terça-feira, 30 de junho de 2026

Duarte Júnior amplia presença na região Tocantina na corrida ao Senado

Duarte em conversa descontraída com eleitora....


O deputado federal Duarte Júnior (Avante) mantém fortemente sua pré-candidatura ao Senado Federal e intensificou sua agenda política na região Tocantina, buscando consolidar apoio em cidades estratégicas e nesta semana, estará visitando as cidades de Imperatriz, Grajaú, Açailândia, Davinópolis, São Francisco do Brejão, Montes Altos, Sítio Novo, Central do Maranhão, Serrano do Maranhão e Buriticupu.

O estilo inovador da campanha de Duarte é ouvir as pessoas, conhecer de perto os desafios de cada cidade e construir, junto com os maranhenses, um projeto de futuro para todo o Estado. “Quem acredita que o Maranhão merece uma voz firme, independente e corajosa no Senado, venha caminhar conosco”, afirma de forma empolgada, Duarte.

Um discurso de renovação

O parlamentar tem apostado em uma narrativa de combate à corrupção e independência política, afirmando que não dependerá de alianças tradicionais com candidatos ao governo estadual. “O Maranhão precisa de uma voz firme e independente no Senado, que não se curve a acordos de bastidores”, declarou em recente visita à região.

Base eleitoral em expansão

Reconhecido inicialmente por sua atuação na Grande São Luís, Duarte busca ampliar sua base para o interior do estado. Na Tocantina, região marcada por forte atividade econômica e desafios em infraestrutura e saúde, o deputado tem se aproximado de lideranças comunitárias e reforçado sua presença em eventos locais.

Estratégia digital

Com forte engajamento nas redes sociais, Duarte aposta em conquistar o eleitorado jovem e urbano da Região Tocantina, destacando pautas ligadas à defesa do consumidor, inclusão social e inovação tecnológica.

Cenário eleitoral

O Maranhão terá duas vagas em disputa para o Senado em 2026. Pesquisas apontam que cerca de 15,8% dos eleitores ainda estão indecisos, o que abre espaço para crescimento de candidaturas como a de Duarte Júnior. Analistas políticos avaliam que sua entrada na corrida pode alterar o equilíbrio entre os nomes já consolidados.

Duarte Júnior surge como uma força emergente na corrida ao Senado, com discurso de renovação e combate à corrupção. Apesar de ser um dos últimos a entrar na disputa, já conquistou espaço competitivo ocupando nesse momento a terceira colocação nas últimas pesquisas e possui musculatura eleitoral muito forte para crescer especialmente entre os indecisos. Na região Tocantina, sua candidatura busca se consolidar como alternativa às lideranças tradicionais, apostando em proximidade com pautas sociais e digitais.

"Onda azul", "fraude", Venezuela: a visita de Flávio Bolsonaro à Argentina

 

Javier Milei e Flávio Bolsonaro

Javier Milei e Flávio Bolsonaro

Reprodução/X@OPRArgentina


O encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o presidente argentino, Javier Milei, nesta segunda (29), rendeu troca de afagos entre os dois nas redes sociais. "A onda azul está chegando no Brasil", postou o argentino.

Flávio Bolsonaro falou ao UOL sobre o encontro. "Conversamos um pouco sobre essa onda azul que está tomando conta da América do Sul, da América Central. [...] Fizemos uma análise sobre o que aconteceu no Peru, na Colômbia e na Argentina." Assista à entrevista completa aqui.

A colunista Janaína Figueiredo analisa que Milei lidera a "onda azul" no continente, mas que o custo social para a Argentina tem sido brutal. Ela lembra que o presidente argentino reduziu o déficit fiscal e controlou a inflação - não a eliminou -, mas hospitais, universidades e escolas do sistema público têm sofrido o impacto. "A receita de Milei é simples: quem puder se adaptar e crescer, ótimo; quem não, boa sorte", pontua.

