terça-feira, 5 de maio de 2026

Pauta no Congresso trava, STF racha. Lula 'vai pra cima' ou 'deixa disso'?

 

Lula discursa no Congresso, em 8 de janeiro de 2024, para marcar um ano dos atos golpistas. Qual presidente prevalecerá agora: o 'Lulinha paz e amor' ou o combativo?

Lula discursa no Congresso, em 8 de janeiro de 2024, para marcar um ano dos atos golpistas. Qual presidente prevalecerá agora: o 'Lulinha paz e amor' ou o combativo?

Sergio Lima / AFP



Roger Modkovski

Passado o feriado, Brasília ainda digere as consequências das duas derrotas do governo Lula no Congresso na semana passada: a recusa da indicação de Jorge Messias ao Supremo; e a derrubada do veto de Lula que barrava a diminuição de penas de golpistas e outros criminosos.

 

Para o colunista Josias de Souza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está agora dividido entre duas alas: uma defende o "vai pra cima", com a indicação de uma jurista negra para a vaga no STF, afrontando Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e mentor intelectual da derrota de Messias; e a outra prega uma negociação com o adversário, para garantir a governabilidade no restante do governo Lula 3.

E Daniela Lima relata que as votações da semana passada praticamente melaram a agenda governista no Congresso, o que inclui aprovar o fim da jornada 6 x 1. Isso, segundo ela, fortalece a posição de quem acha que Lula deve partir para o confronto com o parlamento.

Já para Leonardo Sakamoto, é justamente a questão da jornada 6 x 1, aposta eleitoral de Lula, que impede o governo de romper com Alcolumbre.

Daniela também conta que a não indicação de Messias deixou o Supremo rachado em quatro grupos.

 

E falando em eleição, Amanda Klein apurou que o PT, na empreitada para reeleger Lula, não deve adotar o discurso antissistema. A avaliação dos governistas é que essa etiqueta "não cola" num partido que está no seu quinto mandato presidencial. O tom, segundo eles, será "atacar os privilégios" e "investigar os poderosos do andar de cima".

 

E o colunista Tony Marlon, a partir do mote "o centrão não se compra, o centrão se aluga", analisa que Lula não percebeu que os jogadores são os mesmos, mas o jogo político mudou tanto desde seus governos anteriores que nem parece mais o mesmo esporte.

 

Josias de Souza: Lula oscila entre ala do 'vai pra cima' e a turma do 'deixa disso'

Daniela Lima: Rejeição de Messias mela agenda no Congresso e racha STF em quatro

Leonardo Sakamoto: Governo não rompe com Alcolumbre porque precisa dele para a 6 x 1

Amanda Klein: PT não vai adotar discurso 'antissistema' como estratégia eleitoral

Tony Marlon: A semana do 'centrão não se compra, se aluga'

Mônica Bergamo: Pacheco é descartado por Lula para o STF e pode ir para o TCU

Mônica Bergamo: Alexandre de Moraes busca aliados de Lula para dizer que não trabalhou contra Messias

Nenhum comentário: