Os países da União Europeia estão considerando impor tarifas no valor de 93 bilhões de euros aos EUA ou restringir empresas americanas do mercado do bloco em resposta às ameaças de Donald Trump aos aliados da Otan que se opõem à sua campanha para assumir o controle da Groenlândia. Segundo informações do jornal Financial Times, as medidas foram discutidas em reunião de emergência convocada ontem depois que Trump anunciou, no sábado, tarifas extras a países contrários aos seus planos. Segundo jornal, os países do bloco buscam um consenso que evite uma ruptura profunda na aliança militar ocidental. As articulações consideram a tentativa de conquistar o poder de barganha para reuniões com Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, a ser realizado nesta semana. O presidente dos EUA reagiu à UE e disse em sua rede social que a Dinamarca "não conseguiu fazer nada" contra a presença da Rússia na Groenlândia e que agora "isso será feito". Leia mais. Oito países reforçarão segurança no Ártico após ameaças de Trump. Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido assinaram uma declaração em conjunto em que dizem estar comprometidos com a segurança do território no Ártico diante das ameaças feitas pelos Estados Unidos par anexar a Groenlândia, que é hoje um território autônomo dinamarquês. "Como membros da Otan [aliança militar do ocidente], estamos comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico como um interesse transatlântico compartilhado", diz a declaração. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca afirmou ontem não ter dúvidas de que conta com "apoio forte e contínuo da União Europeia em relação à Groenlândia". Nos últimos dias, foram registrados protestos contra as declarações de Trump tanto na Dinamarca quanto na Groenlândia. Segundo uma pesquisa de janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses rejeitavam a ideia de fazer parte dos Estados Unidos. |
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