Em outra agenda em Buenos Aires, Flávio Bolsonaro discursou em um evento da comunidade judaica global alinhada com governos de direita no mundo. Na ocasião, referiu-se a si mesmo como a peça que falta no tabuleiro da direita sul-americana e ironizou a esquerda peruana que, ao ser derrotada pela direitista Keiko Fujimori, "gritou 'fraude' sem apresentar provas".

Para Josias de Souza, o orador de Buenos Aires destoa do Flávio Bolsonaro que discursou, em março, numa conferência trumpista, no Texas (EUA). Na versão texana, lembra Josias, Flávio deu a entender que houve fraude na contagem de votos que deu vitória a Lula em 2022. "Flávio não consegue se dissociar completamente da fuligem retórica do pai", diz.

Já a colunista Carla Araújo comenta as declarações do senador sobre a Venezuela. Para ela, Flávio cometeu uma indelicadeza com o povo venezuelano ao dizer que "dias melhores virão" ao citar o contexto político local, ignorando a situação do país após os terremotos que deixaram cerca de 1.700 mortos e 50 mil desaparecidos.

"É impossível falar em dias melhores. Claro, ele estava falando da situação política, mas é impossível dissociar. A situação política na Venezuela é muito ruim, a situação humanitária é pior ainda", diz.

Quando é o próximo jogo do Brasil na Copa 2026? Veja possíveis adversários e chaveamento

 A seleção brasileira sofreu e conseguiu vencer o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira, para avançar da segunda fase da Copa do Mundo para as oitavas de final. Agora, espera do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, marcado para as 14 horas de terça, 30, para saber qual será seu adversário.

O duelo das oitavas já tem data e horário marcados: às 17 horas (de Brasília) de domingo, 5 de julho, no Met Life Stadium, em East Rutherford.

Cabeceio de Casemiro no gol de empate do Brasil. Foto: Werther Santana/Estadao

Nas quartas de final, o Brasil pode ter pela frente México, Equador, Inglaterra ou República Democrática do Congo. Os ingleses são favoritos, mas podem ter de enfrentar os anfitriões na Cidade do México.

Do outro lado da chave, um eventual adversário do Brasil na semifinal sairá dos cruzamentos envolvendo Argentina, Cabo Verde, Austrália, Egito, Suíça, Argélia, Colômbia e Gana. Os atuais campeões mundiais são amplos favoritos, mas os colombianos mostraram força e podem surpreender.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Casos de Family BOLSONARO

 

Arte: Marcelo Chello

A gente deixa de noticiar o BRASEW por dois minutos e acontece esse tipo de coisa: o Dudu diz que o Trump deveria bombardear o Brasil, a Michelle bombardeia a campanha do Flavitcho, a PF bate na porta dos bilionários — tipo o Edir Macedo e os donos das Americanas. E os relógios do Jaques Wagner eram da marca Patek Philippe (a mesma daqueles que o Bolsonaro pegou de “presente” dos árabes). Socorro, BRASEW.

Mas antes de mais nada, queríamos registrar que a Tixa está subindo em outras paredes, mas em breve volta à programação normal — tem uma eleição pela frente, BRASEW!

Como esse é um éNoite pocket, viemos contar somente a treta da Michelle, porque essa sim tem potencial de mover o ponteiro do relógio. Ela simplesmente ressuscitou um assunto sobre o Ciro Gomes no Ceará para contar que o Flavitcho foi muito ríspido, a desrespeitou e a maltratou ao telefone. Sim, darling. Esse assunto é velho.

E ainda soltou um “quase” contei tudo. Aff. Tem mais?

O Flavitcho botou o rabinho entre as pernas e saiu correndo pedir desculpas para a madrasta. Mas o estrago está feito entre o eleitorado feminino e evangélico.

Para o Flavitcho ainda tem um problema: o Bolsonaro nunca disse publicamente que o Flávio era seu candidato. Como está preso, nosso ex nunca deu essa declaração. Foi o Flávio que contou que o pai o indicou. Levando em conta que o Flavitcho mentiu descaradamente no caso Vorcaro…

Que treta, BRASEW. Queria ser uma lagartixa para saber o papel do Valdemar Voldemort nessa. A propósito, a Michelle disse que o Bolsonaro sabia que ela iria gravar o vídeo. Fogo no parquinho.

