A primeira diferença está nas calorias por grama: enquanto o açúcar tem 4 kcal/g, o xilitol tem cerca de 2,4 kcal/g e o eritritol tem praticamente zero (0,2 kcal/g), levando vantagem nesse quesito. A segunda diferença está no efeito no organismo. Os álcoois de açúcar em geral não são bem absorvidos no intestino delgado. Por conta disso, eles acabam chegando até o intestino grosso, onde as bactérias os fermentam, podendo causar gases e desconforto. Justamente por não serem absorvidos, atraem água para dentro do intestino (da mesma forma que um leite de magnésia, por exemplo). É por isso que eles podem ter efeito laxante se consumidos em excesso, e a recomendação para o xilitol é não exceder 50 g por dia. O eritritol é um pouco diferente, porque é absorvido no intestino delgado e excretado na urina praticamente intacto, o que explica por que raramente causa desconforto gastrointestinal significativo. A terceira diferença é no efeito refrescante na boca — aquela sensação de "frescor" ou "gelado". Embora ambos apresentem essa característica, no eritritol ela é mais pronunciada, o que pode ser útil em aplicações geladas, como sorvete, mas indesejável em preparos quentes, como café. O poder adoçante também muda. O xilitol adoça tanto quanto o açúcar e pode ser substituído na proporção 1:1 nas receitas, o que é uma vantagem prática, mas é importante prestar atenção ao rótulo, pois há produtos que misturam xilitol com estévia, um adoçante de alta potência. O blend Stevita, por exemplo, tem o dobro do poder adoçante do açúcar. O eritritol puro adoça cerca de 65% em relação ao açúcar, então é preciso usar um pouco mais para atingir o sabor desejado. Para potencializar o impacto do eritritol e atingir uma dosagem equivalente à do açúcar, existem versões combinadas com estévia, que funciona em sinergia com o poliol, como o blend Zero Cal. |
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