segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

México mata "El Mencho", e cartel responde com onda de ataques violentos

 

Policiais isolam área onde veículos foram incendiados por membros do crime organizado para bloquear uma estrada após operação militar que terminou com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", foi morto, em Zapopan, México

Policiais isolam área onde veículos foram incendiados por membros do crime organizado para bloquear uma estrada após operação militar que terminou com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", foi morto, em Zapopan, México

Gilberto Gallo/Reuters


Do UOL

O Exército do México, com apoio de inteligência dos Estados Unidos, matou neste domingo Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) e um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.

Ele foi baleado durante um confronto em Tapalpa, na região montanhosa do estado de Jalisco, e morreu enquanto era transferido para a Cidade do México, segundo autoridades mexicanas.

 

Retaliação imediata

Horas após a operação, o CJNG promoveu bloqueios com veículos incendiados em rodovias de ao menos oito estados. Colunas de fumaça foram registradas em Puerto Vallarta, e Guadalajara — uma das cidades-sede da próxima Copa do Mundo — teve vias esvaziadas e comércio fechado.

Companhias como American Airlines e Air Canada cancelaram voos. Representações diplomáticas recomendaram que cidadãos estrangeiros permanecessem em locais seguros.

Pressão externa e coordenação bilateral

A operação ocorre em meio a pressão política de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha defendendo medidas mais duras contra cartéis mexicanos e chegou a mencionar a possibilidade de ações unilaterais.

Fontes dos dois governos indicam que a captura e morte de Oseguera foi coordenada por uma força-tarefa conjunta sediada no Arizona, criada no fim do ano passado para integrar inteligência militar e policial dos dois países.

 

O que pode vir a seguir

Especialistas em segurança avaliam que a morte de "El Mencho" não desarticula automaticamente o CJNG. O grupo expandiu sua presença internacional nos últimos anos e opera com comando descentralizado.

Sem um sucessor incontestável — o filho do líder cumpre prisão perpétua nos EUA —, o cartel pode enfrentar disputas internas. Autoridades americanas já alertaram para possíveis "espasmos de violência" nas próximas semanas.

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