quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Consumo exagerado de comidas e bebidas no fim de ano trazem danos à saúde

Especialista reforçam dicas para evitar para aproveitar as festividades de maneira equilibrada

O final de ano chegou e, com ele, as festas e confraternizações a serem celebradas. Nesse período, é comum o consumo exagerado de alimentos e bebidas alcoólicas, o que exige atenção e cuidado com a saúde de maneira redobrada, em todas as faixas etárias. Isso porque o excesso pode elevar a pressão arterial, causar descontrole glicêmico, aumentar o peso e provocar sintomas como indigestão, refluxo e mal-estar gastrointestinal.

Quando o corpo recebe mais alimentos do que precisa, ocorre uma sobrecarga metabólica que favorece diversos prejuízos à saúde. “O consumo exagerado na ceia pode deixar o estômago e o intestino sobrecarregados. Sintomas como azia, barriga inchada e má digestão são comuns. O exagero de açúcar e carboidratos pode ocasionar uma elevação rápida da glicemia. Além disso, podem ocorrer retenção de líquidos, cansaço excessivo e inflamação do fígado, ainda mais com álcool”, explica o gastroenterologista do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Dr. Litelton Carvalho.

Para quem já possui condições de saúde, o cuidado com os exageros e com o consumo de alimentos restritos deve ser ainda maior, visto que para esses grupos, os exageros podem desencadear crises ou piora dos sintomas. Marilene Magalhães, professora do curso de Nutrição da Wyden, orienta que “pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemias), gestantes, idosos, pacientes em tratamento para doenças hepáticas ou renais, e aqueles em uso de medicamentos que interagem com álcool, precisam ter atenção duplicada. Para esses grupos, a orientação individualizada e o respeito ao plano alimentar são fundamentais”, ressalta.

É importante adotar medidas seguras para manter o equilíbrio e o bem-estar para aproveitar as festas de final de ano sem comprometer a saúde. Ajustar hábitos antes e depois do consumo de comidas e bebidas é essencial para um bom aproveitamento das celebrações. “Uma boa estratégia é equilibrar o prato com proteínas magras, vegetais e fibras, além de controlar o tamanho das porções, comer com calma e evitar excessos de álcool, gordura e açúcar. Manter-se hidratado (intercalando álcool com água), não chegar à ceia após um longo período de jejum e respeitar os sinais de saciedade ajudam a evitar desconfortos no dia seguinte”, orienta o Dr. Litelton Carvalho.

Ao seguir as orientações, é possível aproveitar as festividades de forma equilibrada, evitando excessos e mantendo a saúde em primeiro lugar. “A hidratação também é essencial, especialmente no clima quente de nossa região. E, claro, comer devagar, apreciando o momento. Assim, a pessoa se satisfaz com menos e evita exageros”, acrescenta a professora Marilene Magalhães.



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Pesquisa EPO mostra Braide liderando para o governo; Orleans, Lahesio e Camarão aparecem em seguida

O mais recente levantamento do Instituto EPOEstratégia Pesquisas de Opinião, divulgado nesta segunda-feira(29), trouxe um panorama atualizado sobre as intenções de voto para o governo do Maranhão nas eleições estaduais de 2026. A pesquisa ouviu 16.768 eleitores em 199 das 217 cidades do estado, entre os dias 17 e 29 de dezembro, com margem de erro de 0,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

No cenário estimulado, quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados, Eduardo Braide aparece com 34% das intenções de voto, consolidando-se como o principal nome até o momento.

Na sequência, surge Orleans Brandão (MDB), atual secretário de Assuntos Municipalistas, com 19,1%, seguido por Lahésio Bonfim (Novo), que registra 15,2%. O vice-governador Felipe Camarão (PT) aparece com 12,7%, enquanto Enilton Rodrigues (PSOL) pontua 0,7%.

