sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Prefeito de Açailândia Juscelino Oliveira vence mais uma vez o prêmio do Sebrae “Prefeito Empreendedor


Foram premiados os gestores que implantaram projetos com resultados comprovados de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento de pequenos negócios e à modernização da gestão pública. Açailândia foi contemplada no quesito “Desburocratização e Implementação da Redesimples”.


O Sebrae Maranhão realizou, na última quinta-feira, 8 de novembro, o principal evento de seu portfólio voltado para valorizar as ações de gestores públicos na área do empreendedorismo.  A solenidade reuniu os 15 prefeitos finalistas da premiação, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís. 

O evento ainda contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes empresarias e de entidades parceiras do Sebrae.

Os prefeitos maranhenses finalistas

Albérico Filho – Barreirinhas (MDB); Antônio França – Pedreiras (PTB); Assis Ramos – Imperatriz (MDB); Edivaldo Holanda Júnior – São Luís (PDT); Erivelton Teixeira Neves – Carolina (Solidariedade); Iracema Vale – Urbano Santos (PT); Irlahi Linhares – Rosário (MDB); Jairo Madeira – João Lisboa (PSDB); João Leocádio – Buriti Bravo (PDT); Juran Carvalho – Presidente Dutra (PP); Juscelino Oliveira –  Açailândia (PC do B); Linielda Cunha (“Linielda de Eldo”) – Matinha (PC do B); Luciano Leitoa – Timon (PSB); Luís Fernando Silva – São José de Ribamar (PSDB) e Rosária Chaves (“Professora Rosinha”) – Cururupu (PC do B).

O PSPE chega à décima edição premiando gestores municipais de todo o Brasil que implementaram ou que estejam implementando projetos com resultados mensuráveis e comprovados de estímulo à formalização, ao desenvolvimento e à competitividade dos pequenos negócios, com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, contribuindo de forma efetiva para o crescimento econômico, ambiental e social do município.

“A etapa estadual da décima edição do PSPE contou com 35 projetos de 27 municípios, inscritos nas oito categorias da premiação. Após as análises e fase de julgamento, que finalizou na segunda quinzena de outubro, ficaram no páreo 19 projetos de 15 prefeituras do Maranhão. Considero que são ótimos números, porque demonstra o quanto os gestores públicos estão sensibilizados e engajados em inserir o empreendedorismo como base de suas políticas públicas. Os resultados dessa decisão são sempre positivos, porque se traduzem em novas oportunidades de inclusão social e econômica”, informa o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, João Martins, comentando que os prefeitos poderiam inscrever até dois projetos em categorias diferentes.

As oito categorias do X PSPE 

Políticas Públicas para o Desenvolvimento dos Pequenos Negócios, Cooperação Intermunicipal para o Desenvolvimento Econômico, Compras Governamentais de Pequenos Negócios, Pequenos Negócios no Campo, Inovação e Sustentabilidade, Empreendedorismo nas escolas, Desburocratização e Implementação da Redesimples, além de Inclusão Produtiva e apoio ao Microempreendedor Individual.

Os vencedores da etapa estadual irão concorrer, em junho de 2019, à etapa nacional do Prêmio, juntamente com os vencedores de todo o Brasil.

Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor

O PSPE é uma iniciativa do Sebrae em parceria com a Confederação Nacional do Municípios (CNM), Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM), Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa (FPMP), Instituto Rui Barbosa (IRB), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Movimento Brasil Competitivo (MBC), Associação dos Tribunais de Contas (Atricon), Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

No Maranhão, o Sebrae articula e incentiva a participação das Prefeituras Municipais na premiação por meio da Unidade de Políticas Públicas (UPP), suas 11 unidades regionais e os seus quatro Núcleos de Atendimento Empresarial.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae no Maranhão

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Quinze prefeitos disputam premiação Prefeito Empreendedor do Sebrae

Prefeito de Açailândia Juscelino Oliveira concorre pela segunda vez ao prêmio.

Quinze prefeitos disputam premiação Prefeito Empreendedor do Sebrae  (Foto: Assessoria de Imprensa do Sebrae no Maranhão)
























O Sebrae Maranhão realizará, na próxima quinta-feira, 8 de novembro, o principal evento de seu portfólio voltado para valorizar as ações de gestores públicos na área do empreendedorismo: a entrega do X Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. A solenidade, que reunirá os 15 prefeitos finalistas da premiação, acontece a partir das 19h, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís.

