quinta-feira, 2 de julho de 2026

GIRO PELO MUNDO

 

Explosão durante bombardeio com mísseis russos em Kiev

Explosão durante bombardeio com mísseis russos em Kiev

Eugene Kotenko/AFP

Noite de horror em Kiev

Do UOL

A Rússia bombardeou a capital ucraniana por 11 horas seguidas, da noite de quarta até a manhã desta quinta-feira, no que o prefeito Vitali Klitschko chamou de "ataque mais massivo" já sofrido pela cidade. Pelo menos 18 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas, segundo autoridades locais — balanço que ainda pode subir, com equipes de resgate procurando sobreviventes nos escombros, entre eles uma adolescente de 15 anos e sua família.

Foram 74 mísseis e 496 drones, dos quais 25 mísseis e 12 drones atravessaram as defesas aéreas, informou a Força Aérea da Ucrânia. Prédios residenciais desabaram parcialmente, e um posto de ambulâncias, um hotel e um instituto de pesquisa foram atingidos. Danos foram registrados em 30 pontos da cidade.

Moscou classificou o bombardeio como retaliação. Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou ataques de longo alcance contra refinarias e instalações militares em território russo, provocando escassez de combustível que o presidente Vladimir Putin admitiu estar "criando problemas". Nesta madrugada, forças ucranianas atingiram mais uma grande refinaria, na região de Níjni Novgorod, a leste de Moscou. O Kremlin avisou que vai "continuar aumentando a pressão" sobre Kiev; o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, pediu aos aliados mais sistemas de defesa antiaérea Patriot — "não apenas palavras de condenação".

Venezuela: o luto que não começa

Uma semana depois do duplo terremoto, o governo de Delcy Rodríguez decretou luto nacional com um balanço oficial de 2.295 mortos e mais de 11 mil feridos — mas o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, admitiu que o número pode chegar a 10 mil. A plataforma paralela organizada pela opositora María Corina Machado registra mais de 40 mil pessoas "sem contato" com as famílias. Em La Guaira e Caracas, parentes dormem em colchões diante dos prédios colapsados, à espera de resgatar ao menos os corpos. São 855 edifícios danificados, 189 deles totalmente destruídos, e mais de 600 réplicas já registradas.

Irã e EUA: avanço em Doha, tensão em Hormuz

O Qatar relatou "progresso positivo" na rodada de negociações técnicas indiretas entre Washington e Teerã sobre o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. Os dois lados devem criar um canal de comunicação para tratar de violações do acordo interino. Ao mesmo tempo, o comando militar iraniano advertiu que qualquer interferência americana no Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — terá "resposta decisiva e rápida". O Irã também protestou na ONU contra ameaças israelenses ao líder supremo Mojtaba Khamenei, que classificou de "terrorismo de Estado".

Colômbia inicia transição sob atrito

Começa hoje o processo de transição entre o governo de Gustavo Petro e o presidente eleito Abelardo de la Espriella, que toma posse em 6 de agosto. O vice eleito, José Manuel Restrepo, disse ao jornal El Tiempo que a equipe se prepara há sete meses e prometeu "alertas" sobre contratações de última hora do governo que sai, incluindo 1,6 bilhão de pesos empenhados pela Fiduprevisora três dias antes da eleição. Restrepo também chamou de "vergonhoso" o documento do senador eleito Iván Cepeda, que condiciona o reconhecimento do novo presidente e ameaça com desobediência civil.

Trump lucrou US$ 1,4 bilhão com criptomoedas — e seus fãs perderam

A declaração patrimonial anual do presidente americano revelou ganhos de US$ 1,4 bilhão com criptoativos em 2025, quase três vezes o que rendeu seu império de hotéis e campos de golfe. Só o projeto World Liberty Financial, da família Trump, rendeu US$ 800 milhões. Do outro lado do balcão, cerca de dois terços dos investidores da memecoin $TRUMP estão no prejuízo, segundo a empresa de dados Nansen — o token despencou 97% desde o pico. A revelação, destacada pelo Wall Street Journal, deve complicar a negociação no Senado de uma lei de regulação de criptomoedas: democratas e alguns republicanos exigem cláusulas que proíbam o presidente de lucrar com ativos que ele próprio regula.

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