Além disso, a pesquisa aponta que 11,1% dos eleitores ainda estão indecisos, e 7,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, o que demonstra que o cenário ainda está aberto.

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 29 de dezembro, ouvindo 16.768 eleitores em 199 municípios, o que representa praticamente todo o território maranhense. A margem de erro é de 0,8 ponto percentual, com 95% de nível de confiança, tornando o estudo um dos mais amplos já feitos sobre o cenário eleitoral estadual.

Senado

Para o Senado Federal, o governador Carlos Brandão lidera com com 24,2%. O ex-senador Roberto Rocha (sem partido), ficou em segundo lugar com 15,3%. O ministro do Esporte, André Fufuca (PP), ocupa a terceira posição, com 10%. A senadora Eliziane Gama (PSD) vem em seguida, com 9,8%. O senador Weverton Rocha (PDT) pontua com 9,6% e o médico Hilton Gonçalo (Mobiliza), ex-prefeito de Santa Rita, tem 3,4%.

O EPO realizou 16.768 entrevistas com eleitores de todas as regiões do Maranhão a partir dos 16 anos, entre os dias 17 e 29 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 0,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


Do patrão ao crush, veja como escolher o vinho certo para presentear no final do ano

Sommelier dá dicas e seleciona os rótulos mais adequados para cada ocasião


Com o final do ano, chega a sequência de confraternizações, reencontros com a turma de amigos, família e os inevitáveis amigos secretos. Com tantos compromissos na agenda, sempre surge a dúvida: o que levar de presente nessas datas especiais? Entre tantas possibilidades, há um clássico que nunca perde a pose: uma garrafa de vinho, presente que une elegância e sofisticação na medida certa.

No Maranhão, uma das vitrines mais completas para quem aprecia esse universo é o Spazio Mateus, que hoje reúne a maior diversidade de rótulos do estado. “Nós trabalhamos para ter um portfólio realmente diverso, capaz de atender desde quem está dando os primeiros passos no mundo do vinho até quem já conhece os rótulos e busca algo mais sofisticado”, explica a sommelier Raquel Aciole, gerente comercial do Spazio.

A seguir, a sommelier dá dicas de como escolher o rótulo mais adequado de acordo com a ocasião e a pessoa a ser presenteada. Confira abaixo:

  1. Para o chefe

Se a intenção é presentear o chefe, Raquel indica seguir por um caminho seguro, mas nem por isso isento de personalidade: os tintos portugueses. “Um bom Douro ou um Alentejo são vinhos que têm presença, estrutura e elegância, mas sem exagero. É um presente que transmite respeito e bom gosto e, por isso, funciona perfeitamente em uma relação mais formal”, destaca. São vinhos tradicionais e refinados, que transmitem classe e que, por isso, combinam com o ambiente corporativo e os ciclos profissionais.

  1. Para familiares queridos

Quando o presente é para um familiar querido, a gerente sugere tintos mais afetivos e versáteis, como os chilenos e argentinos. “Um Malbec ou um Carménère agrada a vários paladares e, ainda por cima, vai combinar muito bem com os pratos da ceia. São vinhos acolhedores, que têm a ver com família e momentos de mesa cheia”, afirma Raquel. A especialista avalia que eles dão ideia de aconchego e proximidade, e convidam a abraços demorados e conversas longas, típicas das confraternizações em família.

  1. Para os amigos

Para aquele amigo que acompanhou você durante todo o ano esteve sempre pronto para brindar, a alternativa é algo mais leve e descontraído. “Um rosé provençal ou um Sauvignon Blanc traz frescor e leveza. São vinhos perfeitos para celebrar a amizade e combinam com o clima quente do nosso estado”, sugere Raquel. A ideia de presentear com esses rótulos é remeter a momentos de alegria e risadas entre amigos.

