segunda-feira, 18 de maio de 2026

Orleans Brandão fortalece alianças políticas na Baixada Maranhense durante agenda em Pinheiro




Antes do grande ato “Por Todo o Maranhão”, no município de Pinheiro, em mais um movimento de fortalecimento de sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão,  Orleans Brandão participou de uma série de encontros com importantes lideranças políticas da Baixada Maranhense, ampliando apoios e reforçando o diálogo em torno de propostas para o desenvolvimento da região.

Orleans foi recebido pelos ex-prefeitos de Pinhero, Luciano Genésio e Filuca Mendes; o deputado João Batista Segundo, o ex-deputado estadual Leonardo Sá, e o professor Fernando Mitoso, todos influentes figuras políticas da história recente do município, com relevantes serviços prestados à população pinheirense.

Ao agradecer a receptividade e o apoio das lideranças políticas de Pinheiro e de toda a Baixada Maranhense, Orleans Brandão reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento da região, assegurando que seguirá trabalhando para construir soluções concretas para todos os municípios da Baixada.

“Quero agradecer a acolhida e a confiança de todas as lideranças e de cada cidadão que está conosco nessa caminhada. Ouvir de perto as demandas da população e receber o apoio de nomes tão importantes da história política da Baixada Maranhense fortalece ainda mais nossa disposição de seguir trabalhando. Tenho um compromisso verdadeiro com Pinheiro e com todos os municípios desta região tão importante para o nosso estado, de construirmos juntos caminhos que garantam mais oportunidades, investimentos e qualidade de vida para o nosso povo”, enfatizou Orleans.

A programação teve início com um café da manhã com Fernando Mitoso e amigos, oportunidade em que Orleans ouviu demandas da população local e debateu pautas relacionadas ao desenvolvimento da Baixada Maranhense.

Dando sequência à agenda, ele reuniu-se com o ex-prefeito Luciano Genésio, encontro no qual participaram também  apoiadores e importantes lideranças políticas, em mais um momento de articulação e fortalecimento de sua pré-candidatura. Na ocasião, Luciano Genésio destacou a capacidade de diálogo e a sensibilidade política de Orleans Brandão, ressaltando sua conexão direta com as demandas da população e manifestando confiança em seu projeto para o futuro do Maranhão.

A política se faz com líderes que sabem ouvir, que estão conectados com quem está lá na ponta, entendendo de perto as necessidades do povo, exatamente como Orleans tem demonstrado ser. Por isso, acreditamos no seu projeto político e temos a certeza de que ele dará uma grande contribuição à nossa Baixada Maranhense e ao Maranhão”, disse Luciano Genésio.

Durante a tarde, Orleans Brandão também se reuniu com o ex-deputado estadual Leonardo Sá, consolidando apoios estratégicos e teforçando o engajamento à sua pré-candidatura. Liderança regional muito ligada às demandas populares de Pinheiro, especialmente na saúde, Leonardo reteirou apoio à pré-candidatura de Orleans.

A agenda no município incluiu ainda um encontro com o deputado Batista Segundo e o ex-prefeito de Pinheiro Filuca Mendes, três vezes gestor da cidade, para ampliar o diálogo e reforçar a união em torno de seu projeto político.

https://sotaquebaixada.com.br/orleans-brandao-fortalece-aliancas-politicas-na-baixada-maranhense-durante-agenda-em-pinheiro/

 







Por que Dark Horse?

 

Arte: Marcelo Chello

Só eu tenho medo de perguntar por que o nome do filme sobre Bolsonaro é Dark Horse? Em plena sexta-feira, eu não sei se quero saber o motivo. Só o que sei é que o financiamento do filme virou uma dor de cabeça para a Family, que não está conseguindo explicar de onde veio o dinheiro, quem pegou o dinheiro, quem falou com Vorcaro, quem não falou.

A bomba do Intercept chegou para implodir a candidatura de Flavitcho.

Flávio Bolsonaro.

Segunda. Não conheço o Vorcaro.
Quarta de manhã. Mentira que Vorcaro financiou o filme.

Intercept revela os áudios de Flavitcho para Vorcaro cobrando, peloamordedeus, o pagamento das parcelas que devia ao filme.

Quarta à tarde. É, mandei mensagem pra ele. É, mandei um áudio. É, pedi dinheiro.
Quinta. Era só um filho tentando fazer um filme do pai.
Sexta. É, pode ser que tenha mais um videozinho ou outro meu no celular do Vorcaro.

Detalhe: Flavitcho já chegou ao Vorcaro quando ele estava na reta das autoridades. A última conversa de Flavitcho dizendo que estava com ele até o fim foi na véspera da prisão de Vorcaro.

Quem viu a atuação de Flávio Bolsonaro em entrevistas nos últimos dias sobre a história de ele ter solicitado 134 milhões a Daniel Vorcaro, o banqueiro cebolinha Master do Brasil, não consegue acreditar que Valdemar Voldemort (dono do PL), homem mais do que experimentado na política, tenha deixado Flavitcho matar a candidatura de Tarcísio assim, pra nada. Caprichos de Bolsonaro? Ou do Valdemar? Sensação de dar a corda para a pessoa se enforcar sozinha.

Quando alguém vira pré-candidato a presidente, uma devassa é feita na vida da pessoa (a ponto de candidatos saírem da disputa antes mesmo de entrarem, do tipo Roberto Justus e Luciano Huck). Tudo que pode dar errado é perguntado ao potencial candidato. Ao que parece, Flavitcho acreditava tanto em Deus que achava que nenhum áudio dele ia vazar. Agora já até admite que pode ser que apareçam um ou dois videozinhos dele para o Vorcaro. Sério, Valdemar? Será que no fim Valdemar queria mesmo a Michelle Bolsonaro e deixou a vida acontecer?

E o Eduardo Bolsonaro?

Quinta. Nunca botei dinheiro no filme e nunca fui produtor.

Intercept divulga reportagem com imagens de um contrato mostrando que Dudu Bolsonaro era sim produtor executivo do filme.

Sexta. É, botei 50 mil dólares, mas recebi tudo de volta. É, tinha um grande investidor. É, fui produtor, mas depois saí.

A Polícia Federal inclusive investiga se o dinheiro efetivamente pago pelas empresas de Daniel Vorcaro não foi parar num fundo nos Estados Unidos para financiar o tourzinho de Dudu lá pelos States.

Para os perdidos: por que isso não é só uma questão de financiamento privado de um filme?

Porque quem negociava o financiamento é um senador da República. Porque quem era o produtor era um deputado federal. Porque eles querem lançar o filme às vésperas das eleições. E porque o biografado — aquele que o filme exalta — é, por um acaso absolutamente não-acidental, pai do mesmo senador que negociava a grana.

Então não, Flavitcho. Vocês precisam sim explicar a origem do dinheiro que bancou esse filme — e se ele de fato chegou até a produção. Detalhe que não pode ser esquecido: em uma primeira nota, a própria produtora disse que o dinheiro não chegou na conta dela.

E a polícia?

A Polícia Federal segue trabalhando e hoje foi atrás do Claudio Castro, ex-governador bolsonarista do Rio, e do Ricardo Magro, acusado de ser o maior sonegador do país e que atuava no ramo dos combustíveis, cometendo os mais variados crimes, segundo a polícia.

Magro é aquele empresário que Lula tem mirado há meses, dizendo para Trump que se ele quiser combater mesmo o crime organizado tinha que extraditar o Magro (que vive em Miami). Agora Magro tem um mandado de prisão contra ele. Magro é acusado como o maior sonegador do Brasil há uns 15 anos — por que só agora tem essa corrida atrás dele é algo que também quero saber, darling! #curiosa


Jim Caviezel, Bolsonaro, Melania e os nichos de filmes de direita

 

Imagem de divulgação do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Imagem de divulgação do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Divulgação


Ainda há muito a esclarecer sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel, dirigido por Cyrus Nowrasteh e com estreia prevista para setembro de 2026.

