segunda-feira, 13 de abril de 2026

GIRO PELO MUNDO

 

O futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar

O futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar

Photo by FERENC ISZA / AFP

Orbán perde eleição, e Hungria encerra 16 anos de poder da extrema-direita

Carolina Juliano

Em uma votação histórica, a Hungria compareceu em massa às urnas ontem e mudou o rumo de sua história ao decretar o fim da era Viktor Orbán, primeiro-ministro do país desde 2010 e ícone da ultradireita mundial. Oebán disputou a corrida eleitoral com Peter Magyar, líder da oposição pelo Tisza e identificado como centro-direita. Com 95,63% das urnas apuradas até a noite deste domingo, o partido de oposição, Tisza, liderado por Magyar, conquistou 137 das 199 cadeiras do Parlamento. Nas redes sociais, Magyar disse que recebeu telefonema de Orban para parabenizá-lo pela vitória. O líder da extrema-direita reconheceu a derrota a jornalistas. "Os resultados ainda não são definitivos, mas a situação é compreensível e clara", declarou. A eleição na Hungria atrai a atenção da União Europeia, da Rússia e dos Estados Unidos. Orbán é aliado de Vladimir Putin e de Donald Trump. Em seu discurso de vitória, Magyar deixou claro que pretende alterar radicalmente a política externa, e disse que a Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan. Saiba mais.

Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado de suas eleições. Dados de pesquisas Datafolha feitas a cerca de seis meses das eleições de 2002, 2006 e 2022 mostram que a diferença do presidente Lula em relação ao seu principal oponente nunca foi tão estreita como os que foram revelados no último levantamento. O presidente enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Em 2002, primeira vez em que foi eleito presidente da República, ele tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, que era José Serra. Quando se reelegeu, no pleito seguinte, a vantagem era de 17 pontos para Geraldo Alckmin, segundo pesquisa de junho de 2006. Finalmente quando voltou a concorrer em 2022, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro. O levantamento do último sábado mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 35%. Leia a análise.

EUA dizem que irão bloquear todos os portos do Irã. O Exército dos Estados Unidos afirmou ontem que iniciará o bloqueio de todos os portos do Irã a partir das 11h de hoje (horário de Brasília). A ação ocorre após os dois países não chegarem a um acordo nas negociações de paz que ocorreram no Paquistão. Trump declarou que as tratativas duraram cerca de 20 horas na capital paquistanesa, mas fracassaram no ponto central: o programa nuclear iraniano. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, por sua vez, afirmou que "inimizade gera inimizade" e que o país se engajou com os EUA para dar fim a guerra. O Comando Central dos EUA recomendou, em mensagem nas redes sociais, que os navegantes acompanhem os avisos e entrem em contato com as forças do país ao operar próximo do Golfo de Omã e do Estreito de Hormuz. Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu dizendo ter o tráfego em Hormuz "sob controle". "O inimigo ficará preso em um vórtice mortal no estreito se fizer um movimento errado".

Flávio Bolsonaro usa vídeo de fome da época do governo do pai para atacar Lula. O senador e pré-candidato à presidência da República divulgou ontem um vídeo em que fala sobre o endividamento no Brasil. "Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água", diz ele, citando ainda a alta dos juros no país e o impacto do endividamento por bets. Enquanto fala, o vídeo exibe cenas de moradores procurando alimentos dentro de um caminhão de lixo. O UOL verificou que as imagens foram gravadas em outubro de 2021, durante o governo Bolsonaro, e foram divulgadas em uma reportagem do portal G1 Ceará. As cenas foram gravadas na porta de um supermercado em Fortaleza. Foi no governo do pai de Flávio que o Brasil voltou para o Mapa da Fome depois de mais cinco anos fora. Procurada pela reportagem do UOL, a assessoria do senador não quis se pronunciar. Veja o vídeo.

Datafolha mostra que 59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro. A maior parte dos brasileiros afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria cumprir pena em sua casa em vez de voltar para a prisão, segundo pesquisa divulgada ontem. Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para a prisão somam 37%, enquanto 5% não souberam responder. No último dia 27, o ex-presidente foi transferido para sua casa após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar temporária por 90 dias para ele se recuperar de uma pneumonia. Depois desse período, Moraes poderá prorrogar a prisão domiciliar ou determinar que ele volte para a Papudinha. O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bilateral causada por aspiração decorrentes de suas crises de soluço. Veja todos os números.

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