Então é isso. Não larga a Tixa, que já já estamos de volta.

A verdade sobre energéticos: muita cafeína, açúcar e energia que dura pouco

Colunista

As bebidas energéticas são consumidas tanto por quem quer ter energia, seja para trabalhar ou estudar, seja para render mais nos treinos, quanto por quem gosta da mistura com álcool. Os primeiros casos já exigem atenção, porque os energéticos concentram altas doses de cafeína e açúcar e, em excesso, podem causar palpitações e ansiedade. Quando o consumo é associado ao álcool, a combinação pode até ser fatal.

Não dá para negar que a bebida energética pode provocar uma sensação temporária de mais ânimo e até melhorar a concentração. O ideal é consumi-la ocasionalmente e em quantidades moderadas, preferindo sempre versões com menor teor de açúcar.

A seguir, veja o que realmente há dentro das famosas latinhas (ou garrafas PET).

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A análise dos rótulos mostra que os energéticos combinam diferentes substâncias estimulantes e aditivos. Esses compostos prometem aumentar a energia e a concentração, mas também podem intensificar os efeitos no organismo, principalmente quando consumidos em excesso.

A seguir, veja os principais componentes encontrados nas bebidas energéticas:

Cafeína: principal estimulante dos energéticos, aumenta o estado de alerta. Em excesso, pode causar insônia, ansiedade e aceleração dos batimentos cardíacos.

Açúcar: presente em grandes quantidades na maioria das versões, fornece energia rápida, mas eleva o risco de ganho de peso e de alterações na glicemia.

Taurina: substância produzida pelo organismo e adicionada às bebidas para potencializar o efeito energético.

Guaraná: ingrediente de origem vegetal que contém cafeína e pode reforçar o efeito estimulante.

Vitaminas do complexo B: participam do metabolismo energético e ajudam o corpo a transformar nutrientes em energia.

L-carnitina: associada ao uso de gordura como fonte de energia, comum em produtos voltados ao desempenho físico.

Ginseng: extrato vegetal ligado à sensação de disposição e vitalidade.

Aromatizantes, corantes e adoçantes: componentes utilizados para dar sabor, aparência e doçura à bebida, principalmente nas versões sem açúcar.

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Quantidade recomendada

Para adultos saudáveis, a recomendação é que o consumo diário de cafeína não ultrapasse 400 mg, considerando todas as fontes, como café, chás, refrigerantes e bebidas energéticas. Já para adolescentes, o limite máximo indicado é de 100 mg por dia.

Para efeito de comparação, uma lata de energético pode conter entre 80 mg e 200 mg de cafeína, dependendo da marca e do tamanho da embalagem. Uma xícara de café coado de cerca de 100 ml possui entre 60 mg e 80 mg, enquanto uma lata de refrigerante de cola (350 ml) tem aproximadamente 30 mg a 40 mg.

Por isso, é fácil ultrapassar a recomendação diária de cafeína ao longo do dia.

Quais são os riscos do consumo excessivo?

Nos últimos anos, pesquisas mostram que o consumo excessivo de energéticos pode causar palpitações, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia e ansiedade. O sistema nervoso também é afetado, provocando sintomas como tonturas, náuseas, tremores e irritabilidade. Quando o efeito estimulante passa, é comum surgir fadiga intensa, alterações de humor e dificuldade de concentração.

O consumo frequente pode gerar um ciclo de equilíbrio e cansaço, aumentando a necessidade de cafeína e açúcar, o que pode impactar a glicemia e a sensibilidade à insulina. Outros efeitos relatados são: dores de cabeça, diarreia e ganho de peso.

