O PSD, partido de Gilberto Kassab, oficializou ontem a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. O político de 76 anos disputava a vaga com o governador do Paraná, Ratinho Junior, que desistiu de concorrer, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Em suas primeiras palavras como pré-candidato ao Planalto, Caiado defendeu bandeiras bolsonaristas, como a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e o indulto a Jair Bolsonaro. E alfinetou Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, dizendo que o "ímpeto dos jovens não é o suficiente" e que "não se governa por queda de braço" ou por decreto, é preciso "ter experiência, não cabe a improvisação", afirmou. O governador ficará no cargo até o dia 4 de abril, quando sai para se dedicar às eleições. Ele já foi candidato à Presidência da República em 1989 e em sua atuação política sempre defendeu interesses da direita agrária. Saiba mais. Eduardo Leite critica partido por escolha de Caiado. O governador do Rio Grande do Sul, que também desejava concorrer ao Planalto nas eleições de outubro, disse que a definição do nome de Caiado "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país". Em um vídeo publicado após o anúncio da escolha do governador de Goiás, Leite disse que o Brasil "está cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos". Ratinho Júnior, que era o outro nome do partido cotado para a disputa, elogiou a escolha. Caiado e Ratinho se aliaram ao bolsonarismo no passado e hoje defendem a anistia ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado. |
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