quinta-feira, 9 de abril de 2026

Trump amarela contra o Irã. Qual o seu legado na política externa dos EUA?

 

Protesto na Times Square, em Nova York, contra a guerra com o Irã, em 19 de março. Para Vinicius Torres Freire, com o recuo Trump pode conseguir um jeito de mentir sobre a guerra para os americanos

Protesto na Times Square, em Nova York, contra a guerra com o Irã, em 19 de março. Para Vinicius Torres Freire, com o recuo Trump pode conseguir um jeito de mentir sobre a guerra para os americanos

Eduardo Munoz/Reuters



Roger Modkovski

Trump always chickens out? Trump sempre amarela? O meme tem razão?

Depois de uma ameaça espetacular de "deletar a civilização iraniana", o presidente dos EUA recuou e concordou com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã na guerra no Oriente Médio. Os dois lados cantaram vitória.

No fim de semana, EUA e Irã vão se reunir para tentar negociar o fim das hostilidades.

João Paulo Charleaux ressalta que as ameaças de Trump passam os limites morais americanos e configuram crimes de guerra. Ele também afirma que a intervenção trumpista no conflito, com seus blefes e ataques, se afastou da diplomacia e resultou em condições crescentemente desfavoráveis para encerrar o conflito regional.

O colunista Leonardo Sakamoto comemorou o fato de Trump ter recuado do ataque, mas lamentou o fato de que, com a violenta retórica do republicano, o mundo tenha se acostumado um pouco mais com a barbárie.

 

E Igor Gielow, da Folha de S.Paulo, nota que Trump conseguiu promover um "estrago irremediável" no legado de 250 anos de presença norte-americana no palco global. O resultado imediato de sua diplomacia heterodoxa, segundo Gielow, é a instauração do caos no Oriente Médio e um impacto negativo na imagem dos EUA no mundo.

Na seara doméstica, Luis Fakhouri e Felipe Bailez observam que a amarelada de Trump, ao baixar o preço do petróleo, foi um presente eleitoral para o presidente Lula, cujo governo monitora o preço dos combustíveis de olho em sua repercussão nas eleições do fim do ano.

João Paulo Charleaux: Ao recuar de ultimato apocalíptico, Trump revela os limites do blefe

Leonardo Sakamoto: Trump amarelou de novo, e o mundo se acostuma um pouco mais à sua barbárie

Igor Gielow: Trump tenta se descolar de estrago irremediável que provocou

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