Alguns grupos devem ter atenção especial:

  • Crianças e adolescentes, que ainda estão com os sistemas cardiovascular e nervoso em desenvolvimento.
  • Gestantes e lactantes também entram nessa lista, devido aos possíveis impactos no bebê.
  • Pessoas com doenças cardíacas, pressão alta, diabetes ou transtornos de ansiedade podem apresentar sintomas mais intensos ao consumir esse tipo de bebida.

Energético e álcool: uma combinação perigosa

O consumo de energéticos com álcool tem se tornado cada vez mais comum entre jovens, impulsionado pelo sabor adocicado e pela facilidade de ingestão, que pode levar ao consumo mais rápido e em maior quantidade. No entanto, essa combinação aumenta o risco de acidentes e comportamentos de risco, como dirigir ou ter relações sexuais sem proteção.

Além disso, os efeitos da mistura no organismo são contraditórios: enquanto a cafeína acelera corpo e mente, o álcool atua como depressor do sistema nervoso central, mascarando a sensação de embriaguez e dificultando a percepção dos próprios limites.

A mistura também impacta diretamente o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em situações mais graves, pode desencadear arritmias e até ataques cardíacos.

Fontes: Elaine Gomes da Silva, nutricionista do HU-UFSCar (Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos); Gardênia Pinheiro, nutricionista e docente no curso de nutrição da FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas); Thays Pomini, nutricionista, especialista em nutrição estética esportiva, nutrição fitoterápica e em genética e epigenética.

 

GIRO PELO MUNDO: ONU estima 50 mil desaparecidos na Venezuela, e Brasil estreia no mata-mata

 

Miguel Medina / POOL / AFP

ONU estima 50 mil desaparecidos na Venezuela, e Brasil estreia no mata-mata

Carolina Juliano

As principais notícias para começar o dia bem informado:

  • Venezuela: ONU estima em 50 mil desaparecidos após terremotos
  • Mais Venezuela: Avião da FAB resgata 13 brasileiros
  • Clima: Onda de calor mata mil pessoas na França em três dias
  • Copa: Brasil enfrenta o Japão hoje no primeiro mata-mata
  • Datafolha: Maioria dos brasileiros não sabe citar nome de parlamentar

ONU estima 50 mil desaparecidos na Venezuela

  • O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse ontem que o número de mortos no país chegou a 1.450 após os terremotos da última quarta-feira. Esse número, no entanto, deve subir muito porque a ONU estima que os desaparecidos são mais de 50 mil. O governante informou ainda que há 3.150 feridos, 12.721 desabrigados e que ao menos 774 edifícios foram derrubados pelos tremores. O país tem recebido de várias partes do mundo equipes de socorristas para ajudar nas buscas. A China anunciou na manhã de hoje que enviará US$ 14,7 milhões em ajuda humanitária e fornecerá ao governo venezuelano imagens de satélite das áreas afetadas para ajudar nas operações de resgate.

Governo resgata 13 brasileiros que estavam na Venezuela

  • O governo federal resgatou ontem 13 cidadãos brasileiros que estavam de passagem pela Venezuela quando ocorreram os terremotos e não conseguiram sair do país. Eles foram transportados em um voo da FAB porque o aeroporto comercial de Caracas teve a sua estrutura abalada pelo sismo e está fechado. Ao menos dois brasileiros morreram em decorrência dos tremores, segundo o Itamaraty. O Brasil enviou uma missão humanitária para auxiliar a Venezuela, com uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas, cães farejadores e equipamentos especializados para operações de busca e resgate.

Onda de calor mata mil pessoas em três dias na França

  • O Ministério da Saúde da França informou neste domingo que registrou cerca de mil mortes em apenas três dias por causa da onda de calor e que o número pode ser ainda maior porque os dados ainda não são definitivos. A Europa enfrenta altas temperaturas sem precedentes, com vários recordes. Na última terça-feira, o serviço meteorológico francês registrou 44,3ºC, o dia mais quente já registrado no país. O ministério contabilizou mais de 1.200 mortes por todas as causas em 24 de junho, 1.400 em 25 de junho e outras mais de 1.400 em 26 de junho. Em abril e maio, essa média diária foi de cerca de 900 a mil mortes por dia. Saiba mais.

IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

Brasil enfrenta o Japão no primeiro mata-mata da Copa

  • A seleção brasileira joga hoje a primeira partida da fase eliminatória da Copa do Mundo. O jogo será às 14h (horário de Brasília) em Houston, no Texas. O técnico Carlo Ancelotti não revelou à imprensa qual será a escalação do time, mas o único desfalque da seleção é Raphinha, que ainda se recupera de uma lesão. A aposta é que ele repita a equipe do último jogo da fase de grupos. Sobre Neymar, o técnico elogiou sua evolução, mas não garantiu que ele joga contra o Japão. A partida do Brasil é a segunda desta segunda fase do Mundial. A primeira ocorreu ontem, entre África do Sul e Canadá, e os canadenses avançaram.

Datafolha: brasileiros não sabem citar nome de parlamentar

  • Pesquisa divulgada hoje mostra que 68% dos brasileiros não sabem mencionar nenhum integrante da Câmara dos Deputados, e 75%, nenhum do Senado. Os dados mostram também que a maior parte diz não lembrar em quem votou há quatro anos. Apenas 6 dos 513 deputados federais foram citados. O mais lembrado foi Nikolas Ferreira (PL-MG), com 6% das respostas, seguido de Érika Hilton (PSOL-SP), com 4%. No Senado, dos 81 parlamentares, 15 foram lembrados. Em primeiro lugar, com 3%, aparece Flávio Bolsonaro, seguido do ex-jogador Romário, Cleitinho e Sergio Moro. Veja todos os dados.

Rubio responde Flávio e mantém apoio dos EUA a tarifaço contra o Brasil



Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, respondeu a uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o tarifaço, reafirmando a posição do governo Donald Trump de apoiar a imposição de novas tarifas contra produtos brasileiros. Tive teve acesso ao documento, inicialmente publicado pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Flávio anunciou, em 2 de junho, o envio de uma carta em que pediu que a Casa Branca não aplicasse novas tarifas aos produtos brasileiros. No texto, o pré-candidato à presidência da República expressou "preocupação" com a adoção da medida, e citou dados da dívida pública e endividamento pessoal. "Diante desse cenário, a imposição de novas tarifas infligiria sério dano ao povo brasileiro", escreveu.

Ele também prometeu a Rubio que, se for eleito presidente, pretende concluir rapidamente um novo acordo comercial e de investimentos com os EUA, além de montar uma equipe de transição com o governo Trump. O pré-candidato ainda agradeceu o secretário de Estado pela classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.

A resposta de Rubio veio nessa terça-feira (23). O secretário de Estado norte-americano destacou que a investigação que propôs as novas tarifas não ficaram a cargo dele, mas do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA, na sigla em inglês), e que "diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação" permanecem, apesar de conversas com o governo do Brasil.

Segundo o representante dos EUA, "são questões relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal".

Rubio também falou sobre a audiência pública marcada para discutir o caso: "Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de consulta pública e da audiência aberta que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA organizará em 6 de julho".

Flávio Bolsonaro se inscreveu para participar da audiência - ele deve falar na sessão do dia 7 de julho. Em cinco minutos, o pré-candidato pretende defender que o tarifaço benefeciará o atual governo, enquanto prejudicará "os exportadores brasileiros, os importadores americanos, os consumidores dos EUA e a oposição brasileira, que é a principal vítima doméstica da conduta em questão", segundo texto envio na inscrição.

O jornalista Paulo Figueiredo disse à coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o senador fará uma "defesa efusiva do Pix" e proporá "uma negociação de boa fé com o Brasil" ao pedir a suspensão das tarifas.

Carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro sobre o tarifaço - Reprodução

Tarifaço

O USTR comandou uma investigação contra o Brasil, na chamada Seção 301, em que aponta práticas que considera "não razoáveis". Dentre elas estão supostos abusos do Judiciário, ameaças à liberdade de expressão, desmatamento ilegal, corrupção, pirataria e questões relacionadas a patentes. Para o órgão norte-americano, práticas do governo brasileiro restringem o comércio.

