quinta-feira, 16 de julho de 2026

GIRO PELO MUNDO

 

Fumaça sobe após explosão em local não identificado durante bombardeios dos EUA contra o Irã, em imagem divulgada pelo Comando Central americano

Fumaça sobe após explosão em local não identificado durante bombardeios dos EUA contra o Irã, em imagem divulgada pelo Comando Central americano

U.S. Central Command/ via Reuters

EUA intensificam ataques ao Irã e alvejam navio que tentava furar bloqueio

Do UOL

Os Estados Unidos lançaram novas ondas de ataques contra o Irã, atingindo pela primeira vez nesta rodada do conflito a região de Teerã, segundo a mídia estatal iraniana. É o quinto dia consecutivo de bombardeios americanos desde que a Casa Branca reimpôs o bloqueio naval aos portos iranianos.

O Comando Central americano afirma ter inutilizado um petroleiro de bandeira de Curaçao que navegava rumo à ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Segundo a versão militar, a embarcação ignorou avisos e foi atingida por mísseis disparados de uma aeronave contra sua chaminé. O Irã retaliou com mísseis e drones contra o Bahrein e o Kuwait, países que abrigam forças americanas — os dois governos relatam ter interceptado os projéteis.

O acordo preliminar que deveria encerrar a guerra, iniciada em fevereiro, está em frangalhos. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que Teerã "não tem razão" para cumprir o memorando se não se beneficiar dele. Donald Trump, por sua vez, ameaçou bombardear pontes e usinas de energia caso o Irã não retome as negociações — e declarou que o país "é melhor se comportar". Autoridades iranianas afirmam que os ataques americanos já mataram mais de 35 pessoas e feriram mais de 300.

O Estreito de Hormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, segue no centro da disputa. A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou fechar todas as rotas de exportação de energia do Oriente Médio: "ou para todos, ou para ninguém". Autoridades americanas ouvidas pela agência Reuters admitem, sob anonimato, que os ataques atuais também servem para "preparar o terreno" caso Trump ordene operações mais amplas — incluindo a eventual tomada da ilha de Kharg.

Indicação de Blanche para a Justiça americana fica por um fio após sabatina tensa

A confirmação de Todd Blanche como secretário de Justiça dos Estados Unidos ficou incerta após cinco horas de sabatina no Senado. Ex-advogado criminal de Trump e no cargo interinamente desde abril, Blanche foi pressionado sobre o acordo que costurou para encerrar o processo do presidente contra a Receita americana — pacto que incluía ampla imunidade fiscal para Trump e sua família e um fundo de US$ 1,8 bilhão para supostas vítimas de "perseguição judicial", depois abandonado sob protesto de senadores republicanos.

O voto decisivo pode ser o do republicano John Cornyn, do Texas, que disse não ter se decidido. Como os democratas estão unidos contra a indicação, um único "não" republicano no Comitê de Justiça basta para travá-la. Cornyn, ex-juiz, questionou por que a extinção do fundo nunca foi formalizada por escrito. Pressionado sobre sua relação com o presidente, Blanche cometeu um ato falho: "Sou o advogado dele", disse, corrigindo-se em seguida — "fui o advogado dele".

Reação contra a inteligência artificial vira ameaça física a executivos, diz jornal

Reportagem do Wall Street Journal revela que empresas de inteligência artificial nos EUA enfrentam uma escalada de ameaças violentas contra seus executivos. Um homem foi acusado de tentativa de homicídio após arremessar um coquetel molotov contra a casa de Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, em abril; segundo a polícia, ele portava um manifesto defendendo a morte de dirigentes do setor. A Anthropic também registrou invasão de sede e ameaças a funcionários.

Segundo a empresa de monitoramento Liferaft, o volume de ameaças digitais a chefes de empresas de IA e a centros de dados cresceu sete vezes entre fevereiro e maio. O pano de fundo é a insatisfação popular com demissões atribuídas à tecnologia: pesquisa da Universidade Quinnipiac indica que 55% dos americanos consideram que a IA faz mais mal do que bem.

Os EUA anunciaram que Líbano e Israel fecharam, após dois dias de conversas em Roma, as diretrizes para uma retirada parcial de tropas israelenses do sul libanês.

Argentina vira sobre a Inglaterra e fará a final da Copa contra a Espanha

A Argentina está de novo na final da Copa do Mundo. Depois de sair atrás com gol de Anthony Gordon aos 9 minutos do segundo tempo, a atual campeã virou para 2 a 1 em Atlanta, com um chute de fora da área de Enzo Fernández aos 39 e uma cabeçada de Lautaro Martínez nos acréscimos, após cruzamento de Lionel Messi. A decisão contra a Espanha será no domingo, em Nova Jersey.

Para a Inglaterra, que não disputa uma final de Mundial há 60 anos, a espera continua. A seleção de Thomas Tuchel recuou demais após abrir o placar e pagou caro: foram 15 finalizações argentinas contra apenas cinco dos ingleses. Messi, aos 39 anos, disputará sua terceira final de Copa, com a chance de um bicampeonato consecutivo inédito para a Argentina. Ao fim do jogo, jogadores estenderam no gramado uma faixa com os dizeres "as Malvinas são argentinas", em referência ao território disputado com o Reino Unido.

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