A Polícia Federal entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, novos pedidos de investigações relacionadas ao banco Master a partir de material obtido em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono da instituição. Segundo os jornalistas do UOL Daniela Lima e Fabio Serapião, o material abre ao menos três novas frentes de apuração e menciona, além do ministro Dias Toffoli, pessoas com foro de prerrogativa de função no STF e também sem foro. Segundo a apuração do UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, entregou o material pessoalmente a Fachin na última segunda-feira. A PF agora estaria aguardando "encaminhamento técnico e jurídico" para cada uma das averiguações. Ainda de acordo com a reportagem, entre os novos achados da PF há uma série de conversas entre Toffoli e Vorcaro, o que aprofunda a percepção de que havia uma relação próxima entre eles. O ministro é alvo de críticas desde que começou a conduzir o caso no Supremo, por ter pedido sigilo muito rígido sobre os materiais apreendidos, ter feito uma viagem com um dos advogados do caso e ainda por ter familiares citados como suspeitos de ligações com Volcaro. Toffoli diz que recebeu dinheiro por venda de resort a fundo de Vorcaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal afirmou a interlocutores que recebeu dinheiro da Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a colunista da Folha Mônica Bergamo, a explicação foi dada após a Polícia Federal começar a apurar a transferência de recursos para ele em nova frente de investigação do caso Master. É a primeira vez que Dias Toffoli detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos. De acordo com a explicação dada, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar. Seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa porque ela é uma Sociedade Anônima, por isso apenas o nome de dois de seus irmãos são públicos porque eles são os administradores. A Maridt era dona de 33% do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master. Saiba mais. TCU restringe acesso do BC a processo sobre o Master. O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, restringiu o acesso do Banco Central aos autos do processo que apura a atuação do órgão na liquidação do Banco Master. O BC só foi autorizado a ver o parecer da área técnica no próprio TCU. O processo analisa como a instituição conduziu a liquidação do Master, decretada pela autoridade em 18 de novembro. Na quinta-feira da semana passada, o ministro alterou a classificação do caso de "sigiloso" para "sigiloso com exigência de autorização específica para a leitura de peças". Até então, o BC tinha acesso integral por ser a unidade fiscalizada e parte no procedimento. Em nota, o ministro do TCU disse que o processo teve a classificação de confidencialidade alterada com o objetivo de evitar vazamentos. O processo tem como objetivo avaliar a hipótese de o BC ter demorado na condução de alternativas de mercado no caso Master e, por outro lado, ter se precipitado ao decretar a liquidação do banco de Vorcaro. Entenda. |
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