Flávio Bolsonaro, senador, presidenciável e filho de Jair, diz que buscou captar os US$ 24 milhões previstos para a produção da película junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado em 2025 em meio a acusações de fraudes bilionárias.

Cerca de US$ 12 milhões teriam sido arrecadados. Mas Flávio só admitiu tal pedido depois que o áudio em que ele chama o banqueiro de "irmão" foi tornado público pelo site Intercept Brasil.

Desde então, Flávio disse que havia um contrato formal com Vorcaro para financiar o filme, com cláusula de confidencialidade que o impediria de mencionar a existência do acordo. E que um fundo no Texas em nome de um advogado de imigração ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi usado para movimentar valores para o filme.

Aliados de Eduardo negam, porém, que houvesse contrato com Vorcaro e dizem que o fundo do Texas foi criado para o filme, sem que o ex-deputado pudesse acessá-lo.

Os documentos da Secretaria Estadual do Texas, no entanto, contradizem tal versão, já que registram que o fundo foi criado em dezembro de 2020, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro, muito antes de o filme ser um projeto.

O próprio Eduardo constava em um contrato firmado há mais de dois anos como produtor executivo do filme, o que ele diz que não se concretizou. Segundo Eduardo, ele próprio colocou US$ 50 mil no filme como um aporte inicial para garantir a disponibilidade do diretor —dinheiro que mais tarde ele teria reavido, "sem correção".

Nem a família Bolsonaro, nem o produtor executivo do filme (e deputado federal) Mário Frias, nem a produtora Go Up Entertainment apresentaram qualquer documentação para comprovar o que dizem, até agora.

Dark Horse é uma produção típica do nicho cinematográfico de direita, que tem crescido em proporção semelhante à quantidade de polêmicas que suas produções conseguem gerar antes mesmo da estreia nos cinemas e streamings.

Foi o que aconteceu este ano com Melania, o documentário biográfico sobre a primeira-dama dos EUA que custou US$ 75 milhões (entre licenças, produção e marketing) à Amazon.

A cifra, considerada muito alta mesmo para os padrões de produção no país, chamou a atenção na imprensa norte-americana e levantou questionamentos sobre até onde o bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, estaria disposto a ir para cair nas graças da Casa Branca.

As estimativas apontam que o documentário não chegou a recuperar nem metade do que foi gasto em sua produção e promoção, considerando as receitas obtidas nos EUA e no restante do mundo.

Com Dark Horse, o interesse teria sido o oposto, segundo aliados de Eduardo —usar o fundo do Texas para ocultar os reais investidores do filme sobre Jair, já que "eles teriam medo de sofrer perseguição no Brasil".

Mas a política não se restringe apenas ao financiamento ou ao enredo dos filmes, como mostram os bastidores de Melania. Um dos co-produtores do filme foi o venezuelano Maximilian Sánchez Arveláiz, que atuou como embaixador e alto funcionário durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Durante as filmagens, Arveláiz teria usado a oportunidade para fazer chegar a Melania recados da gestão Maduro, então em tensão com o governo Trump, segundo o relato sob reserva de um diplomata norte-americano que atuou na Venezuela apenas meses antes da retirada de Maduro do país pelos EUA, em janeiro deste ano.

O ator Jim Caviezel, católico fervoroso e veterano em filmes para audiências de direita, é o protagonista da mais bem-sucedida empreitada do tipo. O Som da Liberdade, de 2023, custou US$ 15 milhões, mas rendeu estimados US$ 250 milhões.

Entre os motivos do sucesso do filme estão as compras dos ingressos para salas inteiras por líderes religiosos, nos EUA, que se lançaram a apoiar a película sobre um agente público que desmantela uma rede de tráfico e abuso sexual infantil na Colômbia.

Ao promover o filme, Caviezel deu declarações entendidas como slogans do movimento conspiracionista Q-Anon, que argumenta que o presidente Donald Trump trava uma batalha para tentar salvar os EUA e o mundo de uma elite global pedófila, corrupta e exploradora.

