Semana santa mais bizarra da história política do Maranhão pode definir o futuro não apenas do governador e do vice, mas de outros personagens da guerra entre dinistas e brandonistas.
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| CAMINHOS IGUAIS, DESTINOS DIFERENTES. Brandão e Camarão vivem situação jurídica parecida, mas com efeitos práticos distintos. |
Pensata
- Brandão vive a ameaça de ser afastado do mandato “a qualquer momento” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes;
- mas agora Camarão também enfrenta situação parecida, com pedido de seu afastamento nas mãos do desembargador Sebastião Bonfim.
Na condição de vice-governador, o petista não precisa se desincompatibilizar ou renunciar ao mandato para concorrer a nenhum cargo nas eleições de outubro; e isso não muda, mesmo se ele for afastado pela Justiça.
- Carlos Brandão tem até a próxima sexta-feira, 3, para decidir se vai ou não disputar algum mandato em outubro;
- se permanecer no governo mesmo depois do dia 4 de abril, terá que ficar até o final no cargo, sem concorrer a nada;
- Se um eventual afastamento pelo STF ocorrer depois da sexta-feira santa, ele estará sem mandato e sem candidatura.
Nesta equação, inclui-se ainda a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB).
Se um eventual afastamento de Brandão e de Camarão ocorrer ao mesmo tempo, quem assume é ela, que passa a ser a governadora interina. Mas se ficar no cargo depois do dia 4 de abril, estará inelegível para qualquer outro mandato nas eleições de outubro.
Terá que concorrer, portanto, à própria reeleição de governadora.
- se, no meio do caminho, a Justiça revogar o afastamento de Camarão, Iracema perde o mandato e a candidatura;
- se, por outro lado, for Brandão quem voltar, a presidente da Assembleia também estará inelegível em outubro;
- se a volta for do governador e do vice, as mexidas judiciais terão afetado apenas o projeto eleitoral de Iracema.
O jogo de xadrez entre dinistas e brandonistas mostra-se, portanto, capaz de transformar drasticamente toda a realidade político-eleitoral do Maranhão.
E pode deixar peças importantes fora do pleito…
FONTE: MARCOS D'ÉÇA.


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