O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), considerou uma "falta grave" o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, ter mantido uma arma de fogo em casa. O magistrado deu nesta quarta-feira (24) um prazo de 48 horas para a PGR (Procuradoria Geral da República) se pronunciar sobre o caso, antes de decidir se o ex-mandatário condenado e preso por tentativa frustrada de golpe de Estado será devolvido ao regime fechado —o prazo de sua prisão domiciliar vence nesta quinta-feira (25). Em sua defesa, Bolsonaro disse que precisava da arma porque "tinha três mulheres em casa" para proteger, num condomínio fechado em Brasília. O que acontece agora? Para o colunista Leonardo Sakamoto, Bolsonaro aposta que Moraes, fragilizado pela questão do contrato da esposa com o Banco Master, vai "aliviar sua barra" e mantê-lo na domiciliar. Josias de Souza também acha que a decisão se dará sob uma atmosfera política, apesar de o pedido de renovação da domiciliar feito pela defesa ter "consistência de gelatina". Ele acrescenta: "Com Bolsonaro na Papudinha, a vitimização subiria os palanques junto com o filho [Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência]". Josias nota ainda que a suposta valentia alardeada por Jair Bolsonaro entra em contradição com a enfermidade que é, afinal, o motivo de lhe ter sido concedida a prisão domiciliar. Leonardo Sakamoto: Bolsonaro aposta que o 'irmão em Cristo' Moraes vai livrá-lo Josias de Souza: Futuro prisional de Bolsonaro é decidido sob atmosfera política Josias de Souza: 'Mulheres em casa': valentia de Bolsonaro desdiz enfermidade Wálter Maierovitch: Bolsonaro com o pé na Papudinha e outro na casca de banana Carla Araújo: Defesa de Bolsonaro vai insistir na prisão domiciliar por conta de saúde Daniela Lima: Argumento para explicar a arma de Bolsonaro é frágil |
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