O evento contará com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes empresarias e de entidades parceiras do Sebrae que terá seus dirigentes como anfitriões da noite solene – Edilson Baldez das Neves (presidente do Conselho Deliberativo Estadual), João Martins (diretor superintendente), Antônio Garcês (diretor técnico) e Rachel Jordão (diretora de Administração e Finanças).

Os prefeitos maranhenses finalistas e que estão no páreo da premiação, são: Albérico Filho – Barreirinhas (MDB); Antônio França – Pedreiras (PTB); Assis Ramos – Imperatriz (MDB); Edivaldo Holanda Júnior – São Luís (PDT); Erivelton Teixeira Neves – Carolina (Solidariedade); Iracema Vale – Urbano Santos (PT); Irlahi Linhares – Rosário (MDB); Jairo Madeira – João Lisboa (PSDB); João Leocádio – Buriti Bravo (PDT); Juran Carvalho – Presidente Dutra (PP); Juscelino Oliveira –  Açailândia (PC do B); Linielda Cunha (“Linielda de Eldo”) – Matinha (PC do B); Luciano Leitoa – Timon (PSB); Luís Fernando Silva – São José de Ribamar (PSDB) e Rosária Chaves (“Professora Rosinha”) – Cururupu (PC do B).

O PSPE chega à décima edição premiando gestores municipais de todo o Brasil que implementaram ou que estejam implementando projetos com resultados mensuráveis e comprovados de estímulo à formalização, ao desenvolvimento e à competitividade dos pequenos negócios, com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, contribuindo de forma efetiva para o crescimento econômico, ambiental e social do município.

“A etapa estadual da décima edição do PSPE contou com 35 projetos de 27 municípios, inscritos nas oito categorias da premiação. Após as análises e fase de julgamento, que finalizou na segunda quinzena de outubro, ficaram no páreo 19 projetos de 15 prefeituras do Maranhão. Considero que são ótimos números, porque demonstra o quanto os gestores públicos estão sensibilizados e engajados em inserir o empreendedorismo como base de suas políticas públicas. Os resultados dessa decisão são sempre positivos, porque se traduzem em novas oportunidades de inclusão social e econômica”, informa o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, João Martins, comentando que os prefeitos poderiam inscrever até dois projetos em categorias diferentes.

As oito categorias do X PSPE são Políticas Públicas para o Desenvolvimento dos Pequenos Negócios, Cooperação Intermunicipal para o Desenvolvimento Econômico, Compras Governamentais de Pequenos Negócios, Pequenos Negócios no Campo, Inovação e Sustentabilidade, Empreendedorismo nas escolas, Desburocratização e Implementação da Redesimples, além de Inclusão Produtiva e apoio ao Microempreendedor Individual.

Os vencedores da etapa estadual irão concorrer, em junho de 2019, à etapa nacional do Prêmio, juntamente com os vencedores de todo o Brasil.

Homenagem

Nesta edição, o PSPE vai homenagear o Presidente Juscelino Kubitschek – médico, homem público, empreendedor e ícone do desenvolvimento no Brasil, que promoveu a industrialização, urbanização e estruturação da matriz energética do País. Neste ano de 2018, JK – que ocupou a Presidência da República de 1956 a 1961 – faria 116 anos de vida.

O PSPE é uma iniciativa do Sebrae em parceria com a Confederação Nacional do Municípios (CNM), Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM), Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa (FPMP), Instituto Rui Barbosa (IRB), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Movimento Brasil Competitivo (MBC), Associação dos Tribunais de Contas (Atricon), Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
No Maranhão, o Sebrae articula e incentiva a participação das Prefeituras Municipais na premiação por meio da Unidade de Políticas Públicas (UPP), suas 11 unidades regionais e os seus quatro Núcleos de Atendimento Empresarial.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Agora todo mundo virou “liberal”…

Políticos, lideranças, jornalistas e intelectuais de todas as matizes ideológicas no Maranhão, de uma hora para outra, passaram a defender as políticas de Jair Bolsonaro, que prega desde a patrulha nas universidades até o fim, pura e simples, das ações de meio ambiente

Paulo Guedes é o controlador do presidente Bolsonaro: economia liberal e costumes militares