Estudiosos de mídia dizem que a estratégia do filme é vista como exemplar do que a direita americana tem tentado fazer: disputar narrativas e popularizar suas perspectivas junto a um público mais amplo.

Ou, como definiu um aliado de Bolsonaro, "o filme é puro Olavo de Carvalho", citando o ideólogo bolsonarista da guerra cultural no Brasil.

Sobre a possibilidade de corrupção entre a elite bancária e política no financiamento do filme que ele estrela sobre Jair, Caviezel nada disse até agora. No áudio de Flávio a Vorcaro, o senador descreve a possibilidade de calote nos pagamentos de Caviezel e o risco de que o ator abandone o projeto.

Nem Caviezel, nem o diretor Cyrus Nowrasteh, ambos procurados por mim, se pronunciaram sobre o assunto até o fechamento desse texto.

Pouco depois da condenação de Bolsonaro pelo STF a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, Caviezel fez um raro comentário público sobre o ex-presidente.

"Orem comigo pelo nosso irmão Jair e sua família", pediu a seus seguidores.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

URGENTE: Ex-governador do RJ Cláudio Castro é alvo de busca em operação da PF

 

O ex-governador do Rio Cláudio Castro

O ex-governador do Rio Cláudio Castro

Rogério Santana/Governo RJ



O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) é alvo de mandado de busca e apreensão em operação da PF (Polícia Federal) realizada hoje no Rio de Janeiro.

Também está na mira da PF o empresário e advogado Ricardo Magro, dono do Grupo Refit. Ele é alvo de mandado de prisão, mas atualmente está fora do Brasil — o nome de Magro foi incluído na difusão vermelha da Interpol (polícia internacional).

Magro é considerado pela Receita Federal o maior devedor contumaz do Brasil, com débitos superiores a R$ 26 bilhões — ele controla o conglomerado responsável pela Refit, a antiga refinaria de Manguinhos.

A Justiça ordenou o bloqueio de R$ 52 bilhões do grupo devido as suspeitas de fraude fiscal.

A investigação é dentro da ADPF 635/RJ, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e que mira a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. Segundo apurou a coluna, o caso foi incluído dentro da ADPF porque investiga a corrupção sistêmica no estado do Rio de Janeiro.

Pré-candidato do PL ao Senado, Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março, um dia antes de ser julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

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Cadê o dinheiro do Vorcaro, Flavitcho? O gato comeu?

 

Arte: Marcelo Chello

A Polícia Federal agora vai investigar para onde foi o dinheiro que Flavitcho recebeu de Daniel Vorcaro. Há suspeitas de que o dinheiro foi usado para financiar Dudu Bolsonaro nos States e nunca chegou para o filme sobre o pai. Se segura, BRASEW, que hoje é o dia do desmentido do mentido.

Flavitcho Bolsonaro foi à GloboNews dizer que era tudo ilação. Mas foi um tal de menti por causa de cláusula de confidencialidade que agora não sabemos mais se o que Flavitcho diz é verdade ou se é só cláusula contratual. Vem entender.

O disse me disse

A treta é a seguinte. Flavitcho garantiu há alguns meses que não conhecia Vorcaro, o dono do Master. Como mostrou o site Intercept ontem, não só conhecia, como mandava áudios, mensagens chamando de irmão, dizendo que estaria com ele até o fim. Tudo isso depois de pedir 134 milhões de reais para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O filme mais caro do que ganhadores de Oscar como “Ainda estou aqui”. Vorcaro liberou metade do dinheiro, por meio de um fundo nos States. E aqui começa o desmentido do mentido.

Flavitcho: “Todos os recursos aportados nesse fundo, específico para produção do filme, foram integralmente utilizados para fazer o filme.”

Os donos da produtora do filme, a Go Up, Karina Gama e Mário Frias: não recebemos “nem um centavo” do Vorcaro.

Se Flávio confirma que recebeu o dinheiro e a produtora diz que não recebeu o dinheiro… cadê o dinheiro? Entendeu por que a polícia desconfiou?