  1. Para aquela pessoa especial
Mas, se a intenção é impressionar alguém especial, vale elevar o nível da escolha. Nesses casos, Raquel indica espumantes brut ou tintos de guarda, como um Rioja espanhol ou um Chianti italiano. “O espumante tem brilho, charme e simbolismo, então é perfeito para quem quer marcar um momento. Já um tinto de guarda é um presente cheio de significado, que carrega camadas de sabor, complexidade e tempo. É uma forma elegante de dizer: ‘Você é especial’”, pontua.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Moraes manda prender dez pela trama golpista após Silvinei tentar fugir

 

Encapuzado, o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é conduzido por agentes paraguaios

Encapuzado, o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é conduzido por agentes paraguaios

Reprodução/GloboNews



Roger Modkovski

Um dia após a prisão do ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques no Paraguai, o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou a prisão domiciliar de outros dez condenados pela trama golpista. Na decisão, Moraes citou a tentativa de fuga de Silvinei e a fuga de Alexandre Ramagem para justificar o endurecimento das medidas.

Para Leonardo Sakamoto, o episódio de Silvinei, além de expor a fragilidade de nossas fronteiras, mostra que o projeto heroico do bolsonarismo sempre acaba em "mala pronta, discurso vitimista e uma corrida desesperada para longe das consequências".

 

Para Sakamoto, a atitude de Silvinei apenas confirma que "fuga e impunidade" são princípios do bolsonarismo. Ele nota que, ao bloquear estradas na eleição de 2022, Silvinei agiu como "tigrão", mas diante da lei portou-se covardemente.

 

Fábio Serapião: PF cumpre 10 mandados de prisão domiciliar dos condenados da trama golpista

Leonardo Sakamoto: Em fronteira peneira, golpista foge tão fácil quanto entram drogas e armas

Leonardo Sakamoto: Silvinei foi tigrão ao barrar eleitor pobre, mas covarde diante da prisão

sábado, 27 de dezembro de 2025

Eleições 2026: Lula já mira na Tarifa Zero; e o dilema dos Bolsonaros

 

Lula e Bolsonaro em debate antes do segundo turno das eleições 2022. Quatro anos depois, Bolsonaro está preso e atravancando a definição da candidatura de direita que pode enfrentar o petista nas urnas

Lula e Bolsonaro em debate antes do segundo turno das eleições 2022. Quatro anos depois, Bolsonaro está preso e atravancando a definição da candidatura de direita que pode enfrentar o petista nas urnas

16.out.2022 - Nelson Almeida/AFP


Roger Modkovski

Mal passou o Natal, ainda se avizinha o Réveillon, e as especulações sobre as eleições do próximo ano seguem em alta.

 

A colunista Letícia Casado vê a direita chegando a 2026 dividida, com o "legado" do bolsonarismo enfraquecido pela prisão do patriarca, pelas ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA e pelas brigas da família, entre eles próprios e também com aliados.

Hélio Schwartsman, da Folha de S.Paulo, especula: o que quer a família Bolsonaro? Segundo ele, a obstinação pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) só faz sentido se os Bolsonaros acharem que a eleição já é de Lula. Flávio, raciocina Schwartsman, perderia, mas se cacifaria para 2030. "Os Bolsonaros precisam decidir se perdem com Flávio ou se entregam o cacife eleitoral para alguém de fora da família", resume o articulista —lembrando que todos os postulantes da direita já prometeram indultar Jair, condenado e preso por tentativa frustrada de golpe de Estado.

 

Já Lula, cujo terceiro mandato vem sendo marcado pela melhora na economia e pela relação atribulada com o Congresso, aposta numa agenda popular para tentar a reeleição. Leonardo Sakamoto relata que a Tarifa Zero no transporte público, apoiada por 81% do eleitorado, fará parte desse cardápio de propostas.

 

Letícia Casado: Direita entra dividida em 2026 e com bolsonarismo enfraquecido

Leonardo Sakamoto: Apoiada por 81%, Tarifa Zero entra na agenda eleitoral de Lula para 2026

Leonardo Sakamoto: Carta de Bolsonaro atiça a guerra sucessória no clã entre Flávio e Michelle

Helio Schwartsman: O que querem os Bolsonaros?