Editorial

Está todo mundo convertido.
Em qualquer roda de conversas – na imprensa, entre políticos, nos grupos de WhatsApp – o que mais se vê no país, e no Maranhão não é diferente, são defensores de políticas liberais, muitos dos quais sequer sabem o que isso signifique.
Tudo para justificar as políticas claramente orientadas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que pregam desde o controle ideológico das reitorias universitárias até o fim do Ministério do meio Ambiente e da Lei Rouanet.
Os primeiros movimentos de Bolsonaro mostram um presidente nitidamente tutelado pelo mercado, pelo segmento evangélico e pelo agronegócio, que têm pautado suas decisões em setores cruciais da vida brasileira.
Mas no Maranhão, para justificar as medidas esdrúxulas, como o fim do MMA, já há quem diga que as políticas de Meio Ambiente sempre serviram para atravancar o setor agrícola.
O que dizer da preservação das florestas, da manutenção das reservas indígenas e da proteção aos animais?
Quem cuidará destes setores em uma subsecretaria qualquer de um ministério voltado para agradar a bancada ruralista?
Crianças enfileiradas para saudação à bandeira: símbolo do autoritarismo militar de volta na democracia
A proposta de ensino à distância para crianças de 6 anos – pregada pelo seu guru econômico, Paulo Guedes, ele próprio empresário do setor de EAD – só se equipara em absurdo à tentativa de patrulhamento das reitorias de universidades, para evitar a ideologização do ensino superior.
Ora, se Bolsonaro quer controlar o setor educacional, de cima a baixo, para impedir doutrinação de esquerda, ele está, obviamente, fomentando a doutrinação de direita, o que acaba ideologizando o ensino, de uma forma ou de outra.
Mas há quem defenda a ordem unida nas escolas, com a volta da Educação Moral Cívica e a famigerada OSPB dos governos militares.
O Brasil elegeu Jair Bolsonaro presidente no último domingo; e já nos primeiros dias se deu conta do seu despreparo para o cargo.
A justificativa agora é a sentença: “não é o ideal, mas era necessário mudar”.
E, assim, o Brasil caminha para o inferno…
Fonte: Marco Aurélio D'Éça.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O Brasil já está sob tutela militar…

Chefes do poder Judiciário demonstram insegurança ao se cercar de oficiais do Exército até para dar entrevistas; mas a sociedade civil é responsável por este estado de coisas, ao dar de ombros quando os sinais do autoritarismo começaram a aparecer


ELES NÃO SABEM O QUE DIZEM. Primeiros sinais da catarse coletiva começaram a surgir ainda em 2013; sociedade deu de ombros para a ameaça que começava a ganhar corpo
Quando o juiz Sérgio Moro, ainda lá atrás, começou a expor seu autoritarismo – com conduções coercitivas ilegais, escutas clandestinas em escritórios de advogados e grampos até no gabinete da presidência – muita gente boa achou normal.
Quando o capitão Jair Bolsonaro (PSL), ainda lá atrás, começou a pregar o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a prisão de ministros, muita gente boa dizia ser “apenas bravata” e afirmava que “ele não terá coragem de fazer”.
O tempo avançou na história até chegar a 2018.
E o que se vê nesta reta final de eleições são instituições acuadas, constrangidas e enquadradas por aqueles que podem vir a ser os comandantes do país a partir de 2019.
Quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) se cerca de um oficial do Exército como assessor  – numa espécie de resposta aos que o criticam  por ter sido advogado do PT – ele demonstra fragilidade. (Entenda aqui)
Quando a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se cerca de um oficial do Exército para dar entrevista e rebater falas militares de ameaça à sua própria autoridade, ela demonstra fragilidade.
PROTEÇÃO A QUÊ?!? ninguém entendeu quando o presidente do STF apareceu na posse com um general do Exército como auxiliar
Os ministros do Supremo, todos eles, demonstram medo das ameaças de Bolsonaros e companhia. A resposta aos ataques refletem a insegurança com os riscos – é como se dissessem o tempo inteiro: “calma, senhores! Muita calma nesta hora!”.
Mas a sociedade brasileira está à beira de uma Ditadura que será implantada no Brasil com Bolsonaro, isso não há dúvida.
Essa dita pode ser mais ou menos dura a depender da reação das instituições.
E ao que parece, o STF e seus ministros estão mais preocupados em proteger-se a si próprios, ainda que precisem, para isso, chancelar – mais uma vez, como ocorreu em 1964 – o regime autoritário no país.
Restaria à sociedade e à imprensa a luta pela liberdade, mas estes dois segmentos também viveram entorpecidos nos últimos anos, pelo sentimento anti-petista manipulado pelos mesmos que o encaminham agora aos calabouços.
Resta ao Brasil apenas uma remota, mas única saída: a eleição de domingo, 28.
É votar pela liberdade ou se preparar para o inferno.
Simples assim…

