O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu ontem o presidente Lula em Washington para um encontro que o norte-americano definiu como 'muito produtivo'. Em sua rede social, Trump chamou Lula de "muito dinâmico" e disse que os dois discutiram diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. Lula também classificou a reunião, que durou cerca de três horas, como "muito produtiva" e disse ter proposto a Trump a criação de um grupo com as equipes econômicas dos dois países para debater o fim do tarifaço em até um mês. O que norteou a conversa, segundo o presidente brasileiro, foi a reaproximação dos dois países e a retomada das relações diplomáticas e comerciais. Ele teria dito a Trump que os Estados Unidos se afastaram dos países da América Latina, o que permitiu a aproximação maior com a China, mas que queria que ele entendesse que o Brasil é um importante parceiro dos EUA. Outros pontos que foram discutidos: - Exploração de minerais críticos: O presidente disse que discutiu com Trump o potencial do Brasil na exploração de terras raras e citou o projeto de regulamentação da exploração aprovado na quarta pela Câmara. Ele disse ainda que não veta a participação dos Estados Unidos, e de nenhum outro país, na exploração de minerais brasileiros, mas que deixou claro que o Brasil não será um "mero exportador" e que quer que o Brasil seja o grande ganhador "dessa riqueza que a natureza nos deu".
- Segurança e combate ao tráfico de drogas: Lula disse que não discutiu com Trump a designação do CV e do PCC como organizações terroristas, mas que os dois falaram sobre o combate ao crime organizado e ao narcotráfico. O brasileiro disse a Trump que propôs a criação de um grupo internacional de combate ao crime organizado, envolvendo países da América Latina e, possivelmente, outras nações, e que se os EUA quiserem compartilhar e participar "estarão convidados".
- Atuação das big techs: O presidente disse que falou para Trump que plataformas de qualquer país podem operar no Brasil, desde que sigam a "regulamentação soberana" brasileira.
- Conflitos internacionais: Lula falou que abordou as atuais guerra que ocorrem no mundo na conversa e deixou claro que, para o governo do Brasil, a diplomacia é a principal ferramenta para resolver conflitos, além de reforçar a sua oposição a soluções militares.
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