Alexandre BorgesMessias é pouco. Agora Bolsonaro se compara a Deus

Idiana Tomazelli: Os desafios de Lula em 2026

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Bolsonaro faz direita entrar em 26 sem candidato definido; Lula mela 3ª via

 

O governador Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP) visita o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda na prisão domiciliar, ao lado de Flávio e Jair Renan, filhos de Jair. Agora, lançamento da chapa de Flávio embola o meio-campo da direita na sua busca pelo melhor candidato anti-Lula

O governador Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP) visita o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda na prisão domiciliar, ao lado de Flávio e Jair Renan, filhos de Jair. Agora, lançamento da chapa de Flávio embola o meio-campo da direita na sua busca pelo melhor candidato anti-Lula

Gabriela Biló/Folhapress


Roger Modkovski

Ao contrário do que desejava, a direita entra em 2026 indefinida em sua estratégia para enfrentar o presidente Lula (PT) na corrida presidencial —e tudo graças ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), analisa o colunista Josias de Souza.

O script previsto pelo centrão era Jair, condenado e preso por tentativa frustrada de golpe de Estado, apoiar da prisão a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair, lançou-se candidato e recebeu o apoio do pai. Agora o centrão teme que a alta rejeição de Flávio facilite a vitória de Lula no segundo turno.

Ao mesmo tempo, relata Daniela Lima, Lula costura acordos para rachar o centrão e evitar que o grupo lance um candidato "da terceira via". Assim, o presidente repetiria 2022, enfrentando novamente um Bolsonaro, mas agora em posse da máquina, não mais na oposição.

Enquanto isso, Jair deixou a prisão para ser operado nesta quinta-feira de Natal, e seu traslado para o hospital, relata Josias, teve um cerco policial digno de "presidiário fujão".

 

E o colunista Leonardo Sakamoto especula se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que terá acesso ao marido durante os dias de hospitalização, pode redefinir o xadrez eleitoral do bolsonarismo, convencendo Jair a desistir da candidatura de Flávio em troca de outro arranjo, que poderia incluir a própria Michelle como vice numa eventual chapa de Tarcísio.

Josias de Souza: Bolsonaro complica direita, que entra 2026 sem candidato anti-Lula

Josias de Souza: Hospitalização de Bolsonaro tem cerco policial de presidiário fujão

Daniela Lima: Lula quer rachar centrão, travar 3ª via e replicar disputa com um Bolsonaro

Leonardo Sakamoto: Com acesso exclusivo a Jair, Michelle pode redefinir xadrez bolsonarista

Daniela Lima: 'Pronunciamento mostra que Michelle quer ser nome nacional'

Leonardo Sakamoto: Com aval de Moraes, Bolsonaro vai passar Natal e Ano-Novo com a família

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Um sentido para a vida em tempos de esgotamento

 

Arival Dias Casimiro*
 

Fonte: Freepik

 

Vivemos uma crise silenciosa, mas profunda: a perda de sentido da vida. Ela não se manifesta apenas em grandes rupturas existenciais, mas no cotidiano, na forma como trabalhamos, nos relacionamos e lidamos com nós mesmos. A vida tem sido exercitada de maneira superficial, fragmentada e, muitas vezes, sem prazer. Um dos sinais mais evidentes dessa crise aparece no mundo do trabalho.
 

O crescimento expressivo dos casos de síndrome de burnout costuma ser atribuído exclusivamente à pressão, ao excesso de tarefas ou às cobranças profissionais. No entanto, há um elemento menos visível e talvez mais determinante por trás desse esgotamento: a ausência de propósito. O sofrimento não nasce apenas do cansaço físico ou mental, mas da sensação de que aquilo que se faz não tem significado. Um trabalho sem propósito adoece. Como disse Mark Twain, “os dois dias mais importantes da sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que descobre por quê”.
 

