A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou nesta quarta-feira, por unanimidade, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão cada um por mandarem matar a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, e pela tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, então assessora de Marielle. O crime ocorreu no Estácio, região central do Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018. As defesas criticaram a delação do ex-PM Ronnie Lessa e apontaram falta de provas. Para Josias de Souza, é fácil entender a demora no julgamento: o caso colocou à mostra as vísceras da relação entre crime e Estado. O colunista Leonardo Sakamoto lembra que esse tipo de organização criminosa que matou Marielle segue atuante no Rio de Janeiro. Sakamoto também relata que, em 10 de abril de 2024, 129 deputados federais, entre bolsonaristas e integrantes do centrão, votaram contra a prisão de Chiquinho. Na ocasião, a prisão preventiva foi mantida, mas os votos contrários mostraram alguns recados, como o de que "mandatos parlamentares podem servir para acobertar crimes", segundo Sakamoto. Josias de Souza: Caso Marielle expôs as vísceras da coalizão entre crime e Estado Leonardo Sakamoto: Relembre os deputados que votaram contra a prisão do assassino de Marielle |
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