quarta-feira, 24 de junho de 2026

Réplica do Master? PF bloqueia R$ 670 milhões do banco do bispo Edir Macedo

 

Bispo Edir Macedo, da Universal: seu partido já ensaia tese de "perseguição política" ao Digimais

Bispo Edir Macedo, da Universal: seu partido já ensaia tese de "perseguição política" ao Digimais

Reprodução/Facebook/Bispo Edir Macedo


Roger Modkovski

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) nove mandatos de busca e apreensão em uma operação que investiga suspeitas de fraude na gestão do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, com sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.

Segundo representação da Polícia Federal obtida pelo UOL, o Digimais adotou "práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master", do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatam Fabio Serapião e Natália Portinari.

Júlio Wiziack informa que Macedo descumpriu ordem do Banco Central de injetar R$ 250 milhões no banco e teria feito uma manobra contábil para tentar cobrir um rombo na instituição. O Digimais perdeu um acordo com o BTG que poderia salvá-lo e, segundo Wiziack, agora caminha para ser liquidado pelo BC.

O Digimais não se manifestou sobre a operação. O colunista Josias de Souza relata que a bancada de Macedo no Congresso, no partido Republicanos, já ensaia a tese de "perseguição política" contra o banco. O bispo não foi alvo de buscas hoje, mas seu nome está incluído no rol dos investigados, lembra Josias.

E Leonardo Sakamoto questiona: como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também do Republicanos, explica ter permitido que empréstimos consignados para policiais militares do estado tenham sido operados pelo banco ligado ao líder de seu partido? O UOL procurou o governo estadual para falar do assunto, mas não teve resposta.

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