quarta-feira, 20 de março de 2019

ÚLTIMO DIA DE INSCRIÇÃO (hoje, dia 20): Instituto BEM BRASIL realiza Seletivo para preenchimento de 580 vagas de trabalho em Açailândia

O Instituto BEM BRASIL, encerra hoje, dia 20, as inscrições para o Processo Seletivo nº 01/19, visando o preenchimento de 580 vagas para trabalhar na cidade de Açailândia.
As contratações decorrentes deste Processo Seletivo visam suprir o quadro de funcionários desta Instituição para atender às necessidades nas mais diversas áreas.
Importante: As inscrições iniciaram dia 12/03/2019 e se encerra hoje dia 20 de março de 2019.
O candidato deverá acessar o site: www.bembrasilbr.org.br, e realizar o preenchimento da Ficha de Inscrição do presente Processo Seletivo, conforme Anexo I deste edital.
Para acessar o Edital do Seletivo (CLIQUE AQUI).
Para fazer a sua inscrição (CLIQUE AQUI).

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Conheça a Empresa

Fundada há 11 anos, a BEM BRASIL está sempre se atualizando diante das exigências do mercado por multisserviços cada vez mais qualificados e eficientes em terceirização de mão de obra. Criada para atuar em todo território nacional, atendendo clientes do setor público e privado com profissionais capacitados e experientes, tendo como diferencial BEM selecionar e BEM treinar, além disso o BEM estar dos nossos colaboradores, recebendo remuneração e benefícios em dia e a segurança adequada para realização do trabalho, com isso, criamos as condições adequadas para um serviço BEM feito, resultando em clientes confiantes e BEM satisfeitos.

Bolsonaro na terra do "Tio Sam": Resultado da visita é positivo.

Bolsonaro obteve o que queria de Trump – e também entregou muito em troca.


É positivo o resultado da visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. Ele obteve sucesso não só nas relações bilaterais, mas também ao dar enfim um rosto à própria política externa.

As principais conquistas com que Bolsonaro volta de lá são:

1.            Acordo para aluguel aos americanos da base de lançamentos de foguete de Alcântara, com receitas previstas da ordem de US$ 10 bilhões anuais;
2.            Designação do Brasil pelos Estados Unidos do Brasil como “aliado especial fora da Otan”. Isso garante ao país acesso a tecnologia e cooperação militar com os americanos. Trump falou até que o Brasil poderia ser “aliado na Otan”. É exagero, mas significativo;
3.            Apoio declarado à pretensão brasileira de entrar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma espécie de clube dos países ricos que costuma representar acesso mais fácil a capitais, investimentos e tecnologias;
4.            Reativação de fóruns bilaterais de comércio, energia e meio ambiente, com o objetivo, no longo prazo, de estabelecer um acordo de livre-comércio entre os dois países. Por enquanto, apenas uma promessa.
As concessões que Bolsonaro fez em troca foram:
1.            Fim da exigência de vistos à entrada de turistas americanos no Brasil, sem reciprocidade (assim como à de canadenses, japoneses e australianos). Como não há uma onda de migração ilegal desses países, a medida representa na prática um incentivo ao turismo;
2.            Em troca do apoio à entrada na ODCE, o Brasil passará a abrir mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), que garante prazos mais generosos nas disputas comerciais e condições especiais para acordos de livre-comércio. A medida prejudica sobretudo o setor agrícola. China e Índia costumam se beneficiar de tal status. O Brasil abriu mão dele em negociações recentes. Países como Turquia e Coreia do Sul não precisaram abandoná-lo para aceder à OCDE;
3.            Criação de uma cota para a importação de trigo americano sem tarifas (750 mil toneladas) e estabelecimento de bases para a importação de carne suína americana. No caso do trigo, a concessão representa um golpe na Argentina e no Mercosul;
4.            Concessões aos planos americanos para a Venezuela que Bolsonaro preferiu não detalhar. De acordo com diplomatas, o Brasil teria aceitado o uso do território brasileiro para dar apoio à logística americana, caso seja necessária uma intervenção de maior envergadura para derrubar o ditador Nicolás Maduro. Bolsonaro não descartou o envolvimento de tropas brasileiras.
Nem política nem diplomacia são jogos de soma zero, portanto ainda é cedo para avaliar as consequências de cada uma dessas concessões. Parece óbvio que o envolvimento numa eventual guerra na Venezuela seria muito ruim para o Brasil. Também parece óbvio que o aluguel de Alcântara aos americanos é muito bom. Fora isso, o cenário é incerto.

