quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sérgio Machado implica todos os governadores na operação Lava Jato…

Nas conversas que teve com as lideranças do Senado Federal – gravadas por ele próprio – o ex-senador e ex-presidente da Transpetro revela que praticamente toda a classe política brasileira cairia se as investigações avançassem


Em gravações que ele mesmo fez, Machado entrega deus e o mundo na República
Em gravações que ele mesmo fez, Machado aponta o dedo para deus-e-o-mundo na República
Em um dos trechos das gravações clandestinas que fez de conversas com lideranças do Congresso Nacional, o ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, fez uma revelação bombástica.
Se as investigações avançarem, não escapa ninguém de nenhum partido. Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”, garantiu Machado.
Não é a primeira vez que surgem implicações contra governadores no bojo da operação Lava Jato.
Mas Machado amplia esta questão para todos os governadores do Brasil.
E todos, são todos os 27 chefes dos estados.
Como ele mesmo diz, não sobraria nenhum…

terça-feira, 24 de maio de 2016

Faculdade Vale do Aço lança o seu primeiro vestibular para curso superior em Açailândia


Com cursos aprovados pelo MEC, através da Portaria nº 287, de 12 de abril de 2016 a FAVALE – Faculdade Vale do Aço, instalada na cidade de Açailândia, lança o seu primeiro vestibular para curso superior em várias áreas acadêmicas.

As inscrições estão abertas desde ontem, dia 23, e, segundo o vice presidente da FAVALE, Roberto Said Mulky, a procura, só no primeiro dia, faz crescer a expectativa do preenchimento de todas as vagas nos cursos de Agronegócio, Administração, Engenharia Civil, Medicina Veterinária e Engenharia de Produção.

A FAVALE é a primeira faculdade particular a funcionar no Município de Açailândia e a oferecer essas diferentes modalidades de curso superior – uma inovação que deve atrair muita gente interessada em uma graduação superior para competir no mercado de trabalho.

Alguns dos cursos oferecidos pela FAVALE atende diretamente a necessidade exigida pelo mercado de indústrias instaladas em Açailândia e região – empresas estas, carente de mão de obra qualificada e que não hora de contratar é obrigada a exportar mão de obra, na sua maioria de Minas Gerais.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 14 de junho e as provas do vestibular acontecerão no dia 19/06.

A Importância do ensino superior no Mercado de Trabalho
Quando pensamos em desenvolvimento social e econômico, devemos considerar o nível de escolaridade que está sendo empregado. A criação de políticas governamentais que incentivam o ingresso no ensino superior funciona como uma ferramenta para a satisfação das necessidades atuais do mercado de trabalho, o que está diretamente relacionado com a promoção do desenvolvimento econômico e social.

O ensino médio já não é tido como suficiente para a qualificação do trabalhador, logo o ensino médio vem a ser apenas um passo inicial. A busca por uma total qualificação do indivíduo que almeja as melhores colocações no mercado de trabalho passa obrigatoriamente pelo ensino superior.

A exigência do mercado de trabalho está crescendo continuamente, o que pode ser explicado dentre outros fatores, pela inserção de novas tecnologias que exigem do profissional conhecimento sólido. A competitividade requer maior preparo do profissional que terá de demonstrar as suas competências e habilidades. Há uma relação direta entre colocação no mercado de trabalho e aprimoramento acadêmico, quanto maior for a dedicação dispensada maior será o número de possibilidades profissionais que se apresentarão ao indivíduo.

No Brasil, temos observado o aumento do ingresso no nível superior o que representa um investimento tanto governamental, como também pessoal, a população começa a observar que o fator educação representa um investimento. Índices mostram que para cada ano investido em escolaridade há um aumento médio de 14% no nível salarial do trabalhador. Para cada nível de formação (nível técnico, graduação, extensão, pós-graduação) o profissional recebe em média um aumento de 40% no salário.

Desemprego estrutural

A oferta de vagas no mercado de trabalho é representativa, em contrapartida a qualificação dos profissionais não suprem com excelência as necessidades presentes. É crescente o número de vagas que exigem uma maior qualificação do profissional.

A importância da educação continuada

A formação continuada do indivíduo é primordial para o aproveitamento das possibilidades que surgirão no campo profissional. Mesmo estando inserido no mercado, o trabalhador deve ser incansável na busca por novos conhecimentos que lhe proporcionarão o domínio de novas técnicas como também o alcance de melhores cargos nas organizações. O trabalhador deve aliar conhecimento e competência com dedicação e entrega profissional o que indica a geração de uma carreira sólida.

