O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho por um de folga) deve ser votado na casa até maio. O que deve ser levado a voto não é a proposta do governo, mas um projeto que nasceu na Câmara —mas quem aparecerá como autores são os deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Uma comissão especial deve debater o projeto até o final de abril. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, deve usar o fim da 6x1 como uma de suas bandeiras eleitorais. A colunista Daniela Lima relata que a Câmara abraçou o projeto para dividir os ganhos eleitorais com o governo federal —a exemplo do que ocorreu com a isenção do Imposto de Renda. Daniela informa que uma reunião de Lula com o centrão pactuou a aprovação. E Thaís Bilenky conta que o centrão, pressionado pelos patrões, quer manter a jornada de trabalho em 44 horas semanais, discordando da proposta do governo federal, que era de reduzi-la para 40 horas. Para Leonardo Sakamoto, aumentar a jornada diária para 9 horas é, em ano eleitoral, chamar o trabalhador de otário. Daniela Lima: Congresso abraça 6x1 para dividir ganhos da pauta com o governo |
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