O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu ontem o ex-deputado federal condenado e cassado Alexandre Ramagem. Segundo informações da Polícia Federal do Brasil, Ramagem foi preso em Orlando por questões imigratórias e foi levado a um centro de detenção na cidade. A prisão não tem relação com a condenação dele no Brasil, mas, de acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, "é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular". O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro. Ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do fim do julgamento e, desde então, é considerado foragido da Justiça brasileira. O governo já pediu a sua extradição ao estado norte-americano. Ramagem também aguarda a análise de um pedido de asilo feito aos Estados Unidos. Ramagem tinha visto expirado e está sujeito a deportação. Um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA mostra que o ex-deputado federal estava com visto expirado e está sujeito a deportação. O documento é chamado NTA (Notificação de Comparecimento, em inglês) e informa que ele teve a entrada admitida no país, mas é considerado "passível de deportação" porque o visto que ele possuía era o chamado B2, para turistas, e que permitiria a permanência apenas até 10 de março. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva, disse ontem que foram apresentadas quatro solicitações em resposta à prisão de Ramagem. A principal delas, direcionada à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pediu que seja considerada "a análise do contexto político e institucional brasileiro, especialmente no que tange à alegada perseguição a opositores políticos" na análise do seu caso. |
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