Mas parece que alguém se ligou e agora a produtora, que é ligada ao deputado Mário Frias, diz que quando disse que não tinha nenhum centavo do Master ou do Vorcaro, é porque o contrato foi feito com a Entre. Ah bom! Então está tudo explicado.

E quem é a Entre? Uma fintech ligada ao Vorcaro, que entre outras coisas é investigada pela polícia por lavagem de dinheiro no rolo dos combustíveis que envolve o povo do PCC. Ahã! Só isso. Só o PCC. E parece que a máfia italiana também. Ah, que bom que não foi do Master que o filme recebeu financiamento, não é? Muito melhor ser da Entre.

Mas cá entre nós, melhor do que a produtora desmentindo o mentido, foi o Flavitcho Bolsonaro explicando por que mentiu que não conhecia o Vorcaro.

“Quando eu falo, quando eu nego, na verdade, que eu conhecia, que eu tinha contato com ele [Vorcaro] é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. Minha relação com ele era exclusivamente para o filme. Se eu falo assim ‘não, eu tenho, eu conheço o Vorcaro’. A pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual era a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi.”

Alguém arruma uma IA pro Flavitcho? Porque obviamente nenhuma inteligência humana consegue ajudá-lo neste momento.

O dinheiro público

Flavitcho está desde ontem dizendo que não tem problema pedir dinheiro privado para um filme privado. Primeiro que a ideia era lançar o filme às vésperas da eleição. Ou seja, seria material de campanha. Segundo, que o próprio Intercept já publicou outras reportagens que mostram que a produtora também é dona de uma ONG que recebeu dinheiro de emendas parlamentares e ainda um contrato de mais de 100 milhões de reais para fornecer serviços de wifi para a cidade de São Paulo. Contatinho do prefeito Ricardo Nunes, que garante que a licitação foi feita dentro dos conformes e a ONG está oferecendo o wifi.

O pai do Vorcaro

E a Polícia Federal não para. Hoje prendeu o pai de Vorcaro, o Vorcaro Pai. Segundo a polícia, ele era o operador financeiro da Turma, aquela estrutura de vigilância e hackers etc., e continuava usando os serviços da Turma. Essa Turma é aquela mesma do Sicário. Lembram do Sicário? Que hackeou até a Interpol e que se matou assim que foi pego pela Polícia Federal de Belo Horizonte? E advinha: a operação de hoje também pegou uma delegada da Polícia Federal em Belo Horizonte que estaria repassando informações.

Quer dizer. O esquema do Vorcaro se entranhou na Polícia Federal, no Banco Central, no Supremo e no Dark Horse. O que é Dark Horse, Tixa? O filme do Bolsonaro, darling.

E o Tarcísio?

O Tarcísio mandou essa: “O Flávio imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos, entrou em campo, falou do que se tratava, e acho que ele precisa continuar dando esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo, porque é fundamental que todo mundo tenha segurança na relação, no que aconteceu.”

Ahã, claro, claro.

Sim, Flavitcho está se explicando. Só precisamos saber se ele está falando com um contrato de confidencialidade que vai ser tirado da gaveta quando for necessário.

E o Zema?

O Zema já saiu dizendo ontem que era imperdoável, um tapa na cara e que não adiantava Flavitcho criticar o PT e fazer a mesma coisa. Dudu Bolsonaro saiu em defesa do irmão e postou a lista de doadores da última campanha de Zema. Quem estava na lista? Henrique Vorcaro, o Vorcaro Pai. Sim, o mesmo que foi preso hoje.

E viram a Alerj?

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vive plenamente seu ócio e foi assim que a Comissão de Constituição e Justiça resolveu então declarar o Porchat persona non grata. Porchat resumiu aos prantos: “me enche de orgulho”. E pediu encarecidamente que os deputados estaduais votem nele na plenária para ele poder virar persona non grata oficialmente.

E o Xi?

O Donald J. Trump (J de João, juro) e o Xi Jinping estão trocando umas figurinhas lá na China. O Xi deu o recadinho: não mexa com Taiwan que vai dar ruim. Trump sorriu e saiu da reunião dizendo: a China é linda.

Chega, BRASEW, que eu preciso ali checar se eu tenho algum contrato de confidencialidade para honrar. Agora, se você quiser ter um contratinho de confidencialidade com a Tixa, pode vir contribuir para manter o jornalismo independente. É bem fácil. Direto no pix 49875575000147 ou assinando a news pelo link https://www.tixanews.com.br/newsletter/

GIRO PELO BRASIL

 

Callaghan O'Hare - 28.mar.26/Reuters

PF vai investigar se dinheiro do Master foi usado por Eduardo Bolsonaro

Carolina Juliano

A Polícia Federal deve abrir uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro que foi pedido pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro teria sido usado para financiar as despesas do irmão Eduardo nos Estados Unidos. Mensagens trocadas entre Flávio e o dono do extinto Banco Master, reveladas na quarta-feira, mostraram que o senador cobrou Vorcaro do repasse de verba que seria para o financiamento do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, esses recursos teriam sido transferidos a um fundo sediado no Texas, nos EUA, por uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações, e há a suspeita de que esse fundo seja controlado por aliados de Eduardo. A PF pretende entender se o dinheiro foi, de fato, usado para financiar o filme ou se uma parte dele serviu para custear a vida de Eduardo, que se mudou para os EUA em 2025.

Eduardo Bolsonaro nega ter recebido dinheiro destinado a filme. O ex-deputado federal se defendeu ontem das suspeitas da Polícia Federal de que o dinheiro do financiamento do filme sobre o pai teria sido desviado para pagar despesas suas. Sem especificar seu status migratório, Eduardo afirmou em uma postagem no X que o governo americano não permitiria que ele recebesse dinheiro do fundo, e que teria explicado às autoridades locais qual seria a origem de todos os seus recursos. Ele disse ainda que os investimentos foram feitos nos Estados Unidos porque a produção da obra é norte-americana. Flávio também saiu em defesa do irmão. Em entrevista à Globonews, ele falou que omitiu seu contato com Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade no contrato do financiamento do filme. Ele afirmou que o advogado que controla o fundo que recebeu os recursos do Master é pessoa de confiança de Eduardo, e que "cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos".

Pai de Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance. Henrique Vorcaro foi detido na manhã de ontem, em Belo Horizonte sob a acusação de fazer parte de um grupo que intimidava e coagia rivais de Daniel Vorcaro. Ele está sendo investigado por participar do grupo conhecido como 'A Turma', definido pela PF como "organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos". Segundo a PF, ele atuava em conjunto com um grupo de hackers para derrubar reportagens sobre o escândalo do Master. A operação cumpriu sete mandados de prisão, e mais 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Uma delegada da PF foi afastada e um agente foi preso sob a suspeita de vazarem informações sigilosas à organização.

STF valida de lei de igualdade salarial. O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, por unanimidade, declarar a constitucionalidade da lei de 2023 que estabelece a igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função. Os ministros consideraram não há violação à livre iniciativa. A lei, proposta pelo governo em 8 de março de 2023, obriga empresas com mais de 100 empregados a divulgar relatórios de transparência salarial e de critérios remuneratórios. Caso se comprove remuneração diferente a de um empregado homem, a empresa deve pagar uma multa de dez vezes o salário que deveria ser pago à funcionária. Além disso, deve apresentar plano de ação para mitigar a desigualdade. O relator, ministro Alexandre de Moraes, citou em seu voto dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE em 2024, que revelam que mulheres recebem rendimentos inferiores ao dos homens que chegam, em algumas regiões do país, a uma proporção de até 74,2% a menos.

