Dois dias após o cessar-fogo anunciado entre EUA e Irã, a situação continua instável no Oriente Médio. O chefe do programa nuclear iraniano, Mohammad Eslami, disse que o país não vai aceitar restrições ao enriquecimento de urânio, contrariando exigências dos Estados Unidos e de Israel. E, após inicialmente manter aos ataques ao Hezbollah no Líbano, Israel falou hoje em começar negociações com o país vizinho "o mais rápido possível". A colunista Mônica Bergamo conversou com diplomatas brasileiros para quem o Irã ganhou uma "bomba atômica" figurada, ao descobrir o poder de barganha que tem o fechamento do estreito de Hormuz. De acordo com Marcos Augusto Gonçalves, também da Folha de S.Paulo, a aventura de EUA e Israel no Irã foi "de uma irresponsabilidade a toda prova". Segundo Gonçalves, o que está em cena é uma escalada do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em busca da nação expandida, o Grande Israel. E Sérgio Rodrigues recua alguns lances e lembra que o mundo apocalíptico em que hoje sobrevivemos, com a ascensão da extrema direita, é fruto das redes sociais que se desvirtuaram. Ele se pergunta: ainda será possível recuperar o sonho pós-hippie de uma internet humanista dos primórdios do Vale do Silício? Mônica Bergamo: Irã agora tem 'bomba atômica' e sai fortalecido de guerra com EUA, avalia diplomacia brasileira Marcos Augusto Gonçalves: Lambança de Trump no Irã é apoio a plano de Grande Israel Sérgio Rodrigues: Redes pariram esse mundo apocalíptico |
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