Essa crise de sentido está ligada a uma desconexão interior. Há dimensões profundas do ser humano que não são visíveis, nem mensuráveis, mas que determinam quem realmente somos. Vivemos em uma cultura marcada pela imagem, pela aparência e pela performance. Tudo precisa ser visto, exibido e validado. No entanto, a vida humana não se resume ao que pode ser fotografado ou publicado. A famosa frase “uma imagem vale mais do que mil palavras” não se aplica à natureza humana.
 

O próprio Twain observou que uma pequena parte da vida de uma pessoa está em seus atos e palavras; sua vida real acontece no interior, longe dos olhos alheios. É nesse espaço invisível que se instalam as angústias mais profundas, mas também as perguntas essenciais: por que existo? Para que estou aqui? O vazio que muitos experimentam nasce exatamente dessa falta de respostas.
 

Descobrir o propósito da vida não é um luxo filosófico, mas sim uma necessidade existencial. É o fator que influencia a forma como nos relacionamos, como trabalhamos, como sonhamos e como enfrentamos as frustrações. Paradoxalmente, vivemos em uma sociedade em que muitos não sabem exatamente o que querem, mas estão dispostos a tudo para alcançar alguma coisa. Falta direção, não movimento.
 

A tradição cristã afirma que essa busca começa em Deus. Mesmo o filósofo ateu Bertrand Russell reconheceu que, sem admitir a existência de Deus, a questão do propósito da vida perde o sentido. O rei Salomão, ao tentar compreender a existência apartada de Deus, concluiu que tudo era vaidade. A fé cristã afirma que a vida não é fruto do acaso, pois Deus pensa no ser humano antes mesmo de seu nascimento e estabelece um propósito para cada existência. É no relacionamento com Cristo que a identidade e o sentido revelam-se
 

Essa compreensão também ajuda a organizar a vida em sociedade. A fé cristã reconhece que toda autoridade procede de Deus, mas se expressa de maneiras distintas. Aos pais, cabe a autoridade do cuidado e da formação; ao Estado, a responsabilidade pela ordem, pela justiça e pela proteção do bem comum; à Igreja, a missão espiritual de anunciar o Evangelho e apontar para a salvação. São esferas diferentes, com responsabilidades próprias, e todas falhas, porque são exercidas por seres humanos.
 

Ao longo da história, a relação entre Igreja e Estado assumiu diferentes formas. Houve momentos de identificação total, como na teocracia do Antigo Testamento; períodos de dominação, seja do Estado sobre a Igreja, como em regimes totalitários, seja da Igreja sobre o Estado, como na Idade Média; e o modelo da separação, defendido pelos reformadores do século XVI, que garante liberdade religiosa e delimita claramente as competências de cada esfera.
 

Jesus foi claro ao afirmar essa distinção ao dizer: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. O cristão vive, portanto, com dupla cidadania: pertence ao Reino de Deus, mas também é cidadão da terra, com deveres e responsabilidades sociais. A separação entre Igreja e Estado não significa oposição, mas respeito mútuo, para que ambos cumpram seus papéis sem interferências indevidas.
 

Em tempos de esgotamento, confusão e perda de referências, a fé cristã oferece uma contribuição essencial ao debate público: a vida só encontra sentido quando há propósito, que nasce de uma relação autêntica com Deus. Recuperar esse sentido não é fugir do mundo, mas aprender a viver nele com mais profundidade, responsabilidade e esperança.

 

*Arival Dias Casimiro é pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros.