Saul Klein, herdeiro das Casas Bahia, vira réu por exploração sexual de mulheres. A Justiça de São Paulo aceitou parte da denúncia do Ministério Público e tornou o herdeiro de Samuel Klein réu por exploração sexual de mulheres. O caso tramita em segredo de Justiça e, segundo o colunista do UOL Pedro Lopes, a denúncia foi aceita em relação a quatro acusações: favorecimento à prostituição ou exploração sexual de vulnerável, favorecimento à prostituição com violência ou grave ameaça, aliciamento mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso e organização criminosa. De acordo com o colunista, ele também foi denunciado por estupro por 14 mulheres, mas o próprio Ministério Público requereu o arquivamento das acusações, alegando não haver "certeza ou segurança quanto aos atos sexuais não consentidos". Em sua defesa no processo, Klein afirma que era um "sugar daddy", e mantinha com as mulheres uma relação consensual de fetiche. Leia mais na coluna.

Filme do Jair: PF apura se dinheiro de Vorcaro bancou Eduardo Bolsonaro

 

PF apura se dinheiro de Vorcaro, pedido por Flávio, teria bancado despesas de Eduardo nos EUA

PF apura se dinheiro de Vorcaro, pedido por Flávio, teria bancado despesas de Eduardo nos EUA

Pedro Ladeira/Folhapress,


Roger Modkovski

A Polícia Federal investiga se o dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master, custeou despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. E a PF também prendeu o pai de Vorcaro, na investigação sobre a "turma" que teria ameaçado inimigos do ex-banqueiro.

A revelação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", biografia de seu pai, Jair Bolsonaro, ex-presidente preso por tentativa frustrada de golpe de Estado, causou mal-estar na campanha de Flávio, relata a colunista Letícia Casado.

A avaliação dos aliados é que Flávio, sabendo da existência do áudio, deveria ter se antecipado e planejado uma estratégia de resposta, evitando que o PT do presidente Lula, que tenta a reeleição, explorasse a história eleitoralmente.

Carla Araújo relata que as revelações que estão vindo à tona são todas oriundas de apenas um dos oito celulares entregues por Vorcaro à PF quando ele foi preso na investigação sobre a fraude no banco.

O ex-banqueiro está negociando uma delação premiada, mas o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, não está satisfeito com o andamento do processo. A avaliação que circula nos bastidores até o momento, segundo Carla, é que o celular do ex-banqueiro "já está entregando tudo".

E Josias de Souza observa que a prisão do pai pode mudar a relação de Vorcaro com a delação premiada, tornando-o um delator "mais fluente", que revele mais informação do que se mostrou disposto até agora.

Como fica a direita?

O que acontece eleitoralmente com a direta brasileira diante das revelações?

Para o colunista Leonardo Sakamoto, o áudio pode ser um "grito de liberdade" para outros presidenciáveis do campo conservador, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que poderiam se aproveitar do incidente para se distanciar do bolsonarismo.

O antropólogo Juliano Spyer, na Folha, afirma que uma possível saída de Flávio seria uma boa notícia para lideranças evangélicas, que sempre preferiram outros nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou mesmo Zema e Caiado.

Mariana Sanches: Vorcaro teria pago a fundo de advogado próximo a Eduardo Bolsonaro

Letícia Casado: Reação de Flávio Bolsonaro a áudio irrita aliados, que temem mais estrago com Eduardo

Carla Araújo: É apenas um celular de Vorcaro que está 'entregando tudo' à PF

Josias de Souza: Prisão do pai tende a transformar Vorcaro num delator mais fluente

Josias de Souza: Candidatura de Flávio Bolsonaro vale tanto quanto CDB do Master

Leonardo Sakamoto: Áudio de Flávio pode ser 'grito de liberdade' do resto da direita

Leonardo Sakamoto: Grana que Flávio Bolsonaro obteve com Vorcaro foi só para o filme?

Juliano Spyer: Eventual saída de Flávio é boa notícia para lideranças evangélicas

Vinicius Torres Freire: Flávio Bolsonaro pedia dinheiro dos fundos sujos do 'irmão' Vorcaro

Marcos Augusto Gonçalves: Conversa com Vorcaro atropela Flávio Bolsonaro e abala direita

Adriana Fernandes: Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil

Alexandre Borges: Dark Money: a conta do queima-filme bolsonarista não fecha