Deputados e senadores querem investigar o Banco Master e suas relações com ministros do Supremo Tribunal Federal e já há assinaturas suficientes para a abertura de três CPIs. A cúpula do Congresso, no entanto, não sinalizou se haverá instalação, e, segundo se comenta nos bastidores, já surgiram indícios de interesse no abafamento do caso. Segundo apuração do repórter do UOL Felipe Pereira, parte do Congresso considera que o Master é uma oportunidade para fazer um contraponto à imagem de o Parlamento ser local de escândalos, desvios de emendas e bate-bocas. A atuação controversa do ministro Dias Toffoli serviria de ponto de largada por conta de seus familiares terem feito negócios com parentes do dono do Master, e já houve pedidos para que ele se afaste do caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, no entanto, arquivou ontem um pedido de três parlamentares para que fossem reconhecidos o impedimento e a suspeição do ministro Toffoli na investigação. Os deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-SC) e Carolina de Toni (PL-SC) pediram o afastamento do ministro com base na viagem de jatinho que ele fez com o advogado Augusto Botelho, que defende um diretor do Master. Gonet afirmou que o caso da instituição financeira "já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República" e que "não há qualquer providência a ser adotada no momento". Há um outro requerimento semelhante, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que continua em análise pela PGR. |
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