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O despreparo da Justiça Eleitoral nas eleições de 2018…

No primeiro e no segundo turnos, juízes eleitorais e a própria cúpula do TSE mostraram-se completamente desinformados e sem saber o que fazer com os novos tempos de campanha eleitoral digitalizada; o fracasso pode se repetir em anos vindouros


FAKE E SEGURANÇA. A qualidade da urna eletrônica impediu a alteração de dados, mas as fake news manipularam votos até chegar ao equipamento

Editorial

A campanha eleitoral que se encerra domingo, com o segundo turno entre os candidatos a presidente evidenciou uma completa falta de sintonia da Justiça Eleitoral com a atualidade política brasileira.
Fora de contexto histórico, ministros do Superior Tribunal Eleitoral e juízes do Tribunal Regional Eleitoral maranhense bateram cabeça contra fake news, tentaram impor o autoritarismo à imprensa, mas se perderam diante das novas tecnologias, que se desenvolvem longe do alcance da mão controladora do estado.
A própria presidente do TSE, ministra Rosa Weber, quase suplica ajuda de quem entende de tecnologia para frear a movimentação da Internet, que pôs a TV no bolso.
– Se tiverem a solução para que se evitem ou se coíbam ‘fake news’, por favor, nos apresentem. Nós ainda não descobrimos o milagre – desabafou a ministra, no domingo, 21, após adiar entrevista em que falaria sobre denúncias de fake news nas campanhas. (Veja a íntegra aqui)
SÍMBOLO DO FRACASSO. Ministra Rosa Weber encarnou todo o despreparo da Justiça Eleitoral diante da modernidade líquida
O desespero de Rosa Weber simboliza o fracasso do TSE diante da campanha eletrônica, que se transferiu da TV para a internet, num processo anunciado de pelo menos 10 anos, sem que o próprio TSE tenha se preparado para a transição.
Parte destas mudanças sociais poderiam ser observadas no pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, e seus conceitos de “modernidade líquida”. (Entenda aqui)
– A internet torna possíveis coisas que antes eram impossíveis. Potencialmente, dá a todos acesso cômodo a uma quantidade indeterminada de informações: hoje, temos o mundo na ponta de um dedo. Além disso, a rede permite a qualquer um publicar seu pensamento sem pedir permissão a ninguém: cada um é editor de si mesmo, algo impensável há poucos anos – explicou Bauman, em entrevista ao jornal francês L’espresso. (Leia aqui)
E o despreparo da Justiça Eleitoral se replicou nos tribunais regionais.
No Maranhão, juízes que cuidaram do processo eleitoral pouco sabiam diferenciar redes sociais de aplicativos; e demonstraram – assim como seus superiores em Brasília – estarem nas mãos das grandes empresas do Vale do Silício, que dominam a internet no mundo.
O balanço destas eleições cibernéticas aponta para uma necessidade absoluta de profissionalizar a Justiça Eleitoral, especializando o setor, como já ocorre em vários setores judiciais.
Com juízes eleitorais treinados especificamente para a judicância das eleições, caso contrário, vão continuar batendo cabeça.
Em 2020, 2022, 2024…
Fonte: Marcos D'Éça.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O “Ato Institucional Nº 1” de Temer e Bolsonaro…


Presidente que mantém diálogo de bastidores com o virtual futuro governo, editou decreto que dá às Forças Armadas, ABIN, Gabinete de Segurança Institucional e Polícia Federal poderes para compartilhar dados e ações contra os que “afrontam o Estado Brasileiro e suas instituições”


