quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Lula, Motta e Alcolumbre anunciam acordo por fim da escala 6x1 e MP das blusinhas

 

26.ago.2026 - O presidente Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no Palácio da Alvorada

26.ago.2026 - O presidente Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no Palácio da Alvorada

Ricardo Stuckert



Asdrúbal Figueiró

Os presidentes do Senado, David Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeram hoje a acelerar a votação da MP das blusinhas e da proposta que acaba com a escala 6x1.

O anúncio foi feito depois de um almoço entre os dois e o presidente Lula, no Palácio da Alvorada. A reunião é mais um passo na reaproximação entre Lula e Alcolumbre, que estavam afastados desde a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias para o STF, em abril.

A MP das blusinhas prevê a isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas participantes do Remessa Conforme. Ela perde a validade se não for aprovada pelo Congresso até 8 de setembro.

A proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda depende de aprovação no Senado.

O Congresso deve se reunir para dar andamento às propostas na semana que vem.

Letícia Casado diz que o anúncio de hoje é uma demonstração de força e união entre Lula, Motta e Alcolumbre. Para a colunista, a iniciativa "diz muita coisa sobre o jogo de forças em Brasília, sobre para onde está caminhando a perspectiva da política com o resultado das urnas."

"Lula já conseguiu essa vitória de posar para foto, de estar com eles e tocar a pauta. Talvez esse tema não seja votado e não termine antes da eleição. Só que já vira uma bandeira de campanha."

Para Felipe Salto, a mudança na escala 6x1 tem duas dimensões. Uma delas é a discussão sobre o mercado de trabalho e o impacto da medida sobre diferentes setores da economia. A outra é a adequação dos regimes de trabalho do Brasil ao que já vem acontecendo no mundo.

"Isso é meio inevitável. Nós vamos caminhar para uma flexibilização da jornada, com uma mudança desses parâmetros que têm sido seguidos já há bastante tempo."

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