O tabuleiro comercial é difuso. A ODCE tem mais valor simbólico que prático. É mais um troféu do que uma consequência de desenvolvimento real. Faz dois anos que os Estados Unidos apoiaram a entrada da Argentina, mas até agora nada aconteceu. As disputas na OMC, em contrapartida, são absolutamente práticas. Uma posição de maior fraqueza representa perda concreta.

Quanto à Venezuela, Brasil e Estados Unidos estão alinhados no objetivo final: derrubar Maduro. O interesse brasileiro é que isso ocorra com o menor envolvimento externo possível. De preferência, por iniciativa dos próprios venezuelanos. A reverência cega que Bolsonaro e seu filho Eduardo (ontem no papel de nosso verdadeiro chanceler) prestam a Trump não pode obscurecer tal fato.

“Diplomacia em primeiro lugar, até as últimas consequências”, disse depois Bolsonaro, para esclarecer sua declaração evasiva ao lado de Trump. A verdade é que nem aos americanos interessa enviar soldados para derrubar um ditador patético. Trump disse que ainda dispõe de sanções mais duras a aplicar antes de considerar as opções militares.

O resultado mais relevante da visita é o estabelecimento de um canal de comunicação pessoal entre os dois, facilitado pela sintonia ideológica. É positivo que tal canal resulte em conquistas para o país. Será ruim se tais conquistas dependessem exclusivamente dele. Tanto lá quanto cá, os presidentes serão outros algum dia.

terça-feira, 19 de março de 2019

Polícia apreende menor suspeito de ajudar a planejar massacre a escola em Suzano


Jovem de 17 anos foi apreendido em casa. Durante a investigação foram analisados os celulares dele e dos dois assassinos e, de acordo com a polícia, os três aparelhos têm conversas claras sobre o planejamento das mortes.

Por César Tralli e Kleber Tomaz, TV Globo e G1 SP

Policiais civis apreenderam, na manhã desta terça-feira (19), o adolescente suspeito de ajudar a planejar o massacre que terminou com dez mortos na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. O jovem de 17 anos foi apreendido em casa e levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade, onde foi submetido a exame de corpo de delito. De lá, seguiu para o fórum.

Na quinta-feira (14), o adolescente chegou a se apresentar à Justiça, mas negou a participação e foi liberado. Durante a investigação, porém, foram analisados os celulares dele e dos dois assassinos e, de acordo com a polícia, os três aparelhos têm conversas claras sobre o planejamento das mortes.

Nesta segunda-feira (18), a polícia apresentou ao Ministério Público um relatório com os resultados das buscas feitas na casa do menor. Além disso, a Polícia Civil apresentou à Justiça um documento com 13 tópicos que reforçam a participação do adolescente no planejamento do crime.
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Entre as evidências estão depoimentos como o de uma professora que afirma que, no início do mês, durante uma dinâmica de grupo sobre expectativa de futuro, o adolescente "de forma fria, sem expressar qualquer sentimento, respondeu que seu maior sonho era entrar em uma escola, armado, e atirar em várias pessoas aleatoriamente".

Em outro depoimento, um amigo dele disse que o menor havia dito que tinha planejado o crime com um dos assassinos, mas que não sabia quando seria executado.

Além disso, uma testemunha disse ter visto o menor com a dupla que executou o crime numa locadora de veículos no dia em que eles alugaram o carro usado no crime. Outra evidência foi a apreensão na casa dele de "uma bota estilo coturno, em estado de conservação novo, muito similar às utilizadas pelos autores do crime".

Com base nessas novas evidências e num parecer do promotor Rafael do Val, a juíza Erica Marcelina Cruz, da 1ª Vara de Suzano, determinou a apreensão do adolescente nesta manhã.

Internação

O prazo da internação provisória do menor é de 45 dias, podendo ser prorrogada dependendo do depoimento dele, de laudos de sanidade, entre outros fatores.

Além dos pais, o advogado Marcelo Feller irá acompanhar o adolescente no fórum. Nesta audiência a juíza vai decidir para qual unidade da Fundação Casa ele será internado.