DE UM PARA OUTRO. Equipes de Temer e Bolsonaro já conversam nos bastidores na pré-transição
O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira, 18, o ato do presidente Michel Temer (MDB) que está sendo classificado pela imprensa e órgãos de Defesa dos Direitos Humanos como o Ato Institucional nº 1 do virtual governo Jair Bolsonaro (PSL).
Os Atos Institucionais eram decretos que norteavam as ações dos governos na Ditadura Militar, implantada no Brasil entre 1964 e 1985. Pelos AI’s foi instaurada a censura à imprensa, cassou-se o Congresso e estabeleceu-se os inimigos do país, na visão dos próprios militares.
O documento de Michel Temer – Decreto nº 9.527, de 15 de outubro de 2018 – cria a “Força Tarefa de Inteligência para enfrentamento ao Crime Organizado no Brasil”.
Veja abaixo a função precípua da Força Tarefa:
“Analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições”. (Leia a íntegra aqui)
Para jornalistas, instituições de imprensa e de Direitos Humanos, trata-se do AI-1 do novo regime, a ser, provavelmente, encabeçado pelo capitão Jair Bolsonaro.
– Ontem, um general eleito deputado pelo estado do Rio Grande do Norte propôs o fechamento do STF e a prisão de todos os Ministros que libertaram acusados de corrupção. Bem vindos de volta ao inferno! – alarmou-se o jornalista Luís Nassif, em sua coluna no jornal GGN. (Leia aqui)
SOB CENSURA. Assim os jornais da época tratavam os decretos do governo no período da Ditadura Militar
As relações entre o governo Temer e a campanha de Bolsonaro começaram a se estreitar depois do primeiro turno. Assessores do alto escalão da campanha do capitão já se reuniram com a equipe do atual governo. E chegam a propor, inclusive, que mudanças no país sejam feitas antes mesmo da eventual posse.(Leia aquiaqui e aqui)
O Decreto que cria uma espécie de DOI-Codi dos tempos modernos é só o primeiro ato de um governo para o outro.
E como disse Luís Nassif, “bem vindos de volta ao inferno”…

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Votos sub judice podem mudar bancadas na Câmara e na Assembleia. Único deputado de Açailândia, Pastor Cavalcante, pode perder a vaga.

Pelo menos 57 mil votos foram contados em separado pela Justiça Eleitoral por que os candidatos estavam com problemas em seus registros; se estes votos forem validados pelo TSE, dois deputados estaduais e um deputado federal podem perder a vaga


Um total de 57.428 votos dados a deputado federal e estadual no Maranhão podem alterar a formação das bancadas partidárias na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.
Estes votos foram dados a candidatos que tiveram problemas em seus registros – e, portanto, não entraram na contagem oficial – mas podem ser validados em recursos no Tribunal Superior Eleitoral.
O atual deputado estadual Hemetério Weba (PP), por exemplo, obteve 32.328 votos contados em separado. Se eles forem validados no TSE, sua coligação confirmará a reeleição do deputado Edivaldo Holanda (PTC), tirando a vaga do pastor Cavalcante (Pros), único deputado eleito pela cidade de Açailândia.
Outro caso envolve o PT e o PDT.
Sayd Zaidan, candidato pelo PT, teve 1.780 votos anulados. Se eles forem validos em recurso, garante a vaga ao também petista Luiz Henrique Souza; quem sai, neste caso, é Ricardo Rios, reeleito pelo PDT.
Na Câmara Federal, a mudança pode ocorrer se o TSE considerar válidos os 23.320 votos de Ricardo Murad (PRP). Neste caso, no cálculo dos quocientes eleitorais, quem ganhará a vaga será Volmer Araújo (PV), que assumirá no lugar de Juscelino Filho (DEM).
Todos estes casos devem ser julgados no TSE antes mesmo da diplomação, prevista para dezembro.
A posse dos eleitos na Câmara e na Assembleia acontece em 1º de fevereiro…
Fonte e texto original: MARCOS D'ÉÇA.

Jornalistas x assessores: guerra infinita? (parte 1)



Se você é fã de história em quadrinhos, tem grandes chances de ter entendido o título. Caso não, é uma referência ao filme Vingadores: Guerra Infinita. No filme, diversas personagens de franquias Marvel distintas se unem para derrotar o vilão Thanos. A dinâmica de assessorias de imprensa e jornalistas muitas vezes é vista como tal, em ambos casos.

Quem trabalha na área de comunicação provavelmente já ouviu falar da "complicada" relação. É quase como um monólogo de Shakespare, quando um não existe sem o outro e o famigerado follow up rende um ensaio de filosofia. "Atender ou não atender, eis a questão".

