Remanescentes do governo Flávio Dino têm até julho para decidir se insistem no nome do vice-governador ou aderem definitivamente ao ex-prefeito de São Luís.
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| O VICE-GOVERNADOR PRECISA GARANTIR O PT PARA SEGUIR CANDIATO, mas tudo muda se compor com Braide para disputar o Senado |
A renúncia do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) para disputar o Governo do Estado consolidou no grupo remanescente do governo Flávio Dino uma dúvida que vinhas e arrastando desde o início de 2025: os dinistas ainda têm dúvida se mantêm a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ou se declaram apoio definitivo a Braide.
Os dinistas estudam dois caminhos com Felipe Camarão:
- primeiro: ele seria candidato a governador pelo PT, com apoio de PCdoB, PV, PSB, PSDB e PSOL, o que daria efetivo tempo de propaganda;
- segundo: o grupo apoiaria Eduardo Braide, com Camarão candidato ao Senado; neste caso, levariam alguma das legendas ao ex-prefeito.
Nesta terça-feira, 31, a maioria dos dinistas curtiu, comentou e festejou a renúncia de Braide e o anúncio de sua candidatura ao Governo do Estado, inclusive o próprio Felipe Camarão.
- o problema é que Braide não manifesta qualquer interesse público no apoio dos dinistas e do PT;
- além disso, o ex-prefeito não demonstra disposição em ceder as duas vagas de senador em sua chapa.
Para além desses problemas políticos, os remanescentes do governo Flávio Dino ainda tendem a enfrentar um dilema ético: como lançar uma candidatura de Camarão ao governo depois e fazer juras de amor a Braide?!?
As conversas e articulações devem durar até julho e agosto, quando se dá o período de convenções partidárias para montagem das chapas.
Até lá, tanto Braide quanto os dinistas ainda precisam alinhar os discursos.
Por que até agora não falam a mesma língua…
FONTE: MARCOS D'ÉÇA