Após a conclusão de uma primeira investigação, o USTR propôs a taxação de 25% sobre produtos brasileiros. Dias depois, uma segunda apuração levou à alocação de tarifas de 12,5% sobre a economia brasileira e de outros países. Segundo os EUA, assim como o Brasil, a União Europeia e parte da China falharam na adoção de práticas para banir a exportação de produtos vinculados ao trabalho forçado.

O governo do presidente Lula (PT) divulgou uma nota em que classifica as novas tarifas como "injustificáveis", promete reciprocidade e culpa Flávio Bolsonaro pela decisão dos EUA.

Direita em parafuso: afinal, o que Michelle Bolsonaro quer?

 

Os Bolsonaros e o pastor Silas Malafaia em ato a favor da anistia para os presos do 8 de Janeiro, em abril de 2025. Afinal, por que Michelle atacou Flávio?

Os Bolsonaros e o pastor Silas Malafaia em ato a favor da anistia para os presos do 8 de Janeiro, em abril de 2025. Afinal, por que Michelle atacou Flávio?

Bruno Santos - 6.abr.25/Folhapress


Roger Modkovski

Dois dias depois da divulgação dos vídeos em que critica o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o Brasil inteiro —e principalmente a direita— se pergunta: qual era a intenção da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro?

O antropólogo Juliano Spyer, na Folha de S.Paulo, lembra que o pré-candidato presidencial Flávio atropelou a formação da chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a própria Michelle de vice e se pergunta: "Ela quer vingança, quer uma chapa ou quer outra coisa?".

Para a colunista Daniela Lima, concorrentes de Flávio na direita veem Michelle tentando se afirmar como opção se a pré-candidatura dele naufragar antes do registro formal. No PL, diz Daniela, uma ala quer Michelle candidata porque "ela entra em nichos onde os homens da família têm mais dificuldade, como o eleitorado feminino".

E José Roberto de Toledo se pergunta: por que Michelle só soltou o vídeo seis meses depois da fatídica conversa com Flávio? E ele mesmo especula: para pedir algo em troca? Para se posicionar para 2030?

Toledo lembra também que a Tarcísio não interessa a eleição nem a reeleição de Flávio, o que poderia atrapalhar suas próprias pretensões presidenciais. Em suma, diz Toledo, a resposta a essa pergunta "vai determinar o futuro da direita no Brasil".

Para Ronilso Pacheco, Michelle sabe que tem em mãos uma arma importante para a campanha da direita: o PL Mulher, fundamental para as pretensões de Flávio. "Fica a dúvida se, por ora, o que ela quis foi de fato mostrar poder ou apenas exigir respeito", conclui Pacheco.

Juliano Spyer: Em nome de que Michelle desafiou a autoridade de Bolsonaro?

Daniela Lima: Direita entra em parafuso e racha sobre impacto dos vídeos de Michelle

Daniela Lima: Janja vê 'incoerência' em vídeos de Michelle e desestimula engajamento

José Roberto de Toledo: Timing de Michelle para criticar Flávio sugere plano

Ronilso Pacheco: Michelle deu mensagem direta a Flávio, sem profecias, versículos ou amém

Hélio Schwartsman: Bolsonaros se superam na autossabotagem

Mônica Bergamo: Michelle estanca queda e volta a subir nas redes depois de atacar Flávio em vídeos com 32 milhões de visualizações

Josias de Souza: Madrasta má, Michelle surrou Flávio Bolsonaro sem tocá-lo

Josias de Souza: Michelle adota feminismo que abominava e gruda em Flávio a pecha de machista

Leonardo Sakamoto: Antes da treta, Michelle e Flávio eram unidos pelos cheques de Queiroz

José Fucs: 'Fogo amigo' na direita vai além de Michelle e Flávio Bolsonaro

Alexandre Borges: Eduardo Bolsonaro desautorizou a união da direita defendida por Flávio