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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Tucanos roseanistas vão buscar saída consensual do partido

Tucanos roseanistas vão buscar saída consensual do partido
Alberto Franco vê a saída da legenda como última alternativa caso não exista possibilidade de conciliar ninho do governo Roseana Sarney com a linha oposicionista do partido

Francisco Júnior / O Imparcial
O recado enviado pelo deputado Roberto Rocha, presidente do diretório estadual do PSDB, aos tucanos que apoiam o governo Roseana Sarney foi tema de reunião entre quatro parlamentares do partido, aninhados na base governista dentro da Assembléia Legislativa.

A informação é do deputado Alberto Franco que falou sobre o assunto com a reportagem de O IMPARCIAL. “Havia uma abertura para diálogo, não da forma como foi colocada pelo presidente do partido, mas ele tem sua razão, o partido tem postura de oposição e estamos estudando a possibilidade de uma saída consensual”, comenta.

Além de Alberto Franco, participaram da reunião os deputados Rigo Teles, Stenio Rezende e Arnaldo Melo. Eles agendaram para amanhã uma conversa com Roberto Rocha. Também serão realizados encontros com o João Castelo, prefeito de São Luís, Sebastião Madeira, prefeito de Imperatriz, e com parlamentares da bancada federal do PSDB.

Alberto Franco vê a saída da legenda como última alternativa caso não exista a possibilidade dos tucanos conciliarem o ninho do governo Roseana com a linha programática adotada pelo partido no Maranhão. “Nós estamos buscando a alternativa de permanecer no PSDB e ter postura de coerência no parlamento, aprovando projetos do governo Roseana Sarney que sejam de interesse coletivo e opondo-se às medidas contrárias ao interesse público”, revela.

Ele confirma a existência de um prazo, dado pela direção do PSDB para que os parlamentares da legenda, afinados com o Palácio dos Leões , deixassem o partido sem traumas. A data limite foi dia 30 de julho, conforme disse o deputado Roberto Rocha. “A deliberação foi por um prazo e não nos manifestamos dentro do prazo e isto acabou por provocar esta manifestação coerente do presidente. O que vamos buscar é o entendimento e o diálogo”, ressalva.

O deputado admite já ter sido sondado pelo secretário de Estado dos Direitos Humanos, Sérgio Temer, para presidir o Partido da República no Maranhão, mas reforça a disposição em buscar junto às lideranças do PSDB uma forma negociada de resolver o impasse. “Por enquanto, não há definição de deixar partido. Queremos encontrar uma alternativa que contemple a nossa permanência no partido com a nossa postura de oposição com responsabilidade ”, explica.