Segundo assessoria do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, o procedimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que, se não for encontrada vaga em unidade da Fundação Casa para menor infrator, este deverá ficar pelo prazo máximo de cinco dias em cela especial de cadeia, aguardando vaga.

O ataque
Os assassinos de 17 e 25 anos eram ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil. Na manhã de quarta-feira (13), eles invadiram o colégio e mataram sete pessoas. Antes do massacre, um deles baleou e matou o próprio tio em uma loja de automóveis também em Suzano.

A investigação aponta que, depois do ataque na escola, um dos assassinos matou o comparsa e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Ainda não se sabe a motivação do massacre.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado pela Delegacia de Suzano, com o apoio do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Seccional de Mogi das Cruzes. Até esta terça, 31 testemunhas foram ouvidas. Elas poderão ser chamadas novamente para prestar depoimento ao longo das investigações.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Petrobras anuncia 7º reajuste no mês no preço da gasolina nas refinarias


Valor subirá 0,5%, para R$ 1,8326, a partir desta terça-feira (19). No mês, alta acumulada chega a 10,8%.


A Petrobras voltará a elevar o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir desta terça-feira (19). O valor do litro subirá 0,5%, de R$ 1,8235 para R$ 1,8326, segundo informou a estatal em seu site.

Trata-se da 7ª alta já realizada no mês de março e do valor mais alto desde 2 de novembro (R$ 1,8466). No mês, o preço já subiu 10,8% nas refinarias. Em 2019, o avanço chega a 21,47%.

Já o preço do diesel será reduzido em 1,95%, de R$ 2,1871 para R$ 2,1446 o litro. No acumulado no ano, porém, a alta é de 18,5%.

Os reajustes quase que diários são praticados pela Petrobras desde meados de 2017 e visam acompanhar a paridade internacional, de modo a garantir participação à petroleira no mercado interno. No ano passado, após forte volatilidade, a empresa anunciou um mecanismo de hedge para aperfeiçoar essa sistemática, podendo congelar os valores nas refinarias por certo período de tempo, se necessário.

Nas bombas dos postos de combustíveis, contudo, tais reajustes da Petrobras não estão sendo acompanhados, segundo acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O preço médio da gasolina Brasil afora nos postos fechou a semana encerrada no dia 9 em R$ 4,243 por litro, o que representa uma queda de 2% desde o início do ano.


sexta-feira, 15 de março de 2019

É #FAKE que padre Fábio de Melo fez texto sobre massacre em Suzano dizendo que 'armas não matam'


Mensagem tem viralizado na web. Religioso diz em sua conta no Twitter que não é dele o texto que tem circulado.


Um texto atribuído ao padre Fábio de Melo sobre o massacre em Suzano que diz que "armas não matam" tem viralizado na web. A mensagem, porém, é #FAKE.

O padre publicou uma mensagem em seu perfil no Twitter em que diz que não é o autor do texto.

"O texto que está viralizado sobre o atentado em Suzano, cujo título é “O melhor texto que já li sobre o acontecimento de ontem”, não foi escrito por mim", diz o padre, em seu perfil.

No Twitter, ele deixa claro que fez um único texto sobre o massacre em Suzano. Nele, afirma que "o desamparo emocional alimenta uma desolação silenciosa". "A partir dela a pessoa passa a nutrir ódio pelos que estão felizes."


Fábio de Melo disse no Twitter, em março de 2015, que a "teologia que autoriza armas será sempre criminosa", em resposta a um usuário. "Em todos os tempos."



Tipo Cruzadas e Inq. Espanhola? RT @pefabiodemelo: A linguagem bélica no contexto religioso é um desserviço à revelação de que Deus é amor.


@jbanguela Teologia que autoriza armas será sempre criminosa, meu caro. Em todos os tempos.
Água benta e terra santa também faz lama.

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quinta-feira, 14 de março de 2019

Assassinos planejaram massacre em escola de Suzano por mais de um ano, aponta investigação



Polícia investiga possibilidade de Guilherme Monteiro e Luis Castro terem participado de fórum em rede obscura da internet onde pessoas planejam crimes. Na quarta, eles mataram 8 pessoas e depois se mataram.

Por Renata Ribeiro, Filippo Mancuso, Fábio Turci, Kleber Tomaz, Thiago Lavado e Altieres Rohr, Bom Dia SP e G1 SP

Os assassinos que mataram oito pessoas e depois se mataram na quarta-feira (13) durante o massacre numa escola de Suzano, região metropolitana de São Paulo, planejaram o crime por um mais de um ano, apontam as investigações preliminares da Polícia Civil. Outras 11 pessoas ficaram feridas, duas em estado grave.


Ainda de acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas fatais do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos.

A polícia de Suzano investiga o caso para tentar esclarecer as reais motivações que levaram Guilherme e Luiz entrarem armados na Escola Estadual Raul Brasil e atirarem e golpearem com machado alunos e funcionários. Antes, um deles matou o tio numa loja.

Após a matança, os assassinos, que eram alunos da escola, morreram. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar (PM).

Pistas: games, música, caderno, fotos e fórum na web

Os indícios que levam a investigação a crer que a chacina foi premeditada são games de tiros, anotações sobre táticas do jogo. Algumas anotações estão em dois cadernos encontrados no carro dos criminosos. Num deles há o desenho de uma arma.

Guilherme chegou a postar fotos ameaçadoras na internet momentos antes do crime. Ele aparece armado e com uma máscara de caveira numa das imagens.

A polícia também investiga a possibilidade de a dupla de assassinos ter frequentado um fórum intitulado Dogolachan na Deep Web, uma internet considerada obscura na qual pessoas anônimas incitam crimes de ódio e intolerância.

“Muito obrigado pelos conselhos e orientações ... esperamos não cometer esse ato em vão”, teria escrito um dos assassinos dois dias antes do massacre em Suzano.

Um dos amigos dos criminosos foi ouvido pela polícia na noite de quarta e contou que soube da intenção da dupla em fazer o atentado. Só não sabia quando seria.

Os investigadores já ouviram 20 pessoas no total, entre pessoas próximas aos assassinos e vítimas deles.

Plano: ser maior do que Columbine

Além de terem suspeitas de que Guilherme e Luiz planejaram o crime há mais de um ano, os policiais acreditam ter elementos para descobrir outras peças desse quebra-cabeça para ajudar a entender a motivação do crime.

Computadores foram apreendidos na lan house onde os amigos assassinos costumavam jogar videogame.

Investigadores também já sabem que os dois fizeram pesquisas sobre atentados em escolas nos Estados Unidos. Pretendiam, por exemplo, fazer um ataque maior do que o massacre de Columbine, em Littleton, no estado americano do Colorado, em 1999, quando Eric Harris, de 18, e Dylan Klebold, 17, mataram a tiros 12 colegas e um professora antes de se suicidarem na escola. Outras 24 pessoas ficaram feridas.

No massacre de Suzano, Guilherme e Luiz mataram cinco alunos da Raul Brasil e dois funcionários. Antes de a dupla entrar na escola, o adolescente ainda matou seu tio no lava-jato em Suzano onde ele era dono.

Morreram os alunos Caio Oliveira, 15; Cleiton Ribeiro, 17; Douglas Murilo Celestino, 16; Kaio Lucas da Costa Limeira, 15; e Samuel Mequíades, 16.

Também perderam a vida, a funcionária ; e Eliana Regina de OIiveira Xavier, 38; e a coordenadora pedagógica Marilena Umezu, 59.

O empresário Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme, foi o primeiro alvo. Segundo policiais, ele teria sido morto pelo sobrinho por ter descoberto o plano da dupla em matar os alunos na escola.

Perfil dos assassinos

Policiais civis e peritos da Polícia Técnico-Científica foram as casas dos assassinos, que moravam a pouco mais de 1 quilômetro de distância do colégio.

Guilherme foi criado pela avó, que morreu há cerca de três meses. Atualmente ele estava morando com um tio.

Luiz vivia com os pais, um irmão mais velho e o avô. Ele era jardineiro e trabalhava na Zona Leste de São Paulo.

“Infelizmente a família completamente perplexa, os pais em choque, há idosos, o avô dele reside aqui, mais de 80 anos, estão todos completamente sem chão, sem norte”, disse Fabrício Cicone Tsutsui, advogado da família de Luiz.

Além de investigar a participação dos assassinos nas redes sociais, a polícia quer saber como eles adquiram as armas e como alugaram o carro usados na chacina.

