O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça reduziu ontem o grau de sigilo do caso do Banco Master e autorizou que a perícia da Polícia Federal em cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos seja feita sem restrições. O ministro assumiu a relatoria do processo no STF após o afastamento de Dias Toffoli e devolveu o caso ao sigilo grau 3. Anteriormente, por decisão de Toffoli, o caso estava submetido a sigilo mais rigoroso. Com o novo status, o material pode ser submetido ao "fluxo ordinário" de trabalho pelos policiais. Mendonça também autorizou a PF a ouvir investigados e testemunhas, caso haja necessidade. Os policiais foram orientados a não compartilhar informações obtidas com "áreas e autoridades" que não estejam "diretamente" ligadas à investigação. "Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados, é que devem ter conhecimento das informações acessadas", diz a decisão. PF diz que Toffoli e Vorcaro tiveram mais de dez encontros presenciais. A colunista do UOL Natália Portinari relatou com exclusividade que o relatório encaminhado pela Polícia Federal ao STF cita mais de dez ocasiões em que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria encontrado o ministro Dias Toffoli, ex-relator da investigação sobre o banco. Segundo a colunista, a PF apurou que os encontros, que ocorreram entre 2023 e 2024, indicam uma relação de amizade além do que mostra a conversa entre os dois no WhatsApp, na qual o ministro chamou Vorcaro para sua festa de aniversário. O relatório da PF cita também repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado ao banqueiro, a uma empresa em que Toffoli é sócio com seus familiares, a Maridt. Após deixar a relatoria do caso no Supremo, o ministro negou ter amizade com Vorcaro e defendeu que não havia margem para alegar sua suspeição. Leia mais. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário