A Polícia Federal deve abrir uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro que foi pedido pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro teria sido usado para financiar as despesas do irmão Eduardo nos Estados Unidos. Mensagens trocadas entre Flávio e o dono do extinto Banco Master, reveladas na quarta-feira, mostraram que o senador cobrou Vorcaro do repasse de verba que seria para o financiamento do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, esses recursos teriam sido transferidos a um fundo sediado no Texas, nos EUA, por uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações, e há a suspeita de que esse fundo seja controlado por aliados de Eduardo. A PF pretende entender se o dinheiro foi, de fato, usado para financiar o filme ou se uma parte dele serviu para custear a vida de Eduardo, que se mudou para os EUA em 2025. Eduardo Bolsonaro nega ter recebido dinheiro destinado a filme. O ex-deputado federal se defendeu ontem das suspeitas da Polícia Federal de que o dinheiro do financiamento do filme sobre o pai teria sido desviado para pagar despesas suas. Sem especificar seu status migratório, Eduardo afirmou em uma postagem no X que o governo americano não permitiria que ele recebesse dinheiro do fundo, e que teria explicado às autoridades locais qual seria a origem de todos os seus recursos. Ele disse ainda que os investimentos foram feitos nos Estados Unidos porque a produção da obra é norte-americana. Flávio também saiu em defesa do irmão. Em entrevista à Globonews, ele falou que omitiu seu contato com Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade no contrato do financiamento do filme. Ele afirmou que o advogado que controla o fundo que recebeu os recursos do Master é pessoa de confiança de Eduardo, e que "cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos". Pai de Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance. Henrique Vorcaro foi detido na manhã de ontem, em Belo Horizonte sob a acusação de fazer parte de um grupo que intimidava e coagia rivais de Daniel Vorcaro. Ele está sendo investigado por participar do grupo conhecido como 'A Turma', definido pela PF como "organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos". Segundo a PF, ele atuava em conjunto com um grupo de hackers para derrubar reportagens sobre o escândalo do Master. A operação cumpriu sete mandados de prisão, e mais 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Uma delegada da PF foi afastada e um agente foi preso sob a suspeita de vazarem informações sigilosas à organização. STF valida de lei de igualdade salarial. O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, por unanimidade, declarar a constitucionalidade da lei de 2023 que estabelece a igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função. Os ministros consideraram não há violação à livre iniciativa. A lei, proposta pelo governo em 8 de março de 2023, obriga empresas com mais de 100 empregados a divulgar relatórios de transparência salarial e de critérios remuneratórios. Caso se comprove remuneração diferente a de um empregado homem, a empresa deve pagar uma multa de dez vezes o salário que deveria ser pago à funcionária. Além disso, deve apresentar plano de ação para mitigar a desigualdade. O relator, ministro Alexandre de Moraes, citou em seu voto dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE em 2024, que revelam que mulheres recebem rendimentos inferiores ao dos homens que chegam, em algumas regiões do país, a uma proporção de até 74,2% a menos. Saul Klein, herdeiro das Casas Bahia, vira réu por exploração sexual de mulheres. A Justiça de São Paulo aceitou parte da denúncia do Ministério Público e tornou o herdeiro de Samuel Klein réu por exploração sexual de mulheres. O caso tramita em segredo de Justiça e, segundo o colunista do UOL Pedro Lopes, a denúncia foi aceita em relação a quatro acusações: favorecimento à prostituição ou exploração sexual de vulnerável, favorecimento à prostituição com violência ou grave ameaça, aliciamento mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso e organização criminosa. De acordo com o colunista, ele também foi denunciado por estupro por 14 mulheres, mas o próprio Ministério Público requereu o arquivamento das acusações, alegando não haver "certeza ou segurança quanto aos atos sexuais não consentidos". Em sua defesa no processo, Klein afirma que era um "sugar daddy", e mantinha com as mulheres uma relação consensual de fetiche. Leia mais na coluna. |
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