No quarto dia de conflito no Oriente Médio, Israel e EUA voltaram a atacar o Irã. Os ataques de ontem destruíram o prédio que funciona como sede da Assembleia de Especialistas, órgão encarregado de selecionar um novo líder supremo para o Irã. Logo após o ataque, Donald Trump disse que todas as pessoas que os Estados Unidos tinham em mente para assumir o comando do país "estão mortas", sem especificar, no entanto, quem seriam essas pessoas, nem em quais circunstâncias elas morreram. O Irã, por sua vez, concentrou sua ação militar contra seus vizinhos árabes apoiados pelos EUA. Segundo o Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, países do golfo relataram até a manhã de ontem 1.815 ataques com mísseis e drones. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, países como os Emirados Árabes Unidos e o Qatar estão pressionando os EUA a acelerar a guerra para evitar um colapso de suas defesas antiaéreas com os ataques que estão sofrendo. - No fim do dia, Donald Trump ainda desafiou o Irã, que na segunda ameaçou interditar o Estreito de Ormuz, dizendo que os EUA vão acionar a agência de financiamento ao desenvolvimento para oferecer seguro contra risco político ao comércio marítimo no Oriente Médio e, se necessário, escoltar petroleiros pelo estreito. Trump determinou que a agência americana crie um pacote de seguro e garantias para proteger o transporte marítimo na região que seja aberto a empresas de navegação de diferentes países. E sinalizou que a Marinha dos EUA pode passar a acompanhar navios-tanque na travessia do Estreito de Ormuz, que é um ponto estratégico para o fluxo global de petróleo e gás consumido no mundo todo.
- EUA afirmam já ter atingido 2.000 alvos do Irã. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que já destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atacaram quase 2.000 alvos no Irã. Em vídeo publicado no X, o comandante Brad Cooper afirmou ainda que o Irã já lançou mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em ataques retaliatórios. Segundo ele, mais de 50.000 soldados, 200 caças e dois porta-aviões dos Estados Unidos estão participando dos combates contra o Irã "24 horas por dia, 7 dias por semana", "desde o fundo do mar até o espaço e o ciberespaço".
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