quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PF mira filho e assessor de Lula e amigo de Flávio Bolsonaro

 

 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula

Reprodução



Asdrúbal Figueiró

A Polícia Federal identificou uma ou mais transferências bancárias da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete e um dos assessores mais próximos do presidente Lula.

A informação foi publicada pelo site Poder 360, que fala em transferências, no plural. Outras fontes sustentam que houve apenas um depósito.

Marco Aurélio, também conhecido como Marcola, confirmou o recebimento e disse que se tratava de um empréstimo já quitado.

"Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função." Segundo a Folha de S.Paulo, Lula ordenou ao assessor que explicasse a operação.

Horas depois da revelação, o ministro Flávio Dino (STF) também autorizou a Polícia Federal a abrir um terceiro inquérito para apurar uma suposta interferência indevida de Lulinha em favor de interesses privados no governo.

A defesa de Lulinha disse que ele "não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade" e classificou a investigação como uma "pesca probatória".

Daniela Lima diz que o empréstimo de Luchsinger a Marcola deixou o presidente Lula com "um gosto muito amargo na boca de traição".

"Isso indica que, pela proximidade que tinha com Lulinha, ela, no mínimo, conseguiu angariar a confiança de pessoas próximas ao presidente."

Em outra frente, o advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro, e parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, foram alvos de mandados de busca pela Polícia Federal, informa Fabio Serapião.

A PF apura se o advogado atuou na lavagem de dinheiro para Weverton, investigado na operação Sem Desconto, que trata dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Em nota, Tomaz disse que "não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal". O senador afirmou que não tem nada a esconder e criticou a operação da PF.

Letícia Casado informa que Willer Tomaz é uma das pessoas mais influentes no Judiciário em Brasília e teve participação na indicação de Nunes Marques para o STF feita por Bolsonaro.

"Durante a gestão de Jair Bolsonaro na Presidência, Flávio, Willer e Frederick Wassef (advogado do presidenciável) eram apelidados de 'WWF'. Basicamente, tudo em Brasília passava por eles."

Comentando as suspeitas de irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro e pessoas próximas a Lula, Josias de Souza afirma que algo de anormal precisa ocorrer para restaurar a sanidade no país.

"Um bom começo seriam investigações criminais rigorosas e bem feitas, capazes de interromper o ciclo de impunidade."

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