Polícia quer saber o que motivou o ataque na escola Raul Brasil, em Suzano, em SP.

Câmeras gravaram massacre

Câmeras de segurança da escola e da vizinhança e vídeos feitos por celulares de alunos e funcionários da escola gravaram o crime e o desespero das vítimas para fugir massacre.
Outras imagens também mostram Guilherme e Luiz antes do crime. Eles haviam alugado um carro para cometer a chacina.

Primeiro foram a loja de Jorge, onde o sobrinho atirou nele e depois entrou no veículo, dirigido por Luiz. Os dois então foram para a escola. Pararam na frente do portão principal e entraram.

Guilherme chega e já começa a atirar nos colegas.
Depois aparece Luiz com um arco, flechas e uma mochila, onde carregava seis bombas caseiras. Com um machado, ele começa a golpear as vítimas caídas. Segundo a polícia, era para ter certeza de que elas seriam mortas.

As imagens mostram alunos e funcionários correndo. Alguns são golpeados por machado por Luiz. Um deles sai com a arma presa ao ombro.

Vítimas relatam desespero

“A gente estava servindo merenda na hora porque bateu o sinal e eles descem pra comer merenda. Então o maior número de crianças fica ali próximo a cozinha. E ali estavam, aí começou os pipocos, nós achávamos que era bombinha. Mas não foi. Ali começou a atirar e nós abrimos a porta da cozinha, colocamos o maior número de criança que a gente conseguiu colocar pra dentro. E ali ficamos acolhido até a polícia vir e tirar nós de lá. Mas nisso já estava já a tragédia já tinha acontecido”, disse a cozinheira da escola Silmaria Morais.

Outras imagens de câmeras de imóveis vizinhos da escola mostram os alunos pulando o muro para escapar dos criminosos.

“Eu estava assustado, eu estava assustado. Eu vi os barulhos de tiros, as pessoas já vieram gritando ‘é tiro, é tiro’, aí eu saí correndo. E as pessoas atrás de mim”, disse Lucas Alves, 16, aluno da escola. “Aí eu pulei os muros, consegui pular três muros se não me engano, e consegui fugir. Um colega meu veio atrás.”

Do pátio da escola, os assassinos seguiram para outro setor, um centro de estudos de línguas. Lá, eles tentaram entrar para matar mais alunos e funcionários, mas uma professora trancou a porta e ficou com todos ali dentro.

Com a chegada da Polícia Militar, Guilherme atirou em Luiz e depois se matou.


Investigação: carro e armas

A polícia já sabe que o carro usado pelos assassinos ficava num estacionamento e a dupla ia até lá de vez em quando, pra colocar os objetos que seriam usados no massacre.

A polícia ainda encontrou na escola um artefato com fios dentro de uma sacola. E garrafas com um líquido que parecia ser coquetel molotov. Todo esse material está sendo periciado.
A principal arma do crime foi um revólver calibre 38, com numeração raspada. Ou seja: foi comprado de criminosos. A arma foi encontrada junto aos corpos dos dois assassinos.

As fotos da tragédia na escola também mostram um outro tipo de objeto caído no chão. São os chamados jet loaders. Foram usados pelo menos quatro desses.

São dispositivos pequenos, feitos de plástico, com cinco furos onde a munição é encaixada. Segundo policiais, os assassinos usaram o equipamento para carregar o revólver em menos tempo para tentar matar o maior número de vítimas.

Os assassinos também tinham um arco e flecha e uma balestra, ou besta. Ainda não se sabe ao certo se chegaram a dispará-los. A besta não é considerada uma arma e tem venda livre.

'Improvisação'

Para Diógenes Lucca, consultor em segurança, as armas usadas sugerem um certo grau de improvisação dos assassinos.

“Eles teriam feito essa ação com o que tivessem a mão, naquele momento. É claro que uma arma de fogo acabou facilitando e produzindo os danos que nós percebemos aí ao final da operação. Mas... a, o uso da machadinha foi muito revelador da vontade e do desejo absoluto de produzir aquele massacre”, falou Diógenes.

Os corpos de Guilherme e Luiz ainda estão no Instituto Médico-Legal (IML) de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. Só serão liberados quando todos os mortos no ataque forem enterrados para evitar que parentes dos assassinos e das vítimas se encontrem.

Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo informou, na noite de quarta, que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano. O trabalho será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para "eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios", diz o órgão. O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.


Luis Fernando toma posse nesta sexta-feira no governo Flávio Dino…

Prefeito de São José de Ribamar reuniu aliados e auxiliares na tarde de ontem para comunicar sua renúncia; ele vai assumir a Secretaria de Programas Estratégicos


LUIS FERNANDO DURANTE REUNIÃO COM ALIADOS E SECRETÁRIOS; renúncia planejada apoio ao futuro prefeito
O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB) confirmou ontem sua renúncia do mandato e sua posse na Secretaria de Programas Estratégicos do governo Flávio Dino (PCdoB).
Como adiantou o blog Marco Aurélio D’Eça, o agora ex-prefeito reuniu secretários e aliados na Câmara Municipal para comunicar sua renúncia.(Relembre aqui)
Luis Fernando tomará posse no governo Flávio Dino nesta sexta-feira, às 10 horas, em solenidade no Palácio dos Leões.
No mesmo dia, à tarde, o vice-prefeito Eudes Sampaio assume a Prefeitura de São José de Ribamar.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Adolescentes atiram dentro de escola e número mortos pode chegar a 10 pessoas em Suzano, diz polícia


Os dois atiradores se mataram logo após o ataque. Ao menos 17 pessoas foram feridas.

 
Estudantes se abraçam em frente a Escola, em Suzano-SP.
Por G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Dois adolescentes encapuzados mataram 10 pessoas, feriram ao menos 17 e cometeram suicídio em seguida, em Suzano (SP). A maioria das vítimas são estudantes e morreram dentro da Escola Estadual Raul Brasil. O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13).

Resumo

·         Atiradores mataram 10 pessoas e se mataram em seguida
·         Os atiradores e as vítimas ainda não foram identificados
·         17 feridos foram levados a hospital
·         A polícia diz que os atiradores são ex-alunos da escola
·         Ainda não se sabe o motivo do ataque

·         Uma testemunha disse que viu um deles com arma de fogo e outro, com uma faca
·         A PM encontrou no local armas, arco e flecha, objetos que parecem ser coquetéis molotov e uma mala com fios.

·         Antes de os autores do ataque entrarem na escola, um homem foi baleado em uma loja de veículos nas proximidades. A polícia ainda apura se há relação entre os dois crimes

Dentro da escola, a polícia encontrou um arco e flecha e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Há ainda uma mala com fios, e o esquadrão antibombas foi chamado.

A instituição foi isolada pela polícia e há muitos alunos e funcionários chorando ao redor.

A capitão Cibele, da comunicação da PM, disse que pouco antes dos disparos na escola, a polícia foi chamada para outra ocorrência com arma de fogo, perto dali. "Mas ainda não podemos precisar se os casos estão relacionados.

Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram então até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando", disse ela.

Relato de estudante


O estudante Rosni Marcelo Grotliwed, de 15 anos, disse que o ataque ocorreu durante o intervalo e que um dos criminosos tinha uma arma e outro, uma faca.

“A gente estava na merenda e comendo normal e escutamos 'três pipocos' nisso tentamos correr para pular o muro do CEL. Os caras vieram atrás de nós e começou a matar muita gente. Mas o pente dele descarregou e foi na hora que a gente correu."
Segundo ele, um dos garotos passou com faca ao seu lado, mas ele conseguiu desviar. "Fui para a diretoria e tinha muita gente morta no chão. Eles gritavam, mas eu não entendi o que era."

"Meu amigo levou facada no ombro e outro levou um tiro. Fugi com um amigo para minha casa e voltei para buscar um amigo.”

Atendimento a vítimas

O Corpo de Bombeiros e equipes do Samu estão no local. Bombeiros de Mogi das Cruzes também foram chamados, às 9h50, para apoiar o atendimento. O helicóptero Águia, da PM, sobrevoa a escola. Toda a polícia de Suzano está mobilizada no caso.

O governador João Doria chegou à escola em um helicóptero, acompanhado do secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares da Silva, do secretário de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e do comandante da PM, o coronel Salles. Todos vão falar com a imprensa no local.

Segundo o Censo Escolar de 2017, a instituição possui 358 alunos da segunda etapa do fundamental (6º ao 9º ano) e 693 estudantes do ensino médio.