Apesar das redações enxutas, a imprensa tradicional (jornais, sites, rádios e TVs) ainda possui sua importância para o mercado e é claro, para o cliente. Quando estava na faculdade (fiz jornalismo, na PUC-SP), muitos professores meus falavam que assessoria de imprensa não era jornalismo, era marketing/relações públicas/coisas demoníacas. Tudo, menos jornalismo. Lembro bem que muitos colegas de classe meus foram influenciados por isso e diziam que "nunca fariam assessoria", queriam redação ou "preferiam passar fome".

Iniciei a carreira em redações e depois de um tempo, numa transição de carreira, resolvi mudar de área. Comecei atendendo startups e passei para multinacionais de tecnologia. Preciso dizer que todos os dias eu faço um pouco de jornalismo, seja na apuração de uma sugestão de pauta (entrevistar o porta-voz e transformar em um release) ou até mesmo encontrar personagens (já fui produtora e a assessora ao mesmo tempo). A verdade é que o problema — e também resolução — para ambos lados está em uma palavra: empatia.

Nas últimas semanas, fiz uma pesquisa informal* com mais de 200 profissionais sobre as principais adversidades em vender ou receber uma sugestão de pauta. Em ambos os casos, conhecer a rotina, desafios e escopo de trabalho do outro foram os itens cruciais citados para tornar a relação mais amigável.

Como ela ficou extensa e traz dados legais, resolvi dividir em duas partes. Este primeiro texto será voltado para a pesquisa com jornalistas, com dicas para assessores entenderem a melhor forma de se comunicarem com as redações ou influenciadores digitais. Leia abaixo:

1) Um tiro preciso mais vale que um tiro de canhão

O jornalista brasileiro já exerce há anos, mais de uma função ou tem várias matérias para entregar em um período específico. Só no último ano, foram diversas publicações que deixaram de circular ou perderam sua sua versão impressa. A Abril, uma das principais editoras do país, vive sua pior crise com pedido de recuperação judicial e funcionários que ainda não receberam suas rescisões. Então, colega assessor, acredite: quem ficou nestes veículos tradicionais tem a grande chance de ter um dia com mais que 8 horas de trabalho (ou 8 horas que valem por 16).

Por que estou falando isso? Porque bombardear um jornalista com inúmeros materiais ou e-mail na mesma semana não é a melhor estratégia. Cerca de 96% dos jornalistas que responderam a pesquisa afirmam que mantém contato com as assessorias de imprensa. Destes, 40% disse que o contato/interação é diário. Contudo quando questionados qual seria a melhor frequência, 56% respondeu: semanalmente. Veja um relato de exemplo:

"Tem assessoria que chega a mandar mais de oito [e-mails por dia], com assuntos diferentes e depois perguntar se a gente leu. Não dá tempo, infelizmente!"

Mas afinal, como fazer isso quando tenho metas ou preciso emplacar meu cliente? A minha principal dica é: veja os principais veículos de interesse que a companhia quer estar. Veja quem escreve as matérias, leia o expediente da revista. Veja os assuntos que os repórteres estão falando e desses assuntos recentes, como seu cliente pode contribuir. Mais vale um tiro preciso, que virar só mais uma mensagem na caixa de entrada de e-mails. E isso nos leva a segunda dica.

2) Conteúdos bons precisam de um bom sex appeal

Imagine sua caixa de e-mail pessoal. Agora imagine, hipoteticamente, que ela vive cheia de propagandas ou spam (o que não é preciso imaginar, em muitos casos). Para ser impactado, a promoção ou produto precisa ser interessante, certo? Pois bem, a caixa de entrada do jornalista ou o telefone da mesa dele é igual.

Por exemplo, quando questionados como os jornalistas preferem receber uma sugestão exclusiva (a famosa "exclusiva"), 44% responderem que escrever "sugestão exclusiva" no assunto do e-mail já é um filtro. Em segundo lugar está procurar ele no WhatsApp ou telefone pessoal (quase 28%) e em terceiro, ligar e ter um bom discurso vendedor (24%).

Vale adicionar que sugestões boas precisam de bons argumentos também. Os jornalistas que responderam o questionário citam, entre outras iniciativas:

Usar imagens ilustrativas condizentes e infográficos que adicionem ou resumam a informação;

Fazer sugestões de pauta personalizadas, com base em matérias anteriores, ou ainda, citando o nome do veículo no e-mail;

Criar títulos criativos ou que passam a ideia principal do tema;

Ter dados, não só fontes ou personagens.

