O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli foi sorteado ontem como relator para analisar um pedido da Câmara dos Deputados para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue o caso do banco Master. O pedido, que também envolve a investigação das relações do Master com o Banco de Brasília, foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, ex-governador do Distrito Federal. Ele afirma que o requerimento para implementar a comissão já tem assinaturas necessárias e cumpre todas as formalidades, mas que o presidente da Câmara, Hugo Motta, estaria sendo omisso. Toffoli, que se retirou da relatoria do processo do Master no Supremo depois de ter seu nome e de seus familiares envolvidos no caso, se declarou suspeito "por motivo de foro íntimo' para analisar a ação. Em sua decisão, ele citou, no entanto, a nota divulgada pelo STF chancelando sua atuação como relator das investigações, salientando que "foram agastadas por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento" de sua atuação nos processos da Operação Compliance Zero. Após a declaração de suspeição, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado o novo relator do pedido de CPI. CPI do Crime Organizado quebra sigilos do cunhado de Vorcaro e de Sicário. A comissão parlamentar do Senado aprovou a quebra de sigilo de Fabiano Zettel e de Luiz Phillipi Mourão. O primeiro é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, e o segundo morreu na semana passada, após ter sido preso suspeito de cumprir ameaças de violência a mando do ex-banqueiro. Os dois foram presos na semana passada na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes de ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos de informática praticados por organização criminosa. Sicário morreu dois dias após tentativa de suicídio na cadeia, segundo a PF. Saiba mais. Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite de ontem, o índice de brasileiros que não confiam no Supremo Tribunal Federal chegou a 43%, maior taxa registrada desde o início da série, em 2012. Esse número era de 38% na pesquisa anterior, em dezembro de 2024. Desde então, os que confiam muito na corte caíram de 24% para 16%. O cenário não é diferente para o Poder Judiciário como um todo. A parcela da população que declara não confiar na Justiça subiu de 28% para 36%, também o maior índice da série (que, neste caso, é desde 2017). Em relação ao STF, o crescimento na desconfiança é acompanhado por uma piora na avaliação do trabalho dos ministros: só 23% da população avaliam o desempenho como ótimo ou bom, uma queda significativa em relação aos 32% registrados em dezembro. A avaliação ruim ou péssima subiu de 35% para 39%. Veja os dados. Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno. Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem mostrou o senador Flávio Bolsonaro com três pontos percentuais a mais do que no último levantamento e empatado numericamente com o presidente Lula em um eventual segundo turno das eleições. O presidente aparece à frente de outros seis nomes testados. No cenário entre Lula e Flávio, os dois aparecem com 41% das intenções de voto. Em fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio 38%. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registrou variação significativa entre o segmento de eleitores independentes, saindo de 21% em janeiro deste ano para 26% em fevereiro e 32% em março. A margem de erro máxima para este grupo é de três pontos percentuais. De janeiro a março, Lula caiu de 37% para 27% no segmento. Nos cenários de primeiro turno, Lula lidera numericamente em todos os cenários, com Flávio logo atrás. A diferença entre eles varia de 1 a 7 pontos. A Quaest testou como alternativas as candidaturas de Ratinho Jr, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite, Aldo Rebelo e Renan Santos. Veja os números. Governo do Irã diz que país não disputará a Copa do Mundo. O ministro do esporte iraniano afirmou ontem que o país não disputará a Copa do Mundo de 2026 por conta da guerra com os Estados Unidos e Israel. O chefe da federação iraniana de futebol também já havia levantado dúvidas sobre a presença na Copa, mas até o momento não há uma formalização do pedido de saída à Fifa. A entidade pediu "calma" na resolução do problema. Segundo o regulamento, em caso de desistência ou exclusão, a Fifa definirá um substituto. A seleção do Irã está no Grupo G e tem três jogos marcados na fase de grupos em território americano contra Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles e o Egito em Seattle. |
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