A formação continuada garante:

  - Atualização profissional;
  - Aumento da empregabilidade;
  - Aumento salarial (satisfação das urgências materiais);
  - Ampliação dos contatos profissionais (network).

Níveis da formação acadêmica

Graduaçãoformação inicial, a graduação define a área de atuação do acadêmico, promove a realização de atividades extracurriculares.
Extensão: formação complementar promove a expansão dos conhecimentos e oportunidades de aprofundamento.
Pós-graduação: o ensino de pós-graduação é voltado aos indivíduos que possuem diploma universitário (bacharelado, licenciatura, tecnólogo).
Lato sensu (Especialização e MBA): promove a qualificação dentro de um campo de atuação mais específico.
Ex: docência no ensino superior.
Stricto sensu (Mestrado e Doutorado): cursos voltados à formação científica e acadêmica e também ligados à pesquisa. Existem nos níveis de mestrado e doutorado.
O investimento na formação acadêmica se faz necessário. As grandes possibilidades profissionais serão melhores aproveitadas por aqueles que estiverem devidamente preparados por meio de uma sólida formação educacional.

Com informações da FAVALE.

Telefones: (99) 98802- 8830 e 3538-2162

Especialização em Nefrologia Multidisciplinar abre inscrições para segunda turma


A Universidade Aberta do SUS da Universidade Federal do Maranhão (UNA-SUS/UFMA) em parceria com o Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), Secretaria de Atenção à Saúde – Ministério da Saúde (SAS/MS), Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - Ministério da Saúde (SGETS) e com o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia – SBN, por meio do Departamento de Prevenção de Doenças Renais abrem inscrições para a segunda turma do Curso de Especialização em Nefrologia Multidisciplinar.
O curso e as matrículas são gratuitos, assim como as inscrições que podem ser realizadas no período de 20/05/2016 a 13/06/2016 na Internet. Os interessados deverão acessar o endereço eletrônico www.unasus.ufma.br/inscricao.
O processo seletivo será realizado por uma comissão designada pela coordenação geral do curso, e constará da avaliação curricular do candidato.
O curso oferecerá 500 vagas para profissionais da área da saúde de nível superior, com atuação em serviços de atenção especializada em nefrologia (clínicas habilitadas junto ao SUS), ambulatórios em nefrologia vinculados ao SUS e outros programas e serviços do Sistema Único de Saúde de todo o Brasil, que buscam qualificação nessa área.
O Curso de Especialização em Nefrologia Multidisciplinar da UNA-SUS/UFMA é uma iniciativa de formação em larga escala, que irá funcionar em rede, com outras universidades do país, sob a coordenação da UNA-SUS/UFMA. Terá duração de 16 meses e carga-horária de 360h.
A especialização contará também com os seguintes polos:
  • São Luís
  • Caxias
  • Imperatriz
  • Palmas
  • Rio de Janeiro
  • Porto Alegre
  • Fortaleza
  • São Paulo
O Edital completo, com todas as informações, pode ser acessado clicando aqui!
Clique aqui para acessar o site do curso com mais informações.

Será que pegaram Sarney? Conversas com ex-senador chegaram na Lava Jato, afirma jornalista.


O ex-presidente da república e ex-senador José Sarney teve seu nome estacionado na operação Lava Jato. As conversas entre o diretor da Transpetro, Sérgio Machado, e o senador Romero Jucá, afastado agora no final da tarde do Ministério do Planejamento do governo interino de Michel Temer, é um ovo perto das que ele teve com o maranhense.
Segundo revelou o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, Machado foi gravado em conversas diferentes com Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá, separadamente.
O jornalista informou na sua coluna que os áudios contém revelações  bombásticas e que as de Sarney são mais comprometedoras. Lobão foi também gravado nas conversas.
Todo material encontra-se na mesa do Ministro Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato.

Rumores de que novos grampos atingem Sarney e Renan causam temor no Congresso

O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado teria gravado também conversas que manteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-presidente da República José Sarney.
De acordo com um parlamentar que tem acesso à cúpula do governo e que esteve hoje com Renan, Romero Jucá e com o próprio Temer, a informação está causando temor no Congresso e também no governo, pelo potencial de desestabilização que pode causar no parlamento.
“A gente olha e não sabe onde tudo isso vai parar”, afirma o parlamentar à coluna.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SERÁ QUE SAI NO JN? Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.
Renata Mello/Transpetro
Presidente Sergio Machado em discurso durante cerimônia da viagem inaugural do Navio José Alencar. Foto: Renata Mello / Transpetro ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, durante cerimônia de viagem inaugural de navio
Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".
Pedro Ladeira - 5.abr.16/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 05-04-2016, 16h00: O senador Romero Jucá (PMDB-RR) fala na tribuna do senado federal. Ele anunciou que está assumindo a presidência do PMDB nacional, pois o presidente Michel Temer está se licenciando para não se envolver nas discussões e troca de acusações sobre o impeachment. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento, em fala no Senado Federal
"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).


Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.


O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16.

Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.
O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.
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LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada
SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ - Sim.
MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ - Eu acho que...
MACHADO - Tem que ter um impeachment.
JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO - E quem segurar, segura.
JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO - Odebrecht vai fazer.
JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Hélio Soares sofre acidente na MA-209

O atual secretário municipal de articulação política, Hélio Soares, sofreu um acidente de carro na MA-209 quando tentava se desviar de um animal na estrada hoje pela manhã. 
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Próximo á cidade de Turiaçu o secretário perdeu o controle da direção ao tentar se desviar de um animal que estava andando pela MA. Hélio Soares foi levado para o hospital de Santa Helena.
O carro do ex-deputado e atual secretário ficou totalmente destruído, mas Hélio Soares escapou ileso, sem nenhum ferimento grave. Ele foi encaminhado para o município de Pinheiro para ser melhor avaliado.
Fonte: Luis Cardoso.

Após 15 ataques, Força Nacional chega a São Luís para conter terror


forçaApós uma série 7 incêndios a ônibus (e outras 8 tentativas, com veículos apenas parcialmente queimados) a Força Nacional de Segurança Pública chega hoje (23) a São Luís para reforças o efetivo local e tentar conter a onda de violência.
As ações criminosas começaram na quinta-feira (19), com seis ocorrências confirmadas, e se estenderam por todo o final de semana.
No sábado (21), o Blog do Gilberto Léda revelou o motivo da ação dos bandidos: é uma reação ao endurecimento da vigilância e da fiscalização em Pedrinhas após o assassinato do agente penitenciário Gilvan Cordeiro, em um bar na Vila Kiola (reveja).
As ordens partiram de dentro do Sistema Penitenciário Estadual e foram disparadas por Eliakim Machado, o Sadrak, líder do Bonde dos 40 (leia mais). A Secretaria de Estado da Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) tenta convencê-lo a mandar um novo "salve" a seus seguidores, determinando o fim dos ataques, embora o governo não admita publicamente esta informação.
Com o reforço da Força Nacional, é provável que haja ainda maior endurecimento das rotinas nos presídios locais. Com isso, o Executivo espera acuar os criminosos. Há quem acredite, contudo, que isso pode resultar em mais violência.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ação pede bloqueio de R$ 368 mil de Waldir Maranhão


waldirO advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho protocolou nesta semana uma nova ação popular na Vara de Interesses Difusos da Capital, desta vez pedindo a indisponibilidade de bens do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA).
Na terça-feira (17) ele conseguiu na mesma Vara decisão pelo bloqueio de R$ 235 mil do filho do parlamentar, o médico Thiago Augusto Maranhão, acusado de ter sido "fantasma" no TCE-MA (reveja).
Agora, o advogado quer o bloqueio de R$ 368 mil do próprio Waldir, referentes ao período em que ele recebeu irregularmente como professor da Uema, mesmo já estando no pleno exercício do mandato de deputado (saiba mais).
O caso será novamente julgado pelo juiz Douglas de Melo Martins.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Aniversário de Açailândia vira comércio altamente lucrativo e organizadores ainda querem cobrar 10% dos barraqueiros.


Os organizadores do evento, que segundo o prefeito Juscelino Oliveira é um grupo de empresário querem esfolar vivo os coitados dos barraqueiros que sempre aproveitaram esse período do aniversário da cidade para faturar e melhorar sua renda familiar.

Um verdadeiro “Cartel” está sendo formado no corredor da folia, local que deveria ser de uma festa em comemoração a emancipação política da cidade de Açailândia e uma homenagem ao seu povo que tanto lutou para que a cidade seja essa pujança que é hoje.

Os barraqueiros, pessoas humildes, em que o pensamento de lucro na venda de bebidas alcoólicas, que beira a miseráveis 50 centavos por latinha, estão sendo obrigados a desembolsar 10% das suas vendas para os organizadores do evento e quem não pagar está fora da exploração do comércio local, um verdadeiro “Cartel”, proibido pelas leis brasileiras.

O pequeno lucro dos barraqueiros serviria para colocar comida na mesa dos filhos, por outro lado, o lucro exorbitante com a venda de camarotes e abadás irão encher os bolsos de empresários e esse dinheiro vai sumir de Açailândia, não gira no comércio local.


A prefeitura precisa agir com energia contra esta ação, haja vista, tratar-se de uma concessão pública.