Os governos dos Estados Unidos e do Irã receberam de intermediários paquistaneses um plano de cessar-fogo de 15 a 20 dias para a guerra que começou há cinco semanas. O governo iraniano, porém, recusou-se a reabrir o estreito de Hormuz antes de uma negociação formal e avisou que não aceitará prazos impostos por Washington. Em resposta, o presidente Donald Trump reiterou o ultimato: se Teerã não liberar o estreito até terça-feira, as forças norte-americanas e israelenses atacarão redes elétricas e pontes iranianas, um gesto que juristas classificam como potencial crime de guerra. A proposta de trégua temporária, que varia de 15 a 45 dias dependendo do mediador, seria um primeiro passo para suspender ataques e iniciar conversas diretas. No fim de semana, bombas e drones norte-americanos e israelenses mataram pelo menos 25 iranianos, entre eles o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Khademi, enquanto mísseis iranianos atingiram Haifa, em Israel. Os mediadores também tentam garantir que o Irã não use o porto estratégico para pressionar o mercado global de petróleo. O impacto imediato é duplo: se aceitar o plano, o Irã consegue salvar vidas e aliviar a crise energética mundial; se rejeitar, arrisca ataques devastadores a sua infraestrutura civil e uma escalada regional. Especialistas lembram que o estreito por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial já ficou fechado em conflitos anteriores e que, caso se cumpra a ameaça americana, cairão as exportações iranianas e subirão os preços globais de energia. Resgate de pilotos no Irã expõe risco de escalada Forças especiais dos Estados Unidos resgataram dois aviadores abatidos no Irã no final de semana. A operação envolveu cerca de 200 militares, artifícios de distração e combates sob fogo intenso. Um dos pilotos foi retirado rapidamente; o outro, que se escondia em uma ravina nas montanhas, só foi localizado dez horas depois. A evacuação deixou feridos entre os resgatadores e elevou a tensão no golfo, pois as autoridades iranianas classificaram a ação como agressão e prometeram represálias. O episódio demonstra que, mesmo com propostas de trégua, as operações militares continuam e qualquer incidente pode desencadear nova escalada. |
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