A Polícia Federal identificou uma ou mais transferências bancárias da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete e um dos assessores mais próximos do presidente Lula. A informação foi publicada pelo site Poder 360, que fala em transferências, no plural. Outras fontes sustentam que houve apenas um depósito. Marco Aurélio, também conhecido como Marcola, confirmou o recebimento e disse que se tratava de um empréstimo já quitado. "Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função." Segundo a Folha de S.Paulo, Lula ordenou ao assessor que explicasse a operação. Horas depois da revelação, o ministro Flávio Dino (STF) também autorizou a Polícia Federal a abrir um terceiro inquérito para apurar uma suposta interferência indevida de Lulinha em favor de interesses privados no governo. A defesa de Lulinha disse que ele "não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade" e classificou a investigação como uma "pesca probatória". Daniela Lima diz que o empréstimo de Luchsinger a Marcola deixou o presidente Lula com "um gosto muito amargo na boca de traição". "Isso indica que, pela proximidade que tinha com Lulinha, ela, no mínimo, conseguiu angariar a confiança de pessoas próximas ao presidente." Em outra frente, o advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro, e parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, foram alvos de mandados de busca pela Polícia Federal, informa Fabio Serapião. A PF apura se o advogado atuou na lavagem de dinheiro para Weverton, investigado na operação Sem Desconto, que trata dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Em nota, Tomaz disse que "não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal". O senador afirmou que não tem nada a esconder e criticou a operação da PF. Letícia Casado informa que Willer Tomaz é uma das pessoas mais influentes no Judiciário em Brasília e teve participação na indicação de Nunes Marques para o STF feita por Bolsonaro. "Durante a gestão de Jair Bolsonaro na Presidência, Flávio, Willer e Frederick Wassef (advogado do presidenciável) eram apelidados de 'WWF'. Basicamente, tudo em Brasília passava por eles." Comentando as suspeitas de irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro e pessoas próximas a Lula, Josias de Souza afirma que algo de anormal precisa ocorrer para restaurar a sanidade no país. "Um bom começo seriam investigações criminais rigorosas e bem feitas, capazes de interromper o ciclo de impunidade." |
Nenhum comentário:
Postar um comentário