Em meio à já pouco ortodoxa política externa do presidente americano Donald Trump, causou espanto a notícia, antecipada pela colunista Mariana Sanches, de que os EUA devem, nos próximos dias, classificar o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. Quais serão as possíveis consequências disso? Para o colunista Nelson de Sá, a notícia abre uma caixa de Pandora com múltiplas ameaças à soberania brasileira. Sá ouviu especialistas que alertam que a medida deixa uma brecha para uma intervenção unilateral americana no país e tem, em última instância, o objetivo de minar a relação econômica entre Brasil e China. Nesta segunda-feira, Mariana Sanches relatou que o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, procurou seu colega americano, Marco Rubio, para pedir esclarecimentos sobre a possível medida. A diplomacia brasileira está desconfortável com a notícia (ainda extraoficial) e sempre se opôs à ideia, com o argumento de que essas organizações criminosas não têm motivações ideológicas. O Itamaraty, relata Mariana, também vê as digitais da extrema direita nacional nesse movimento americano. Mariana Sanches: EUA devem anunciar CV e PCC como organizações terroristas nos próximos dias Mariana Sanches: Vieira fala com Rubio após risco de EUA definirem CV e PCC como terroristas Nelson de Sá: Declarar PCC narcoterrorista abre 'caixa de Pandora' contra soberania |
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