Atendimento à imprensa - Ricardo Viveiros ﹠ Associados — RV&A oficina de comunicação

Suzane Melo – suzane.melo@viveiros.com.br / (11) 95158-0134
Mayara Duenhas - mayara.duenhas@viveiros.com.br / (11) 95388-9757

Natal e escolhas conscientes à mesa

Especialista explica como reduzir desperdícios nas celebrações 

 


À medida que o Natal se aproxima, cresce a discussão sobre os impactos do consumo exagerado e do descarte de alimentos típicos dessa época. Mesmo em um período marcado por tradições culinárias e reuniões familiares, práticas sustentáveis têm ganhado espaço. Para Theda Manetta da Cunha Suterprofessora do curso de Nutrição da Wyden, é possível manter a celebração festiva sem abrir mão da responsabilidade ambiental. 

Segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2024, o Brasil desperdiça cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano, o equivalente a aproximadamente 30% da produção nacional. Esse volume se intensifica no fim do ano, quando as compras aumentam e o consumo fica menos controlado. 

Theda destaca que uma ceia bem planejada é uma das formas mais eficientes de evitar perdas. “Organizar o cardápio com antecedência e calcular as quantidades conforme o número real de convidados reduz excessos. Optar por alimentos da estação também ajuda na economia e na qualidade das preparações”, afirma. 

A coordenadora ressalta que sustentabilidade à mesa envolve diversas escolhas, desde a origem dos alimentos até o destino dos resíduos. “Valorizar produtores locais, dar preferência a itens orgânicos e reaproveitar preparos do dia seguinte são atitudes que diminuem o impacto ambiental. Práticas como compostagem doméstica também contribuem para reduzir o lixo orgânico”, explica. 

Além da questão ambiental, Theda lembra que equilíbrio nutricional é essencial para aproveitar as festas sem prejuízos à saúde. “Ceias muito pesadas podem causar mal-estar. Combinar pratos tradicionais com opções mais leves, diversificar ingredientes e moderar porções favorecem o bem-estar sem comprometer o sabor ou o clima da celebração”, observa. 

Para ela, adotar um consumo mais responsável no Natal é um gesto que beneficia tanto o planeta quanto as relações familiares. “Celebrar com consciência significa manter a tradição, mas com escolhas mais inteligentes. É totalmente possível montar uma mesa bonita, saborosa e sem desperdício”, conclui.



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Moraes concede prisão domiciliar para Augusto Heleno, com uso de tornozeleira. Indulto de Natal de Lula deve excluir 8/1 e trama golpista.

 

Ton Molina/STF



Carolina Juliano

O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu ontem prisão domiciliar humanitária para Augusto Heleno por causa de "graves problemas de saúde e da idade avançada" do ex-ministro do governo Bolsonaro. Ele foi condenado a 21 anos de prisão pela corte por tentativa de golpe de Estado. Heleno deverá usar tornozeleira eletrônica e entregar o seu passaporte à Justiça. Além disso, Moraes proibiu visitas, com exceção de seus advogados e de sua equipe médica, além de pessoas previamente autorizadas pelo STF. Heleno também está proibido de qualquer comunicação por telefone, celular ou redes sociais. A sua defesa afirmou em nota que "a decisão representa o reconhecimento da necessidade de observância dos direitos fundamentais, especialmente o direita à saúde e à dignidade da pessoa humana". Saiba mais.

Indulto de Natal de Lula deve excluir 8/1 e trama golpista. 

O decreto de indulto natalino do governo Lula voltará a excluir neste ano os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 —assim como os da trama golpista—, em linha semelhante à adotada pelo petista desde o primeiro ano de governo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o texto elaborado pela equipe do presidente exclui os enquadrados por crimes contra o Estado democrático de Direito. O perdão será concedido a gestantes de alto risco e também para mães e avós condenadas por crimes sem violência e que sejam essenciais aos cuidados de crianças e adolescentes de até 16 anos com deficiência, dentre outros. O decreto deve ser assinado nos próximos dias e não permite, no entanto, o benefício para quem faz delação premiada, para integrantes de facções criminosas em posição de liderança, condenados por crimes de violência contra a mulher e por crimes praticados contra crianças e adolescentes, além de outros crimes hediondos. Saiba mais.