sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Eleições 26: Bolsonaro divide direita, Lula espera Haddad, Kassab mira 2030

 

Lula e Bolsonaro debatem no segundo turno de 2022. Ex-presidente ainda influi na definição da candidatura conservadora que tenta impedir reeleição do petista

Lula e Bolsonaro debatem no segundo turno de 2022. Ex-presidente ainda influi na definição da candidatura conservadora que tenta impedir reeleição do petista

ALLISON SALES/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO


Roger Modkovski

Mesmo neste intervalo morno entre as festas de fim de ano e o Carnaval, a movimentação dos políticos rumo às eleições não para: nestes dias vimos Ronaldo Caiado, governador de Goiás, chegando ao PSD e mais um capítulo do racha na direita catarinense causado pela intenção do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) de se candidatar ao Senado pelo estado.

 

Para o colunista Josias de Souza, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo confinado à Papudinha após a condenação por tentativa frustrada de golpe de Estado, continua dando cartas. E, graças à sua atuação, o divisionismo que costumava ser marca registrada das esquerdas agora também ocorre no campo conservador —para sorte do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição.

No caso da candidatura ao Senado por SC, diz Josias, Bolsonaro pai "faz o que bem entende" e está criando atritos entre lideranças locais e nacionais do Partido Liberal num estado em que a extrema direita já havia firmado alianças. Para Josias, o melhor que pode ocorrer em SC é o eleitorado, nas urnas, tomar a iniciativa de barrar a candidatura de Carluxo.

Já na seara do PT, a colunista Amanda Klein informa que o partido segue à espera de Fernando Haddad, ministro de saída da Fazenda, definir se topa ser candidato do partido ao governo de São Paulo. Segundo Amanda, ainda haverá conversas entre Haddad e Lula para definir os detalhes dessa empreitada, considerada estratégica por Lula no quadro da eleição nacional.

Mas, relata Fábio Zanini, da Folha de S.Paulo, a direção estadual do partido está mais inclinada a apoiar um nome de fora da sigla.

Enquanto isso, correndo por fora na raia da terceira via, Gilberto Kassab, presidente do PSD, após trazer Caiado para suas fileiras, joga o jogo para acumular força de negociação agora --mas com um olho em 2030, analisa Dora Kramer, da Folha de S.Paulo.

Josias de Souza: Bolsonaro comanda de dentro da prisão briga de facções da direita

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Amanda Klein: O PT à espera de Haddad

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Dora Kramer: Kassab joga hoje de olho no amanhã

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