3) Menos é mais

Quando um jornalista vai ouvir um follow ou ler um e-mail, a clareza e objetividade em meio ao turbilhão de informações faz toda a diferença. Em alguns casos, o press release é menos eficaz do que escrever o assunto em tópicos no próprio corpo do e-mail, em uma mensagem simpática.

Uma das grandes reclamações dos jornalistas é o assessor ligar ou enviar um e-mail com um discurso totalmente automatizado ou marqueteiro. Copio abaixo exemplos do que jornalistas recomendam NÃO fazer:

"Não adianta forçar a pauta goela abaixo. É preciso criar uma conversa sobre o assunto/produto, me explica o porquê você acha legal, fale comigo ao invés de soltar um discurso já memorizado. Se eu quiser falar com um robô ou atendimento automático, ligo pra NET."

"A pessoa falou bem de um produto e ao final, não mencionou que produto é. É um produto milagroso?"

"Dourar a pílula".

"Um approach genérico para massas".

4) Não tive retorno, e agora?

O maior dilema do assessor é, provavelmente, o que fazer quando ele quer emplacar algo com algum veículo ou tem uma meta específica, e não recebe o retorno. Questionados sobre o quê o assessor deve entender quando não há retorno (via e-mail ou telefone), os jornalistas afirmam que:

Se não retornei, é porque não há interesse ou tempo para a pauta (34,5%);
É melhor procurar no WhatsApp (27%);

É melhor esperar uma resposta, mesmo que demore (quase 11%);


É melhor procurar o(a) jornalista nas redes sociais pessoais dele (9%);
É melhor chamar no WhatsApp, apenas se vocês forem contatos OU É melhor chamar nas redes sociais, apenas se forem contatos (empatados, com pouco mais de 7% cada);

É melhor deixar um recado com uma outra pessoa na redação (menos de 2%).

Como a maior parte acredita que não vale insistir quando não há retorno e ao mesmo, existe uma expectativa em uma divulgação (seja do cliente ou o assessor), minha dica é: tenha sempre planos alternativos. Vai trabalhar com uma exclusiva? Pense em mais de um veículo. O cliente quer no impresso? Mostre outros meios de comunicação que também podem ser interessantes para ele. Nenhum jornalista deu o assunto? E algum influenciador? Que tal um encontro de relacionamento ou um press kit? Por isso eu digo, sempre tenha uma carta na manga e acima de tudo, só ofereça ao cliente o que você sabe que é plausível.

5) Devo chamar no "Zap"?

Dado que o segundo item mais votado na pergunta anterior era chamar no WhatsApp, o assessor facilmente já passou por esta dúvida: "ligo no celular pessoal?". Ou mais recentemente e digamos, contemporâneo:"devo chamar no Zap?"

Existem algumas perguntas que devem ser feitas antes de você, assessor, questionar isso. Por exemplo, você o conhece pessoalmente? Ou sabe se algum outro assessor já fez o contato pelo celular/WhatsApp e ele não se incomodou? Que tal perguntar a colegas de profissão como é o perfil da pessoa?
Da mesma forma que alguns jornalistas podem não se incomodar e outros até preferir, há quem abomine contato destas formas. Por isso, o bom e velho tato faz toda diferença aqui. Vale comentar ainda que bom-senso é outra palavra de ordem. Não dá pra ligar no celular pessoal e nem chamar no WhatsApp fora do horário de trabalho né?
Se for chamar pelo WhatsApp, a regra da clareza também serve, ok? Imagine um jornalista recebendo release pelo WhatsApp. Além de não ser nada imersivo, é a mesma coisa que receber apólice do seguro do seu carro pelo app. Você jamais vai conseguir ler com calma e atenção todas aquelas cláusulas, certo? Outro relato interessante cabe aqui:

"[Acho inadmissível] chamar no WhatsApp assim: 'Oi, tudo bem?' e não falar mais nada, não dizer qual o assunto e, muitas vezes, nem se identificar. Acho que sempre é melhor já dizer quem é e adiantar o assunto".

6) Apurar o mailing SEMPRE

Pra quem trabalha no mercado há algum tempo ou atende um cliente de um mesmo segmento por um longo período, provavelmente trabalha com um mesmo mailing personalizado, que sofre edições constantes. Mas infelizmente nem todo mundo está nessa situação. Há quem trabalhe mais de um mailing simultâneo ou não tenha esse hábito.

