quinta-feira, 9 de julho de 2026

Copa do Mundo: VAR e Trump alimentam suspeitas e teorias conspiratórias

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente dos EUA, Donald Trump, posam para selfie durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026

 

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente dos EUA, Donald Trump, posam para selfie durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026

Evelyn Hockstein



Asdrúbal Figueiró

A decisão da Fifa de anular a suspensão automática do atacante da seleção dos EUA Folarin Balogun, expulso contra a Bósnia-Herzegovina, e a invalidação, após alerta do VAR, de um gol do Egito contra a Argentina dominaram as discussões durante o dia de pausa na Copa do Mundo.

Para PVC, o pedido da França de anulação da suspensão do meia Michael Olise, punido com o segundo cartão amarelo contra o Paraguai, mostra que a Fifa "abriu a porta do inferno". Na opinião do colunista, sem a decisão anterior, tomada após intervenção do presidente Donald Trump, "a França não teria nenhuma razão para discutir o cartão amarelo de Olise".

O pedido francês foi rejeitado pela Fifa nesta quarta-feira. A França baseou sua solicitação em imagens de vídeo que mostram que o paraguaio Matías Galarza simulou a agressão que rendeu a punição a Olise.

PVC lembra que a anulação da suspensão de Balogun foi a segunda na história das Copas. A primeira ocorreu em 1962, envolvendo o Brasil, quando Garrincha foi perdoado e pôde participar da final contra a Tchecoslováquia, vencida pelo Brasil por 3 a 1.

Jornais da época relatam que a suspensão foi anulada porque o juiz da semifinal contra o Chile, o peruano Arturo Yamasaki, admitiu em súmula não ter visto a agressão de Garrincha a Eladio Rojas. A expulsão foi determinada com base no relato de um dos bandeirinhas.

Para Juca Kfouri, a anulação da suspensão automática do jogador americano após a intervenção de Trump também torna "compreensível que frutifiquem quaisquer teorias da conspiração".

"Daí é natural que surja a especulação de que Donald Trump agora queira jogar água no moinho do aliado Javier Milei", argumenta Kfouri, em referência às teorias que começaram a circular após o que chamou de intervenção "seletiva [do VAR] no jogo da Argentina contra o Egito".

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