terça-feira, 24 de março de 2026

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Ratinho desiste de eleição presidencial, e Caiado deve ser o candidato do PSD

Csrolina Juliano

O governador do Paraná, Ratinho Jr., afirmou ontem que não será candidato a presidente da República pelo PSD e que permanecerá à frente do estado do Paraná até o fim do mandato, em dezembro deste ano. O PSD lançou três pré-candidatos ao Planalto: além de Ratinho, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mas Ratinho era o mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto até então. O anúncio do governador foi feito na mesma semana em que o senador Sergio Moro lançará oficialmente sua candidatura ao governo do Estado. Moro fará oposição ao governo de Ratinho, dando palanque a Flávio Bolsonaro no Paraná. A decisão do governador sinaliza que ele deverá se dedicar à campanha estadual, lançando um candidato à sua sucessão para tentar derrotar Moro, que já tomou a dianteira das pesquisas diante da indefinição do PSD até aqui. Com a desistência de disputar a corrida ao Planalto, o nome de Ronaldo Caiado ganha força e é hoje o favorito para assumir o seu lugar.

PGR se manifesta a favor da prisão domiciliar de Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República se manifestou ontem a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado na última semana pela defesa de Jair Bolsonaro. O ex-presidente está internado em um hospital em Brasília desde 13 de maio, quando passou mal e foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o pedido de domiciliar se fundamenta no pressuposto de que a manutenção do regime fechado exacerba a vulnerabilidade de Bolsonaro, e que a evolução clínica do ex-presidente "recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas". Depois do parecer da PGR, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu no fim da tarde com o ministro Alexandre de Moraes para reforçar o pedido para que o relator da trama golpista na corte conceda a prisão domiciliar humanitária ao marido. No início da noite de ontem, Bolsonaro recebeu alta da UTI após 10 dias de internação e foi transferido para um quarto.

 

Cláudio Castro renuncia ao governo do estado do RJ. A renúncia foi anunciada em evento realizado no fim da tarde de ontem em uma cerimônia no Palácio Guanabara. Castro estava sob pressão desde o dia 10, após mais um adiamento do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que poderia terminar com a cassação do seu mandato. A decisão foi adiada pelo pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques depois que a relatora Isabel Galotti e o ministro Antonio Carlos Ferreira já haviam votado pela cassação por irregularidades cometidas em 2022. O agora ex-governador responde por abuso de poder político e econômico, acusado de ser responsável por contratações irregulares usadas para fins políticos. A renúncia, no entanto, não encerra o caso. Castro pretende se candidatar ao Senado em outubro, mas a viabilidade da candidatura depende da decisão do julgamento do TSE, que será retomado hoje. Saiba mais.

Relator da CPMI do INSS diz que parecer final tem 228 indiciados. O deputado Alfredo Gaspar afirmou ontem que seu parecer final da investigação que apura os desvios ilegais de benefícios do INSS não cita o presidente Lula nem o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o documento tem cerca de 5.000 páginas e aponta 228 indiciados. Gaspar diz que optou pelo que chamou de "relatório técnico". Para ele, a investigação não deve considerar governos específicos, e sim os fatos apurados. O deputado afirmou que antecipou a conclusão do relatório diante da incerteza sobre a extensão dos trabalhos da CPMI. Ontem, o ministro do STF André Mendonca determinou a prorrogação dos trabalhos e deu 48 horas para que a presidência do Congresso leia o requerimento e autorize. Segundo o deputado Alfredo Gaspar, o texto já está pronto, mas poderá ser complementado com a prorrogação. A ideia é apresentá-lo na sessão de amanhã.

Morre o ator Gerson BrennerMorreu ontem aos 66 anos o ator Gerson Brenner, que fez novelas como "Rainha da Sucata" e "Deus nos Acuda", sucesso da Globo nos anos 1980 e 1990. O ator enfrentava desde os 38 anos as sequelas de um tiro que levou na cabeça durante um assalto, em agosto de 1998, quando estava no ar como o fazendeiro Jorginho de "Corpo Dourado". Brenner viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro e foi baleado enquanto trocava os pneus de seu carro na rodovia Ayrton Senna. Ele ficou internado por meses, até outubro de 1998, quando teve alta. Desde então, lidava com uma série de problemas cognitivos, de fala e de locomoção. Saiba mais sobre ele.

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