Por conta disso, não é comum ter uma rede de contatos desatualizada. Jornalista troca sim de editoria e, por que não, veículo, com regularidade. A crise do jornalismo explica. Por isso, se você quer resultados assertivos, não adianta baixar um Excel de uma ferramenta de mailing e rezar um Pai Nosso pra alguém dar a notícia, né?

Reserve um tempo do meu mês para fazer a atualização de mailing. Vai fazer a diferença, eu te garanto. Como? Não precisa nem ligar na redação e pedir. Veja quem está assinando as matérias frequentemente da editoria que você quer trabalhar no veículo. Em alguns casos, o e-mail do jornalista fica até mesmo disponível para sugestão de pautas. O comentário abaixo, também da pesquisa, ainda dá outras ideias:

"Verifiquem o histórico do jornalista - o LinkedIn é ótimo - e tirem dos mailings que não se relacionam com o jornalista. Quanto mais e-mails recebemos, menos temos para nos dedicarmos às histórias que realmente são boas. Mailing virou spam. As assessorias precisam cobrar mais eficiência do mailing."

Bonus Track

Deixei esse espaço para alguns dos casos mais absurdos ou engraçados, segundo os próprios jornalistas. Se você está fazendo algo parecido, fica aqui o alerta: volte duas casas.

"A pessoa ligou diversas vezes fingindo ser uma assessora diferente/de outra assessoria, sendo que eu já tinha recusado a pauta e reconheci a voz de imediato. Foi bem inconveniente. Ela fez isso repetidas vezes."
"Sou influenciador mas trabalho em uma empresa que não tem nada a ver com o blog. O assessor conseguiu o telefone da empresa e começou a me ligar no horário de trabalho para vender pauta pro Instagram."

"A própria assessora foi entregar o presente, pois queria aproveitar pra vender pauta."
"Enviaram sugestão de pauta para o e-mail dos meus familiares".

* Esta parte da pesquisa foi realizada com 55 jornalistas de diferentes editorias de veículos brasileiros, do dia 25 de setembro a 8 de outubro de 2018, via Formulários do Google.

Consultora de Comunicação.

Ex-secretário de Saúde do Maranhão é alvo de mandado de prisão por suspeita de desvio


A Polícia Federal apura o desvio de cerca de R$ 2 milhões do sistema estadual de Saúde, entre 2011 e 2013.


Por G1 MA — São Luís
O ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad é alvo de uma operação que apura desvios de recursos públicos. Agentes Polícia Federal (PF) foram até a casa dele, na manhã desta quinta-feira (18), para cumprir um mandado de prisão, mas não o encontraram. Segundo a TV Mirante, Murad se apresentou depois à PF. Ele é cunhado de Roseana Sarney (MDB), ex-governadora do estado, e foi secretário estadual entre 2012 e 2014, durante o quarto mandato de Roseana no Maranhão.

Trata-se da sexta fase da Operação Sermão dos Peixes, chamada de Peixe de Tobias.

A PF apurou indícios de que, entre os anos de 2011 a 2013, aproximadamente R$ 2 milhões destinados ao sistema de saúde estadual foram desviados para uma empresa sediada na cidade de Imperatriz (MA). A polícia verificou ainda pagamentos mensais a blogueiros.

O advogado de Ricardo Murad, Marcos Lobo, disse ao G1 que ainda não teve acesso à decisão judicial e que não pode respoder sobre o caso.

prisão de Murad já havia sido pedida em 2015, mas foi negada pelo juiz federal Roberto Carvalho Veloso.

Outra operação

A Polícia Federal também deflagrou uma nova operação para apurar vazamento de informações da primeira fase da Sermão aos Peixes. Ela é chamada de Abscondito II e foi iniciada em 2016. A PF avançou na investigação sobre o vazamento e reuniu prova de que os membros da organização criminosa conseguiram cooptar servidores públicos para a obtenção de informações privilegiadas. Depois, destruíram e ocultaram provas.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros para impedir que fosse decretada a perda de tais bens.

Mandados judiciais

Ao todo, considerando as duas operações, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva.

As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados. Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís, Imperatriz, no Maranhão, Parauapebas, no Pará, Palmas, no Tocantins, Brasília, no Distrito Federal e Goiânia, em Goiás.

Foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total que supera R$ 15 milhões.