sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sob críticas, Trump torna a Copa um reality. Que o futebol salve o torneio

 

Julián Quiñones, do México, celebra 1º gol da Copa, no estádio Azteca, na Cidade do México

Julián Quiñones, do México, celebra 1º gol da Copa, no estádio Azteca, na Cidade do México

Carl Recine/Getty Images


Roger Modkovski

A Copa do Mundo de 2026, em Estados Unidos, Canadá e México, começou nesta quinta-feira (11) sob polêmicas e críticas —com estrangeiros barrados na entrada dos EUA, torcidas vetadas e preços proibitivos de ingressos.

A correspondente Mariana Sanches relata como o presidente dos EUA, Donald Trump, um egresso do show business, transformou o certame mundial, com a anuência da Fifa, em um reality show com o objetivo de melhorar sua popularidade declinante.

O experiente colunista Juca Kfouri lamenta que o mundo do futebol tenha esperado quatro anos para acompanhar essa Copa —e seja surpreendido por um certame até agora marcado pela xenofobia.

Para a colunista Milly Lacombe, o torcedor consciente terá que lidar com a contradição de desfrutar do espetáculo do futebol -sem esquecer dos aspectos fascistas que, segundo ela, operam no principal país-sede.

Josias de Souza torce para que os ruídos trazidos por Trump —até agora um "protagonista indesejado" no Mundial— sejam superados quando, com a genialidade dos craques, a bola começar a rolar. Mas ele completa: "Nenhum lance conseguirá apagar o vexame político, potencializado pela subserviência da Fifa ao trumpismo".

Mariana Sanches: Trump transforma Copa em seu novo reality show para melhorar popularidade

Juca Kfouri: O Planeta Bola não esperou quatro anos para ver esta Copa

Milly Lacombe: Jamais perder de vista o aspecto fascista da Copa que vai começar

Josias de Souza: Trump é o juiz ladrão da Copa

Leonardo Sakamoto: Veto de Trump a estrangeiros na Copa domina a rede no Brasil, diz pesquisa

Ricky Hiraoka: Netflix supera Globo e se destaca com projetos sobre Copa do Mundo

João Paulo Charleaux: Basquete, futebol e UFC: o esporte como arma nas mãos de Trump

Dora Kramer: Copa testará outra vez se política e futebol se misturam

Alicia Klein: Abertura da Copa no México mostra o que ela poderia ter sido

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