunal das urnas fazendo pose de órfãos do contraditório."

Segundo Daniela Lima, Flávio, Lula e Renan travam uma guerra de narrativas sobre os motivos pelos quais o debate foi cancelado, mas a colunista destaca o alcance que Renan Santos conseguiu com a polêmica e o impacto que isso pode ter na disputa.

"Na frente da TV Globo, ele fez um discurso que viralizou, teve mais de 35 milhões de visualizações. Este é o candidato que, na via da direita, tem o tom maior mais alto contra Flávio Bolsonaro."

Para Ricardo Kotscho, sem debate, a campanha eleitoral termina o primeiro turno de maneira melancólica.

"O sentimento dominante nos eleitores é o de frustração e desencanto com a campanha presidencial de 2026, o ano que terminou sem ter começado a discutir as questões vitais para o futuro do país."

Ronilso Pacheco diz que a TV Globo errou e não deveria ter cancelado o evento por causa da desistência de Flávio Bolsonaro e da ausência anunciada anteriormente por Lula.

"Os outros candidatos perdem, eu acho que eles tinham o direito de levar o debate adiante."