O presidente Lula vetou integralmente ontem o projeto de lei da dosimetria, que reduziria pena dos condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2023. O presidente já tinha sinalizado que pretendia vetar trechos que beneficiassem Jair Bolsonaro, mas acabou rejeitando todo o projeto. Os vetos serão analisados pelo Congresso. A oposição já disse que deverá pedir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que isso ocorra logo no início dos trabalhos, em fevereiro. Como Lula não tem maioria no Parlamento, os bolsonaristas acreditam que convencerão o centrão a unir forças e derrubar o veto. A proposta reduz a pena dos envolvidos no 8 de Janeiro, Bolsonaro teria sua pena reduzida e poderia deixar a prisão em cerca de dois anos. O veto de Lula à íntegra do projeto foi anunciado no Palácio do Planalto durante evento que marcou três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. Após veto do PL da dosimetria, relator no Senado apresenta PL da Anistia. O senador Esperidião Amin protocolou ontem um projeto que pede a anistia total aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Amim foi o relator na Casa do projeto de lei que reduz as penas aos envolvidos nas manifestações golpistas e havia anunciado que apresentaria um texto pela anistia em caso de veto do presidente Lula. O projeto pede anistia aos processados ou condenados no Supremo Tribunal Federal envolvidos nos eventos do dia 8 de janeiro de 2023, desde que suas condutas possuam motivação política ou eleitoral. Na justificativa, o senador afirma que um destaque aprovado na Assembleia Constituinte de 1988 prevê a possibilidade de anistia aos crimes cometidos contra a ordem constitucional e o Estado democrático de direito. Além pedir a anistia dos envolvidos na tentativa de golpe, Amim disse que também votará pela derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria. Lewandowski entrega carta de demissão a Lula. O ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski formalizou ontem a sua demissão do cargo por meio de uma carta entregue em mãos ao presidente Lula em que afirma seu desejo de sair por motivos pessoais e familiares. A exoneração do ministro será publicada no Diário Oficial de hoje e a conversa entre ele e Lula foi "cordial", segundo aliados. Segundo a colunista do UOL Daniela Lima, no documento, assinado às 12h13 de ontem, o ministro disse ter sido um "privilégio" continuar a servir ao país mesmo após sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal, e que sai com a convicção de ter exercido "as atribuições do cargo com zelo e dignidade". Ainda não há definição de quem vai assumir a pasta. Trump ameaça realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas no México. O presidente dos Estados Unidos afirmou ontem, em entrevista à emissora Fox News, que ataques "por terra" contra cartéis de drogas no México estão cada vez mais próximos. "Vamos começar agora a atacar por terra os cartéis. Eles estão controlando o México. Estão matando 250, 300 mil pessoas no nosso país todos os anos", disse. Washington classificou vários cartéis mexicanos como organizações terroristas e na semana passada chegou a perguntar para a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, se ela precisava da ajuda das forças armadas dos EUA para combatê-los. A líder do México rejeita qualquer operação de Trump e insiste no respeito à soberania do seu país. Na segunda-feira, Sheinbaum afirmou que a América não pertence aos Estados Unidos nem a uma doutrina. Saiba mais. EUA estudam oferecer R$ 530 mil a moradores da Groenlândia para anexar ilha. O governo de Donald Trump estuda meios de pagar moradores da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, em troca de apoio ao plano de anexação da ilha, segundo informações da agência Reuters. Os EUA avaliam pagar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (de R$ 53 mil a R$ 538 mil, na atual cotação) a cada apoiador. Atualmente, a Groenlândia tem uma população de aproximadamente 57 mil pessoas. Além de arquitetar um plano para "adquirir" a ilha, como Trump declarou na última quarta-feira, a Casa Branca não descarta outras ações, como o uso da força militar, como ocorreu na Venezuela. Autoridades de Copenhague e Nuuk têm afirmado que a Groenlândia "não está à venda". Líderes europeus ressaltam que os EUA e a Dinamarca são aliados na Otan, o que prevê acordo de defesa mútua, não de entraves beligerantes. A União Europeia também saiu em defesa da independência da Groenlândia. |
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